História A Criada dos Charlotte - Capítulo 10


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Categorias One Piece
Tags Big Mom, Charlotte Katakuri, Charlotte Oven, Katakuri, Katakurixleitor, One Piece, Oven
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Palavras 3.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Festa, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Seinen, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Tortura


— Onde está aquela vadia?!

Oven, com a mão na cabeça, procurava por |vc| que nem um doido. Estava obviamente furioso. Ser enganado e atacado daquele jeito era algo inadmissível. Ele castigaria |vc|.

Enquanto isso, |vc| tinha sido barrada antes de sair de casa.

— Por favor, preciso sair daqui! Soltem-me!

— Sinto muito, mas não podemos autorizar isso! Nosso patrão nos mataria!

— Por favor, eu imploro! — |vc| pedia quase em lágrimas.

— Então a acharam! — Oven emitiu um calor quase insuportável, fazendo os criados a soltarem. |Vc| caiu no chão, mas saiu se arrastando pelo chão e dirigiu-se a grande saída da porta. Ao empurrar a porta, |vc| recolheu as mãos imediatamente, devido ao calor similar a uma chapa. Oven estava atrás de |vc|, com uma mão na porta e transmitindo seu calor.

— Por favor... me perdoe! Eu... — |vc| implorou com a cabeça baixa.

— Só perdoo se for corretamente punida... — disse ele, lambendo os lábios.

 

|Vc| estava em uma situação embaraçosa e complicada. Oven havia |te| capturado e havia te colocado presa no porão. Com as mãos amarradas no alto de um tronco. Nua. Jamais pensou em |sua| vida passar por isso. O calor naquele lugar era intenso. |Sua| pele |cor dela| estava levemente molhada de suor.

Oven observava malicioso para |seu| corpo. Estava sentado em um banquinho em frente a |vc|, porém distante. Estava apenas sem sua capa, exibindo seu peitoral robusto. Os olhos do homem brilhavam ao passar por todas as curvas do |seu| corpo.

|Sua| cabeça estava baixa, recusando olhar para aquele homem louco. |Vc| só se preparava para o pior, contra |sua| vontade. E ninguém podia entrar ali e |te| defender, |te| tirar dali.

— |Seu Nome|.

Oven |te| chamava para que olhasse para ele, mas |vc| se recusava a olhá-lo.

— |Seu Nome|... levanta essa cabeça... que não soube pensar quando me atacou daquele jeito.

Ele se levantou e caminhou até |vc| no tronco. Ajoelhou-se com um dos joelhos e levantou |seu| queixo com o indicador. |Vc| estava de olhos fechados, recusando olhá-lo. Abrir os olhos era ter que encarar tanto a própria nudez forçada a ser exposta como a cara daquele homem cheio de intenções surreais.

— Não vou mata-la... seria um desperdício! — Oven seguia falando calmamente — Mas não posso deixar passar sua desobediência, |Seu Nome|... não mesmo! — ele pegou em |seu| rosto com força, fazendo |vc| abrir os olhos. Ordenou mais furioso — olhe já para mim!!!

E |vc| acabou obedecendo. Ele sorriu malicioso novamente, soltando seu rosto e descendo com os dedos até seu peito, logo tocando o seio esquerdo. |Vc| apertou os dedos dos pés. Ele seguiu acariciando o seio esquerdo e aumentou a temperatura da ponta dos dedos, fazendo |seu| bico sentir desconforto de queimadura.

— Por favor... devolva-me para a Mama... — |vc| arriscou em pedir isso.

— Silêncio... não pedi suas opiniões... — Oven desceu com o mesmo dedo até o umbigo, deixando avermelhado por onde ele |te| tocava. De repente, |vc| pensou em Katakuri e sentiu ficar vermelha, mas não por causa do calor do seu patrão, mas por pensar em seu ex-patrão. E se ele estivesse vendo |vc| naquela cena de abuso?

|Vc| até sentiu  aquele misto de desconforto e prazer. Mas |seu| semblante não expressava o mínimo de prazer. |Vc| estava envergonhada por estar nua diante daquele homem, que arrancou as roupas sem alguma delicadeza e |te| amarrou pelos pulsos em um dos troncos ali.

— Aqui era uma área onde colocava alguns para serem castigados, quando faziam algo de errado. Sinto até uma nostalgia com esse momento... — o homem dos cabelos que lembravam uma chama simples de fogo descia o dedo pelando de calor até em direção ao clitóris, fazendo |vc| dobrar uma das pernas e gritar de dor. Lá, ele ainda aumentou a temperatura — Isso que acontece... quando algum criado meu se atreve a me desobedecer...

— AAAHHH! Isso dói!!!

— ...e você... não só me desobedeceu, como me enganou e me deu uma garrafada na cabeça... ainda sinto dor... e enquanto não passar minha dor, eu vou te fazer sentir dor também!

Mas ele resolveu parar de queimar aquela região, agora apenas acariciando. |Vc| desceu a perna, começando a se mover apenas com os quadris. |Vc| ainda sentia a região doer, mas também a reagir com aquelas carícias em forma de leve pressão.

— Posso te dar muito mais que prazer... era só você ter aproveitado a oportunidade de conquistar seu patrão, |Seu Nome|... — Oven direcionava seu rosto perto de |sua| intimidade e continuava a explorar |seu| clitóris — é gostoso aqui... quando vocês criadas são tocadas... não é?

— Ahhh.... hmmm... não... sim... não! — |vc| sacudia a cabeça, respirando mais intensamente.

— Heh... eu percebi. Parece que nem a dor está atrapalhando... — ele levou a língua até o seu íntimo para estimular ali, mas |vc| fechou as pernas com força, recusando com aquela atitude que ele prosseguisse. Oven |te| olhou com fúria e forçou-|te| abrir as pernas, afastando os |seus| joelhos com força. Tocou com a língua quente em |seu| clitóris, fazendo |vc| arregalar os olhos. As reações autônomas eram inevitáveis, ainda que quisesse resistir. E a imagem de Katakuri vinha em |sua| mente. Como |vc| queria que ele |te| tirasse dali... que ele golpeasse o irmão e |te| levasse novamente para a casa dele. Jamais imaginou que, evitando qualquer constrangimento e situação comprometedora que magoasse a esposa, levasse |vc| a passar por tudo aquilo.

|Vc| começou a chorar em silêncio. As lágrimas desciam quente pelo |seu| rosto, enquanto Oven passava com pressão a ponta da língua em cima do clitóris, descendo até a entrada de |sua| vagina. |Vc| apertou os lábios, tentava resistir às reações do |seu| próprio corpo. Não queria gozar diante dele, não queria dar esse gosto. Concentrava-se na dor, que ainda |te| incomodava.

— Parece que meu irmão mais velho a manteve conservada... melhor ainda... pois terei o maior prazer em ter seu corpo... ainda intocável...

Não... já tinha sido bem mais explorada pelo |seu| patrão anterior e isso com |seu| consentimento. Apenas não tiveram relação sexual direta. E por isso mesmo que não podia se permitir que este fosse mais além que Katakuri. |Seu| corpo era dele, mesmo que fosse casado. |Vc| reagiu novamente, agora chutando sem força bruta a cabeça dele.

— Mate-me. — |vc| disse.

Oven não poupou em |te| esbofetear. |Vc| gritou com o golpe, mas |vc| até preferia isso que ser sexualmente abusada por ele.

— Parece que não aprendeu a lição! ...pois bem, cansei de dar prazer em receber seus ataques de volta! Vai perecer aí do jeito que está, sem comida e bebida por um dia! Se... — voltou a estimular o bico dos |seus| seios — mudar de opinião... tirarei do castigo. Enquanto não me satisfazer, não se satisfará de uma boa vida na minha casa! Ouviu?!

Mas isso não significava que ele sairia dali. Apenas deixou de |te| estimular e apenas estimulou-se enquanto observava |seu| corpo.

— Continua olhando! — ele ainda queria que o olhasse, enquanto se masturbava diante de você e fez questão de ejacular em |vc|, em direção ao |seus| seios, mas o sêmen desceu até em direção ao |seu| estômago.

Limpou-se, colocando sua capa e saindo do porão batendo o portão com força. A escuridão daquele local |te| arrepiava. Fazia |vc| ter a sensação dos dedos dele percorrendo por suas regiões particulares. Do calor insuportável dele e daquele lugar. Mas algo |te| fez feliz: não |te| possuiu sexualmente por completo. Só por não ser penetrada por aquele feliz, isso já |te| passava uma sensação de paz, mesmo com a ameaça de ficar sem se alimentar por um dia.

Mas nenhum castigo era pior que ficar longe de Katakuri...

 

— Mama!!! Por favor, diga-me se está com |Seu Nome|! — pediu a esposa de Katakuri pelo den den mushi.

— Não é possível que eu tenha que parar meus negócios para um pedido desses! Por que não impediu Katakuri antes? — Big Mom até bocejou. Aturar uma ligação sem muita importância para ela não era algo bom.

— Ele não me consultou! E eu quero |Seu Nome| de volta!

— Acho que já é tarde... ela sequer está comigo!

— ...quê?! — a esposa parecia desacreditada.

— Agora é criada de outro filho meu... e só ele tem poder sobre ela. Quer falar com meu filho Oven?

— Quero! Onde ele está agora?!

— E Katakuri vai permitir que você dê ordens na casa no lugar dele? — Big Mom perguntou de forma debochada.

— ...não me importo com o que ele pensa!

— Oh!

Mama se surpreendeu com a atitude da nora. Tudo isso por causa de uma criada!

— Onde mora Oven? Eu vou até a casa dele e negociarei com ele!

— Eu te mostrarei onde ele mora, mas duvido que Katakuri permita isso!

Katakuri pronuncia o nome da esposa zangado, fazendo ambas em cada lado da linha parar de falar. Mas a esposa dele não se intimidou.

— Diga-me onde ele reside!

— Não tem o direito de incomodar Mama com esses caprichos! — Katakuri reclamava e ela não parecia se importar.

Mama falou da Ilha dos Assados e resolveu desligar por conta própria, não por causa do filho.

— Dá isso aqui! — Katakuri tomou o den den mushi da mão da esposa.

— Agora quer controlar até minhas ligações?

— Pensei que tinha entendido minha explicação.

— E você, pelo visto... não entendeu a minha explicação! — ela parou de discutir ao sentir certa tontura, sendo acudida pelo próprio marido — Não quero sua ajuda!

— Não seja teimosa! Pare de discutir e vem comigo!

Katakuri a pôs sentada na cadeira de balanço que havia na sala da casa. Ela o olhava bufando. Ela havia sentindo um mal-estar que a tirou firmeza e voz, quase a fazendo desmaiar.

— Deve cuidar de sua saúde e a do nosso filho!

— Devia pensar nisso... antes de me separar de |Seu Nome|.

As duas babás vieram até os dois.

— Aconteceu alguma coisa?

— Ela não se sente bem. Fiquem com ela. Eu vou resolver uma coisa.

A esposa abriu os olhos aparentemente exaustos e olhou para ele.

— Katakuri...

— Não fale mais nada. Descanse. Eu prometo que poderá falar com ela e assim, ambas poderão se encontrar.

— ...

— Sr. Katakuri, fique tranquilo! Nós vamos cuidar dela, pode ir seguro.

— Fique aí, a senhorita! — Katakuri ordenava sem nenhuma pressão que a irritasse.

Temendo que isso pudesse abalar a saúde dela e do bebê, Katakuri resolveu ir até Oven e negociar com ele. E por que sua esposa tinha que se dar tão bem com |Seu Nome|?! Pelo bem da saúde de sua família que tinha em casa, precisava trazer a ex-criada de volta. E ambos que tanto evitaram isso...

 

— Como tem passado? — Oven entrava sem nenhuma cerimônia no porão, vendo como |vc| estava. |Vc| estava dormindo profundamente — Oi! Acorda!

— ...hum?

— Teve uma boa noite de sono, não é? Bom saber... apenas vim ver como estava... — ele se aproximou e, ajoelhando, já foi pegando em |seu| rosto e forçando a olhar para ele. Nessa hora que |vc| se tocou e começou a se sacudir nervosa, como se quisesse sair dali. Ele parou |vc| segurando pelos tornozelos — ...quieta! Ainda não me esqueci de ontem... como castigo por me resistir, ficará um dia sem comer. Hoje à noite... vamos continuar o que eu estava animado de fazer ontem... se me irritar, será mais um dia sem comer. Pense bem, |Seu Nome|.

Ele soltou os |seus| tornozelos e voltou a encarar-|te|. |Vc| o olhava séria, perdida... sem saber o que fazer. Por sorte, não estava frio... e estar nua naquele lugar quente e abafado era menos incômodo – ainda que ficar exposta daquele jeito era constrangedor.

— ...Sr. Oven... permita-me fazer um pedido?

— Não. Aliás, pode... se até eu considerar, posso permitir o que me pedir. O que é?

— ...se ao menos... o patrão fizer de tudo, menos sexo... eu aceito lhe proporcionar o prazer que quiser!

Oven gargalhou, levantando-se.

— Logo o melhor quer me impedir, |Seu Nome|? Você é uma criadinha muito mal-acostumada! Não sabe seu lugar e, mesmo depois das minhas punições, ainda acha que pode negociar de igual para igual?

— Sr. Oven... não tenho condições para o que deseja... ahhh! — |seus| pulsos doíam acorrentados no tronco. Aquela posição com os braços para cima estava dando certo formigamento nas articulações dos ombros.

— Heh... pelo pouco que experimentei ontem... — ele se aproximou novamente e começou a fungar o |seu| pescoço, esfregando os lábios e a ponta do nariz contra |sua| pele, para cima e para baixo, fazendo |vc| se arrepiar mais de cócegas que excitação — você consegue sentir facilmente minhas carícias... — ele levou a enorme mão contra |sua| barriga e começou a deslizar sobre ela.

— Agh... então... lhe peço...

— Não! — ele enfatizou — Vou te consumir toda... — falava o homem com a boca colada no |seu| pescoço, cheio de luxúria, rouco, louco de desejo já. Isso em plena manhãzinha — você vai ser meu desjejum... sua criadinha safada!

O den den mushi dele tocou. Contrariado, ele saiu do |seu| pescoço e atendeu.

— Sou eu.

A voz do outro lado da linha fez Oven ficar surpreso. |Vc| ouviu a voz e reconheceu quem era. Por dentro, |vc| gritava de felicidade, mas por fora |vc| continha essa alegria.

— Irmão Katakuri... que surpresa sua ligação! O que deseja? Alguma ordem da Mama?

— Vou até aí explicar o que é. Sim, é algo relacionado à Mama. Depois eu falo, estou com pessoas aqui.

— Ótimo! Venha! — Oven olhou para |vc| naquele momento — Gostaria de saber como está aquela sua ex-criada?

— Não. Ela não me interessa. Vou encerrar agora, até mais tarde!

Katakuri desligou. Oven guardou o den den mushi e riu debochadamente.

— Ainda bem que ele não tem interesse em você... senão, seria obrigado a disfarçar seu castigo e seria mais complicado para mim. Não quero te tirar daí tão cedo... e mais, vai ficar aí bem quietinha quando Katakuri chegar até minha casa! Aliás, gritos daí não ultrapassarão dessa porta! — ele indicou a grande porta de ferro.

— ...sim senhor.

Era desilusão completa para |vc|. Katakuri foi frio e rápido. “Ela não me interessa”. Ele não queria |te| ver, o negócio era algo relacionado à Mama. Ele havia mesmo |te| esquecido. E para |vc|, aquele seria o fim... morreria de fome naquele tronco, pois |vc| não conseguia se entregar sob livre e espontânea vontade para Charlotte Oven, |seu| atual patrão.

— Dessa vez eu terei que pular o desjejum... tenho que preparar algumas coisas aqui, mas... você será o meu jantar ou ceia. É o seu limite, |Seu Nome|. Se não me ceder direitinho, já sabe... passará fome e sede até secar. Vai querer isso?

|Vc| não negou e nem afirmou nada. Oven riu e saiu dali.

 

As horas passaram. Katakuri era recebido por Oven em sua casa.

— Então meu irmão... quer comer alguma coisa?

— Não... apenas vim propor um negócio. Já falei com a Mama e ela disse que eu podia fazer o que quisesse.

— E... o que é? — Oven tinha certo pressentimento que |vc| seria mencionada.

— Preciso da |Seu Nome| novamente.

— Ah...

— Bem... na verdade minha esposa. Ela está prestes a dar a luz e ela está sentindo falta da sua criada, ambas são muito amigas.

— Amigas? Desde quando criados são amigos?

— É... também discordo dessas relações, mas |Seu Nome| tem sido muito companheira da minha esposa e ambas formaram um bom vínculo de amizade. E... eu não a consultei quando entreguei |Seu Nome| para a Mama. Ela está em um estado que não pode se aborrecer... temo pelo meu filho.

— Aaah! — Oven resmungou.

— Por que está resmungando?

— É que... ela tem sido muito útil para mim... ela cuida bem da casa quando estou em meus negócios.

Katakuri teve uma leve e ruim impressão, mas não ficou fixado nisso. Ainda.

— Eu... vou consulta-la antes... — Oven não sabia naquela hora a desculpa perfeita para evitar que |Seu Nome| fosse entregue novamente a Katakuri.

— Sim, traga ela aqui. — Katakuri se sentou, esperando que o irmão a trouxesse.

“Essa não!!!”, pensou Oven.

— Eu... vou busca-la, mas antes me permita trazer um licor!

— Ah... já não bebo mais como antes.

— Só uma tacinha! Já volto!

Oven disfarçava sua preocupação com camaradagem. Katakuri se aproveitou e usou sua habilidade de prever o que aconteceria. O que viu o deixou horrorizado. |Vc| nua, amarrada a um tronco em condições péssimas, aparentemente passando mal. Ele se levantou, apertando os dedos nas mãos, nervoso. Não podia ser real aquela imagem prevista.

O irmão gêmeo mais novo teve uma ideia louca e estava colocando em prática ali mesmo: colocava um sonífero na taça que ofereceria ao irmão. Tempo para preparar |Seu Nome| em relação ao pedido de retorno do homem de cabelos de cor marsala. Ela deveria negar e convencer Katakuri que estava bem com Oven.

— Aqui está nosso licor, meu irmão Katakuri!

Este nem queria saber de mais nada. Tinha que confirmar aquela imagem que captou em sua previsão.

— Leve-me até |Seu Nome| agora.

— Mas... para quê tanta presa? Relaxe... depois eu a chamarei.

Faíscas pareciam brotar dos olhos de Katakuri, fazendo Oven mudar a expressão falsa de tranquilidade.

— ...agora! — Katakuri foi calmo e firme na ordem pronunciada.

— Não sei o porquê dessa súbita mudança de humor... o que está havendo?

Katakuri saiu da sala e se dirigiu ao porão. Já conhecia aquele casarão e sabia bem daquele porão, vagamente mas sabia.

— Katakuri! Sei que é meu irmão, mas por que invade assim minha casa? Espere! — Oven parecia preocupado.

Ao parar com a mão na maçaneta, Katakuri olhou para o irmão. Ele estava como quem tivesse feito algo de errado, o que de fato tinha feito.

— ...|Seu Nome|?

Ele observou boquiaberto |seu| estado. O lugar estava terrivelmente abafado, nem parecia que circulava ar ali dentro. |Vc| estava meio tonta, faminta e principalmente sedenta. Tinha marcas de leves queimaduras – partes em que Oven passou a ponta dos dedos.

— Eu tenho que explicar por que ela está desse jeito!

Nada adiantou Oven se pronunciar. O irmão mais velho foi até |vc| e |te| pegou pelo rosto, fazendo |vc| levantá-lo.

— Á...água... — |vc| pedia nos delírios de |sua| febre.

— Katakuri, ela está aí por que foi rebelde a ponto de me atacar...

— Eu imagino o porquê dela ter te atacado e ter parado aqui! — ele estava furioso, cortando a explicação do outro.

Sem pensar duas vezes, ele desacorrentou |seus| pulsos, fazendo |vc| cair no chão.

— Katakuri! Deixa-me explicar! Você não pode tomar o que é meu, agora!

Katakuri pegava |vc| nos braços e se dirigia para fora. Oven se pôs a frente do portão.

— Não quero que a leve!

— Seu desgraçado!

“Desgraçado”. Oven ficou chocado em ser xingado pela primeira vez pelo irmão que, junto com Daifuku, era mais próximo.

— Mas não é você que acabou de afirmar que são desnecessárias ligações afetivas com nossos criados?

— Ela é uma humana! Não acredito que ela tenha quase te matado a ponto de padecer em um tronco como uma escrava! Eu sei, Oven... o que deve ter acontecido. Você a forçou a ser mais que uma criada, não foi?

— Não exatamente...

— Saia da minha frente!

Oven deixou a passagem livre e Katakuri levou |vc| do jeito que estava.

— Era então só isso que queria? Essa criadinha rebelde? Você precisa conhecê-la melhor! Ela é abusada!

Katakuri ignorou as desculpas esfarrapadas do gêmeo mais novo e seguiu com você para fora daquela casa quente e infernal. Antes de pisar nas ruas e partir para o navio, ele a cobriu com um pano de cor preta e a levou como um embrulho. Teve que disfarçar diante dos outros. As pessoas abriam caminho assustadas para ele passar. Ele andava em passos brutos, aparentemente apressados. Ele estava nervoso e nem estava aí para o que pensavam.

Dentro do seu navio, Ele tratou de colocar |vc| em sua própria cama, mandando que alguns especialistas da saúde presentes dessem uma observada em |seu| corpo. Ele assistiu toda a vistoria, apertando as presas incisivas contra o lábio inferior, quase se ferindo.

— Sr. Katakuri, ela apresenta marcas de queimaduras em partes do corpo, mas nada que a deixe em risco de morte. Mas ela está aparentemente sem comer e beber por muitas horas. Os lábios estão ressecados e ela pareceu que foi exposta a um calor descomunal. O corpo dela está fragilizado.

— ...certo. Deixem-me só com ela. Eu a cuidarei a partir de agora.

— Sim, senhor!

Ele aproximou do corpo ainda nu, porém já coberto por lençóis. Ele se ajoelhou ao lado da cama. Observava |seu| rosto aparentemente cansado, abatido. Ele se atreveu a acariciar a testa que ainda estava suada. Ela estava pior quando a resgatou.

Sua esposa estava certa... ela jamais deveria sair de sua casa na Ilha do Trigo...



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