História A crônica da bruxa - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxa, Crônica, Drama, Fantasia Paranormal, Ficção, Investigação Criminal, Lilith, Lobisomem, Reencarnação, Romance, Sobrenatura, Suspense
Visualizações 35
Palavras 592
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desejo a todos uma boa leitura e espero que ao dar uma chance a essa história, possam gostar tanto dela quanto eu adorei escrever;

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Voltando para casa


Fanfic / Fanfiction A crônica da bruxa - Capítulo 1 - Capítulo 1 - Voltando para casa

É engraçado voltar para casa. Tudo têm a mesma cara, o mesmo cheiro. Nada muda. Nos damos conta de que quem mudou, fomos nós - O curioso caso de Benjamin Button

  Com uma única mala ao lado de seu corpo a mulher de longos cabelos castanhos aguardava paciente a chegada de seu pai, -apesar de não ter certeza de que ele fosse realmente aparecer- Anastácia Becker, uma jovem e recém-formada professora de história lutava bravamente contra sua ansiedade enquanto sentia a nostalgia de estar naquele lugar, a consumindo.

Quando criança, Anastácia havia sido abandonada dentro de um trem pelo próprio pai aos oito anos de idade. Estar de volta à mesma plataforma a trazia um dor que há muito lutava para vencer, a verdade era que o único motivo para trazê-la de volta àquela cidade tão odiada, havia sido o suicídio de sua mãe. Heloise Becker.

O clima quente do verão continuava escaldante, assim como as pessoas e a cidade continuavam os mesmos, cercada por uma densa floresta -restritamente proibida de ser explorada- o lugar parecia ter sido fundado dentro de uma caixa de fósforos devido seu tamanho exageradamente pequeno. Ninguém nunca a conhecia por nome e quando conheciam, eram moradores que conseguiram deixá-la para trás ou haviam a encontrado por acaso.

-Anastácia – chamou o policial, nervoso, tinha vinte anos e sorria como se estivesse dentro de um comercial de creme dental – chefe Becker ordenou que viesse buscá-la.

Claro que ele faria algo assim, mesmo que só faça dezessete anos que ele não vê a única filha.

O policial cortesmente se ofereceu para colocar sua bagagem dentro do porta-malas do carro. As ruas estreitas eram as mesmas, Anastácia era capaz de ver a imagem de si mesma criança, correndo ofegante pelas ruas, os cachos mal feitos, o rosto banhado de suor, o riso alto e contagiante capaz de alegrar a mais triste das almas. Era surpreendente o quanto as coisas se mantiveram fiéis ao passado. A sorveteria do senhor Wilson continuava no mesmo lugar, sendo administrada agora por seu filho mais velho Lucas, por ser uma cidade pequena, todo mundo sabia da vida de todo mundo.

Então, quando a viatura da polícia estacionou em frente à casa dos Becker, alguns vizinhos curiosos já estavam cientes do retorno da filha do chefe de polícia, espicharam seus narizes por cima de seus muros baixos, observando com uma atenção incomum a mulher sair do carro.

A casa dos Becker continuava igual, a cor amarela da parede destacava a madeira pintada de branco, a grama sempre verde havia sido recentemente aparada e o cheiro de grama molhada misturava-se ao de tinta fresca. A madeira rangeu com o peso da mala que Anastácia carregava, sua nuca formigava com os olhares dos vizinhos curiosos.

Uma dor atingiu–lhe o peito com força, era pura e intensa saudade de casa, lagrimas molharam seu rosto quando reconheceu as marcas das medidas anuais de seu crescimento, feitas com o canivete favorito de seu pai. Anastácia tocou a parede fria e sua mão tremia de emoção.

Heloise havia enlouquecido, ninguém compreendia o motivo ou porquê. Os médicos e psicologos da região foram incapazes de diagnosticar sua doença. Certa vez, em meio a um surto psicótico, Heloise tentou matar sua filha de apenas oito anos. Anastácia cresceu se culpando pela doença da mãe, mesmo sua tia e psicóloga Elena –irmã de Heloise- a assegurasse de que nada tinha sido sua culpa.
Talvez sua tia tivesse razão e essa viagem fosse a cura para todos os seus problemas ou apenas o começo de tudo.


Notas Finais


Então, até o próximo capítulo


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