História A crônica da bruxa - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxa, Crônica, Drama, Fantasia Paranormal, Ficção, Investigação Criminal, Lilith, Lobisomem, Reencarnação, Romance, Sobrenatura, Suspense
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Palavras 854
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura ;

Capítulo 2 - Capítulo 2 - A detetive suspensa


Fanfic / Fanfiction A crônica da bruxa - Capítulo 2 - Capítulo 2 - A detetive suspensa

Antes de tudo devo lembrar que sou detetive. A verdade para nós é um princípio básico, porém meio torto, que se refrata confusamente como o vidro fragmentado. É a essência de nossa profissão, o objetivo final de cada coisa que fazemos, e os colocamos no encalço dela com estratégias meticulosamente planejadas de mentiras, subterfúgios e de todas as variações possíveis de embustes - Tana French

Os cidadãos da cidade tinham uma coisa em comum, todos eram supersticiosos ao extremo na mesma intensidade em que eram extremamente religiosos. Então, quando o armazém principal da cidade foi fechado para perícia –se mantiveram longe-, apesar de que, alguns curiosos vez ou outra eram vistos, afinal, a curiosidade era o que movia o ser humano.

A detetive de homicídios, Riley Morgan, não deveria estar naquela cena de crime, mas não seria uma simples suspensão que a impediria de buscar a verdade. A bagunça de corpos espalhados pelo chão manchado de sangue, assim como as paredes, não a causou se quer um enjoo, estava acostumada ao pior, o odor forte de morte foi o responsável por vários policiais e detetives saírem às pressas do lugar para vomitarem.

Era curioso para a detetive Morgan, que os corpos se encontrassem em posições de cruz invertida, mesmo que os cortes profundos em seus pescoços, deixasse explicito a causa da morte. Em nenhuma das vítimas havia sinal de tortura ou se quer de que tinham sido sequestradas. Todos os cortes eram bem executados indicando a precisão do ato. O altar no centro do armazém, talvez fosse o único lugar limpo. Um cálice de ouro estava sendo analisando nesse instante pelo legista do caso, de quem Riley não gostava nenhum um pouco.

-Detetive – disse o legista Michael –Como sempre a primeira a chegar e última a sair.

-Se me conhece metade do que aparenta, sabe que detesto quando outros contaminam minha cena de crime – replicou Riley, apanhou de seu bolso do casaco um par de luvas pretas de látex, curiosamente Riley adorava o cheiro das luvas, o cálice de ouro tinha resquícios de sangue que estavam sendo coletas como evidencia.

-Sua cena de crime? – perguntou o legista, o deboche se tornou claro em sua voz, os detetives o detestavam pela forma arrogante como agia em cena de crime –Acredito que não tenha esquecido detetive, de sua recente suspensão.

-Não esqueci, vocês adoram me lembrar. Mas, como sou a única que enxerga a verdade aqui...

-Pelo amor de Deus, Morgan! – vociferou o sujeito –Já é uma mulher adulta, esqueça essas teorias de conspiração.

-Não são teorias quando se tem fatos! – retrucou Riley, parecendo uma garota de dez anos e alguém descobriu o garoto que ela gostava.

-Morgan – o chefe de polícia Becker encontrava-se parado em meio aos cadáveres, a pouca luz que iluminava seu rosto o deixava ainda mais assustador –Quando sugeri que tirasse alguns dias detetive, estava realmente suspendendo você.

Riley revirou os olhos, hábito que tinha quando estava irritada, pois se havia uma coisa que a detetive de homicídios detestava, era quando fechavam os olhos para verdade.

-Até você – disse Riley, e apontou o dedo para o chefe, eram poucos que se atreviam a isso –precisa admitir que existe alguma coisa de estranho nessa cidade.

Há três anos atrás, Riley presenciou com seus próprios olhos, um homem ser devorado ainda vivo por uma mulher, a brutalidade com que a mulher comia a carne de outro individuo a perturbou, o prazer transparente nos olhos de quem ouvia os gritos agonizantes de outro ser humano, foram demais para a detetive. Riley tentou ajudar a vítima, entretanto, de alguma forma misteriosa, a mulher simplesmente desapareceu deixando para trás um cadáver destroçado. O horror daquela noite, não foram vistos por Riley nem mesmo quando servia ao exército. Desde aquela noite, há três anos atrás, Riley tentava provar o que viu.

Não era novidade de ninguém ali presente o favoritismo de Charles Becker tinha pela sua preciosa detetive Morgan, muitas eram as especulações, e talvez por saberem disso, seus colegas de trabalho -em maioria homens- fossem machistas ao extremo.

-Está levando para o pessoal Riley, e quando isso acontece, nunca é saudável.

Contrariada, a detetive deixou a cena de crime. Charles sentia profundo orgulho por tê-la treinado excepcionalmente bem. Riley possuía a mente aguçada e era determinada, mas as vezes, parecia não ver limites. E, por saber disso Charles sentia que cedo ou tarde, a mulher descobriria a verdade e nesse dia, Charles esperava estar vivo para ajudá-la a lidar com tudo.

-Ela tem razão – disse o legista –Logo, todos esses acontecimentos irão chamar a atenção das pessoas erradas, se fosse você conversaria com seus amigos e tentaria resolver ou pelo menos amenizar a situação.

Charles respirou fundo, estava cansado. Imaginou, que após três anos de paz não precisaria se preocupar com nada fora do comum pela cidade, e ainda precisava lidar com o retorno de sua filha a qual ele estava ansioso e temeroso por revê-la. O legista continuou:

-Se me permite senhor, guardar esse tipo de segredo sozinho se torna uma tarefa extremamente difícil. Sendo quem é, deveria saber que cedo ou tarde precisaria de ajuda.



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