História A culpa é da Sunny - Capítulo 1


Escrita por: e Toddyinhas

Postado
Categorias EXO, Huang Zitao "Z.Tao", Kris Wu
Tags Animais Domésticos, Kristao, Pandragon, Taoris
Visualizações 177
Palavras 6.162
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, nem acredito que tô nesse projeto lindo[cry]
Enfim, eu amei escrever essa one do tema mensal quero agradecer a @Hoppas pela linda capa e a @Natori pela betagem
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Sunny, a culpada.


Era uma quinta ensolarada quando Tao acordou aos latidos da sua pequena filha. Ele amava aquela cachorra, fazia dois longos anos que tinha dedicado sua rotina de sedentário para a pequena Sunny — como a “batizou”.
 

— Ah, Sunny, deixa o papai dormir mais um pouco — falou ainda sonolento, virando para o lado.

 

A pequena cachorra de pelos brancos e macios pulou na cama de seu dono, se ela pudesse falar com certeza falaria o quanto amava o Huang e para demonstrar o que não conseguia dizer, começou a lamber o rosto de seu dono dorminhoco. Foi inevitável não abrir um sorriso, o chinês abriu os olhos e abraçou a pequena.

 

— Não tem como ficar bravo com você. — O chinês falou, recebendo uma lambida em seu rosto.

 

Logo em seguida se levantou, deixando a filha na cama, e foi em direção do banheiro para tomar seu maravilhoso banho.

 

Tao era vaidoso e isso todos sabiam, o chinês sempre fora louco por moda e acessórios, mas amava sua cachorra muito mais que qualquer coisa relacionada à moda.
 

Tao lavava seus cabelos enquanto cantarolava uma de suas músicas favoritas. Ao terminar seu banho, se secou e amarrou a toalha na cintura. Saiu do banheiro e deu de cara com Luhan, seu irmão, fazendo carinho em Sunny. Tao deu um grito ao se assustar vendo o outro ali.
 

— Precisava gritar tão alto?
 

— Se você não tivesse me assustado eu não teria gritado.
Luhan sorriu e foi de encontro ao irmão mais novo, abraçando o corpo desnudo de Tao fortemente antes de suspirar ao se afastar. Luhan morava longe, junto do cônjuge, dificilmente conseguia vir na casa de Tao.
 

— Você vai voltar ainda hoje?
 

— Somente à tarde, Sehun e eu estamos na casa dos pais dele.
 

— Oh! E como está meu sobrinho?
 

— Lindo, saudável e bagunceiro.
 

Tao riu ao ouvir as palavras do mais velho, é claro que o pequeno era bagunceiro. Sehun também não ajudava muito já que o mesmo era muito brincalhão. O chinês mais novo queria passar um tempo com o irmão, não perderia tempo. Com esse pensamento se vestiu às pressas e saiu do quarto puxando Luhan para a cozinha.
 

Tao enchia seu irmão de chocolate enquanto conversavam sobre coisas banais do cotidiano; Luhan se lamentava pelo filho bagunceiro enquanto Tao ria da cara do outro.

 

Zitao era o típico irmão que se você caísse e pedisse ajuda à ele a única coisa que receberia era uma risada escandalosa.

 

Falaram sobre tantas coisas que nem notaram que Sehun esperava o outro lá fora. A buzina fora ouvida milhares de vezes, Tao suspirou levando seu irmão até a porta, e com um pesar muito grande se despediu com um abraço apertado.
 

— Vou sentir sua falta Hannie.
 

— Para de mentir! Eu vou vim aqui amanhã, seu doido.
O dono da casa sorriu com as palavras do irmão, logo o despachou o empurrando para o carro do marido, esse que ele cumprimentou e se despediu em seguida. Ficou ali vendo o carro indo embora na longa rua em frente sua casa.

 

Notou que não tinha muitas pessoas na rua, observou o céu e viu que já estava ficando no horário de levar sua filha para passear. Essa que não tardou a aparecer perto de seus pés, balançando o rabo branco, Tao sorriu e foi de encontro à pequena mesinha ao lado da porta pegando de lá a coleira rosa de sua querida Sunny.

 

Já falei que ele ama muito essa pequena?
 

Tao estava com a coleira ainda em mãos quando saiu de casa, trancando-a em seguida. Virou-se para a pequena cachorra atrás de si e se agachou prendendo a coleira com a guia no pescoço da pelugem branca. Huang segurava a guia enquanto a cachorra ia “rebolando” na sua frente, o rabinho abanando de felicidade. Tanto a cachorra como o dono cumprimentavam os vizinhos que passavam por eles, com sorrisos e acenos. Ninguém sabe o que a pequena Sunny pensava, mas de repente ela começou a puxar o dono com força, fazendo o mesmo estranhar o ato. Porém não parou por aí, a cachorra conseguiu fazer Tao soltar a guia e saiu correndo pela calçada.
 

— Sunny!
 

O chinês corria atrás da pequena bolota branca, a cachorra era rápida, mas Tao conseguia acompanhar, mesmo correndo desesperadamente, pois nunca teria coragem de não ir atrás do seu bem mais precioso. Olhando para baixo ele corria, seus olhos vidrados na cachorra um pouco à sua frente, quando esticou as mãos para finalmente pegá-la.
 

— Ai!
 

O tombo foi feio, fazendo algumas pessoas que passavam por ali observarem a cena, para depois voltarem aos seus deveres.

 

Tao havia caído, mas onde estava a dor? Então abriu lentamente os olhos e se deparou com um homem alto, mais alto que si com certeza, de cabelos loiros, fazendo uma careta de dor. Ele havia caído em cima do homem? Meu Deus.

 

Quando o outro parou de fazer careta e abriu os olhos, Tao se viu totalmente perdido. Eram os olhos mais lindos que Tao já vira na vida. O branco tomou conta de sua cabeça fazendo ele se esquecer até de como se respirava, Huang só voltou à si quando o estranho, ou sua nova paixonite, lhe tirou de seus devaneios.
 

— Ei, tudo bem?
 

— Oh! M-me desculpe, eu estava atrás de minha cachorra e...

 

Então Tao se lembrou do porquê de toda a sua euforia. Levantou o olhar e não acreditou no que viu: sua filha ali sentada ao lado de um cachorro, de pelos marrons, assistindo sua vergonha. Tao olhou indignado para a cachorra.

 

Não demorou a se levantar e ajudar o outro a levantar também, logo viu que estava certo. Ele era bem maior que si.
 

— Está machucado? — o desconhecido lhe perguntou, enquanto limpava sua roupa.
 

— N-não muito, mas... Você está? — Tao perguntou, vendo o outro olhar para seu próprio braço vendo ali um pequeno corte.
 

— Só isso aqui que está doendo muito — respondeu, fazendo uma careta.
 

— Oh! Me desculpe.
 

— Tudo bem, eu sou Wu Yifan e você?
 

— Tao. Huang Zitao.
 

O desconhecido — nem tanto assim agora — sorriu ao ouvir o nome do ser que caiu em cima de si. Ele também era chinês, tinha visto muitos estrangeiros e, provavelmente, iriam se dar bem. Kris olhou para seu cachorro e riu ao ver o mesmo brincando com a cachorra branca que, com toda certeza, era de Tao.
 

— Parece que eles gostaram um do outro — Tao se pronunciou olhando para os cachorros.
 

— Sim.
 

Tao foi para mais perto e pegou a guia de sua cachorra, Kris fizera o mesmo, os cachorros olharam seus donos. Os humanos podiam não saber, mas os seus animais ali sabiam que eles deveriam ficar juntos.
 

— Então, já vamos indo — Tao sorriu.
 

— Ah, sim, eu também — Kris falou puxando seu cachorro.
 

— Até outro dia?
 

— Até.
 

E, mesmo a contragosto, os cachorros tiveram que ir com seus donos. Mas o choro de Sunny fazia Tao ficar confuso. O que sua filha tinha? Será que havia se machucado brincando com o outro cachorro?
 

Tao só viu que já era noite quando estava prestes a abrir a porta de sua casa. Passara tanto tempo assim naquela confusão? Espantou os pensamentos, abriu a porta, entrou e fechou a mesma em seguida. Colocou Sunny no chão, já sem a coleira e a guia, e foi para seu quarto tomar um banho. Ele precisava esfriar a cabeça, estava pensando demais.
 

A água caía pelo seu corpo todo, limpando as impurezas daquela tarde. Ao fechar os olhos, ele se lembrou daqueles olhos, aqueles lindos olhos. Sorriu ladino ao lembrar-se do chinês alto, mas... Por que estava daquele jeito? É impossível que tenha se apaixonado... Ou não?
 

Mais uma vez naquele dia, expulsou os pensamentos já saindo do banheiro vestido, pronto para se deitar.

 

Pegou seu celular e começou a mexer um pouco nele, respondeu mensagens do irmão e contou que tinha novidades. Tao sorriu pela afobação nas palavras de Luhan, logo bocejou já sentindo seus olhos pesarem, desligou o celular e caiu no mundo dos sonhos.


{ღღღღ}

 
Naquela manhã de sexta-feira, Tao fora acordado com o barulho da campainha atrapalhando seus sonhos com o chinês, sim ele tinha sonhado com o chinês. Se levantou, sonolento, e desceu as escadas aos berros para o indivíduo parar de tocar aquela merda estridente. Foi até a porta, a destrancou e deu de cara com seu irmão, que ao menos deu um bom dia e já empurrava Tao para se sentar no sofá e falar logo a novidade.
 

— Desembucha Taozi!
 

— Oi pra você também Luhan. Sim eu estou bem, obrigado por perguntar.
 

— Fala logo, inferno. Tenho compromisso de trabalho.
 

— Tão cedo assim?
 

— Tao... Você sabe que horas são? São onze horas, seu sedentário. Agora fala logo!
 

— Eu acho que estou apaixonado...
 

— Quem é o doido?
 

— Eu vou te bater! — ameaçou de brincadeira. — O nome dele é Wu Yifan.
 

— E como você se apaixonou por esse ser?
 

— Eu caí em cima dele.
 

— Você o quê!? Me explica isso!
 

Tao começou a contar toda a história não deixando nada passar despercebido, nem mesmo seus elogios mentais para com o chinês loiro. O que poderia fazer? Luhan o mataria se não falasse tudo. Quando terminou Luhan tinha um sorriso de orelha à orelha, estava feliz pelo irmão finalmente achar alguém. Não demorou muito na casa do Huang, Luhan teve que ir ao seu compromisso, mas prometeu que viria passar o final de semana, junto do marido e filho, na casa do Huang.
 

Depois da saída do irmão, Tao se espreguiçou e foi até a cozinha preparar algo para comer, enquanto esperava a comida ficar pronta colocou comida para Sunny. Quando finalmente se alimentou, voltou ao seu quarto indo tomar banho. Lavou seus cabelos e se esfregou muito bem, algo dizia que seria seu dia de sorte.

 

Terminou o banho e foi até o guarda roupa, pegou uma calça preta e uma blusa branca, um visual simples. Ao terminar de se arrumar, desceu as escadas chamando sua filha, essa que estranhou seu dono.
 

— Hoje vamos passar a tarde no parque meu bebê.
 

O chinês falou pegando a cachorra animada nos braços e sorrindo para a mesma. Foi em direção à porta, pegou a coleira e a guia, junto de alguns brinquedos da mesma, saiu da casa e a trancou. Quando ia virar achou ter visto o cachorro de Yifan na casa ao lado, mas pensou ser apenas coincidência, então apenas seguiu rumo ao parque. A ida fora calma, cumprimentaram quem viam pela frente, sempre simpáticos. Sunny estava animada para ir ao parque, até mesmo Tao estava. O caminho não era tão longo, então em cinco minutos já estavam na entrada do local.
 

— Olha, vou te soltar... Mas me prometa que não vai muito longe.
 

Se abaixou colocando a cachorra no chão, logo a mesma saiu correndo livre pelo parque. Não era de se esperar que logo ele visse sua cachorra brincando com o mesmo cachorro de ontem e, provavelmente, o de mais cedo. Mas, se aquele cachorro estava ali, Kris então...
 

— Olá, Tao.
 

Ouviu a voz do antes citado e congelou, se arrepiou por completo pela voz levemente rouca do outro chinês. Levou seus olhos até Kris, que estava atrás de si, e sorriu. O sorriso mais sincero que já havia dado em toda sua grandiosa vida. Nem quando saía para comprar roupas ou jóias o faziam sorrir tão largo assim, Kris retribuiu o sorriso com um mais lindo ainda.
 

— Olá, Kris. Como está?
 

— Estou bem e você?
 

— Ótimo, sente-se.
 

Kris não pensou duas vezes antes de se sentar ao lado de Tao. Poderia ter negado, mas seu coração o fazia querer sentar ali e nunca mais sair do lado do homem com feições de panda, Yifan achava Tao muito fofo.
 

— Você... Vai fazer algo amanhã? — Kris tomou coragem e finalmente perguntou o que tanto martelava em sua cabeça.
 

— N-não, por quê?
 

— Queria te compensar pelo tombo.
 

— Não foi nada de mais, você que se machucou.
 

— Mesmo assim, eu quero te conhecer mais Tao.
 

O Huang sentiu o duplo, até triplo, sentido daquela frase. Seu coração acelerou tanto que o mesmo achou que ele sairia de sua caixa torácica a qualquer momento. Calma, coração. Tao sorriu antes de falar algo, mas Kris falou novamente.
 

— Te pego às oito, tudo bem?

 

— Você sabe onde eu moro?

— Não — coçou a nuca, envergonhado. — Poderia me dar seu telefone?
 

— Sim.
 

Com o assunto encerrado, números trocados, e os corações acelerados, ambos foram atrás de seus bens mais preciosos nessa terra. Após acharem, pegaram eles, se despediram e foram embora. Tao ia à frente, Kris dissera que passaria na sua antiga casa. Isso fez Tao ficar atento, o outro havia mudado de casa, ou estava mudando. Não sabendo o motivo de sua cabeça clamar tanto o nome de Kris, Tao deitou no sofá da sua casa e ficou pensando em como iria sair amanhã se seu irmão viria. Droga.
Se auto tranquilizando sobre isso, ele dormiu ali mesmo naquele sofá, agradecia por Sunny sempre o acordar de manhã, se dependesse dele dormiria por trezentos e sessenta e cinco dias.


{ღღღღ}


Sábado. Tao poderia estar no seu décimo quinto sono, se não fosse a sua porta quase sendo arrombada e sua campainha quebrada. Tao se levantou, já de mau humor, e desceu as escadas bufando de ódio. Se dirigiu até a porta e a abriu sendo abraçado por uma figura baixinha.
 

— Tio Tao!
 

Olhou para baixo e viu seu sobrinho agarrando suas pernas, olhou pra cima e se deparou com Luhan rindo de sua cara e Sehun olhando para as casas do lado.
 

— Boa tarde pra você Tao.
 

— A tarde seria boa se tu não estivesse aqui.
 

— Para de ser chato, idiota. Vem Sehun.
 

O irmão de Tao puxou seu marido para dentro da casa, junto de suas coisas, o dono logo fechou a porta. Minutos depois Sunny apareceu na sala, Luhan começou a brincar com a mesma.
 

— Vão ficar até segunda?
 

— Vamos poder passar uma semana aqui.
 

Tao arregalou os olhos, tanto de surpresa, quanto de choque. Uma semana com a família do irmão, ele iria perder a cabeça. Seu sobrinho brincava com sua filha no chão de frente para o sofá, ele gostava de ver ambos se divertindo. Era fofo.
 

— Vou sair hoje à noite.
 

— Pra onde?
 

— Encontro.
 

Luhan abriu um sorriso malicioso para o Huang, ele sabia que seu irmão precisava de alguém e já agradecia ao ser que tinha o chamado para um encontro.
 

— Tu sabe que já são duas da tarde, né?
 

— Hyung, tu precisa muito de um despertador — Sehun falou falando sobre Tao dormir muito.
 

Tao apenas revirou os olhos e se levantou indo em direção à cozinha. Chamou o irmão para ajudar a fazer a comida para o almoço. Quando terminaram, chamaram os demais para se servirem.

 

Depois da refeição voltaram para a sala e colocaram um filme de desenho para assistirem.

 

Quando a noite chegou, ela trouxe consigo o desespero de Zitao para com o encontro com o chinês alto e loiro. Seu nervosismo estava tão aparente que até sua cachorra sentia; o suor nas palmas das mãos trêmulas, a garganta secando, os minutos que ficava na frente do espelho procurando algum defeito em si. Mesmo seus visitantes dizendo que estava lindo Tao continuava a se olhar no espelho diversas vezes seguidas, o cabelo havia sido arrumado mais de cinco vezes, a roupa havia sido trocada diversas vezes até estar vestido com a atual roupa, essa que consistia em uma calça azul escura, uma blusa social preta um tanto folgada em seu troco e um par de tênis brancos. Seu coração quase pulou para fora quando ouviu uma buzinada no lado de fora de sua casa, respirou fundo e pegou o celular jogado no sofá logo o colocando no bolso e indo em direção a porta. Antes de abrir verificou se havia pegado dinheiro, ao ver que tudo estava em ordem, se despediu dos outros e abriu a porta dando de cara com Kris, quase todo de preto — tirando seus cabelos loiros e a blusa por baixo do casaco. Estava encostado no seu carro, de braços cruzados, esperando o Huang sair da casa para irem ao seu — nomeado por Tao — encontro.

 

— Você está lindo Tao.

 

— Você também está muito lindo Yifan.

 

O mais alto sorriu para Tao fazendo o peito do moreno esquentar e um lindo sorriso brotar nos finos lábios do Huang. Yifan estava gostando de Tao, mesmo sempre dizendo a si mesmo que amor à primeira vista não existia. Tao sempre acreditou em amores à primeira vista, até porque estava no meio de um no momento. Kris abriu a porta do carro para Tao entrar, logo depois seguiu para o lado do motorista, adentrou o veículo e depois de verificar os cintos ele ligou o carro e foi pela estrada.

 

Tao não sabia para onde o maior estava lhe levando, mas estava gostando apenas de estar compartilhando o mesmo local que o Wu, sim, Tao estava apaixonado e não tinha como negar. Depois de alguns minutos eles chegaram ao shopping, Tao olhou para o outro com uma cara confusa. Iriam fazer compras?

 

— Eu queria passar um tempo com você, e aqui temos várias sugestões. Primeiro estava pensando em irmos à loja de jogos, poderíamos brincar um pouco antes de, se você quiser, compramos ingressos para um filme que goste.

 

— Yifan… Você é o melhor!

 

Abraçou o loiro com força, era o encontro dos seus sonhos. Ele não queria nada muito extravagante e Kris havia planejado algo simples mas que fez o coração do pequeno Zitao pular de felicidade. Saíram do carro e foram até a entrada do local, assim que a porta se abriu o ar gelado bateu contra o rosto de ambos, o shopping estava lotado e várias lojas estavam abertas. Os olhos de Tao brilhavam ao ver roupas e jóias nas vitrines, o Huang estava tão ocupado admirando um cordão que ao menos viu Kris se colocar do seu lado.

 

— É lindo, não é?

 

— Sim.

 

— Você quer?

 

Tao olhou assustado para o Wu, como assim ele queria gastar dinheiro com algo tão caro assim? Tao negou com a cabeça diversas vezes fazendo Kris rir com o ato, considerado por Kris, fofo.

 

— Eu estava brincando, Taozi.

 

— V-vamos logo atrás da loja de jogos.

 

Tao estava corado, igual a um tomate, ouvir Yifan o chamar pelo apelido foi indescritível. Era como se o apelido soasse melhor na voz do chinês loiro, Tao não sabia como explicar isso mas seu coração pulava inquieto com a presença do outro.

 

Quando chegaram à loja, Kris optou por comprar o cartão com crédito ilimitado, só para passar mais tempo com o Huang. Tao tentou reclamar, mas o Wu apenas o puxou para aquela infinidade de máquinas de jogos. Logo decidiram jogar basquete, Tao olhava emburrado para Kris jogando na máquina, esse acertava todas as bolas na cesta enquanto Tao tinha acertado algumas só.

 

Quando Kris, finalmente, terminou o jogo Tao pegou as fichas e puxou o outro para jogar outra coisa. Tao escolheu tentar pegar um brinquedo na famosa garra, mas, novamente, falhou miseravelmente ficando emburrado de novo. Kris riu do comportamento alheio e decidiu tentar pegar o brinquedo que o mais baixo queria. Passou o cartão e logo se pôs a mexer a garra com a pequena alavanca, os atentos olhos de Tao seguiam seu movimento. Assim que posicionou a garra apertou o botão fazendo a mesma descer e logo agarrar um pequeno cachorro de pelúcia, o brinquedo fora levado até acima do buraco e logo a garra se abriu deixando o urso cair. Kris se abaixou e colocou a mão no local onde se pegava o brinquedo, tirando-o de lá o cachorro que Tao queria, se virou com o objeto em mãos e viu os olhos do outro brilhar ao ver o objeto que à minutos atrás tentou pegar.

 

— Pra você, Taozi.

 

— Obrigado Fan.

 

Kris arregalou os olhos ao ouvir o apelido dado pelo outro. Se sentiu vibrar por dentro, seu peito aqueceu de um modo gostoso. A cena de Tao abraçando a pelúcia era uma das mais fofas já vistas na vida. Kris achava Tao um homem muito lindo e carinhoso, principalmente com sua cachorra. Parando para pensar, Kris percebeu que a “culpa” de tudo isso fora de Sunny, cachorra de Tao.

 

— Vamos ao cinema agora?

 

— Claro!

 

Seguiram até a fila pequena da bilheteria para comprarem seus ingressos. Tao optou por um filme de comédia romântica, Kris aceitou por gostar desse gênero também. Logo a vez deles chegou, compraram os ingressos e foram comprar comida antes do filme iniciar. Compraram um balde médio de pipoca, dois refrigerantes e, como sobremesa, compraram duas barras de chocolate, logo foram até a fila da entrada. Entregaram os bilhetes e rumaram até a sala cinco, entraram e foram atrás de seus acentos, não demorando a achar. Se sentaram e, alguns minutos depois, o filme começou.

 

Não era um filme ruim, mas também não era um daqueles que você falaria dele por um mês. Tao ria em algumas cenas fazendo Kris olhar para ele e sorrir abobado, apaixonado. Quando o rapaz principal do filme morreu e deixou uma carta para sua companheira, Tao se pôs a chorar e segurou a mão de Kris, o outro se assustou olhando para seu rosto e em seguida retribuiu o aperto, Huang olhou para as mãos e depois para o rosto de Kris.

 

Aos poucos a aproximação foi aumentando e, quando menos repararam, as respirações já se misturavam no meio deles. Os olhos fixos um no outro, como se quisessem guardar cada mínimo detalhe dos rostos, o primeiro que desviou o olhar fora Tao. Ele encarava os lábios do outro, em uma enorme guerra entre beijar ou não aqueles finos lábios tão convidativos e com uma aparência tão macia e gostosa. Kris percebeu o olhar de Tao, sorriu ladino conseguindo um suspiro do outro. Não tardou para os lábios finalmente se tocarem, primeiro não passava de um selinho, mas Kris decidiu aprofundar o ósculo pedindo passagem com sua língua e Tao cedeu facilmente, ele queria aquilo mais que o Wu.

 

Quando se separaram, pela falta de ar, as luzes do cinema se acenderam fazendo Kris observar melhor o rosto corado de Tao. Ele era tão belo, tão precioso e frágil, igual a um filhote. Sorriu com o pensamento, ele amava filhotes, e agora amava Tao. A partir daquele momento ele tinha duas coisas para amar e proteger, Tao havia se tornado sua preciosidade em tão pouco tempo. Mas ele sabia que não poderia deixar seu amado animalzinho de lado para ficar com Tao.

 

— P-para de me olhar!

 

— Tudo bem, meu príncipe.

 

Tao corou mais ainda com o apelido dado a ele pelo outro, Kris riu nasalado pela fofura alheia. Huang sorriu envergonhado, se levantou da poltrona acolchoada do cinema e puxou Yifan para saírem dali, até porque eram um dos únicos ainda ali.

 

Saíram da sala e foram até a saída, Kris observou de soslaio a vitrine onde tinha o colar que Tao tanto admirou quando chegaram ali, ele queria presentear o mais baixo e aquele colar não era tão caro assim. Quando chegaram ao carro, Kris abriu a porta para Tao entrar, ele logo deu a volta entrando no lado do motorista. Ligou o aquecedor um pouco, já era tarde e a ventania era fria, Kris ligou o carro e seguiu rumo a rua onde ambos moravam. Quando chegaram naquele bairro tão conhecido por Tao, esse estranhou quando Kris parou em frente a casa vizinha da sua. Olhou para o alto com uma confusão tremenda nos olhos, Kris riu ladino antes de Tao o questionar.

 

— Minha casa é a outra Kris.

 

— Eu sei, aqui é a minha casa.

 

Tao ficou boquiaberto com a descoberta, desde do dia vira o cachorro ali na frente aquilo martelava em sua mente mas nunca perguntara ao outro pois quando estava na presença dele sua cabeça ficava um branco total. Kris viu a careta de Tao, ele percebeu o menor na beira da confusão de sua mente.

 

— Eu me mudei recentemente Tao. Aquele dia que falei que ia à minha antiga casa era para pegar o restante de minhas caixas.

 

Então tudo pareceu perfeito na mente de Tao, ele estava apaixonado pelo, agora, vizinho bonitão do lado. Aquilo estava indo tão bem que estranhou a vida ainda não ter dado um sinal de que estava brincando consigo, suspirou aliviado por isso não acontecer mais logo se viu assustado quando Luhan, ofegante, apareceu ao lado do carro batendo repetidamente no vidro. Tao logo abaixou e vendo o estado do irmão se desesperou.

 

— O que foi Hannie?

 

— Sumiu… Eu não sei onde está… Meu Deus!

 

— Calma, o quê sumiu?

 

— Sunny.

 

Ao ouvir o nome de sua preciosa filha Tao abriu a porta e se pôs a correr para dentro de sua residência. Chamando alto sua filha, assobiando e a convidando para passear. Nada.

 

Kris procurava em frente da casa, chamando a pequena cachorra, perguntando aos vizinhos que acordaram para ver o que acontecia. Até mesmo os vizinhos estavam ajudando, eles sabiam o tamanho do amor de Tao com sua cachorra. Huang já se desesperava no sofá repetindo milhões de vezes que não era culpa do seu irmão e que ele não precisava estar chorando e se culpando. Sehun tentava acalmar o filho e marido.

 

— Os vizinhos estão procurando também.

 

— O-obrigado Kris — Tao falou fazendo o irmão olhar para o mais alto, não conseguia falar nada agora, mas iria sim brincar com o irmão sobre o outro depois.

 

— Vocês realmente não sabem onde ela pode estar? — Kris perguntou e Luhan negou.

 

— Ela estava aqui, meu filho e ela foram brincar no jardim. Depois de um tempo, chamei ele para comer e ela para se limpar, mas como meu filho entrou primeiro eu pensei que ela estava fazendo alguma coisa… Mas quando fui atrás dela… Ela não estava mais lá.

 

Luhan falou fungando um pouco, Kris se levantou e foi até a porta de vidro do jardim logo a abrindo e passeando por ele. Chegou perto de cerca onde dividia a casa de Tao e a sua e viu uma pequena porta de cachorro bem escondida atrás de uma pequena árvore. Tratou de chamar os outros para irem ver, Tao achou estranho, pois nunca tinha visto aquela pequena porta em todos os anos que morava ali.

 

Sehun achou uma porta maior e a abriu dando passagem até o jardim da casa de Kris, andaram até em frente à porta e viram que ela estava um pouco aberta. Kris abriu toda a porta e andou pela cozinha, não vendo nada de estranho, mas quando chegou à sala viu ali, deitados no sofá, seu pequeno cachorro e Sunny. Estavam dormindo juntinhos, um ao lado do outro. Tao achou muito fofo, se aproximou de Kris e entrelaçou seus dedos nos do maior. Yifan virou o rosto para olhar para Tao e sorriu, em segundos fora retribuído com um sorriso lindo. O Huang tivera que ficar na pontinha do pé para selar os lábios do Wu, era inegável a paixão que estava começando a crescer em ambos. Já podiam se autodeclarar apaixonados, pois era isso que estavam: apaixonados um pelo outro.

 

{ღღღღ}

 

Três semanas depois do encontro e da confusão do “sumiço” de Sunny, Tao descobriu que a mesma estava esperando lindos filhotes. Sua felicidade não podia ser maior, havia acabado de dar início a uma relação e agora sua filha estava lhe presenteando com netinhos lindos e fofos. Kris estava tão animado quanto Tao, eles amavam cachorros, e se amavam, era impossível não estarem quase dando uma pequena festa em comemoração. E ambos sabiam que o pai dos filhotes era o pequeno cachorro de Kris, Bobby.

 

— Eu estou tão feliz, Fan.

 

— Eu também... Taozi eu quero te levar em um lugar.

 

Tao o olhou confuso, mas assentiu, Kris sorriu e o guiou até o carro com os dedos entrelaçados. Sunny e Bobby foram colocados nos bancos traseiros do carro de Yifan. Em minutos estavam numa estrada ainda desconhecida para Tao, quando estavam só alguns poucos quilômetros do local Kris pediu para vendar Tao, esse que aceitou de bom grado já que amava surpresas, principalmente as de Kris. O maior logo dirigiu o resto do caminho que faltava, chegando em menos de cinco minutos. Desceu do carro e foi até a porta de Tao, abrindo a mesma e tirando Tao de dentro do veículo, depois abriu a porta de trás fazendo a terceira pessoa pegar os cachorros e ir para o local onde tudo estava preparado.

 

Andaram um pouco na areia, de mãos dadas, até Kris pedir para Tao parar e ficar naquela posição. Se ajoelhou na frente do mesmo e, novamente, a terceira pessoa ajudou na remoção da venda cobrindo a visão do Huang. Quando a venda fora tirada, Tao olhou ao redor e viu seus amigos, vizinhos, família e os dois cachorros. Olhou para baixo e viu Kris ajoelhado na areia com uma caixinha nas mãos, seus olhos logo marejaram. Ele sempre sonhou com esse tipo de relação, e Kris estava à tornando realidade.

 

— Tao, eu sei que faz só três semanas que começamos uma relação. Mas eu quero mais, quero acordar todo dia do seu lado e sorrir por ter a sorte de velar teu sono, quero comer as três refeições na mesma mesa que tu, quero viver debaixo do mesmo teto que você. Eu, Wu Yifan, quero que você, Huang Zitao, seja meu namorado, noivo, marido, amante e melhor amigo pelo resto de nossas vidas. Até que a morte nos separe, pois eu sei que nada vai nos separar além dela. Eu te quero na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza. Eu te quero hoje e sempre, então… Me daria a honra de ser meu parceiro de vida no dia de hoje e para sempre?

 

— Sim! Eu aceito!

 

Tao se jogou nos braços de Kris, seus olhos estavam vermelhos e inchados devido o choro recente. Seu coração pulava alegre em seu peito, as mãos estavam trêmulas. Ele finalmente seria feliz com alguém que o amava mesmo com os seus defeitos, iria ter uma longa vida com alguém que compartilhava dos mesmos desejos e gostos. Passaria o resto de sua vida ao lado de Kris, e ele não poderia pedir mais que isso.

 

Kris abriu a pequena caixinha revelando dois anéis e um colar de metades, o colar que Tao admirou naquela vitrine. Yifan pegou o anel menor e segurou na mão de Tao colocando-o no dedo dele e logo beijando por cima do anel. Tao fizera o mesmo ato de Kris, beijando a mão de seu amado no final. O colar fora dividido para ambos, o de Kris continha o nome de Tao, e o do outro tinha o nome do chinês loiro nele. Eles pertenciam um ao outro, e nada naquele mundo poderia os separar.

 

Os convidados tinham lágrimas nos olhos, era uma cena muito linda. Até mesmo quem não pensava em casar se emocionou com tal cena, ela exalava amor verdadeiro. Os cachorros correram até seus donos balançando os rabinhos expressando o quão felizes estavam.

 

Kris se levantou e pegou Tao no colo no estilo noiva, assim que sentiu que o outro não tinha nada nos bolsos, tirou seus próprios sapatos e pediu Luhan — que ajudou Kris em todos os momentos — para tirar os de Tao. Assim que ambos estavam descalços, Kris correu para dentro do mar com um Tao sorridente que gargalhava alto em seus braços.

 

Entraram no mar, quentinho pela luz do pôr do sol, e se beijaram diversas vezes enquanto os demais também entravam na água. Os cachorros brincavam na areia junto das crianças e alguns adultos que não entraram na água.

 

Tao tinha seus braços ao redor do pescoço do loiro, seus lábios puxavam e seus dentes mordiscavam o lábio inferior de Kris; as línguas dançando uma na outra, como serpentes. Era a melhor sensação para ambos. Eles se beijaram diversas vezes naquele dia, diante de todos os olhos. Eles agora eram um casal, e poderiam exibir sua felicidade por todos os lados, poderiam falar vários eu te amo, poderiam dar vários beijinhos na rua.

 

Estavam juntos, como um só, e não se arrependiam de terem noivado e casado apenas três meses depois, um mês depois que Tao finalmente viu seus netinhos pela primeira vez.

 

{ღღღღ}

 

— Então você e appa se conheceram por causa da Sunny?

 

— Sim, meu amor. Tudo foi “culpa” da Sunny.

 

Tao falou apontando para a cachorra um tanto velhinha, os filhotes já grandes brincavam com ela. Huang se orgulhava de sua pequena filha, mesmo estando em uma certa idade ela se comportava como uma cachorra jovem.

 

— Você ainda está contando nossa história amor?

 

— Claro! Nossa história é linda e nosso filho tem mais do que direito de ouvir sobre ela.

 

— Mas quinze vezes já é demais Taozi.

 

— Appa, eu gosto de ouvir. É muito linda e fofa, eu queria um amor assim.

 

— Meu filho, você ainda tem muita vida pela frente. Eu e seu appa Kris temos a certeza que a sua história de amor será mais linda.

 

— Sério?

 

— Claro — Kris falou, se abaixando na altura do mais novo. — Você contará aos seus filhos sua história de amor.

 

— Eu vou contar a de vocês e a minha.

 

— Como você quiser pequeno. Agora vá lá brincar um pouco.

 

O menor foi brincar com seu primo, segundo filho e o mais novo de Luhan, e com os cachorros da casa. Ah, os cachorros, o casal não se via sem aqueles pequenos seres de rabinho balançando, latidos altos e lambidas de bom dia. Literalmente, eram parte da família, sendo tratados como filhos de Tao e Kris. Os cachorros podiam não demonstrar, mas estavam felizes por seus donos estarem juntos e felizes.

 

— Eu falei que ia dar certo.

 

— É claro meu amor, você sempre sabe o que fazer.

 

— Vamos lá Booby. Você também ajudou bastante.

 

— Minha querida Sunny, eu não fiz nada além de fazer você ficar mais perto de mim.

 

E com algumas lambidas, os dois cachorros se “beijaram”.

 

Sim, até animais amam e o amor deles dura para sempre. Sempre que um precisar basta latir para o outro vim ajudar. Os animais são inseparáveis, amando seu parceiro, ou parceira, até a morte.

 

Sunny e Bobby não eram diferentes, já estavam na velhice, e com filhotes crescidos, não tardou para o pior acontecer. Eles partiram.

 

Tao chorava sobre as duas pequenas sepulturas dos dois cachorros, ele ainda não acreditava que eles haviam partido. Ele amava tanto eles, agradecia a eles internamente. Fora culpa daquelas duas bolinhas de pelos que Tao e Kris ficaram juntos. Alguns dias antes Sunny e Bobby se conheceram no parque, a cachorra conheceu Kris assim como Bobby o Tao. Ao verem seus donos tão tristonhos sem alguém para partilhar o enorme amor que sentiam, decidiram fazer o “destino” juntar os dois. No dia do tombo, o primeiro encontro, Sunny sabia exatamente onde Kris estaria por isso correu naquela direção, ao avistar Bobby ao longe olhou para trás vendo seu dono quase a pegar e então… O tombo aconteceu, os animais viram os olhos deles se encararem com fascinação. Bobby deu um leve rosnado feliz pelo plano ter dado certo, e então desde daquele dia eles conseguiram que seus donos pensassem um no outro e no final eles também acabaram ganhando.

 

É... Tao era realmente grato aos cãozinhos. Sem eles nada daquilo teria acontecido, Kris nunca pediria Tao em casamento, Zitao nunca aceitaria adotar um filho. Mas no final os cachorros poderiam abanar os rabinhos felizes no céu, eles haviam concluído suas missões. Seus filhotes ainda eram o laço de amor deixado por eles para Tao e Kris nunca se esquecerem deles por completo.

 

— Sunny e Bobby… Obrigado, sem vocês nada teria acontecido. Seus espertinhos.

Tao sorriu fraco olhando para o céu azulado, as lágrimas ainda molhando seu rosto. Uma brisa passou por ele e Kris fazendo ambos sorrirem por saberem que eram seus bens preciosos.

 

{ღღღღ}

 

Nada é mais valioso que um bichinho de estimação, você pode tratar ele como um filho ou só como um bichinho, mas quando ele tem que partir, seu coração quebra em mil pedaços e uma parte de si se sente vazia. A falta que eles fazem é muito dolorosa, é difícil olhar para fotos ou os brinquedos, chamar o nome dele e ele não aparecer, relembrar os dias vividos junto do animal que você o elegeu seu melhor amigo.

Ame seu bichinho antes que ele vá embora.

 

Isso fora às palavras ditas por Tao na sua reunião com os SAR, ou Salvadores de Animais de Rua. Tao era o líder daquela comunidade. Salvando animais dos perigos da rua e os colocando numa casa quentinha de amor. Porém, no meio de uma de suas “missões” junto de Kris, eles acharam um casal de pequenos filhotes iguais aos seus antigos animais queridos. Não ousaram pensar duas vezes antes de salvarem e adotarem aqueles dois animais. E mais uma vez, Sunny e Bobby estavam ali para receber o amor dos donos.


Notas Finais


Espero, de verdade, que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever ela.
Até a próxima!


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