História A Culpa é das Estrelas: E Se... - Capítulo 1


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Categorias A Culpa É Das Estrelas, Ansel Elgort, Shailene Woodley
Personagens Ansel Elgort, Augustus Waters, Hazel Grace Lancaster, Personagens Originais
Visualizações 83
Palavras 2.184
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Mistério, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - E se...


Fanfic / Fanfiction A Culpa é das Estrelas: E Se... - Capítulo 1 - E se...

 Os pais dela ligaram por volta da meia-noite para informar sua trágica morte inesperada. Hazel Grace Lancaster morreu após abandonar a UTI, quando o câncer, que era feito dela, finalmente parou seus pulmões, que também era feito dele.

 Meus pais entraram no meu quarto nessa hora, me olhando na expectativa, enquanto minha reação por fora era calma e pacífica; porém por dentro era o verdadeiro terror que sairá em breve, completo de tristeza e perda.

 Confesso que nunca pensei que usaria meu terno somente para enterros novamente, não depois daquela noite maravilhosa que tive ao lado de Hazel em Amsterdã. Se eu tivesse a escolha de ficar preso em um fluxo temporal, há cara! Pode ter certeza, eu iria adorar viver aquele dia várias várias e várias vezes.
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 Assim que chegamos no seu enterro, me sentei no fundo das outras diversas fileiras que estavam à minha frente. Então os pais dela foram falar com meus pais, a conversa cheia de gestos de olhos d'água e lábios apertados enquanto eu estava a caminhar em direção ao seu caixão, já com os olhos fechados, a boca rosa claro composta pela maquiagem e aqueles dedos por cima de seu peito com as unhas de um azul escuro.

 — Eu sempre vou te amar, mesmo com um ataque zumbi ou guerras mundiais; nada disso mudará meu pensamento por você, Hazel. — Diz Gus, baixinho próximo aos ouvidos gelados de Hazel, enclinei para a frente e beijei a bochecha dela. — O.k?

 Várias pessoas olharam para ele naquele momento, na última vez em que tantas pessoas viram se beijando, estavam na casa de Anne Frank.

 O santuário propriamente dito a cerimônia estará prestes a iniciar, um pastor se posicionou atrás do caixão e falou sobre como Hazel Grace havia tido enfrentado uma grande batalha corajosa e difícil; tudo que ele dissera Gus já sabia até mais do que o próprio pastor. Uma fileira atrás de Gus alguém resmunga perto do meu ouvido, tão baixo que quase não deu para escutar:

 — Quanta baboseira, você não acha, garoto?

 O Peter Van Houten usava um terno fino branco com estilo, totalmente diferentes de todos que estavam de preto; sendo ele então, o único de branco chamando atenção. O pastor pediu para que abaixasse suas cabeças e orassem.

 Me senti totalmente desfocado do meu propósito, decidi não dar muito valor à ele, me virei lentamente e me concentrei no pastor e orar de cabeça baixa. Assim que as orações foram finalizadas, o pastor chamou Isaac, que estava mais à frente junto com sua família sendo levado com ajuda de alguns irmãos até o púlpito com sua bengala e seus óculos escuros. Assim quando Isaac terminou suas histórias vividas ao lado de Hazel, o pastor disse:

 — Agora, vamos ouvir algumas palavras de um amigo especial de Hazel.

 Amigo especial? Acho que esse pastor está no funeral errado, só pode!

 Caminhando lentamente até o púlpito passando por várias outras pessoas, silenciosamente aguardando eu começar a falar, mas que primeiro retirei um esmalte cor azul escuro do meu bolso e coloquei em cima do caixão que já estava fechado, cheio das flores perfumadas e lindas.

 — Eu era namorado dela, só pra constar... — Fala Gus, com um sorriso sincero e tristonho em seu rosto; enquanto seus olhos fixaram na família de Hazel, que estavam sentados com as mãos dadas tentando segurar o choro.

 — Em toda minha vida, eu nunca tive certeza de algo, sempre sobravam dúvidas e pontos de exclamações para cada coisa que passava; mas se uma coisa eu tinha certeza, Hazel e eu seríamos muito felizes juntos, nossas trocas  de olhares foi uma química perfeita, naquele mesmo dia, dentro daquela igreja, no porão, na roda bem no coração de Jesus... de uma coisa eu sabia; essa é o amor que eu estava aguardando a minha vida toda... — Gus prosseguiu citando vários acontecimentos que teve ao lado de Hazel, ele não mandava bem com palavras então decidiu seguir outro caminho e contar sobre sua vida livremente.

 "The New Partner" era o nome da música que estava tocando enquanto os carregadores do caixão — Alguns primos, o pai, um tio, amigos que eu nunca tinha visto — se aproximaram é o seguraram, e todos começaram a andar na direção do carro funerário.

 De certa forma eu não queria continuar naquele lugar, não enterrando Hazel de baixo da terra; eu não conseguiria assistir aquilo sem chorar igual uma criança de 2 meses. Decidi despistar meus pais e se mandar, isso pode aparentar ser um ato feio da minha parte mas era como assistir sua namorada sendo devorado por um zumbi, então ou você corre ou espera ele te atacar.

 Quando virei a chave do carro, esperando o motor da caminhonete esquentar, inesperadamente alguém abre a porta do carro no meio do estacionamento com uma das mãos segurado uma garrafa de uísque sentando no banco do passageiro ligeiramente, e ali estava ele, o escritor favorito da Hazel:

 — Van Houten? — Diz Gus desligando o carro para verificar se era mesmo o tal escritor ou se ele estava ficando maluco. — Eu preferia não acreditar que é você mesmo que está no meu carro.

 — Aceita? — Fala Van Houten, levando a mão com a garrafa de uísque próximo ao nariz de Gus, que perfeitamente conseguiu degustar a bebida apenas com o cheiro forte.

 — Eu não bebo quando dirijo... — Responde Gus, rapidamente, levantando uma de suas sombrancelhas, observando Van Houten que já estava meio bêbado. — O que você quer aqui? Cansou de ouvir aqueles raps malucos?

 — Engraçadinho você, Hein? — Retruca Van, soltando um bafo de uísque no ar. — Sua namorada Lancaster e eu nos correspondemos um pouquinho, e em sua última...

 — Peraí, então agora você lê cartas de fãs agora?

 — Não, ela não me mandou uma carta como minha fã, nem ao menos mostrou interesse á minha escrita. E eu não poderia chama-la de fã, quando se é fã de verdade, eles não te xingam de palavras que até eu mesmo nunca ouvirá antes; sua namorada me mandou um monte de blá blá blá e tico tico, até que...

 — Eu não quero saber.

 — Como? — Pergunta Van Houten, olhando para os olhos de Gus, tirando um papel dobrado de seu bolso do paletó.

 — Obrigado pela informação. — Retruca Gus, franzido a testa, ligando o carro novamente e dispensando o papel que estava nas mãos de Van Houten. — Muito bonito da sua parte vir até aqui contar-me  suas conversas com minha namorada, já que depois de sua morte; você resolveu dar atenção à ela!

 — Eu acho que você não entendeu...

 — Não! Você não entendeu! A única coisa que eu quero agora é ir embora para casa deitar na minha cama e chorar até a água do meu corpo acabar! — Grita Gus, socando o volante descontrolado. — Agradeço pelo papo... mas eu estou dispensando sua historinha; já que você não dá a mínima para ela; você é um alcoólatra patético, eu sinto pena de você; muita...mais muita mesmo!

 — Mas...

 — Van Houten, obrigado por oferecer o uísque mas... — Dispara Gus, ainda nervoso. — Agora saia do meu carro!

 Sua expressão de uma criança sendo repreendido era patético, Van Houten guardou o papel novamente no bolso e saiu do carro silenciosamente, enquanto Gus manobrava o carro, analisava o cara de Van Houten, como se algo ainda não tivesse saído da maneira como ele queria.

 Quando cheguei em casa, simplesmente fiz o que dissera para Van Houten que faria assim que chegasse no meu lar — deitei na minha cama, cobri meu corpo todo de baixo dos edredons e comecei a gritar e espernear sem intervalo, milhas lágrimas escorriam pelo rosto como uma verdadeira cachoeira.

 Dias depois, Gus ainda de luto pensará como a família de Hazel estava, até que por acaso viu na internet em sua rede social, que eles estavam fazendo uma espécie de trabalho voluntário em hospitais infantis do câncer. Na foto dava para notar suas expressões de choro e tristeza, mas mesmo com toda aquela história eles estão dispostos á ajudar o próximo para conseguir superar.

 — Gus, seu amigo está aqui. — Fala seu pai abrindo a porta do quarto, lentamente.

 Amigo?

 Sentado na calçada de perna de índio, Isaac ainda estava esperando por mim, mesmo depois de eu ter pedido para meu pai dispensa-lo, ele ainda esperava por mim; do lado de fora da minha casa.

 — Você ainda está aí? — Falo, me aproximando  sentando ao seu lado da calçada.

 — Uma hora ou outra você iria sair do seu covil, seu bosta, me rejeitando! — Fala Isaac, com um sorriso no rosto tentando colocar as mãos nos ombros de Gus para tranquiliza-lo e senti-lo. — Como você está?

 — Bem...eu acho. — Responde Gus, colocando sua mão acima da de Isaac, sobre seu ombro. — Ainda estou aprendendo a lidar com a dor.

 — A dor precisa ser sentida! — Dispara Isaac, calmamente.

 — Isso aí... — Diz Gus, olhando para o céu. — A dor precisa ser sentida.

 Depois de um silêncio enorme que ficará naquela rua, Isaac tirou a mão dos ombros de Gus, e colocou no bolso da sua calça preta quase azul escuro, um papel dobrado e entregando para Gus.

 — Van Houten me encontrou no velório, disse que era para eu entregar para você, era d....

 — Não, eu não quero nada daquela idiota! Simplesmente quero que ele suma da minha cabeça! — Fala Gus, pegando das mãos de Isaac o papel e joganduo para o outro lado da rua. — Aquele...aquele escritor insensível!

 — Tá legal, não me diz que você jogou o papel fora! — Exclama Isaac se levantando, ativando sua bengala.

 — Por que? — Pergunta Gus, olhando ele se levantar ainda sentado no asfalto.

 — O papel não é do Van Houten....é da Hazel, mané do zé!

 — O que?

 Atravessando até o outro lado da rua sem olhar para os lados, um carro passa de raspão pelo corpo de Gus, que quase foi levado junto pelo automóvel; mas isso não foi nada, seus passos ainda estavam à caminho para pegar o papel que o esperava, ainda jogado no chão, parado e calmo. Gus se abaixa, abriu o papel e lerá o que estava escrito:

  Sr. Van Houten,
  
Sinto muito pelas palavras que disse ao senhor naquele dia, não fui dócil e clara como realmente sou e você não foi verdadeiro e educado como pensei que fosse; sinceramente imaginei outro tipo de pessoa quando finalmente encontrasse o meu maior ídolo, e lá estava você, afogado nas bebidas alcoólicas, vivendo em uma casa aos cuidados de sua secretária; Não quero lhe pedir nem um favor, mas se tiver tempo...fiquei Me perguntando se poderia escrever um elogio fúnebre para Gus; tenho algumas anotações e você poderia dar o seu toque especial...se for possível...

O medo de Gus é o seguinte; "ser esquecido" meio patético mas se você for pensar bem é até interessante, todo mundo quer deixar uma marca no mundo; principalmente Gus. Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito, você é uma pessoal incrível Gus, apenas lamento de quem não teve a oportunidade de conhecê-lo.

Nosso amor foi aquele que só acontecem em filmes ou em livros, de todas as pessoas do universo eu tive a oportunidade de viver a minha história longe daquela minha vida que era resumida em; reality shows, meu livro preferido ( conflito imperial ) e tomar meus 7 diversos remédios; assim era a minha vida durante anos e quando Gus chegou mudou tudo em menos de uma semana. Com aquele olhar de psicopata junto com aquele cabelo maravilhoso que ele tem; simplesmente me conquistou.

Seu cigarro nunca acendido, era um sinal de que ele lutava contra o seu câncer, de certa forma todos nós lutamos outros ganham outros não; mas essa é a vida real e precisamos aceitar. A dôr da perda é inplacavél...como uma flecha, só quem um dia perdeu pra saber o estrago que fica no coração...mas peço; Não pense muito em mim. Não quero que você fique todo sentimental, quero vê-lo feliz e alegre, igual aquele dia no parque com o esqueleto gigante e sanduíche com tomate holandês.

Sei que essa não é uma história de amor como outra qualquer. Sei que há motivos para eu nem dizer isso. Mas eu amo você. De verdade. A vida é uma grande, uma gigantesca confusão. Mas essa é também a beleza dela e eu tive a oportunidade de vive-lá ao seu lado Augustus...isso eu não esperava, mas você chegou na minha vida como uma bala perdida, e eu agradeço muito por ter sido atingida por ela.

Sou muito sortudo por amá-lo, Van Houten. Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que a Gus aceite as dele.
O.k Augustus Waters?

O.k...


 



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