História A culpa não é sua - Capítulo 1


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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Pepper Potts, Peter Parker (Homem-Aranha)
Tags _moon-san_, Álcool, Culpa, Pós Ultimato, Stephen Strange, Tony Stark, Tony¡dead
Visualizações 33
Palavras 1.392
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá mundoooo!

Cá estou eu postando outra oneshot triste.

Boa leitura!

[Agradecimentos nas notas finais]

Capítulo 1 - ((único)) culpa é aquela cicatriz que nunca vai sumir


Um amargo sorriso surgiu nos lábios — ressecados pelo frio — de Stephen Strange, enquanto segurava uma garrafa de uísque barata, com o líquido amarelado já pela metade. 

Criado em uma família com um patriarca mesquinho, Strange foi dotado com arrogância; por esse motivo, sentir algo tão avassalador quanto culpa talvez não fosse algo de se esperar dele. Ainda mais quando essa culpa tinha nome, sobrenome e morrera recentemente: Anthony Edward Stark. 

Sempre foi instruído a pensar à frente das outras pessoas, e cair novamente no abismo do alcoolismo não estava em seus planos, mas o que poderia fazer se meditar já não funcionava? Ainda era humano, e como tal, tinha lá suas fraquezas e sentimentos.

Stephen sequer teve coragem de aparecer pessoalmente no enterro que honraria a memória de Stark. A tristeza presente nos olhinhos de Morgan, o rosto inchado do garoto aranha... Haley, então, parecia arrasado, afinal, este admirava Anthony tanto ou talvez mais que Peter. 

Em meio ao caos onde pensamentos se encontravam, Stephen adormeceu ali mesmo, naquele sofá duro, com a garrafa de uísque entre os dedos, bochechas levemente coradas e uma lágrima solitária caindo por sua face. Maldito seja Thanos.

{...}

Strange resmungou ao acordar com o sol  brilhando em seus olhos. O mago levantou-se rapidamente, mas arrependeu-se logo depois: sua cabeça doía como o inferno. Agora, sóbrio (e com uma ressaca danada) Stephen observou as cinco garrafas de uísque vazias e outra ainda pela metade perto de si. A única coisa que ele lamentou era a falta de álcool em seu organismo e poder sentir, além de sua cabeça, o coração pesar novamente. 

Aquela culpa estava corroendo-o por dentro, e ele sabia disso — o que tornava tudo cada vez mais lamentável. Ainda um pouco zonzo, conseguiu andar até o banheiro — esbarrando no pé do sofá, o que o fez xingar um pouco — para tomar um longo banho de água fria. 

Quando a água fria começou a escorrer por seu corpo, ele fechou os olhos, suspirou e inspirou lentamente. Sentia-se horrível por não ir ao funeral de Stark, e mais horrível ainda por tê-lo convencido que aquele era o único jeito — porque, infelizmente, era. 

Saiu do chuveiro e em um piscar de olhos, viu-se em frente ao seu guarda-roupas, procurando vestimentas discretas; escolheu, por fim, colocar um sobretudo longo e cinza junto a uma calça jeans.

Optou ir a pé para tentar colocar seus pensamentos em ordem. O céu estava ensolarado e fazia um grande contraste com seu humor. No caminho até o cemitério, comprou um buquê de rosas — que agraciou suas narinas — vermelhas extravagantes que parecia bem a cara de Stark.

Depois de não muito tempo, chegou ao seu destino, onde tinha pouquíssimas pessoas. Caminhou entre os túmulos — alguns velhos e até mesmo trincados — até achar o de Anthony.

Quando colocou o buquê perto de sua lápide — em que, por sinal, estava escrito gênio, playboy, bilionário e filantropo —, pôde jurar que, se Stark pudesse, ele teria falado: “É tão bonitinho você se lembrar de mim, Doutor.” — mesmo que não fosse só ele que estivesse lembrando, visto que o túmulo estava cheio de flores. Stephen sorriu amargo com o pensamento.

— Já faz um tempo que não nos vemos, não é? Para você o tempo deve ter passado num piscar de olhos, provavelmente nem sequer sentiu minha falta. Mas quem poderia culpá-lo? Conhecemo-nos há pouquíssimo tempo e eu nem gostava tanto assim de você.

Strange sentia-se louco por estar falando com um túmulo, mas aquilo parecia tirar-lhe um pequeno peso das costas. Continuou falando com a lápide onde havia o nome de Anthony Edward Stark. As pessoas o olhavam torto, e muitos achavam que aquele homem de sobretudo era apenas mais um fã de Tony que ainda estava de luto.

{...}

Stephen estava se embebedando há semanas, e sempre quando acordava — geralmente após o meio-dia — ia visitar o túmulo de Stark para ter sua conversa unilateral com ele, mas isso parecia não estar resolvendo mais, apenas fodendo com seu psicológico.

Resolveu, logo após seu banho frio diário, ir visitar Peter para ver como o garoto aranha estava. Fora, sim, com suas roupas discretas de civil, mas chegou ao prédio de Parker após passar por um portal. Bateu na porta, e não demorou muito para uma senhora já de idade atender.

— Sim? — A mulher falou.

— Peter está? — perguntou simples e objetivo, mesmo que uma parte de si rezasse para o garoto não estar. 

— Quem pergunta? — A mulher olhou o homem de feição desolada à sua frente desconfiada.

— Stephen Strange. — A senhora reconheceu o nome imediatamente – seu sobrinho falava muito desse tal mago –, mas estranhou as bolsas de olheiras nada discretas abaixo dos olhos claros.

— Entre, por favor – Ela saiu da frente da porta para dar espaço ao Strange. 

O mago percebeu a simplicidade da casa assim que entrou, mas também sentia-se encantado pelo quanto aquela moradia tinha uma atmosfera confortável e nada solitária, completamente oposta ao seu pequeno — mesmo que fosse eufemismo falar “pequeno” — apartamento.

— Peter, venha aqui! — Não foi preciso aumentar o tom de voz para o garoto ouvir. 

— O que deseja, tia May? — Ele apareceu na sala sem muita demora, com um sorriso gentil em seus lábios. Apesar de estar sorrindo, Strange conseguiu perceber os olhos do garoto levemente avermelhados. 

— O Doutor Strange está aqui. — Ela falou, apontando com o queixo para o homem, que permaneceu em silêncio. Parker só pareceu perceber a presença do mago quando este foi citado. 

— Senhor Strange? — O garoto arqueou a sobrancelha, confuso. E ficou mais confuso ainda ao reparar o quanto o mais velho estava acabado. — Quer falar comigo? — indagou, por fim.

— Se possível, em particular. — respondeu e obteve como resposta o garoto assentindo, fazendo um gesto com a mão para que este o seguisse.

Antes de o fazer, Stephen foi parado pela voz da tia de Peter, May:

— Você toma chá, senhor Strange? — perguntou a dona, com um sorriso gentil.

— Sim, senhora Parker. — Ele respondeu com um sorriso visivelmente forçado, mas a mulher não pareceu ligar muito.

— O que o senhor quer? — Ele perguntou com um sorriso singelo, mas assustou-se ao ver algumas lágrimas escorrendo pelos olhos cansados do homem grisalho.

— Peter, você me culpa? — perguntou simples, mas o garoto era esperto o suficiente para entender.

Aquela pergunta, talvez, fosse o motivo da visita de Stephen Strange, mas nem mesmo o mago sabia ao certo. Encarar Peter Parker, aquele que estava com eles quando tentaram derrotar Thanos pela primeira vez. Aquele que presenciou quando Strange viu infinitos futuros. 

— Por que deveria, senhor Strange? O senhor não o matou, ele sacrificou-se para o bem de milhares. — Peter, no fundo, também sentia-se culpado pela morte do "senhor Stark". 

— Eu tento me convencer disso todos os dias quando acordo, Parker. — Inúmeras lágrimas agora escorriam pelo seu rosto, e isso fez todos os sentimentos também confusos de Peter virem a tona a tona de uma só vez, fazendo lágrimas gordas também escorrerem por suas maçãs. 

Em um gesto de consolo, o garoto aranha abraçou Strange, que surpreendentemente retribuiu. Stephen sabia que o luto era coletivo, mas não tinha ideia de que a culpa também era. 

Todos culpavam-se pela morte de Anthony Stark.

{...}

— Ah! — Pepper exclamou quando Strange saiu pela porta; ele havia ido a casa dos Stark para se desculpar também. — Já ia me esquecendo. Tony deixou algo para você. 

A senhora Stark entrou em casa sorrindo, e voltou ainda mais radiante ao entregar uma caixa para o mago; aquilo faria bem pra ele, sabia que sim. 

Stephen, mesmo estranhando, entrou em casa pelo portal. Curiosidade era algo que, felizmente, não tinha; mas Tony deixar algo? Está aí um fato realmente esquisito. Quando abriu a caixa, viu uma cabeça de homem de ferro e pressionou o botão onde estava, literalmente, escrito "Pressione aqui"

Olá, Strange,” ouviu a voz animada de Stark, junto com um holograma do mesmo, “se você está vendo isso, eu provavelmente já estou morto e enterrado. Conheci você há pouco tempo, mas sou observador o suficiente para perceber que você cairia em algum vício antigo e teria conversas unilaterais ou com meu túmulo”. Tony coçou a cabeça sorrindo, era impressionante que ele nunca perdia o humor, “A culpa não é sua” — foi a última frase dita antes de desligar. O escuro de seu apartamento já fazia contraste com as lágrimas caindo de seus olhos, agora, brilhosos. 


Notas Finais


[[depois que eu entrei em projeto não consigo fazer mais nada sozinha socorro]]
Agradeço à @Mafuyuchii por todo apoio que me deu e pela capa glamourosa, à @oogie pela sinopse maravilhosa e à @Cuties pela betagem lindíssima e todas as dicas
Obrigadaaa!

Surgiu de uma conversa com o @flameweb que decidi colocar em prática

Ah, e para você, leitor, que chegou até aqui, não esqueça que comentários e favoritos podem ser feitos de graça e deixam o dia da autora mais feliz!

~Tema 4. Uma fanfic que se situe em Nova York.~


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