História A Cura - Capítulo 2


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Categorias Inuyasha
Personagens Rin, Sesshoumaru
Tags Amor, Drama, Hentai, Inuyasha, Rin, Romance, Sesshomaru, Sesshoumaru, Sessrin, Tragedia, Violencia
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Palavras 2.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Rin esfregou os olhos com as mãos e secou as lágrimas que restavam. Parecia uma garotinha assustada, que nada lembrava aquela mulher simpática e sorridente que Sesshoumaru acabara de conhecer. Seus olhos estavam ligeiramente avermelhados e a ponta de seu nariz estava rosada, por conta do choro. Olhou para os lados, a fim de saber se alguém havia presenciado toda aquela cena, mas felizmente não havia ninguém por perto. Em seguida, olhou para ele, que continuava a observar cada detalhe de seu rosto e reações de seu corpo.

– Perdoe-me por tê-lo feito presenciar isso, senhor Taisho... jamais imaginei que ele fosse me achar, tão cedo. Perdão por envolvê-lo nisso, dessa forma... nós acabamos de nos conhecer, e...

– Sente-se melhor? – Sesshoumaru a interrompeu.

– Sim! Já estou mais calma! – Forçou um sorriso, por mais que ainda estivesse apreensiva pela volta de seu ex-noivo. – A propósito, muito obrigada por ter me defendido dele... não quero nem pensar no que ele teria feito se o senhor não estivesse aqui...

– Ele vai voltar a aparecer, Rin...

– E-Eu... eu prometo que vou ficar mais atenta. Ah! Olha a hora! Preciso buscar o meu irmão, antes que fechem a escola com ele lá dentro! Já volto, senhor Taisho! – Rin fugiu da conversa com a desculpa mais esfarrapada que encontrou naquele momento.

Sesshoumaru encostou em seu carro, cruzou os braços e a aguardou ali. Não iria ignorar aquela situação toda, em que já estava mais do que envolvido.

– Tio Sesshou! – Ami, que acabara de acordar de seu longo cochilo, o chamou.

– O que foi, Ami? – Curvou levemente o corpo até a altura da janela do carro, para falar com sua sobrinha.

– Que lugar é esse? – A pequena perguntou, com a voz sonolenta.

– Escola Tomoeda. Estou esperando sua professora voltar com o irmão dela. Vou dar uma carona para eles.

– A tia Rin tá aqui? Obaaa! – A pequena hanyou comemorou. Adorava sua professora.

Poucos minutos depois, Rin voltou de mãos dadas com um menino que mais parecia um clone dela, mas em versão masculina e infantil.

– Satoshi, este é o senhor Sesshoumaru Taisho. Ele é tio de minha aluna, e vai nos levar para casa, hoje! – Rin apresentou seu irmão para o youkai.

– Uauuu! Que carro maneiro! – O pequeno deslumbrou-se com o Lamborghini Urus branco. – Ah, oi, senhor Sesshoumaru. – Finalmente, o cumprimentou com uma leve reverência.

– Olá. – Sesshoumaru permaneceu com seu habitual semblante sério. – Entre. – Abriu a porta de trás do carro.

Satoshi sentou-se direto no banco, já que tinha idade para andar de carro sem cadeirinha, e pelo lado de fora, Rin o ajudou a afivelar o cinto.

– Oi, tia Riiin! – Ami chamou sua atenção ao vê-la.

– Oi, minha florzinha! Dormiu bem? – Esticou o braço para acariciar o rosto da hanyou.

– Aham! Hehe!

– Que ótimo! Agora, vamos para casa?

– Siiim! – Ami sorriu.

Rin também sorriu e fechou a porta do carro. Sesshoumaru abriu a porta da frente para ela, que agradeceu e entrou. Ele entrou logo depois, deu a partida no carro e seguiu para o endereço que a humana indicou.

– Você é irmão da tia Rin, né? – Ami olhou para Satoshi, curiosa.

– Sim, meu nome é Satoshi. E o seu?

– Meu nome é Ami, eu tenho 5 anos. Quantos anos você tem? Do que você gosta de brincar? Quer ver meus brinquedos? – A hanyou tagarela o encheu de perguntas.

– Eu tenho 8 anos. Gosto de jogar bola e videogame. Quero ver sim!

A professora olhou para trás ao notar a interação de seu irmão com sua aluna, em seguida, ela e Sesshoumaru se entreolharam e Rin sorriu, por achar a cena fofa.

Ami pegou a mochila de coelhinho que estava ao lado dela, no banco de couro do carro, abriu e pegou um Pikachu e um Eevee de pelúcia.

– Hoje eu só trouxe esses dois... eles são os meus preferidos! – Mostrou as pelúcias para Satoshi.

– Legaaaal! Os meus Pokémon preferidos são o Greninja, Blaziken, Lucario e Mewtwo!

– Aaah! Eu também gosto deles! E do Lapras, do Arcanine, Latios e Latias... – Os olhinhos de Ami brilharam.

– Eu também! – Satoshi também se empolgou com a conversa. – Eu gosto de jogar com todos eles no meu Nintendo 3DS.

– Eu tenho as pelúcias de todos eles lá no hotel! Você quer ir lá ver? A gente pode brincar, depois ir pra piscina, depois pra sala de jogos! – Ami convidou.

– Eu quero! – Satoshi aceitou.

– Tio Sesshou, o Satoshi pode ir no hotel, pra gente brincar?

– Se seus pais e Rin concordarem... – Sesshoumaru olhou de soslaio para a humana, aguardando a resposta dela.

– Eu... não sei se seria apropriado, sabe... porque sou a professora dela... além disso, não quero incomodar... – Rin hesitou.

– Não há problema algum nisso e não será incômodo algum. Basta combinarmos um fim de semana. – Sesshoumaru sugeriu.

– Então, tudo bem! – Rin sorriu. – Ah, estamos chegando! É aquela casa ali, senhor Taisho... – Apontou para uma casa de dois andares. Não era tão grande, mas era muito bem conservada e bonita.

Sesshoumaru estacionou o carro em frente à casa e saiu para abrir as portas para Rin e Satoshi.

Ao desafivelar o cinto de segurança, a pulseira que Rin usava arrebentou e caiu dentro do carro, sem que ela percebesse. Saiu do veículo segurando sua mochila e casaco. Ajudou Satoshi a se soltar do cinto, também.

– Tchau, Ami! Venha visitar a gente quando puder, pra gente jogar videogame! – Satoshi despediu-se da hanyou. – Tchau, senhor Sesshoumaru! Obrigado pela carona!

Sesshoumaru acenou com a cabeça para o pequeno humano.

– Tchau, Satoshi! E não se esquece de ir no hotel pra gente brincar! – Ami balançou os bracinhos, de dentro do carro.

– Tchau, minha florzinha! Até segunda-feira! – Rin despediu-se acariciando levemente a cabeça de sua aluna.

– Tchau, tia Rin! Até! – Sorriu para sua querida professora.

As portas do carro foram fechadas e Rin deu a chave da casa para Satoshi entrar.

– Muito obrigada por tudo, senhor Taisho! Nem sei como agradecer por toda a sua gentileza comigo e com meu irmão... e... mais uma vez, desculpe-me por aquilo... – Referia-se à situação com Kohaku.

– Não há motivo para você se desculpar, Rin. Quanto à essa situação... discutiremos sobre isso outro dia, não pense que deixarei passar.

– Senhor Taisho, eu...

– Até breve, Rin. – Sesshoumaru sorriu de canto.

– Nossa, que sorriso! – Rin disse mentalmente, derretendo-se por dentro. – Até breve, senhor Taisho! – Sorriu abertamente e caminhou até a porta de sua casa. Deu uma última olhada para Ami e Sesshoumaru, acenou para eles e finalmente entrou. Suspirou encostada na porta. Sentia seu coração disparado. – Que homem, meu Deus!

Sesshoumaru voltou para seu carro. Quando ia dar a partida, reparou a pulseira arrebentada caída no chão e teve uma ideia. Pegou e a guardou no bolso, sem Ami perceber. Mandaria consertá-la antes de devolvê-la. Ao menos, teria uma boa desculpa para visitar a professora de sua sobrinha, muito em breve.

– A tia Rin é linda e incrível, não é, tio Sesshou? – Ami disse, empolgada.

– ...Sim. – Sesshoumaru não queria demonstrar para a pequena que estava interessado na professora, afinal, Ami era apenas uma criança e ainda não entendia nada daquilo. – Seu irmão vai nascer hoje, Ami.

– MEU IRMÃOZINHO VAI CHEGAR HOJE?! – Ami ficou eufórica ao receber a notícia.

– Sim, sua mãe já está no hospital. Seu pai vai me avisar quando o bebê nascer.

– Obaaa! – A pequena continuou a comemorar.

– Vamos para o hotel, agora. Mais tarde seu pai irá buscá-la.

– Tá bom!

Sesshoumaru dirigiu até o Hotel Empire. Levou sua sobrinha para sua cobertura e tratou logo de chamar Kaede, a babá de Ami, para dar um banho na pequena. Chamou também seu fiel servo Jaken, um pequeno youkai verde, que o acompanhava há séculos. O instruiu para que ajudasse Kaede com o que ela precisasse.

Seu celular tocou.

– Olá, pai. – Sentou-se na poltrona da espaçosa sala.

– Olá, meu filho! Como vai? – A voz máscula, porém gentil, soou no outro lado da linha.

– Estaria melhor se o senhor não tivesse deixado todo o seu trabalho nas minhas mãos, enquanto desfruta da Europa com sua esposa. – Usou um tom sarcástico, fazendo seu pai dar uma boa gargalhada.

– O que é isso, meu filho? Eu precisava de umas férias, depois de todos esses séculos! E sabe que seu irmão não é tão centrado e organizado como você. Ainda mais com um filho a caminho. Ah, aliás, foi pra isso que liguei! Mais cedo, ele me ligou avisando que estava levando Kagome para o hospital, mas depois disso não consegui mais falar com ele. Sabe se algo aconteceu? O bebê já nasceu?

– Do jeito que Inuyasha é patético, deve ter desmaiado durante o parto, como quando Ami nasceu. – Sesshoumaru continuou a ironizar o irmão. Seu pai voltou a rir.

– E Ami, como está?

– Está aqui, no meu apartamento. Kaede e Jaken estão cuidando dela.

– Ótimo! Por favor, me mantenha informado. Eu e Izayoi encurtamos nossas férias e estamos indo para o aeroporto. Queremos conhecer nosso neto o quanto antes! Chegaremos em Tóquio amanhã, pela manhã.

– Certo. Assim que eu souber de algo, lhe aviso.

– Obrigado, filho! Até breve.

– Até.

A ligação foi finalizada.

Sesshoumaru encostou a cabeça na poltrona e olhou para o teto. Pensou na linda professora e em como ela havia mexido com ele. O cheiro dela ainda estava impregnado em suas roupas. Inspirou para sentir o cheiro com mais intensidade... e lá estava a essência natural dela, ressaltada pelo delicado perfume floral, e também... as lágrimas dela.

Nunca se sentiu assim por nenhuma das fêmeas com quem se relacionou, no passado. Mas afinal, o que Rin tinha de tão especial? O jeito simpático e atencioso? O sorriso fácil e sincero? O rosto harmonioso e angelical? O corpo sensual e convidativo? E o que falar do cheiro embriagante e delicioso dela? Aquela humana era... perfeita.

Precisava vê-la de novo, conhecê-la melhor e acima de tudo, sentia que devia protegê-la. Lembrou-se da pulseira e a tirou do bolso. Analisou mais detalhadamente e chegou à conclusão de que era de ouro. Devia ser valiosa para ela.

Pegou seu celular, procurou na agenda o nome de Toutousai e iniciou a chamada.

– O que você quer, Sesshoumaru? – O youkai debochado atendeu.

– Quero que conserte uma pulseira de ouro, ainda hoje.

– Hoje eu estou ocupado, tenho muitas espadas pra forjar e não posso perder meu tempo consertando pulseiras.

– Isso não me interessa, velho! Quero a pulseira consertada hoje. Venha até o hotel, agora. – Sesshoumaru finalizou a ligação.

– Mas que moleque atrevido! – Toutousai resmungou, mas como tinha amor à sua vida, tratou de preparar logo as ferramentas para consertar a tal pulseira e partiu para o Hotel Empire.

Assim que o velho youkai chegou ao hotel, foi logo autorizado a subir para a cobertura de Sesshoumaru. Tocou a campainha e o dai-youkai abriu a porta, com cara de poucos amigos.

– Vamos logo com isso... me dê essa bendita pulseira! – O velho resmungou.

Sesshoumaru entregou a pulseira para Toutousai.

– Era disso que se tratava? Trocar um fecho quebrado? Precisava dessa urgência toda? Você é mesmo um moleque mimado, Sesshoumaru!

– Cale essa boca, velho... antes que eu te mate.

– Humpf... – Toutousai continuou a reclamar. – Vou trocar o fecho e polir a corrente pra dar mais brilho...

– Faça logo.

– Quem é a moça? – Toutousai olhou para Sesshoumaru com uma expressão maliciosa.

– Não interessa. – Sesshoumaru deu as costas e foi tomar um banho.

Já no chuveiro, molhou seus longos e sedosos cabelos prateados. Pensou novamente na professora. O cheiro dela em seu corpo másculo e definido estava desaparecendo, conforme a água o lavava. A imaginou em seus braços, novamente... em sua cama...

– Merda... – Praguejou ao encontrar-se duro, só de pensar nela. Precisou recorrer à água gelada para resolver seu “problema”.

Ao sair do banho, se secou e se vestiu informalmente, pois não iria à lugar algum naquela noite. Voltou para a sala e Toutousai já o estava aguardando, com a pulseira pronta.

– Aqui está. Deixe guardada dentro dessa caixa de veludo. A moça irá gostar. – Entregou a pulseira dentro da elegante caixa de veludo preto. A pulseira estava impecável e muito mais brilhante, como se fosse nova.

– Que moça, tio Sesshou? – Ami, que estava jantando, perguntou com a boca cheia.

Sesshoumaru lançou um olhar mortal para Toutousai, por ter falado demais na frente de sua sobrinha, de Kaede e Jaken. O velho youkai engoliu em seco.

– Ninguém, Ami. Toutousai está fora de si. – Sesshoumaru pegou a carteira, tirou muitas notas altas e entregou para Toutousai. – Desapareça.

– Moleque mal-agradecido... eu só vim aqui hoje, por consideração ao seu pai... e à minha vida, claro. E também porque vocês pagam muito bem. Bom, adeus. – Toutousai virou as costas e foi embora.

O celular de Sesshoumaru tocou. Era Inuyasha.

– Diga, parvo. – Sesshoumaru atendeu.

– O MEU FILHO NASCEU!!!!!! – Inuyasha gritou ao telefone, emocionado.

– Hum... parabéns.

– Ele é a minha cara! A Ami vai ficar tão feliz! A propósito, como ela está?

– Coitado. – Referiu-se ao fato do bebê ser parecido com Inuyasha. – Ami está jantando.

– Está bem. A mãe da Kagome vai passar a noite com ela e o bebê aqui no hospital. O avô e o irmão dela vão de carona comigo até o Empire. Vou acomodá-los em um apartamento, depois passo na sua cobertura e busco a Ami.

– Certo.

– O papai ligou?

– Sim, ele e Izayoi já estão voltando da Itália. Vão chegar pela manhã.

– Tá bom. Vou desligar, daqui a pouco eu passo aí.

– Inuyasha.

– O que foi, Sesshoumaru?

– Você desmaiou, não foi?

Inuyasha ficou mudo por um instante.

– Cala essa boca, Sesshoumaru! – O hanyou finalizou a ligação, bastante irritado.

Sesshoumaru não conteve a risada. Gostava de provocar a ira de seu meio-irmão idiota.


Notas Finais


O que estão achando deste Sesshoumaru? Que youkaizão, né?

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