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História A Cura - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo Sete


Seguiram para o estacionamento privativo do Hotel Empire, onde somente os Taisho tinham acesso. Lá, havia vários carros luxuosos, uma coleção impressionante. Sesshoumaru pegou a chave e acionou o botão que destravava as portas de uma Ferrari branca. Abriu a porta do lado do passageiro e pediu que Rin entrasse. Assim ela fez. O youkai fechou a porta, seguiu para o outro lado do carro e sentou-se sobre o banco do motorista. Deu a partida e logo saíram do hotel. Após algum tempo sem trocarem uma só palavra, Rin quebrou o silêncio.

– ...Para onde estamos indo?

– Para a delegacia.

– O quê? Mas...

– Rin... se acalme e confie em mim.

– Está bem...

Alguns minutos depois, Sesshoumaru estacionou em frente à delegacia de polícia. Os dois saíram do carro, subiram as escadas e entraram no prédio. Não havia ninguém aguardando atendimento, então, se dirigiram direto para o balcão de recepção, onde um policial atendia.

– Viemos falar com a delegada.

– Mostrem-me suas carteiras de identidade.

Sesshoumaru e Rin fizeram o que foi pedido. O policial conferiu as identidades, e a autorização para que os dois entrassem foi concedida. Caminharam até a sala da delegada, bateram na porta, entraram e foram recebidos por uma bela e deslumbrante youkai.

– Sesshoumaru! Há quanto tempo! – A delegada levantou-se e lhe deu um abraço apertado, sem nenhuma hesitação. Finalizou o cumprimento com um beijo no rosto do youkai.

Rin corou levemente ao ver a cena. Aquela mulher linda parecia ser muito íntima de Sesshoumaru. Claro, um homem como aquele devia ter muitas mulheres aos seus pés, ela pensou. Sentiu uma leve dor no peito, mesmo percebendo que ele não havia correspondido ao abraço e nem ao beijo.

– A que devo a honra de sua visita? Sentiu saudades da sua mãe?

– M-Mãe? – Rin murmurou baixinho, chocada, mas estranhamente aliviada ao mesmo tempo.

Parando para refletir, realmente, os dois eram extremamente parecidos! A youkai era dona de lindos e longos cabelos prateados, que estavam presos a um rabo-de-cavalo alto. Seus olhos eram dourados, diferentes dos olhos âmbares de seu filho, que foram herdados de Inu Taisho. Também possuía uma lua roxa na testa, e uma listra rosada em cada lado de sua face jovial.

– Sim, eu sou mãe do Sesshoumaru! Você pensou que nós...? Hahahaha! Sei que pareço tão jovem quanto o meu filho. Aliás, ele vai acabar tendo rugas antes de mim, se continuar franzindo a testa o tempo inteiro! – Debochou, tocando o rosto do youkai.

Rin deu uma risada contida, pelo comentário da mulher.

Sesshoumaru permanecia sério, com um semblante fechado. Não gostava do modo como sua mãe agia com ele.

– Bem, parece que você é o motivo de meu filho estar aqui. Como se chama?

– Rin Takahashi. Muito prazer, senhora... – Fez uma reverência.

– Satori Hime. Sentem-se! – Apontou para as cadeiras em frente à sua mesa e sentou-se em sua própria. – Então... em que posso ajudar?

Os dois sentaram-se de frente para Satori.

– E-Eu... – Rin sentiu um calafrio. Aquele assunto era muito complicado para ela.

– Rin veio denunciar seu ex-noivo por ameaças e violência. – Sesshoumaru foi direto ao ponto.

A postura de Satori endureceu, imediatamente. Seu semblante descontraído tornou-se extremamente sério.

– Conte-me tudo, desde o começo. – Pediu, com seriedade na voz.

A humana contou toda sua história, com os mínimos detalhes, até a parte em que Kohaku foi solto e voltou para ameaçá-la. Ao fim de seu relato, que levou cerca de 2 horas, ela estava nervosa, trêmula e com os olhos marejados.

A delegada encheu um copo com água e ofereceu para Rin, que aceitou e agradeceu.

– Infelizmente, esses crimes estão ficando cada vez mais comuns. Acreditem, eu recebo diariamente muitas ocorrências como essa... é revoltante. – Suspirou pesadamente. – Rin, diga-me o nome e o sobrenome dele. Vou procurá-lo nos registros.

– Kohaku Taijiya.

– Certo... – A delegada digitou o nome em seu computador e começou a ler a ficha criminal, que também continha fotos e as digitais dele. – “Kohaku Taijiya, 25 anos. Condenado a 12 anos de prisão por tentativa de feminicídio, lesão corporal gravíssima causando aborto na vítima e homicídio qualificado pela morte do feto. Cumpriu 3 anos em regime fechado e atualmente encontra-se em liberdade condicional, por bom comportamento.” Inacreditável!!! – Satori resmungou.

– Isso é completamente ridículo! – Sesshoumaru rosnou ao socar a mesa.

– Senhora Satori... ele não vai parar... até conseguir matar a mim e a minha família! – Rin, chorando, olhou para a youkai em sua frente.

– Tratem de prender esse maldito logo, antes que minha paciência se esgote e eu resolva isso do meu jeito. – O youkai avisou.

– Não ouse, Sesshoumaru! Você sabe muito bem que não pode mais resolver as coisas como antigamente... ou a reputação dos Hotéis Empire irá por água abaixo se isso cair na mídia! É isso que você quer? Eu sou a delegada e resolverei o caso sozinha! Vou colocar esse filho da puta atrás das grades e dar um jeito para ele nunca mais sair. Pegarei as filmagens do circuito de segurança da Escola Tomoeda, com certeza as câmeras registraram a última ação dele contra a Rin. Agora, vamos abrir um novo boletim de ocorrência por ele ter vindo atrás de você novamente, pois como isso viola a condicional dele, será mais um agravante. Vou mexer uns pauzinhos e fazer de tudo pra mantê-lo preso, sem oportunidades de ser solto.

Satori estava empenhada em colocar Kohaku atrás das grades. Odiava, com todas as suas forças, crimes covardes contra as mulheres, e por isso resolveu se tornar policial. Foi muito bem sucedida em seu trabalho, subiu ao cargo de delegada e passou a ser a inu-dai-youkai mais respeitada da polícia de Tóquio, sendo extremamente temida pelos criminosos.

A delegada finalizou todos os procedimentos e enviou o pedido de prisão para ser aprovado pelo juiz.

– Pronto, está tudo encaminhado. O juiz não deve demorar a liberar o mandado de prisão contra esse canalha. Como ele está com tornozeleira eletrônica, será fácil localizá-lo. Irei pessoalmente prendê-lo, faço questão.

– Muito obrigada, senhora Satori! – Rin levantou-se e curvou-se respeitosamente em frente a youkai, em sinal de sua imensa gratidão.

– Não me agradeça, é o meu trabalho. – Piscou com um olho só. – Mas você ainda corre risco. Enquanto ele não estiver preso, te aconselho a ir com sua família para a casa de algum parente, amigo, ou até mesmo para um hotel...

– Ela e a família já estão hospedados no Empire. Estão em segurança. – Sesshoumaru se manifestou.

– Ohh, então vejo que, seja lá o que for o relacionamento de vocês... é mesmo sério! – Satori apoiou o queixo nas mãos e deu uma pequena risada.

Rin ficou com o rosto extremamente vermelho. Sesshoumaru fechou o semblante e um rosnado baixo foi ouvido somente por sua mãe.

– N-Não, a senhora entendeu errado! Nós não... hahahah... sabe, acabamos de nos conhecer e... – Quanto mais Rin falava, mais se enrolava com as palavras e arrancava boas risadas de Satori.

– Claro, não há absolutamente nenhuma tensão sexual no ar!

– Já chega! Vamos embora, Rin. – Sesshoumaru levantou-se e caminhou em direção à porta.

– Mais uma vez, agradeço muito pela sua ajuda, senhora Satori! – Rin a reverenciou, novamente.

– Me chame apenas de Satori! E não há de quê.

– Certo! – Sorriu.

– Ah, Sesshoumaru, preciso falar com você em particular por um minuto.

– Vou esperar na recepção, com licença. Até mais, Satori! – Rin despediu-se.

– Até mais.

A humana retirou-se da sala da delegada, fechando a porta e deixando os dois sozinhos.

– O que quer? – Sesshoumaru perguntou.

– Eu que pergunto. O que você quer com ela? Claro, além de...

– Por que isso importa tanto pra você? – A cortou antes que terminasse a frase.

– Ela está frágil, Sesshoumaru. Só quero ter certeza de que não se aproveitará disso.

– Quem você pensa que eu sou? – Olhou para ela, claramente ofendido.

– Não me entenda mal, eu não duvido do seu caráter. Felizmente, eu e seu pai te educamos bem e te ensinamos a respeitar as mulheres. Bem, e ao que tudo indica, você é mesmo filho dele, assim como seu meio-irmão... eu não sabia que se interessava por humanas... – Satori levantou uma sobrancelha e deu um sorriso sarcástico, arrancando um rosnado de impaciência de seu filho.

– Resolva logo o caso, ou eu agirei por conta própria. – Sesshoumaru desconversou para encerrar logo o assunto.

– Eu já disse para não se meter! Sei muito bem que você conseguiria resolver isso por debaixo dos panos, mas não vou permitir que arrisque sua reputação, caso cometa algum deslize. Deixe o caso comigo, tudo será resolvido dentro da lei entre humanos e youkais. Agora, vá. Sua protegida está te esperando! Cuide bem dela. Eu te ligo quando souber de alguma novidade.

– Humpf. – O youkai resmungou e saiu.

Sua mãe, que gostava de tirá-lo do sério, deu uma risada quando seu filho saiu de sua sala.

Sesshoumaru seguiu até a recepção da delegacia e aproximou-se de Rin, que estava sentada e distraída enquanto mexia no celular e o aguardava.

– Vamos? – Chamou a atenção dela.

– Ah! Sim! Claro, vamos! – Sorriu ao perceber a presença do youkai e levantou-se, para irem embora, quando, recebeu uma ligação em seu celular. – Kagura? Será que aconteceu alguma coisa pra ela ligar a essa hora? – Pensou, enquanto olhava para a tela do celular. – Sesshoumaru, só um minuto, eu vou atender!

– Certo. – Sesshoumaru afastou-se um pouco, para dar mais privacidade.

– Alô? Kagura? Aconteceu alguma coisa? – Rin perguntou, preocupada. O que foi dito no outro lado da linha não foi escutado pelo youkai, mas ele percebeu que não era uma notícia boa quando uma expressão de horror e incredulidade surgiu no rosto da humana, que olhou para ele, claramente apavorada. – E-Está bem... eu já chego aí! – Finalizou a ligação, em choque.

– O que houve, Rin?

– A minha casa... foi invadida! A Kagura e o marido estavam voltando de um jantar, passaram pela minha rua e viram. Ela disse que está tudo revirado e quebrado! Eles ainda estão lá, perguntaram se alguém viu algo, mas não! Ninguém viu nada! Foi ele, eu sei que foi ele! – Rin colocou as mãos na cabeça, desesperada.

Sesshoumaru cerrou os punhos e rangeu os dentes, com raiva.

– Nós vamos resolver isso, agora. Eu já volto. – O youkai voltou para a sala de sua mãe e entrou de supetão, sem bater na porta.

– O que aconteceu, Sesshoumaru?

– O desgraçado invadiu a casa dela!

O rosto da delegada assumiu uma expressão de raiva. Ela se levantou de sua cadeira, pegou sua arma e a prendeu na cintura.

– Vamos até lá, agora. – Disse, determinada.

Ambos saíram da sala. Satori convocou mais dois policiais que estavam de plantão para irem junto.

Sesshoumaru e Rin entraram na Ferrari do youkai e Satori entrou em sua viatura com os outros dois agentes. Seguiram até a casa da humana e rapidamente chegaram lá. Kagura e Naraku estavam na frente da casa, esperando-os.

Satori e seus dois companheiros já foram logo entrando na casa, para averiguar a situação.

Rin desceu do carro e se chocou ainda mais ao ver sua casa completamente destruída. A porta havia sido arrombada, as janelas e vasos de plantas que enfeitavam a entrada estavam quebrados. Não conseguiu segurar e desabou em lágrimas.

– Amiga, calma! A gente vai dar um jeito! – Kagura a abraçou forte e acariciou seus cabelos.

– Não é pela casa ou pelos objetos materiais... mas... é que... ainda hoje de manhã eu e meu irmão estávamos sozinhos aqui. Só consigo pensar que nós poderíamos estar mortos agora!

– Você e sua família têm algum lugar pra ficar? – Naraku perguntou.

Rin e Kagura finalmente se desvencilharam. A youkai limpou as lágrimas da humana e alinhou seus cabelos, fazendo sua amiga sorrir levemente.

– Sim. Eu não tive tempo de contar pra vocês porque foi muito corrido, mas o Sesshoumaru nos hospedou no Empire, hoje. Por isso o meu choque... porque, por muito pouco, o Kohaku não conseguiu nos pegar ainda em casa. Se estamos vivos agora, é graças a ele. – Rin virou-se para Sesshoumaru, que estava parado atrás dela, como um guarda-costas e sorriu largamente para ele. – Mais uma vez, muito obrigada, Sesshoumaru!

Ao ouvir aquilo, Kagura olhou para Sesshoumaru e mesmo surpresa com a informação, fez uma reverência para ele em sinal de respeito.

– Obrigada por cuidar dela, senhor Taisho.

O youkai apenas assentiu com a cabeça.

– Acho melhor entrarmos... preciso ver quais foram os estragos que ele fez... – Rin disse, ainda hesitante.

– Nós vamos com você. – Kagura segurou a mão de Rin e a encorajou a entrar. Já havia visto como estava o estado da casa e sabia que sua amiga iria precisar de apoio ao ver aquilo.

Os quatro entraram e a visão era assustadora. Os móveis estavam tombados, o sofá rasgado, os eletrodomésticos quebrados, e as paredes estavam pichadas com as palavras: VADIA, VAGABUNDA, EU VOU TE MATAR, NÃO ADIANTA SE ESCONDER.

Sesshoumaru ficou possesso ao ver tudo aquilo. Rin ficou desolada, em choque e completamente arrasada. Como um dia pode ter se apaixonado por um ser perverso como aquele? Preferiu nem subir para ver o estado em que seu quarto se encontrava, pois provavelmente estava ainda pior do que a sala e a cozinha.

Satori desceu as escadas com seus agentes e encontrou os quatro reunidos na sala.

– Ele não deixou nenhum rastro, exceto o cheiro, é claro. – A delegada comentou.

– Este cheiro repugnante é mesmo dele, eu já estava ciente. – Sesshoumaru confirmou. Nunca se esquecia dos cheiros das pessoas com quem havia tido algum tipo de contato, e com Kohaku não seria diferente.

– Como não o pegamos em flagrante, não podemos ir atrás dele e prendê-lo. Não até o juiz liberar o mandado de prisão que eu já enviei. Mas adicionarei mais esta ocorrência à ficha dele, o que irá aumentar ainda mais a pena. Vamos fotografar tudo e pedir à prefeitura as filmagens do circuito de segurança da rua. Com certeza as câmeras o flagraram. Vocês podem ir, ficaremos aqui cuidando de tudo e vamos chamar reforços para ajudar a lacrar as janelas e as portas para que ninguém mais invada a casa. – Satori informou.

– Obrigada, muito obrigada! – Rin não hesitou em dar um abraço na delegada, que se surpreendeu, mas retribuiu o gesto.

– Agora, vão. Temos muito trabalho pra fazer aqui. Manterei contato com o Sesshoumaru e acredito que ele irá lhe repassar todas as informações.

– Certo. Até mais!

Os quatro saíram da casa e se despediram. Kagura e Naraku entraram em seu carro e foram embora. Rin deu uma última olhada para a fachada de sua casa e entrou na Ferrari de Sesshoumaru. O youkai deu a partida no carro e seguiram caminho de volta para o hotel. A humana passou boa parte do tempo quieta e pensativa. Quando chegaram ao Empire, saíram do carro e Sesshoumaru entregou a chave para um manobrista. Entraram no elevador e subiram até a cobertura. Andaram pelo corredor até a porta do apartamento de Rin. Ela virou-se de frente para ele, e mesmo com toda a angústia que estava sentindo, sorriu.

– Foi um dia agitado. – Rin suspirou, cansada. Ao mesmo tempo, seu estômago roncou, e ela corou, envergonhada.

– Ligue para a recepção e peça para trazerem algo para você jantar, esquecemos completamente de comer, com tudo o que aconteceu... – Sesshoumaru sugeriu.

– Certo, eu pedirei sim! – Sorriu. – Muito obrigada por tudo o que tem feito por mim, Sesshoumaru. Eu não sei bem como dizer, mas sinto como se você fosse um anjo que apareceu no momento que eu mais precisava. Queria ter te conhecido antes. – Suas bochechas coraram, ela abaixou a cabeça e o abraçou. – Obrigada.

Sesshoumaru apenas a envolveu em seus braços e correspondeu ao abraço. Nunca, em toda sua longa vida, imaginaria que se apegaria tanto a alguém.

Se desvencilharam do abraço, se despediram e foram para seus respectivos apartamentos. Precisavam descansar, pois a rotina iria recomeçar no dia seguinte, com o início da semana.


Notas Finais


O que estão achando? Preciso dos seus feedbacks! Comentem aí, vai? Não custa nada! Hahaha! Favoritem também <3
Espero que tenham gostado da Satori, queria ela beeem rainha maravilhosa ;)
Beijos, e até a próxima.


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