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História A Cura - Capítulo 5


Escrita por: GoddessSannin

Capítulo 5 - Capítulo V


Eu fechei cuidadosamente a porta de vidro do último caixão enquanto as empregadas observavam apreensivas. Eu fechei os olhos e permiti-me soltar um longo suspiro, numa fração de segundos a tristeza foi substituída pelo ódio.
-Eu vou destruir você, Ethan Winters! - eu atirei uma faca contra a foto do homem que estava pregada na parede e em seguida apontei outra para a Luiza - Onde ele está?
-Pelo que eu ouvi, ele está no território do Lord Heisenberg! - a mulher respondeu amedrontada.
Eu acenei com a cabeça em sinal de agradecimento e parti do castelo a passos duros. Não podia permitir que aquele homem imundo matasse a única pessoa que sobrou da minha família. A portão da fábrica estava aberto e isso era estranho, Heisenberg nunca destrancava aquele portão, algo estava acontecendo. Eu caminhei um pouco mais e entrei dentro do edifício, podia ouvir a voz de Heisenberg vindo da sala onde nós tínhamos todos os planos guardados.
-E como podemos fazer isso? - eu ouvi a voz do assassino.
-Você e eu, Ethan! Juntos podemos salvar a Rose e matar a Miranda! - Karl propôs e o meu sangue ferveu.
-Eu não acredito no que acabei de ouvir! - eu chutei a porta com força - Você vai formar uma aliança com o assassino da minha família?
-Blinki? - Karl estava surpreso, ele não esperava ver-me tão cedo.
-Blinki Dimitrescu! - Ethan apontou a pistola na minha direção.
-Fica fora disto, Ethan! - Heisenberg mandou o outro se calar - Blinki, ele pode nos ajudar a derrotar a Miranda! Não deixarei que você o mate!
-Você enlouqueceu? Acha mesmo que eu vou me aliar com ele? - eu gritei cheia de raiva - Eu prefiro morrer tentando do que conseguir com a ajuda dele!
-Tu sabes o quão poderosa é a filha dele, as nossas chances aumentam significativamente se tivermos ele do nosso lado! - o engenheiro também já começava a mostrar-se exaltado.
-A minha mãe tinha razão, você é apenas um egoísta que só pensa em você mesmo, Karl! - eu acusei, estava magoada com as atitudes dele - Você não liga para os sentimentos dos outros!
-Eu não ligo? Então... - sem dar tempo para ele acabar a frase eu disparei.
-O meu maior erro foi ter-me envolvido com você! Este é o nosso fim!
Heisenberg ficou imóvel, tentando processar o que eu havia acabado de falar.
-E quanto a você - eu virei-me na direção de Ethan - não espere pela demora! Eu vou capturar você e fazer você passar pelo que eu passei!
Eu comecei gritando de dor ao sentir os meus ossos quebrarem e expandirem, dando início à transformação.
-Não! Não é a altura! - Heisenberg acordou para a realidade e colocou-se na frente de Ethan - Blinki, pare a transformação!
-Eu vou vingar a minha família e ninguém irá me impedir! - a minha voz mudou drasticamente, assemelhava-se a trovões.
O meu corpo começou a moldar-se e a fundir-se ao corpo robusto de uma serpente, o veneno escorria pelas minhas presas afiadas, essa era a minha transformação. Eu ergui o meu corpo e antes que eu pudesse cuspir o veneno, eu senti algo perfurar a minha pele.
-Desculpa, mas é necessário! - eu conhecia a substância que Karl estava injetando em mim, eu mesma havia criado ela. A substância servia para obrigar o corpo a voltar ao normal e cancelar a transformação.
Novamente os meus ossos começaram quebrando, desta vez a dor era ainda maior devido à substância, eu soltava gritos agoniantes enquanto sentia o meu corpo encolher e a enfraquecer.
-Eu nunca vou perdoar você por isto, Karl... - eu murmurei quando caí no chão - Você sabe que essa substância me enfraquece durante dias e pode matar-me...
-Vem, eu ajudo você a levantar-se. - ele aproximou-se do meu corpo e colocou as suas mãos nos meus braços.
-Não toque em mim! - eu empurrei ele com as poucas forças que eu tinha - Eu não preciso da sua ajuda, traidor...
Com muito sofrimento e custo eu levantei-me sozinha. Eu virei costas e comecei a caminhar, sentia os meus olhos cheios de lágrimas. Antes de passar pela porta eu olhei na direção de Heisenberg, uma lágrima correu pelo meu rosto ao ver a expressão desolada dele. Eu apressei os meus passos e saí disparada da fábrica, rumando ao castelo. O meu peito apertou, o oxigênio começou a desaparecer dos meus pulmões e então eu permiti-me chorar, como nunca antes chorei. Eu gritei, debati-me e finalmente o meu corpo caiu no frio chão.

*Heisenberg POV's*
O meu coração doía. As palavras cuspidas com raiva por Blinki tinham-me atingido, mas nada disso se comparava ao dano feito pela expressão magoada lançada por ela. Eu realmente havia sido um quanto que insensível, mas eu não esperava que ela voltasse tão cedo, eu ainda não tinha pensado numa maneira de convencer ela. Tudo foi por água a baixo. O meu relacionamento, os meus planos e a minha luz. Seria impossível derrotar a Miranda tendo a Blinki atrás de Ethan. Seria impossível derrotar a Miranda sem a Blinki. Nós planejamos durante anos e no fim, tudo se perdeu. Eu queria ir atrás dela, me desculpar, mas sabia que se o fizesse as coisas iriam piorar. Eu teria de esperar que ela desse abertura, até lá, eu só poderia ficar nas sombras, vigiando-a.

*Blinki POV's*
-Pobre garota, não merecia passar por tudo isto. - eu ouvia a voz da Luiza.
 -Ela é um monstro Luiza, como todos os outros Lordes! - a segunda voz pertencia a um homem.
-Eu sei reconhecer a essência das pessoas! - ela retrucou - Ela é uma boa mulher, ela apenas esconde isso com a sua máscara de durona.
-Você esqueceu o que ela fez com Elena? - o homem parecia incrédulo - O que você está fazendo?
-Ela está fraca, sangue humano vai fazê-la recuperar mais rápido! - eu ouvi o barulho de uma faca, logo a seguir a minha boca foi aberta cuidadosamente e então eu senti o sabor que tanto estava acostumada.
-Você só pode estar louca, Luiza! - o outro encontrava-se revoltado.
-E você por acaso esqueceu que só estamos vivos por causa dela? - a mulher levantou a voz - A Mãe Miranda ordenou a nossa morte e, ainda assim, Blinki ofereceu-nos proteção!
Eu abri lentamente os olhos, ambos se calaram e ficaram me encarando.
-Obrigada, Luiza! - eu ergui o meu tronco e apoiei-o nas grades da cama - Faça-me um favor, tranque todos os acessos ao Castelo e feche todas as cortinas.
-Vá! - ela fez sinal ao homem que deixou o quarto - Sente-se melhor, Lorde Dimitrescu?
-Estou um pouco fraca, mas irei recuperar! - Luiza ajudou-me a levantar da cama e a recuperar o meu equilíbrio - Irei para o laboratório, pode ir para casa se quiser!
-Eu ficarei aqui no Castelo, caso precise de alguma coisa. - a gentil mulher disse.
Assim que entrei no laboratório pude ouvir Redfield chamar, eu fiz todo o procedimento para revelar a cela e então eu destranquei-a.
-Blinki? - ele saiu da cela e ficou olhando para mim - Pensei que fosse demorar mais!
-Pode ir embora... - eu respondi sem interesse.
-É uma armadilha? - ele avançou com calma, como se estivesse estudando o local.
-Não, pode ir embora. - eu peguei um dos livros que estava na estante e apertei o botão que nele estava contido, outra porta se revelou - O que está fazendo aqui ainda?
-O que aconteceu? - ele indagou com curiosidade.
-Você pode simplesmente ir embora em silêncio e me deixar em paz? - eu rebati de forma ácida.
O homem nada mais disse, ele virou as costas e saiu do laboratório a passos apressados. Eu abri a porta agora revelada e adentrei a sala que continha mais de 30 criações de série-E, apertei o botão que se encontrava fixado na parede e então os grandes tubos que continham os experimentos abriram. 
-Mãe! - elas gritaram em conjunto.



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