História A Curva do Homem Morto - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Horror, Sobrenatural, Suspense, Terror
Visualizações 12
Palavras 1.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Adolescente, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse é o primeiro capítulo, se ficar ruim irei botar a culpa no cursinho; se ficar bom irei dizer que mesmo fazendo cursinho estou mantendo minha vida usual. Oque irei dizer vocês que decidem.
Espero que gostem

Capítulo 1 - Primeiramente oque vem Primeiro


Um velho Mustang 79 azul avançava valente na escuridão da noite. O carro estava batido em vários lugares e um dos faróis não funcionava. Mesmo assim ele era, de certa forma, intimidante.
No volante havia um rapaz de cabelos enrolados em torno de seus vinte anos. Ele parecia não se importar com a chuva, que quase empurrava o carro para fora da pista, mas francamente, chovia quase toda hora em Hobbart, devia ser a cidade em que mais chovia em toda a Tasmânia, ou até mesmo em toda a Austrália.
No banco do passageiro um magrelo ruivo trocava as estações do rádio e ao não achar nada que lhe despertasse interesse se jogou no banco com um suspiro.
Nos bancos traseiros havia uma conversa muito séria sobre os repitilianos controlarem os Estados Unidos. Um moço, metade cherokee, metade neozelandês, de cabelos longos e lisos; ouvia o discurso entusiasmado de sua colega, uma menina com cabelos pretos que não passavam do queixo e óculos levemente arredondados estilo tartaruga.
Eles iam aproveitar o último dia de férias. Beber muito. Nenhum estava muito entusiasmado em voltar para a faculdade, o adeus ao recesso era necessário.
O carro virou em uma curva, quase derrapando. Mas não derrapou. Não dessa vez.
O jovem no volante, se virou, olhando para trás, um leve sorriso em seu rosto:
-Se assustou, não? Acha que não sou um motorista competente ?

Tommy acordou .Ele estava suado e tremia um pouco, tinha se acostumados com os sonhos, mas aquele fora extremamente vívido, ele se sentira dentro do carro. O moço do sonho falara com ele. Sentira uma falta de ar repentina. Em alguma parte dele, ele sentiu que todos iriam morrer e aquilo fez um arrepio correr pelo seu corpo.
Normalmente sonhava com mortos, mas daquela vez sentia que eles estavam vivos, sabia que estavam vivos. Queria contar a alguém, mas quem acreditaria? Sua mãe estava muito doente e seu pai sempre o deixava de lado, sua irmã nem ligava para ele.
Ao poucos a sensaçao passou. Era só mais um sonho, ele se convenceu disso. Encostou a cabeça no travesseiro e lentamente adormeceu. Felizmente não sonhou com nada dessa vez.

Era o segundo dia de aula e Randall Thomas estava atrasado. Ele levantou rapidamente enquanto almadiçoava os pais, nenhum deles pensou em avisar ele que o relógio não tocara. Enquanto andava pelo pequeno quarto vestiu um jeans, pulando para colocar suas pernas finas na calça. Enfiou uma camisa xadrez, já abotoada, pela cabeça e puxou uma jaqueta do fundo do armário desarrumado. Se olhou no espelho pendurado na porta, viu seus cabelos ruivos e levemente enrolados espalhados pela cabeça, o nariz fino e um pouco pontudo e a parte que ele achava a melhor nele, os grandes olhos castanhos.
Dois minutos após ter acordado, já estava no ponto de ônibus, olhando para o relógio no pulso, batendo com os pés no chão. Cinquenta minutos após ter acordado, se encontrava num corredor da faculdade, levantado e emburrado, a inspetora tinha avisado que ele não podia sentar no chão, esperava o sinal para ir para a próxima aula.
Ele estava extremamente irritado por perder a aula de "Ética e cidadania II" afinal era a aula em que ele e seu grupo sentavam no fundo e ficavam conversando.
O sinal tocou estridente e ele esperou seus amigos sairem da sala, é óbvio que seriam os últimos.
Leigh foi a primeira a sair, os óculos estavam pendurados na camiseta e estava com as bochechas vermelhas, provavelmente de tanto rir. Jack e Rick vieram depois, os dois ainda conversando.
- Mas que belo exemplo Randy, atrasado - Leigh disse sorrindo e botando os óculos no rosto- Que ótimo profissional você será!
-Oh ele devia estar muito ocupado... - interviu Jack - Quantas garotas você pegou ontem a noite ? Dez? Quinze? Vinte?
- Vocês são uns bostas- Randall disse tentando não rir, mas não contendo um sorriso
- Que selvagem! - disse Rick afastando os cabelos do rosto- Bem, eu saberia dizer,não?
Todos riram, Rick adorava brincar com o fato de ser metade nativo americano, mas se alguém mencionasse isso de forma que não lhe agradasse, essa pessoa iria arranjar problemas.
Eles andaram juntos pelos corredores, separando-se eventualmente, afinal não faziam os mesmos cursos. Eles eram os excluídos daquele lugar e ao afirmar isso você leitor deve imaginar uma variedade de gente; nerds, indies que amavam the smiths, adoradores da natureza, vegetarianos e pessoas sensíveis e amáveis em geral. Mas não, eram excluídos por serem pessoas que não se davam com nenhum grupo, nem queriam se dar, inclusive com todas essas pessoas amáveis. Eles não gostavam da realeza de lá, os atletas com notas boas,e nem queriam chegar perto do que era considerado o alto escalão,os mais inteligentes, normalmente não atletas, jovens que se achavam gênios e se sentiam incompreendidos pelo mundo, amados pelos professores e por outros alunos que sonhavam um dia tirarem as melhores notas assim como eles e entrarem no quadro de honra. Odiavam eles e ficavam felizes em serem odiados de volta. Havia exceções claro, algum amigo aqui e ali, na sua maioria esportistas não muito inteligentes, mas espertos e que iam levando a vida como podiam. Mas em geral gostavam de rir a custas dos outros, baixo para não ofenderem ninguém e não arrumarem briga, mas se por acaso o riso fosse mais alto, eram fatos que Rick tinha um metro e noventa e cinco centímetros e que Jack possuia um belo canivete. E com fatos não se brinca.

Tommy não queria ir a escola, mas seu pai havia lhe obrigado. Sentara no fundo. Sozinho como sempre. Ele era uma criança meio rechonchuda, os cabelos castanhos com uma longa franja que quase cobria os olhos, esses que eram belos e verdes. Era o bode expiatório da turma. Crianças de dez anos podem ser muito cruéis, e ninguém sabia disso melhor que Thomas Martin.
- Você pode me emprestar seu caderno ?
A pergunta veio de seu lado direito, Tommy se virou e viu uma bela menina,negra, com os olhos castanhos grandes e um belo sorriso, o cabelo preso em duas tranças.
- Você está falando comigo ?
- Sim, pode me emprestar seu caderno? Eu sou nova, não tenho as aulas passadas...
- Ah claro - Tommy disse lhe passando o caderno amassado e com uma foto de una paisagem na capa.
Ele estava tão preoucupado com seu sonho que nem se apresentara.
Mais tarde, no recreio, a mesma menina o procurou, lhe devolvendo o caderno enquanto sentava ao seu lado :
- Bem eu esqueci de me apresentar,meu nome é Suzie Jackson. Sou nova aqui, acabei de chegar de Melbourne.
- Ah , prazer, sou Thomas -ele disse pegando o caderno e o observando, perdido em pensamentos sobre o sonho tão vivído que tivera. Ele ainda não conseguira o esquecer, por mais que tentasse.
- Te chamam de Tommy ?
- Minha mãe chama...
Ele parecia destraido. Agora pensava na mãe , ouvia pelas frestas das portas oque os médicos diziam, palavras complicadas e longas, ficava assustado, não, não, não ia pensar naquilo!
- Você parece meio distraido, tudo bem?
- Sim, claro - respondeu, ainda olhando para o caderno
-Acho que você está escondendo algo e não quer me contar. - Suzie disse se inclinando para ver a reação dele- Pode me dizer !
- Se eu te contasse você não iria acreditar- ele disse, parou de encarar a paisagem tropical em seu caderno e olhou para ela de forma sincera.
- Por que não tenta ?
Tommy não sabia como responder aquela pergunta, ele sentia que tinha milhares de razões para não contar, mas não conseguia verbalizar nenhuma. Se questionou. Por que não tentar ?
Então tentou.


Notas Finais


Bem espero que tenham gostado. O spirit diz que não posso exigir comentários de leitores. Mas pedir pode né?


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