História A-D-I (jikook) - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bottom!jungkook, Bts, Jikook, Jimin, Jk Professor, Jungkook, Jungkookbottom!, Kookmin, Namjin, Yoonseok
Visualizações 219
Palavras 3.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi oi anjos, falei que não iria demorar muito, não é? Porém, só consegui voltar para vocês agora, a atrasada do rolê está triste t-t
ah mas os comentários de vocês ai estão me deixando muito soft, não é possível que eu vá explodir de amor tão cedo assim, é? Enfim, eu agradeço muito por toda a atenção que estão nos dando, vocês são fantásticos.

tenham uma boa leitura ♥

Capítulo 13 - Capítulo doze


Fanfic / Fanfiction A-D-I (jikook) - Capítulo 13 - Capítulo doze

— Jeon?

Pudim rosnou com firmeza, e então disparou para atacar uma mariposa. Levantei os olhos dos amores-perfeitos que estava plantando no pátio dos fundos. Era domingo de manhã, e Park Jimin estava de volta, parado na porta da cozinha. Ele chegou com disposição para trabalhar naquela manhã. Yoongi estava fora, correndo (ele corria maratonas, por isso não havia como dizer quando estaria de volta), portanto, aparentemente Jimin não tinha motivos para ficar andando pela casa e flertando.

— Preciso afastar a estante que está em frente à janela. Você quer tirar as suas... coisinhas?

— Claro — falei, levantando e limpando as mãos.

As minhas “coisinhas” eram em sua maior parte DVDs e bibelôs. Sem dizer nada, coloquei tudo no sofá... uma lata de tabaco dos anos 80, um canhão em miniatura, um bibelô de porcelana japonesa reproduzindo um pequeno cisne e um dólar confederado emoldurado.

— Parece que você gosta da Guerra Civil — ele comentou, examinando as caixas dos filmes. Tempo de Glória, Cold Mountain, A Glória de um Covarde, Norte e Sul, Josey Wales — O Fora da Lei —, Deuses e Generais, Gettysburg, e a edição especial em DVD do documentário de Ken Burns, que eu ganhei de Natalie em um Natal.

— Sou professor de História — falei.

— Entendo. Isso explica tudo — ele falou, olhando os filmes mais de perto. — E o Vento Levou nunca foi aberto. Você tem mais de uma cópia?

— Ah, isso. Minha mãe me deu o DVD, mas sempre pensei que deveria ver o filme primeiro na tela grande do cinema, entende? Dar o valor que ele merece.

— Então você nunca o viu?

— Não. Mas li o livro catorze vezes. E você?

— Eu vi o filme. — Ele deu um sorrisinho. 

— No cinema?

— Não. Na TV.

— Isso não conta — falei.

— Entendo — Ele deu outro sorrisinho, e senti um aperto no peito. Nós afastamos a estante. Ele pegou a serra e esperou que eu saísse do caminho. Não saí.

— Então, Jimin... Por que você desviou um milhão de dólares? — perguntei.

— Na verdade foram 1,6 — ele falou, ligando a serra. — Por que alguém rouba alguma coisa?

— Não sei — respondi. — Por que você fez?

Ele me olhou com aqueles olhos azul-escuros, pensando antes de responder. Também esperei. Havia alguma coisa na expressão do rosto dele que contava uma história, e eu queria ouvi-la. Ele estava me examinando, pensando no que me contar e como. Esperei.

— Ei queridos, cheguei! — A porta da frente bateu. Yoongi estava parado lá, suado, ruborizado e lindo. — Más notícias, soldados. Mamãe está a caminho. Vi o carro dela na confeitaria aqui perto. Rápido. Quase quebrei um recorde mundial para conseguir chegar aqui antes dela.

Meu irmão e eu disparamos para o porão.

— Jimin, ajude-nos! — ordenou Yoongi.

— Qual é o problema? — perguntou ele, nos seguindo. Ao pé das escadas do porão, ele se deteve subitamente. — Ah, meu Deus. — Park olhou lentamente ao redor.

Meu porão era o depósito de esculturas. Infelizmente, mamãe era muito generosa com sua arte, por isso meu porão estava cheio de partes íntimas femininas de vidro.

— Gosto disso aqui — falou Jimin com voz distante.

— Apresse-se. Pegue algumas esculturas e leve lá para cima. Não temos tempo para brincadeiras — Yoongi ordenou mais uma vez. — Nossa mãe terá um ataque se souber que Guk esconde as peças dela. Falo por experiência própria. — Meu irmão agarrou um útero e um ovário e voltou a subir rapidamente as escadas.

— Você não quer alugar esse espaço? — perguntou Jimin.

— Pare — falei, tentando disfarçar um sorriso. — Apenas leve isso lá para cima e coloque em uma prateleira ou coisa parecida. Faça com que pareça pertencer ao lugar. — Coloquei Seios em Azul nas mãos dele. Era pesado. Eu deveria ter avisado e, por um instante, Park quase deixou a escultura cair. Eu a agarrei e ele também, ao mesmo tempo, e o resultado final foi que nós dois acabamos segurando-a, nossas mãos se cruzando para firmá-la. Levantei os olhos para os dele, e Jimin sorriu.

Kabum!

Meus joelhos quase se dobraram. Ele cheirava a madeira, sabonete e café, suas mãos eram quentes e o modo como aqueles olhos azuis me encaravam, o calor do corpo dele me chamando por sobre Seios em Azul e apenas... sabe... entende? Na verdade, quem se importava se ele era um ex-presidiário? Se havia roubado, desviado dinheiro, o que fosse... Embora eu provavelmente devesse mudar minha expressão de inegavelmente excitado para alguma coisa como vizinho simpático, estava completamente paralisado.

Um carro buzinou. Lá em cima, Pudim começou uma pequena tempestade de latidos, jogando o corpo contra a porta da frente.

— Vocês dois aí embaixo, apressem-se! — gritou Yoongi. — Você sabe como ela é, Guk!

O encanto foi quebrado. Jimin pegou aquela escultura e mais uma e subiu as escadas. Eu fiz o mesmo, ainda com o rosto muito vermelho.

Arrumei uma na estante e coloquei outra sobre a mesa de centro onde ela pareceu se espalhar de modo quase obsceno.

— Olá, vocês! — Mamãe gritou da varanda. — Pudim, sentado. Sentado. Quieto, querido. Não. Quieto, querido. Não lata.

Peguei meu cachorro e abri a porta, meu coração ainda saltando no peito.

— Olá, mamãe! O que a traz aqui?

— Trouxe guloseimas da confeitaria! — ela anunciou. — Olá Pudim! Quem é o cachorrinho mais amado, hm? Olá, Yoongi, querido. Hoseok disse que eu o encontraria aqui. E, oh, olá. Quem é você?

Olhei para trás. Jimin estava parado na porta da cozinha.

— Mamãe, esse é meu vizinho, Park Jimin. Jimin, minha mãe, a renomada escultora, Jeon Hyeojin.

— É um prazer sra. Jeon. Sou fã do seu trabalho. — Jimin apertou a mão da minha mãe e ela se virou para mim com um olhar questionador.

— Papai o contratou para colocar algumas janelas novas — expliquei.

— Entendo — disse mamãe, desconfiada.

— Preciso dar uma passada em casa e depois irei a uma loja de ferragens, Jeon. Você precisa de alguma coisa? — disse Jimin, virando-se para mim.

Preciso ser beijado.

— Hmmm, não. Nada de que eu consiga me lembrar — falei, voltando a ficar ruborizado.

— Vejo você mais tarde, então. Prazer em conhecê-la — Mamãe, eu e Yoongi observamos enquanto Park Jimin se afastava.

Mamãe foi a primeira a falar.

— Muito bem. Yoongi, precisamos conversar. Venham, meninos, vamos nos sentar na cozinha. Guk, isso não deveria estar aqui! Não é engraçado. Esse é um trabalho de arte sério, querido.

Park Jimin colocou Seio em Azul na minha fruteira, entre as laranjas e peras. Eu sorri. Yoongi deu uma gargalhada e abriu o embrulho da confeitaria.

— Oba. Pães com sementes de papoula! Quer um Guk?

— Sentem-se, meninos. Yoongi. Que história é essa de deixar Hoseok, pelo amor de Deus?

Suspirei. Mamãe não estava ali para me ver. Eu era o filho que não trazia problemas. Enquanto crescíamos, Yoongi foi (e ainda é, orgulhosamente) o rei do drama, cheio de rebeldia adolescente e de certezas em relação à universidade. Foi um aluno brilhante e sempre gostou de um confronto. Natalie, é claro, era a menina de ouro desde que nasceu e, cada coisa que fazia era vista como um milagre.

Até então, a única coisa excepcional que aconteceu comigo foi meu rompimento com Jackson. É claro que meus pais me amavam, mas também é verdade que ambos viram minha escolha de ser professor como a opção pelo caminho mais fácil (“Quem pode, faz”, dissera meu pai quando eu anunciei que estava deixando a faculdade de direito e que pretendia tirar o diploma que me permitisse dar aulas de História Americana. “E quem não pode, ensina”.) Minhas férias de verão eram tratadas como uma afronta àqueles que “realmente trabalhavam”. O fato de que eu trabalhava como um escravo durante o ano escolar — fazendo orientação dos alunos, corrigindo trabalhos e preparando planos de aula, ficando até muito depois do meu horário para receber estudantes em minha sala, treinando a equipe de debate, participando de eventos escolares, acompanhando bailes e viagens de campo, procurando sempre estar em dia com o que havia de novo na área de ensino e lidando com pais excessivamente sensíveis, que acreditavam que seus filhos deveriam se sobressair de qualquer maneira — era visto como irrelevante quando comparado a todo aquele meu delicioso tempo de férias.

Mamãe se recostou na cadeira e encarou o filho mais velho.

— E então? Fale, Yoongi!

— Eu não o deixei de vez — murmurou Yoongi, dando uma enorme mordida no pão. — Estou só... passando um tempo aqui.

— Meu Deus, isso é um absurdo — mamãe bufou de raiva. — Seu pai e eu com certeza temos nossos problemas, mas você não me vê correndo para a casa da sua tia, vê?

— Isso porque a tia Mavi é muito chata — argumentou Yoongi. — Guk não é nem a metade tão chato quanto Mavi, certo, Guk?

Oh, obrigado, Yoon. E deixe-me registrar o imenso prazer que senti ao ver suas roupas sujas espalhadas por toda parte no meu quarto de hóspedes essa manhã. Devo lavá-las para você, vossa Majestade?

— Bem, já que você não tem um emprego de verdade, claro que sim — ele disse.

— Emprego de verdade? É melhor do que ter que ficar atrás de um bando de traficantes de drogas...

— Já basta, meninos. Você está mesmo deixando Hoseok? — perguntou mamãe.

Yoongi fechou os olhos.

— Não sei — ele disse.

— Céus, acho isso um absurdo. Você se casou com ele, Yoongi. Não se abandona um casamento assim. Você deve ficar e tentar ajeitar as coisas até que se sinta feliz novamente.

— Como você e papai? — sugeriu Yoongi. — Prefiro morrer, então. Guk quer fazer as honras?

— Seu pai e eu somos perfeitamente... — A voz dela falhou. Mamãe abaixou os olhos para a xícara de café com uma expressão de quem finalmente estava entendendo.

— Talvez você também devesse vir morar com o Guk — sugeriu Yoongi, erguendo uma sobrancelha.

— Certo, certo, muito engraçado da sua parte. Não, você não pode vir morar aqui, mamãe. — Lancei um olhar ameaçador na direção do meu irmão. — Estou falando sério, mamãe — falei bem devagar. — Você e papai se amam, certo? Vocês apenas gostam de ficar implicando um com o outro.

— Ah, Guk — ela suspirou. — O que o amor tem a ver com isso?

— Obrigado, Tina Turner — comentou Yoongi com sarcasmo.

— Espero que o amor tenha tudo a ver com isso — protestei.

Mamãe suspirou.

— Quem sabe o que é o amor? — ela fez um gesto com a mão, afastando o assunto.

— O amor é um campo de batalha — murmurou Yoongi.

— Tudo o que você precisa é de amor — citei os Beatles.

— O amor é uma droga.

— Cale-se, Yoon — falei. — Mamãe, o que você estava dizendo mesmo?

Ela suspirou de novo.

— Acabamos tão acostumados com uma pessoa... que nem sei. Há dias em que tenho vontade de matar seu pai com uma faca cega. Ele é um velho advogado tributário tedioso, pelo amor... Sua ideia de diversão é ficar deitado se fingindo de morto em uma daquelas estúpidas batalhas da Guerra Civil.

— Ei! Eu adoro essas batalhas estúpidas — interrompi-a, mas ela me ignorou.

— Mas eu não pego as minhas coisas e simplesmente vou embora, Yoongi. Afinal de contas, nós juramos amar e cuidar um do outro, mesmo se isso acabar nos matando.

— Que lindo... — disse Yoongi.

— Mas se querem saber, ele me dá nos nervos quando faz piada com a minha arte! O que ele faz? Corre por aí fantasiado e disparando armas. Eu crio. Eu homenageio as formas femininas. Eu sou capaz de me expressar de outras formas que não através de resmungos e frases sarcásticas. Eu...

— Mais café, mamãe? — perguntou Yoon.

— Não. Preciso ir. — No entanto, ela continuou sentada onde estava.

— Mamãe — perguntei com cautela —, por que você, ahn, homenageia as formas femininas, como disse? Como isso começou? — Yoongi me fuzilou com o olhar, mas a verdade era que eu estava mesmo curioso.

Ela sorriu.

— A verdade é que foi um acidente. Eu estava tentando fazer uma dessas pequenas bolas de vidro que costumamos pendurar nas janelas ou na árvore de Natal, sabe? E estava tendo dificuldade para acertar na finalização, quando seu pai apareceu e disse que aquilo estava parecendo um mamilo. Então eu disse a ele que era mesmo um mamilo e seu pai ficou roxo. Daí eu pensei, por que não? Se seu pai teve aquele tipo de reação, o que as outras pessoas pensariam? Resolvi levar a peça para a Galeria de Arte, e eles adoraram.

— Ahã — murmurei. — Como não amar?

— Estou falando sério, Guk. O Hartford Courant me chamou de feminista pós-moderna.

— Tudo isso por causa de um enfeite de Natal que deu errado — interrompeu Yoongi.

— O primeiro foi acidental, Yoongi. O resto é uma homenagem ao milagre fisiológico que é a mulher — declarou mamãe. — Eu adoro o que faço, mesmo que vocês, garotos, sejam puritanos demais para apreciar devidamente a minha arte. Tenho uma nova carreira e as pessoas me admiram. E se isso ainda tortura seu pai, é lucro.

— Sim — disse Yoon. — Por que não torturar o papai? Ele só lhe deu tudo.

— Bem, Yoongi, querido, eu argumentaria dizendo que foi ele quem teve tudo, e você entre todas as pessoas deveria apreciar minha posição. Eu havia me tornado um objeto de decoração, meninos. O pai de vocês ficava satisfeito apenas de chegar em casa, receber o Martini que eu servia e comer o jantar que eu passei horas me matando para fazer, em uma casa imaculada, com filhos inteligentes, bonitos e bem-educados. Então era só se jogar na cama e fazer um sexo rápido.

Yoongi e eu recuamos horrorizados.

Mamãe se voltou com uma expressão dura para Yoongi.

— Ele era completamente mimado, e eu era invisível. Portanto, se o estou torturando, Yoongi, meu querido primogênito, você entre todas as pessoas deveria dizer “Muito bem, mamãe”. Porque ao menos agora ele me nota e eu nem preciso sair correndo para a casa da minha irmã.

— Ui! — disse Yoongi. — Estou sangrando, Guk. — Por mais estranho que parecesse, meu irmão estava sorrindo.

— Por favor, parem de brigar vocês dois — falei. — Mamãe, temos muito orgulho de você. É uma, ahn, uma visionária. De verdade.

— Obrigada, querido — disse mamãe, levantando-se. — Bem, tenho que correr agora. Vou dar uma palestra na biblioteca, vou falar sobre a minha arte e sobre o que me inspira.

— Apenas para adultos, imagino — murmurou Yoongi, pegando Pudim do meu colo para brincar com ele.

Mamãe suspirou e olhou para o teto.

— Guk, há teias de aranha no teto. E não sente tão curvado, querido. Leve-me até o carro, está bem?

Eu obedeci e deixei Yoongi dando migalhas de pão para Pudim.

— Guk — falou mamãe —, quem era aquele homem que estava aqui?

— Jimin? — perguntei. Ela assentiu. — Meu vizinho, como eu lhe disse.

— Bem. Não vá estragar uma coisa boa se deixando envolver com um trabalhador braçal, querido.

— Meu Deus, mamãe! — gritei. — Você nem mesmo o conhece! Ele é uma ótima pessoa.

— Estou só lembrando que você está tendo um belo relacionamento com aquele médico maravilhoso, não está?

— Eu não vou namorar com Jimin, mamãe — disse meio irritado. — Ele é apenas um cara que papai contratou para colocar as janelas.

Droga... lá estava ele, entrando na caminhonete. E com certeza ouviu tudo. A julgar por sua expressão, Jimin ouviu a parte do “é apenas um cara que papai contratou...” e não a parte do “é uma ótima pessoa”.

— Muito bem, então. — A voz de mamãe agora era mais tranquila. — É só porque desde que você e Jackson terminaram, você vem andando por aí como um fantasma, meu bem. E é bom ver que seu namorado conseguiu colocar novamente um pouco de cor em seu rosto.

— Talvez o que tenha acontecido é que já se passou tempo o bastante e eu esqueci Jackson. Talvez seja a primavera. Talvez eu esteja apenas passando por um bom momento no trabalho. Você sabe que me candidatei para chefe do departamento? Talvez eu apenas esteja muito bem por minha própria conta e isso não tenha nada a ver com Wyatt Dann.

— Hummm. Bem. Como quiser — falou mamãe. — Agora tenho que ir. Tchau! E endireite a postura.

— Ela ainda vai acabar me matando — anunciei, assim que voltei para dentro de casa. — Isso se eu não matá-la antes.

Yoongi desatou a chorar.

— Yoon! — eu disse. — Eu não estava falando sério... Yoon, qual é o problema?

— O meu marido idiota! — ele soluçou, passando a mão no rosto para secar as lágrimas.

— Está certo, está certo, meu anjo. Agora se acalme — estendi um guardanapo para que ele assoasse o nariz e dei um tapinha em seu ombro, enquanto Pudim era só alegria lambendo suas lágrimas. — O que está realmente acontecendo, Yoon?

Ele respirou fundo.

— Ele quer que adotamos uma criança.

Fiquei boquiaberto.

— Ah... — foi só o que consegui dizer.

Yoongi nunca quis ter filhos. Na verdade, ele dizia que a lembrança de Natalie presa a um respirador era o bastante para esmagar qualquer instinto paternal que pudesse ter. Meu irmão sempre parecia gostar bastante de crianças — gostava de segurar nossos primos bebês no colo, nas reuniões de família, e conversava com os mais velhos de um jeito simpático fazendo com que se sentissem adultos. Mas ele também era o primeiro a dizer que era egoísta demais para ser pai algum dia.

— Então essa questão foi levantada? — perguntei. — Como se sente?

— Muito bem, Guk... — Ele respondeu irritado, em tom de deboche. — Estou escondido na sua casa, flertando com seu vizinho atraente, não estou falando com Hoseok e ainda tenho que ouvir a mamãe me dar sermões sobre casamento! Não é meio óbvio como estou me sentindo?

— Não. — respondi com firmeza. — Você também está quase encharcando o pelo do meu cachorro. Portanto pode falar, meu bem. Eu não vou contar para ninguém.

Ele me lançou um olhar agradecido e cheio de lágrimas.

— Me sinto meio... traído — ele admitiu. — Como se ele estivesse dizendo que não sou o bastante. E você sabe, Hoseok... ele pode ser bem irritante, entende? — Ele começou a soluçar de novo. — E ele não é exatamente a pessoa mais animada do mundo, é?

Eu murmurei que não, mas era claro que ele era.

— Então sinto como se ele tivesse me dado uma paulada na cabeça.

— Mas o que você pensa a respeito, Yoon? Acha que pode querer ser pai? — perguntei.

— Não! Não sei! Talvez! Ah, droga. Vou tomar um banho. — Ele se levantou, me entregou Pudim, que aproveitou para comer o último pedaço de pão do meu prato e arrotou. E, com aquilo, terminou a conversa íntima e sincera entre irmãos.


Notas Finais


hoje teve interaçãozinha, Gguk foi vacilão novamente e Jimin escutou o que não era pra escutar jhfkdkfjs esses dois são difíceis demais.
Hartford Courant é o 'maior' jornal diário de Connecticut, e Ken Burns é um cineasta, caso alguém não saiba :)
e sobre o "Seios em Azul", me perdoem, mas não sei se isso existe de verdade KKKKKKKKK, eu gosto da cor azul, ficou assim pois gostei da combinação et voilà.

Yoonmin bonitinho para vocês; https://www.spiritfanfiction.com/historia/rewind-yoonmin-13534286
Vhope bonitinho para vocês também;
https://www.spiritfanfiction.com/historia/os-incriveis-desafios-de-vhope-12262393
até a próxima <33


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...