História A Dama de Branco - Capítulo 13


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, TenTen Mitsashi
Visualizações 44
Palavras 976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Eu compreendo você...


Beijou o pescoço de Karin devagar enquanto raciocinava com frieza sobre como dispensá-la depois com delicadeza.

“- Preciso ser rápido e depois eu falo com a Tsunade. Isso se o ero-senin já não está com ela!”

Passou a mão desatando rapidamente o laço do kimono branco.

“- Droga, porque eu não vi a porra do véu?!”

Karin gemeu quando o loiro insinuou as mãos fortes e quentes por seu corpo, mas por mais que ele fosse atraente não foi nele que ela pensou. Fechou os olhos com força e a lembrança do ex-namorado ficou nítida. Por mais que quisesse ser mecânica e teatral não conseguiu, as orbes azuis eram fascinantes e hipnóticas.

Naruto sentiu prazer mas a mulher que estava com ele...sabia que não. Já havia transado com tantas que distinguia os sentimentos delas. Sentiu pena, puxou uma conversa:

- Então, qual é seu nome?

- Ohh me perdoe! Tenshi conversou comigo mas a educação dela não passou por osmose- ela riu- meu nome é Karin. Posso perguntar o seu?

- Naruto. Então Karin, há mais alguma coisa que eu possa fazer por você?

- Não Naruto-san, pode ficar e descansar. Vou pedir para a Tenshi trazer algo de que precise...

- Obrigado... Então, eu...

Ela acendeu a luminária discreta e sorriu com simpatia.

- Pode conversar com Tsunade-sama sobre o programa- ela declarou com indiferença.

- Claro.

Karin saiu e ele fitou a porta por um instante. Lembrou da prostituta ruiva e se perguntou se a Tenshi era assim...se ela era tão triste na intimidade. Ouviu leves batidas na porta e disse:

- Entre!

Hinata abriu a porta do quarto receosa. Na verdade, estava confusa quanto á definição de sentimentos. Sentia receio pelo encontro anterior, sentia algo estranho sobre Naruto e outra mulher. Foi como sempre simpática ao saudar:

- Boa noite! Deseja comer alguma coisa?

- Não. Tem outra coisa que eu “desejo”...- Naruto frisou o termo, não queria perder tempo em satisfazer a vontade que só aumentava.

Hinata tremeu imperceptivelmente. A voz quente e grossa do Uzumaki fez com que seu rosto corasse, não entendeu porque, só sentiu a respiração falhar.

- Pode dizer Naruto-sama...

- Seu corpo.

Hinata estremeceu. Como Naruto podia ser tão ousado? Ao mesmo tempo chateou-se com a resposta. Não que ao longo do trabalho como servente não tivesse ouvido cantadas piores, algumas vezes declarações sinceras como as de Okina. Mas, as palavras dele doíam um pouco.

- Isso é impossível-ela declarou num tom monótono.

- Alguém já te contratou antes?

- Sim-ela respondeu.

- Quem?- ele perguntou ansioso.

- Tsunade-sama.

Naruto piscou confuso. Como assim?

- A Tsunade?

- Isso e se não deseja mais nada, preciso ver se ninguém mais precisa de mim.

Hinata levantou-se visivelmente chateada. Deixou a refeição leve no tatame e abriu a porta.

- Espera aí!- Naruto pediu.

Ela aguardou de pé a pergunta do Uzumaki.

- Você é o quê daqui?

- Sou a criada- ela respondeu mais calma.

- Você não é prostituta?

- Não.

Ele calou-se por completo, então ela não era prostituta?! Sorriu com a idéia, sem saber ao certo porque. Hinata esperou alguns instantes antes de perguntar:

- Quer mais alguma coisa?

Ele balançou a cabeça e pigarreou forte antes de completar com seriedade:

- Não.

- Com sua licença-ela fez um meneio curto.

- Tenshi?!

Hinata parou novamente.

- Me desculpe novamente pela estupidez...não fique chateada, eu sou um cara muito mal educado.

Hinata caminhou lentamente até ele, sentou-se no tatame á uma curta distância e estendeu uma mão. Naruto hesitou e depois entregou a mão para ela que declarou com meiguice:

- Eu nunca vou esquecer que foram suas mãos que me salvaram. Não se preocupe Naruto-kun, eu sempre estarei aqui, pronta para ouví-lo e compreendê-lo- ela riu.

Naruto fitou a figura graciosa á sua frente com estranheza. Quantas vezes em sua vida depois de adulto escutara palavras de conforto, de agradecimento? Quantas vezes uma mão pequenina, linda e delicada cobrira a sua com tanta inocência? Quantas vezes depois de uma batalha, alguém cuidara dele com tanta dedicação? Quantas vezes viu uma mão tão linda? Quantas vezes na porra da vida louca que levava havia conversado com uma mulher assim?

Hinata segurava com delicadeza a mão quente, sempre quente, do Uzumaki. Deu um tapinha amigável e sorriu novamente:

- Agora me dê licença, por favor. Fique á vontade...

Hinata largou a mão dele e levantou-se devagar. Abriu a porta e foi para a cozinha, arrumou mais uma bandeja com aperitivos para os outros e foi até o quarto ver Karin.

- Karin-san? Eu posso entrar?

- Oi Tenshi, pode...você pode me arrumar uma toalha? Eu acabei de tomar banho.

- Claro- Hinata tirou uma toalha de um armário próximo e entregou para Karin- tome.

- Obrigada.

- Precisa de mais alguma coisa?

- Não, diz pra Tsunade-sama que eu vou dormir e olha só-ela estendou a boneca para Hinata- eu terminei de costurar e amanhã lavo pra você! Que tal?

Hinata sorriu.

- Obrigada! Muito obrigada! Descanse e amanhã eu converso melhor com você. Bom “resto” de noite!

Karin riu e respondeu:

- Igualmente!

Hinata antes de sair disse:

- Amanhã eu vou te contar um segredo.

- Eu também!

Hinata tirou o véu e disse:

- Essa é a primeira parte! Até amanhã!

- Até amanhã tenshi- Karin deitou e fitou o teto- “O meu segredo não é nem de longe parecido com o seu Tenshi...”

Hinata voltou para a cozinha com o véu no rosto e ouviu passos desconhecidos no corredor. Alguém perguntou:

- Aonde é o quarto cinco, por favor?

Hinata respondeu sem hesitar:

- Vire á direita e é a terceira porta.

A voz daquele homem era vagamente familiar...vagamente...

- Obrigado-ele respondeu depois de um instante.

A voz daquela mulher lembrava a de alguém...não, não poderia ser!

- Hinata-sa...ma?-ele gaguejou.

- Ne...ji-nii-san?!



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