História A Dama e o Joker - Capítulo 1


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Categorias Gotham
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Kean, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Harvey Bullock, Jeremiah Valeska, Jerome Valeska, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Selina Kyle (Mulher Gato)
Visualizações 29
Palavras 1.811
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Logo de cara me apaixonei por Jerome Valeska, e agora estou amando Jeremiah...
Ah, os irmãos Valeska...

Capítulo 1 - A Dama


Fanfic / Fanfiction A Dama e o Joker - Capítulo 1 - A Dama

  - O quê uma pessoa como você está fazendo em Gothan?- Indaga Harvey Bullock ao sentar-se na desconfortável cadeira da delegacia.- Você não combina com este lugar!- Sua voz grossa e rouca ecoa por parte da sala, fazendo os pelos do braço de Jim Gordon se arrepiarem.

 

  - Vim para trabalhar como jornalista com o objetivo de ceder todo o material adquirido a faculdade onde estudei. No entanto, esta cidade é perigosa demais para jornalistas então... Temendo por minha vida, quebrei o acordo com a faculdade.- Sophia suspira profundamente, e após uma pausa não tão demorada, volta a falar.- O acordo era para que eu ficasse em Gothan com todas as despesas pagas pela faculdade e em troca lhes fornecia os principais acontecimentos.

 

  - Na quebra do acordo a faculdade deixaria de bancar seus custos, assim deixando-a presa em Gothan até que consiga um meio de sair.- Completa Jim, indignado.

 

  - Você está presa em Gothan?- Grita Bullock no que Sophia balança a cabeça.- Ah, minha nossa!- Jim e Harvey tiveram, naquele instante, a certeza de que seria necessário proteger Sophia, pois a garota seria devorada pelas sombras da cidade assim que colocasse os pés para fora da delegacia.

 Jim fitou a garota, agora cabisbaixa, e levantou-se devagar após Bullock dar um pulo na cadeira.

 

  - Eu sei que a idéia não é agradável, Sophia, mas será necessário deixar policiais cuidando de você.- Jim dá uma volta na mesa e para ao lado da janela para observar a podridão que logo tomaria conhecimento da existência da garota.

 

  - Com todo respeito senhor Gordon, não posso permitir isso.- A voz de Sophia ficou trêmula. Ela detestava estar sob observação, desta forma tendo todos os seus movimentos analisados e questionados.- Além do mais, nem casa eu tenho. Quando quebrei o contrato, a faculdade me proibiu de ficar na casa que haviam cedido.- Jim teve um sobressalto e de imediato cruzou olhar com Bullock, e juntos tiveram a mesma idéia.

  

  - Você está certa em não querer policiais pegando no seu pé.- Bullock senta na beirada da mesa e bebe um pouco de café.

 

  - Conheço uma pessoa que não irá importar-se em ceder a casa para você.- Sophia abriu a boca para argumentar, mas calou-se quando o mesmo insistiu.- Ele é um amigo, além da pessoa mais confiável de Gothan... Ainda que isso pareça impossível.

 

  - Existem pessoas boas aqui. São raras, poréme Bruce é uma delas.- Continuou Bullock.

Sophia não sabia o que esperar da situação, mas tinha certeza de que poderia confiar nos policiais ali presentes. Eles haviam sido mais do que gentis assim que a viram pela primeira vez, no entanto havia uma pessoa em Gothan que fazia o coração de Sophia bater mais rápido só de falar seu nome. Oswald Cobblepot.

 

Pinguim foi a primeira pessoa que Sophia conheceu quando colocou os pés na cidade, e como a garota era educada, simpática e possuía o comportamento de uma dama, Pinguim encantou-se por ela, logo a considerando uma amiga. Mas Sophia, apesar de ingênua em determinados momentos, bem como inocente para certas ocasiões, sabia que por mais que amasse Oswald, ele não era totalmente confiável.

 

Segurar a mão de Jim quando ele a estendeu para a garota era como dar um tiro no escuro.

 

Quem era Bruce?

 

A pergunta pairava na mente da menina que agora ajeitava- se no banco de trás do carro.

Suas coisas, que não eram muitas, estavam guardadas dentro de duas malas, estas que Alfred fez questão de segurar quando, enfim, chegaram a mansão Wayne.

 

  - Sophia, este é Bruce Wayne.- O garoto cumprimentou Sophia com um aperto de mãos e ela sorriu gentilmente como sempre fazia, até mesmo com pessoas grosseiras ou não confiáveis.- Bruce, esta é Sophia Winters. Tenho certeza de que irão se dar bem.- Alfred soltou um ruído baixo de aprovação. Sophia possuía a mesma educação e elegância de Bruce, então certamente um seria uma ótima companhia ao outro.

 

  - Seja muito Bem-Vinda senhorita Winters.- Disse Alfred de forma gentil.

  

  - Muito Obrigada... A todos.- Sophia falava devagar e num tom delicioso de ser ouvido, nem tão alto mas também não muito baixo.- Não consigo descrever a emoção que estou sentindo por tamanha solidariedade.

 

  - Será um prazer tê-la em minha casa pelo tempo que for necessário.- Aquela foi a primeira vez que Bruce disse algo desde a chegada de Sophia.- Por favor, aceite minha ajuda financeira.- Ele implorou de forma sutil, mas ainda assim recebeu um Não.

 

  - Não, senhor Wayne. Ficar em sua casa já é uma grande despesa.- O garoto tentou mais algumas vezes, porém a resposta obtida foi a mesma. A única coisa que Bruce poderia fazer era acatar a vontade de Sophia.

 

Nos dias que se seguiram, Sophia passava horas ao lado de Bruce. Um contava ao outro experiências obtidas ao longo de suas vidas, sendo ele mais novo que ela... Apesar de parecer o contrário.

Sophia amava as flores do jardim e ficava parada na frente dos quadros, admirando-os incansavelmente.

 

Chá da tarde, xadrez, passeios pela mansão e longas conversas com Alfred fizeram daqueles cinco meses os melhores da vida de ambos desde que Bruce perdeu os pais.

Sophia acompanhava as notícias de Gothan pela TV e também no jornal que Alfred lia toda manhã. O perigo aumentava a cada segundo, fazendo-a temer mais uma vez por sua vida.

Nada daquilo poderia machucar a garota uma vez que ela estivesse sob a proteção de Wayne, e de maneira a ser julgada inusitada, Selina parecia estar feliz em poder cuidar um pouquinho da garota.

 

  - É engraçado.- Riu Selina.- Eu sou um gato selvagem e a Sophia é uma gata doméstica.- Alfred não conteve uma risadinha. 

 

Sophia acordava cedo, apenas sete minutos após Alfred, e juntos preparavam o café da manhã. Ela arrumava a mesa sempre começando a colocar o prato de Bruce e o recebendo com um lindo sorriso assim que o garoto adentrava a cozinha com carinha de sono.

Depois de ajudar Alfred a limpar a sujeira, caminhava por uma hora pelos corredores da mansão e sempre segurando o braço direito de Bruce.

O garoto treinava com Alfred enquanto Sophia meditava e depois os três lanchavam em frente a TV.

 

Sophia era como a peça que faltava na vida de Bruce, Alfred, Selina, Jim e em especial Harvey.

Os seis faziam coisas juntos sempre que o trabalho dos policiais dava uma folga, e foi numa festa que Sophia reencontrou Oswald e conheceu Bárbara Kean.

 

  - Ah, Sophia... Minha mãe teria amado você!- A felicidade estampada no rosto de Oswald era de fato sincera. Para a surpresa de todos, Sophia era muito amada por ele que a protegia tanto quanto Bruce e Jim.

 No minuto em que a garota iria agradecer Pinguim, um som extremamente forte foi ouvido por todos os ali presentes.

 

Jim e Harvey ordenaram que policiais fossem ver o que havia acontecido. Alfred se encarregou de levar Bruce e Sophia para casa, não sem antes a garota ter certeza de tudo ficaria bem com Pinguim e Barbara Kean.

 

O som ouvido partiu de uma explosão causada por Jeremiah Valeska no objetivo de dar início a sua dominação. Sendo assim, Sophia se viu frente a frente com os perigos de Gothan e tendo, mais uma vez, a certeza de que a mansão Wayne era o único lugar seguro.

Todas as notícias que ela acompanhava, o desejo de dominar Gothan, bem como destruí-la para dar início a algo novo, deixava Sophia com medo de Jeremiah a ponto de paralisar somente ao ouvir seu nome.

 

 

Alfred trancou todas as janelas e Bruce todas as portas. Gothan estava sendo atacada novamente pelo grupo insano de Valeska.

Sophia, por sua vez, descansava na cozinha. Sua infância foi tão tranquila e feliz que tornara o cenário de Gothan ainda pior.

Ela não sabia como seria caso ficasse mais um mês naquele lugar, mas por outro lado havia feito amigos que não queria simplesmente esquecer.

 

Enquanto Sophia decidia o que faria com sua vida a partir daquele momento, Bruce terminava de beber seu chá quando foi surpreendido por uma figura indesejada.

 

  - Olá Bruce.- A voz cortou a noite e também os ouvidos do garoto.

 Bruce levanta-se lentamente. Cada músculo ficando rígido a cada passo dado por Jeremiah, este que sai das sombras contidas entre a porta e a lareira. 

 

  - Como entrou aqui?- Pergunta Bruce completamente na defensiva. Jeremiah ri baixo, como um deboche.

 

  - Isso é tão... Patético.- O rosto de Jeremiah permanece parcialmente na sombra, e então algumas pessoas entram em cena, ficando enfileiradas na frente da lareira. Jeremiah dá um passo a frente e encara a janela do seu lado esquerdo.- É patético como qualquer imbecil acha que pode gerar o caos sem ter a menor gota de sanidade. O caos é uma arte, uma pintura onde cada sentimento é um traço, uma cor e também a moldura. Gothan é como um grande museu, entretanto... Precisa de uma reforma.

 

  - Você fala de sanidade sendo muito mais louco que seu irmão.- Bruce analisa a situação. Conta quantos homens e mulheres estão presentes, seu tamanho e que tipo de armas possuem.  No caso de uma briga, ele e os demais moradores da casa estariam em desvantagem.

 

  - Jerome era um idiota!- Jeremiah se irrita com a comparação.- Ele tinha potencial, não dá para negar. Mas sua mente não processava as ideias como deveria e o fazia parecer uma criança de tão... Imaturo.- Talvez a loucura de Jeremiah fosse cem vezes maior do que a de seu irmão, Jerome, mas por um instante Bruce pensou na possibilidade de Jeremiah possuir a habilidade de perambular entre a sanidade e a insanidade, assim se tornando muito mais poderoso do que sequer o Wayne poderia imaginar.

 

Bruce cambaleou e então se viu diante de uma situação que seria inevitável e muito perigosa. Apesar de sua relação com Jeremiah não ser boa nem de longe, ele ainda conseguia, de uma forma ou outra, manter determinado controle, entretanto, quando Sophia estava a um passo de entrar em cena, o corpo de Bruce arrepiou- se ao imaginar como Jeremiah se comportaria ao tomar conhecimento da garota.

 

Jeremiah encheu os pulmões de ar para poder continuar seu discurso com elegância e grandiosidade, porém o mesmo ficou completamente mudo quando Sophia, sem dar conta de que ela e Bruce tinham companhia, caminhou até o Wayne para só então, devido sua expressão de pavor, cruzar olhar com Jeremiah.

 

Era como se os ponteiros do relógio estivessem quebrados.

 

Jeremiah e Sophia estavam congelados, nem sequer respiravam. Foi então que Alfred, parado na entrada da sala percebeu algo que mudaria tudo...

 

Jeremiah e Sophia haviam se apaixonado.


Notas Finais


Por hora é isso.
Espero que tenham gostado.


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