História A Dama e o Vagabundo - Capítulo 83


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Palavras 3.627
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores, tudo bem? Me desculpem a demora pra postar, demorei pq foi muito difícil escrever esse capítulo, vcs vão entender pq.
Enfim, boa leitura.

Capítulo 83 - The Flame


Fanfic / Fanfiction A Dama e o Vagabundo - Capítulo 83 - The Flame

 

– Quem é você?– reuno coragem para perguntar fitando aqueles olhos negros que me pereciam tão familiares. 

– Você não sabe quem eu sou?– o moreno indaga erguendo a sobrancelha, mas não parecia surpreso com o meu questionamento– Ele não falou de mim para você?– olho para o homem confusa. Ele? Ele quem?– Não, claro que ele não falaria, afinal ele tem todos os motivos para me odiar. 

– De quem você está falando?– pergunto tentando me afastar um pouco mais do jovem a minha frente, porém por estar com as pernas e braços completamente amarrados na cadeira, eu não conseguia me mover devidamente.

– Do seu namoradinho, de quem mais seria?– franzo o cenho tentando ligar os fatos, mas nada fazia sentido. Fred não odeia ninguém. O rapaz dá um sorriso irônico como se tivesse lido meus pensamentos– Meu nome é Pedro– ele se apresenta abrindo os braços. Tento lembrar de alguém com esse nome ou ouvido alguém falar, mas não veio nada em minha mente– Creio que Fred nunca chegou a falar pra você sobre o irmão mais velho dele, chegou? 

   Minha boca involuntariamente se abre. Olho para seus olhos perplexa, era por isso que eles eram tão familiares. Ele tinha os olhos idênticos ao do irmão. Porém todo o brilho que o meu vagabundo possui nos mesmos, os do homem a minha frente eram opacos e sombrios, como se a muito tempo tivessem perdido o sentido. 

   Não é possível! Fred tem um irmão mais velho e nunca me contou? Mas por quê? Por que ele esconderia isso de mim? 

– Não precisa franzir a testa, princesa– ele diz me fazendo bufar de raiva por me chamar assim. Ele passa o polegar pela minha testa, como se quisesse desfazer as rugas que tinham se formado, em seguida ele desliza o dedo para meus cabelos e ajeita os mesmos atrás da orelha. Viro o rosto de forma um pouco bruta de mais para tirar sua mão de mim, ele ri com o meu gesto o que só serviu para me deixar mais irritada– Eu vou te explicar a nossa história– ele coça a garganta, como se estivesse se preparando para um grande discurso– Você sabe que nós viemos do México para cá e no começo não foi nada fácil, até hoje não é, porém acredite, no começo foi muito pior. Nós mal tínhamos dinheiro para comprar comida e guando conseguíamos, tínhamos que dividir em seis. Quantas noites eu fui dormir de barriga vazia, algo que você nunca precisou passar, princesa, acostumada a ter tudo do bom e do melhor, com todos fazendo tudo o que você quer– consigo vê o ódio se formando em seus olhos me fazendo me encolher– Eu era um moleque de 12 anos na época, eu queria tantas coisas que meus pais nunca conseguiram me dar. E eu odiava aquela vida– ela diz entre os dentes andando de um lado para o outro do quarto– Eu via tantos garotos andando com seus pais com carros bonitos, com uma roupa de marca e eu olhava pra mim e tinha vergonha. Vergonha da minha vida, vergonha da minha família. Além de achar que eu era um peso entre eles. Eu só os prejudicava e atrapalhava. Então eu decidi fugir. Fugir naquela vida miserável e de pobre–  nego com a cabeça sem acreditar que alguém seria capaz disso. Abandonar a família por motivos tão fúteis– E eu consegui ter tudo o que eu queria. Tenho um carro bom, roupas boas, as garotas que eu quiser, e ganho mais do que eles jamais conseguiram.

Olho para a roupa dele e para o lugar onde nós estávamos. Sinto o cheiro estranho do lugar, um cheiro diferente de tudo que eu já senti, mas eu sabia muito bem do que era. 

  Não foi difícil ligar os pontos

– Melhor ganhar pouco e ser um dinheiro justo e honesto do que um dinheiro sujo igual ao seu! 

  Ele segura o meu queixo com força enquanto seu rosto fica vermelho de raiva.

– Olha a língua, princesa– quase rosno por escuta-ló me chamar dessa forma, se ele falar isso mais uma vez, juro que arranco os olhos deles com a unha. Pedro suaviza seus dedos do me queixo e sorri– Eu nunca me afastei totalmente deles– ele continua ignorando o que eu disse– Continuei espionando a casa. Eu tinha certeza que eu iria ver o dia em que eles fariam as malas e voltariam pro México, mas isso nunca aconteceu. Até que teve um dia em que eu vi você. Pensei que fosse só uma ficante do meu irmão, um caso passageiro. Mas como eu estava enganado. Me pergunto até hoje no que uma garota como você, viu no Zé ninguém do meu irmão? Porém também tenho que admitir que fiquei orgulhoso, ele aprendeu bem o que eu ensinei. Conseguiu uma garota linda e ainda por cima milionária. E para ficar mais perfeito ainda, ele namora uma Collins– ele diz rindo como se tivesse ganhado na loteria– Por isso que sequestramos você. Conhecemos bem a reputação da sua família. Principalmente o quão bem nomeada é a empresa do seu pai.

– Você não vai conseguir nada dele– afirmo fria. Capaz do meu pai nem saber que eu fui sequestrada e se souber, capaz de nem ligar.

– Mas é melhor eu conseguir, se não vai ser pior pra você, princesa. Ou seu pai paga o valor que eu vou pedir, ou você não sai daqui com vida. 

   Engulo seco e sinto meus olhos encherem d’água. Ele não parecia estar brincando ou falando isso apenas para me assustar. Ele dá um sorriso sínico e sai do quarto trancando a porta atrás de si.

 

P.O.V- Fred

   

   Eu cobri meu rosto com a mão e não parava de balançar minhas pernas em uma tentativa inútil de ficar mais calmo. Ninguém deu notícias desde o momento em que eu cheguei. A polícia já estava aqui nos dando as instruções sobre o que fazer, por mais que os bandidos tinham sido claros para não chamarmos a polícia, óbvio que não obedecemos. 

   Levanto do sofá agoniado e caminho em direção a cozinha. Preciso beber um pouco de água ou vou acabar perdendo a cabeça. Ao chegar na mesma encontro o Sr. Collins sentado na mesa com a mão na testa parecendo tão nervoso quanto eu. Havia uma empregada sentada ao lado dele, com a mão em seu ombro lhe dando um conforto silencioso. Os dois olham para mim ao escutar eu abrindo a geladeira. Quando meus olhos encontram os castanhos da empregada, eu tenho a sensação que a conheço de algum lugar. Porém os cabelos presos e roupa me fizeram demorar um pouco mais para a reconhecer.

– Sra. Reed?– pergunto já sabendo a resposta– A senhora trabalha aqui? Desde guando? 

– A pouco tempo– ela responde com um olhar gentil. Como eu nunca reparei e nem vi que a mãe da minha melhor amiga trabalha aqui? Talvez porque na maioria das vezes em que eu vinha para casa da Emily, nós ficávamos em seu quarto a maior parte do tempo. 

– Vocês se conhecem?– meu sogro pergunta enquanto coloco água no copo. 

– Sim, ele é um dos melhores amigos da minha filha– bebo a água em um gole só e volto a olhar para os dois. 

   O Sr. Collins soube do sequestro da filha através de uma foto que os sequestradores mandaram dela com os braços amarrados e desacordada. Não havia nenhum sangue ou machucado, ainda bem. A única coisa que havia escrito na mensagem era que em breve ligariam para negociar os valores. Negociar a vida da Emily, como se ela fosse um produto de compra. Sinto meu sangue ferver de raiva, se eu encontrar qualquer um desses caras que a sequestraram... 

   Levo um susto com o barulho de vidro se quebrando. Olho para minha mão e percebo que o copo que eu estava segurando havia estourado, eu devia ter segurado com muita força devido a ira. 

– Deixa que eu limpo– a mãe da Hannah prontamente se levanta da mesa pegando um pano na gaveta. 

– Não precisa Sra. Reed eu limpo– respondo agachando no chão catando os pedaços de vidro ignorando os pequenos cortes que tinham se formado em minha mão. Percebo que minhas mãos estavam tremendo, eu não conseguia pensar direito.

– Fred, deixa que eu arrumo isso– a mãe da Hannah diz tirando os cacos de vidro que eu estava segurando da minha mão e envolvendo a mesma com a sua– Você está muito nervoso. É melhor não mexer nisso ou vai se machucar.

   Ela me aconselha, mas eu não consegui processar muito bem o que ela disse. Não consigo nem agradecer. Até que escuto o telefone da sala tocar, vou correndo até o mesmo, mas o Sr. Collins chega antes de mim pegando o telefone. A polícia manda deixar em viva voz, meu sogro confirma com a cabeça e atende o telefone. 

– Alô– ele diz um tanto urgente.

Clark Collins– a voz do outro lado da linha era debochada e irônica. Sinto um frio na barriga e começo a ficar zonzo. Eu conheço essa voz, a conheceria em qualquer lugar. Não é possível...

– Minha filha, eu a quero de volta!– meu sogro pede quase gritando. Nunca o vi tão descontrolado desse jeito.

E você terá, se me pagar o valor que eu pedi.

– Quanto?

Quinhentos milhões de dólares– arregalo os olhos e tenho que me segurar no sofá para não cair. Era muito dinheiro. 

– Primeiro preciso saber se minha filha está bem.

   Escuto Pedro bufar do outro lado da linha e murmurar algo incompreensível.

Pai?– escuto aquela voz que faz o meu coração disparar– Pai?

– Emily! Onde você está?– o Sr. Collins pergunta com a voz trêmula.

Eu... Eu não sei... Aqui é velho e...– subitamente Emily para de falar e outra pessoa toma posse do telefone.

Ela está bem. Pelo menos por enquanto. Você tem uma hora pra arrumar a grana. E se quando eu te ligar você não tiver com o dinheiro, vai ser pior pra princesinha aqui.

– Eu vou estar. 

Ótimo. Agora, o Fred está aí?– minha respiração fica pesada. Vejo todos os olhares da sala se voltarem para mim, alguns se perguntando como o sequestrador me conhecia, outros com a certeza de eu estava envolvido no sequestro. Meu sogro me passa o telefone abismado. Eu respiro fundo antes de falar com meu irmão depois de tantos anos.

– O que você quer?– pergunto ríspido. 

Fred, é assim que você fala com o seu irmão?– aposto que ele estava sorrindo e se divertindo com tudo isso. Cerro os punhos com força me controlando para não perder o controle.

– Solte-a. Solte-a agora!– mando entre os dentes.

Eu vou irmãozinho, mas só quando eu tiver o dinheiro.

– Se você encostar um dedo nela....

Tarde de mais. Sua namorada é muito bonita. É difícil resistir, entende?

    Sinto meu sangue ferver e minhas narinas dilatar. Cerro meu punho com ainda mais força que em breve começaria a sangrar.

– Pedro, eu juro se você fizer alguma coisa com ela eu...

    Ele ri do outro lado da linha e desliga o telefone. Tenho que me controlar para não jogar o aparelho no chão. Como eu queria socar a cara dele. 

– Eu sabia!– a Sra. Collins pondera apontando para mim. A forma que ela me olhava era como se eu tivesse acabado de cometer um assassinato– Sabia que esse marginal estava envolvido. 

– Eu não tenho nada a ver com isso, eu não sabia...– tento dizer, mas minha voz falha miseravelmente.

– A culpa disso tudo é sua

   Tento responder, mas não consigo. O que diria? 

– Ele não tem culpa nenhuma!– escuto minha mãe me defender– Ele está tão preocupado quanto vocês. A senhora não consegue vê isso? 

  A Sra. Collins responde algo, porém não consigo entender. 

  Ando sem rumo pela casa querendo ficar o mais longe possível da vó da Emily. Ficar perto dela só vai me deixar mais nervoso e culpado com toda essa situação. Deixo meus pés me guiarem para onde eles quiserem e guando percebo, estava dentro do quarto da Emily. Mel e Chanel estavam deitadas em suas caminhas, elas nem vieram falar comigo, pareciam estar sentindo que algo de ruim tinha acontecido com a mãe delas. 

   Olho em volta e meus olhos param na parede em que haviam fotos coladas formando um coração. Dou um pequeno sorriso e me aproximo da mesma. Vejo varias fotos da Emily em países que ela foi, fotos dela com a Pamela, porém agora não tem mais nenhuma foto dela com a Kris, ouvi dizer que as duas param de se falar. Tinha até fotos dela com a Hannah. Mas as fotos que mais tinham eram minha e dela. Meus olhos se voltam para uma em que a Emily estava com um sorriso transbordando de felicidade com os olhos fechados abraçada com o vagabundo de pelúcia, e eu dava um beijo em sua bochecha. Lembro exatamente do momento em que tiramos essa foto. Foi no dia em que a convidei para o Homecoming. 

    Coloco meus dedos na foto, desejando que Emily estivesse aqui do meu lado agora, para eu poder beijar sua bochecha de novo e abraçá-la. Mas ela não está. A loirinha está com o meu irmão. Com aquele canalha que sabe se lá o que pode estar fazendo com ela. E eu estou aqui, inútil e impotente sem conseguir fazer merda nenhuma para ajudar! 

   Quando percebi estava aos prantos. Meu corpo pareceu pesado demais para minhas pernas aguentarem, meus joelhos fraquejam e batem no chão. Não tinha forças para levantar. E nem queria. Meu peito se aperta e me sinto um inútil e incapaz de salvar a pessoa que eu amo. 

   Sinto alguém por a mão em meu ombro, não preciso nem olhar para saber que era minha mãe. Viro na direção dela a abraçando. Era exatamente isso que eu precisava agora. Choro mais ainda. Eu queria gritar. 

– É tudo culpa minha– afirmo com dificuldade devido ao choro.

– Não é. Jamais se culpe por conta disso.

– Eu poderia ter impedido, eu fui fraco e...

– Você fez o que estava em seu alcance e eles estavam em maior número pelo que você disse. Não teria como ganhar. 

– Está tudo dando errado, mãe– desabafo sentindo uma pressão insuportável em cima de mim– Bill está no hospital e ainda não acordou. Agora Emily foi sequestrada e está nas mãos do meu irmão. Se ele fizer alguma coisa com ela, eu...– não consigo terminar a frase. Só de imaginar eu tremia de raiva e dor. 

– Vai ficar tudo bem. Acredite em mim– ela dá um beijo em minha testa me acalmando um pouco.

– Eu amo a Emily, mãe. Eu não posso perdê-la, eu não aguentaria...

– Você não vai perdê-la– minha mãe diz segurando meu queixo de leve com tanta certeza na voz que me tranquilizou por alguns minutos– Nem perca tempo pensado nessas asneiras. Hoje à noite mesmo Emily vai estar aqui com você. Tenho certeza disso.

   Confirmo com a cabeça torcendo pra que ela esteja certa. 

 

 

P.O.V- Emily

 

   Solto um suspiro irritada e conto de vagar até três antes de tentar novamente desfazer as cordas que estavam amarradas em meus pulsos. Nos filmes isso sempre pareceu tão fácil, porém pessoalmente é impossível. Tento mexer meus braços para tentar me soltar, mas a impressão que eu tinha era que quanto mais eu tentava me libertar, mais apertada a corda ficava. 

   Escuto um barulho e olho assustada para a porta, depois de alguns minutos suspiro aliviada ao constatar que ninguém entraria ali e eu ficaria sozinha por mais algum tempo. Olho em volta do quarto, não havia nada além da cadeira onde eu estava sentada e uma janela, meu local de fuga. Fecho os olhos e respiro fundo.

   Eu vou sair daqui. 

   Eu vou conseguir.

  Ao abrir os olhos estava mais determinada do que nunca a continuar tentando me livrar das cordas e talvez por insistir tanto, começo a senti-las afrouxar. Um sorriso se forma em meus lábios, eu estou conseguindo, e o mesmo aumenta de tamanho guando sinto as cordas escorregarem de vez dos meus pulsos e caírem no chão.

   Tenho que me controlar para não vibrar de entusiasmo. Olho para a janela com meu coração acelerado, encaro rapidamente a porta e sem esperar começo a desamarrar a corda presa no meu pé direto. Consigo o fazer sem muitas dificuldades, não controlo a risada de alívio guando me volto para meu pé esquerdo e começo a desamarra-lo. Só falta dois nós e eu estarei livre. Minhas mãos tremiam, só mais um e...

– O que você pensa que está fazendo?– alguém puxa meus cabelos me fazendo levar um susto. Pedro estava diante de mim com um semblante irritado fazendo minhas esperanças evaporarem. Meus olhos começam a arder e tenho que me controlar muito para não começar a chorar. Eu estava tão perto...

– Me deixa ir embora– peço entre os dentes o fazendo rir.

– Você quer ir embora?– ele pergunta com um deboche na voz que me deixava extremamente irritada. Olho para ele com raiva, a resposta era óbvia que nem me dou o trabalho de dizer– Você vai guando seu pai me pagar o valor que eu pedi.

   O vejo fazer um gesto com a mão e sinto a única corda que me prendia soltar. Olho rápido para o chão para confirmar se eu não estava errada, e eu não estava. Encaro o fundo dos olhos negros do sequestrador, então o empurro para longe de mim e começo a correr em direção a janela, mas sinto algo puxar meus cabelos com tanta força que o grito de dor que eu solto é inevitável. 

  Seguro a mão de Pedro que estava enroscada em meus cabelos e tento me soltar, porém quanto mais eu tentava, mais irritado ele parecia ficar. O moreno me joga contra a parede com tanta força que não consigo respirar por alguns segundos.

– Sabia que eu e Fred dividíamos tudo guando éramos crianças?– ele pergunta suavizando o tom de voz, porém com a mão ainda eu meus cabelos os puxando de leve me forçando a olhá-lo – Nossa mãe sempre dizia, tudo que é de um é do outro também. Então se você é do Fred– ele diz acariciando minha bochecha com o polegar– Você é minha também. 

   As primeiras lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto. Uma onda de emoções toma conta de mim. Estava com raiva, medo, sufocada, mas principalmente com raiva. 

– Eu não sou do Fred– digo entre os dentes– Não sou propriedade dele muito menos de você

– Não?– ele pergunta com deboche me fazendo bufar– Então você não é dele, nem minha. Mas eu vou me divertir com você assim mesmo– ele diz pondo a mão na minha coxa. Encolho minhas pernas o fazendo rir. 

   Pedro se afasta de mim me fazendo suspirar aliviada, porém a sensação foi embora tão rápido quando veio quando o vi começar a desabotoar a calça. Uma onde de pânico me invade e por uns segundos eu fico em choque sem saber o que fazer e como agir. Eu não estava acreditando no que estava prestes a acontecer. Só quando o moreno abaixou sua calça junto com a cueca que meu corpo voltou a agir.

– Não!– minha voz quase não sai da minha garganta. Lágrimas intermináveis começaram a escorrer pelo meu rosto. Tento sair de perto dele, mas ele me pressiona mais contra parede me deixando sem saída– Não, Pedro não faz isso! Você disse que só queria o dinheiro e meu pai vai lhe dar, você não precisa fazer isso...

– Eu preciso sim– ele diz agarrando meus pulsos com força– Eu tenho esse direito.

– Não, você não tem– tento me soltar de suas garras e entro em desespero quando ele me joga no chão e se posiciona em cima de mim– Não faz isso, por favor!– imploro com meu coração batendo cada vez mais rápido– Eu não quero.

– Foda-se que você não quer. Eu quero!– sem esperar ele tira a minha saia com uma mão me fazendo me debater em baixo dele ainda mais, tentando a todo custo sair dali.

– Não. Socorro!– grito com toda a força que meus pulmões me permitiam– Socorro! Alguém me ajuda, por favor!– ele tampa a minha boca com um sorriso sínico nos lábios.

– Você pode gritar o quanto quiser, ninguém vai te escutar. Estamos no meio do nada.

   Ele arranca minha calcinha e o olhar doentio com que ele me olhou me fez querer vomitar. Fecho minhas pernas com toda a força que eu consegui, mas Pedro segura as mesmas e as abre contra a minha vontade. 

    Tudo o que eu senti foi dor. Muita dor. O único som que se escutava era os dos meus gritos implorando para ele parar. Porém, ele não parava, pelo contrário, ele continuava mais bruto e impiedoso. 

   Ao tentar me afastar ele agarra o meu pulso com mais força me fazendo gritar de agonia, não só pela força que ele estava pressionado contra meu braço, mas também por tudo que ele estava fazendo. Fecho meus olhos não suportando olhar para ele. Estava cansada demais para fazer qualquer coisa, só quero que essa tortura acabe logo. 

   Ele dizia coisas sujas e me chamava de nomes vulgares que depois de um tempo eu simples parei de escutar. 

   Um leve apito nos meus ouvidos se tornou um rugido. E, por baixo dele ouve uma onda repentina de estupor, uma falta de visão, sons e sentimentos assustadores demais. Eu não sabia porque isso estava acontecendo, talvez a culpa seja minha, como sempre é. 

   Pedro por fim saiu de cima de mim e levo um susto guando ele agarra meu queixo e beija meus lábios de forma bruta.

   Eu não conseguia me mover. 

   O homem saiu sem dizer uma palavra. A cada respiração que eu dava, aquela chama dentro de mim se enfraquecia. 

    Então se apagou. 

 


Notas Finais


Pois é, aconteceu isso mesmo q vcs estão pensando. Não foi nem um pouco fácil pra mim escrever esse capítulo, fiquei dias pensando se colocaria ou não, perguntei para varias amigas minhas as opniões delas, agora eu quero saber a de vcs.
O que acharam do capítulo? Comentem tudo o que vcs estão sentindo/pensando/achando que eu vou amar ler.


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