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História A Dama Venosa (Harlivy) - Capítulo 3


Escrita por: Senhora_Ravena

Notas do Autor


Após as meninas pegarem a estrada para Seattle elas chegam até o doutor Richard Isley, pai da Pâmela, que é a pessoa mais indicada pra saber o que de fato pode estar prejudicando o corpo dela.
Esse cap era pra ter saído ontem, desculpa a demora krkr
Nesse cap tem um pouquinho de hot🔥
Boa leitura!

Capítulo 3 - Eu amo o jeito que me toca


Fanfic / Fanfiction A Dama Venosa (Harlivy) - Capítulo 3 - Eu amo o jeito que me toca

Usei o cartão roubado pra fazer umas compras. O celular já iria ser rastreado, então deveríamos logo nos livrar dele. Peguei um carro digno para o casalzão que somos. Gosto dos que são estilosos e mais ainda rápidos, por isso optei por uma Lamborghini, a que mais cabia nesses dois quesitos. Tinha que ver a minha cara de felicidade, mas minha parceira logo fez uma negativa com a cabeça desaprovando minha escolha.

- Acho que não entendeu que precisamos ser discretas. - Pam entrou no carro mesmo a contragosto. O porta-malas tava cheio de compras totalmente necessárias pra nossa viagem. Ela havia pego uma muda de roupa e se trocou ali mesmo no banco de trás. - Porque mesmo que eu tenho que deixar as coisas na sua mão?

- Porque de alguma forma você está machucada. E não parece ser superficialmente. - Digo tentando tocar levemente sua barriga. Por reflexo ela segura minha mão não permitindo o contato.

- Não faça isso. Só de triscar eu sinto como se me dessem mil socos. - Ela diz séria.

Não pude esconder minha indignação por saber daquilo. Pam costuma lidar com a dor da sua própria maneira, até mesmo as físicas, mas desta vez... Está me preocupando com o que possar ser.

Pegamos a estrada até Seattle. Não houveram muitas paradas até lá. Eu me mantive concentrada em dirigir até mesmo quando ela pegava no sono primeiro. Mas quando chegava no meu limite, não poderia forçar a visão durante a noite. Pensei mais na sua segurança. Fazíamos refeições em lanchonetes e lojas de conveniência durante a estrada. O apetite dela não era grande, pouco comia, mas estava sempre se hidratando e isso me tranquilizava. E nos arranjamos pra dormir até dentro do carro, pro caso de precisar fugir já estarmos preparadas.

Finalmente havíamos chegado em nosso destino, um bairro industrial do qual a ruiva havia mencionado no meio do caminho.

- Vire a esquerda aqui. - Me apontou a direção. - E reparei na imensa construção do centro de pesquisas. Eu li "Isley Institute" em um dos prédios, no mesmo instante me toquei de algo.

- Não me diga que seu pai é... - Acenou confirmando com a cabeça.

Passamos pela segurança sem problemas e chegamos na recepção onde uma mulher veio do balcão para nos receber.

- Sejam bem-vindas ao Instituto Isley. O doutor Isley já espera por você. - Ela olha diretamente para Pam, mostrando que a prioridade ali era ela.

Tomamos o elevador junto com a loira quatro-olhos, que lembrava de como eu era no passado. Se eu tivesse seguido um caminho diferente, poderia ser tão bem competente quando essa pessoa aparenta ser.

- Chegamos, o escritório dele é seguindo o final desse corredor. - Diz a moça de forma tão automática que parece um robô. - Fiquem a vontade. - E nisso saímos do elevador, mas ela não nos acompanha, ficando no elevador e o indicador mostrava que voltou para o primeiro andar.

Pam e eu nos trocamos olhares cúmplices. Dei a mão e logo ela dá um leve aperto. Ela não estava sozinha pra enfrentar o que quer que tivesse medo. Seguimos pelo final do corredor e vejo ela hesitante em abrir a porta.

- Deixa que eu faço isso. - Girei a maçaneta chique e entramos.

Vemos um homem de colete e gravata azul, camisa social branca de mangas longas, e de cabelos e barba grisalhas. Tinha um ar rigoroso e um olhar penetrante quando nos encarou entrando no seu escritório.

- Finalmente você chegou Pâmela. - Sua voz era grossa. Ele para de olhar os papéis em sua mesa e se levanta.

- Depois de 15 anos você me procura... Eu passei esse tempo todo me perguntando se você estava bem, e quando reaparece é como procurada e... - Ele olha pra mim. - Bem, não vou comentar o tipo de influência que tem tido. Eu estou decepcionado com você.

- Não me diga essas coisas enquanto você mesmo me fazia de ratinho de laboratório papai. - Pam parecia controlada, mas ela estava a ponto de se exaltar com aquele babaca, deu pra notar já o tipo de pessoa que ele é. Eu já tive essa primeira impressão e agora é difícil mudar, entendo porque a Pam não falava nada. Não tinha nada de bom que viesse dele.

- Se você se sujeitou a vir aqui, é porque realmente está passando sérios problemas. Em que posso ajudar? - Ele diz se aproximando de nós, mantendo as mãos cruzadas para trás de seu corpo.

- Eu levei um tiro, e suspeito que seja de uma arma biológica. Parece que... - Ela toca na região onde havia sido atingida e olha pra mim. Tinha algo que ela não queria falar na minha frente.

- Talvez uma passada no raio x nos revele, você está pronta pra isso? - Ele diz seco.

- E dependendo da gravidade, faça o que estiver ao seu alcance. - Ela deu a permissão pro cara fazer tudo o que quiser pra curar ela? Me parece um pouco precipitado ela depositar a confiança nele.

- Pam não faça isso, não sabe se ele vai mesmo te curar. - Digo sussurrando no seu ouvido, suplicando que repense.

- Vejo que ainda precisam levar um tempo pra confiar em mim, mas deixe pelo menos ver o que tem aí. - Ele aponta para uma a porta da qual entramos. Indicando que não iríamos perder tempo.

Saímos do escritório e o acompanhamos a sala do lado esquerdo do corredor.

Entramos em um lugar bem refrigerado, aqui pode ser o laboratório particular dele. Vimos vários monitores e uma cabine cilíndrica em tons de azul no fundo da sala. Era tudo muito bem organizado e tinha um cheiro entorpecente que me lembrava hospital. Não gosto daqui.

- Pode subir na cabine? - Ele diz pra Pam enquanto se dirigia ao computador central. A acompanho dando a mão pra ela ficar menos nervosa.

Assim que ela sobe os degraus pra cabine a vejo soltar um sorriso mínimo. Me inclinei para beijá-la em um selinho. Que logo ela mesma aprofunda pondo as mãos em meu rosto me puxando pra perto.

- Caham. - Seu pai pigarreou e lembramos que ele estava olhando tudo. - Vamos iniciar.

Eu me afasto e o vidro sobe fechando completamente a cabine. Vejo-a ser imersa por uma substância azul, que não sou especialista em dizer, mas não era água.

- O que tá fazendo com ela? - Eu franzi minha sobrancelhas dizendo com raiva.

- Calma, é só o processo pra ela. Vai ajudar. - Ele disse calmo.

Na tela começou a aparecer informações e mais dados, toda a sua anatomia em traços. A tela pisca em vermelho e o problema é logo localizado na região do tiro.

- Tem algo... - Ele fecha o semblante bravo e suspira digitando no computador.

Sua coleta de informações era muito rápida. Eu pouco entendia dessa linguagem, porém deduzi que não era nada bom. Vi o desenho de sua anatomia dar zoom no local do problema. Em seu ventre tinha uma orbe, do tamanho de um repolho. A apreensão dele em tentar resolver o deixou mais agitado, chegando esbravejar contra as máquinas.

- Então! Me fala o que tá acontecendo! - Digo impaciente.

- Eu vou dizer pra vocês assim que ela sair da cabine.

O líquido começa a baixar e a cabine é liberada assim que some completamente.

- O Scanner pôde coletar os dados, porém não sabemos o que é aquilo. Mas é feito do mesmo material da Pâmela. Arrisco dizer que... Seja um broto dela.

- Pera aí, o que você tá querendo dizer com... Broto? Você quer dizer filho? - Não poderia ser. A Pam sabia que não podia ter filhos, e agora esse cara desmente assim? Tá certo que Pâmela vomitou no banheiro naquele dia, e isso não acontece assim do nada.

- Eu... - Ela me encarou como se tivesse cometido um erro terrível, ela parecia estar mais perdida do que eu. - Não sei o que dizer... De que tamanho era?

- Um pouco mais que 10 ao cubo. Está se desenvolvendo rápido eu diria. - Ele pareceu genuinamente triste.

- Eu quero que retire Richard.

- O quê? Pam vai mesmo querer tirar? - Fiquei brava.

- Você não sabe o que é né Richard? - Ela questionou como se também não soubesse.

- Eu posso ter uma ideia. Mas não vou dizer enquanto ela estiver aqui. - Okay, esse velho tá me dando nos nervos.

- Nem pensar! Você vai me dizer na minha frente e AGORA! - Berrei querendo a sério saber do que se tratava.

- Meu bem. - Pam tocou em meu ombro pacientemente. - Nem eu mesma sei, mas eu te garanto que não é nada do que você tá pensando. Você acha que pode ser uma criança, mas eu te juro, não é. - Pam fala isso com tanta convicção que eu temo contra argumentar.

Dizer algo agora só tornaria tudo mais difícil. Seria doloroso pra ela ter que enfrentar os fatos novamente. É isso, ela é hesteril. Acho que não quero mais saber o que possa ser.

- Sinto muito Pam, não considerei o quanto tava doendo em você. Você conhece seu corpo, e a decisão é sua, independente do que for.

- Obrigada. - Ela diz sorrindo fraco. - Pode retirar Richard.

- Eu vou preparar a cirurgia. - Ele diz calmo.

Estamos na ala médica. Tem um mezanino completamente fechado, apenas com uma vidraça superior para manter o ambiente de dentro higienizado da parte de observação. Eu assisti até a primeira parte da cirurgia, mas não consegui ver até o final pois abaixei a cabeça. Vê-la tão frágil e exposta na maca me deu agonia. Eu não sabia o que era, nem Pam, mas tenho certeza que aquele velho desgraçado sabe e está escondendo de nós.

Assim que a cirurgia foi finalizada as pessoas que assistiam ao meu redor desceram e eu segui junto para esperar ela ser levada até o corredor.

- Pam... - Assim que um enfermeiro passa com sua cama, os parei. - Aonde vai levar ela?

- Pra ala de descanso. Por favor não interrompa. - Ele diz querendo ter passagem. Mas eu segurava na barra de apoio o impedindo de andar.

- Tá tudo bem, deixe essa menina acompanhá-la. É a namorada dela. - O pai dela aparece já limpo de toda a bagunça que tinha ao operar.

Ele disse namorada? Então de fato esse cara escroto entendeu mas... Mesmo assim não posso confiar nele.

- Ei garota! - Ele diz pra mim. - Eu ainda não tenho certeza, mas quando estudar direito aquele troço, eu conto pra você.

- Valeu. - Digo simplesmente.

Com isso o rapaz deixa que o siga pra que eu possa ficar ao lado da Pam até que ela acorde.

O quarto em que Pam ficou tem cortinas leves, que estavam se mexendo com o vento. Fechei a janela de vidro assim que entrei, não queria que ela pegasse um resfriado enquanto dormia. Tinha uma poltrona pro acompanhante descansar. Além de uma mesa que com jarra e um copo sobre ela. Peguei a jarra e enchi com água do bebedouro que ficava fora do quarto. Ao lado do bebedouro tinha uma máquina de bebidas e outra de lanches. Meu estômago roncou só de ver. Peguei umas batatas e um refrigerante sprit, já estava de bom tamanho pra enganar a fome.

Voltei pro quarto e me surpreendi com ela forçando os olhos ainda fechados, ela estava falando algumas coisas. A princípio achei que tivesse acordado, mas logo percebi que estava sonhando. Bem, já é alguma coisa, se ela está sonhando, logo logo ela vai acordar.

- Arle... Não... Me deixa... Por favor... - seu corpo se remexia inquieto. Ela estava tendo algum pesadelo. Deixei o que tinha em mãos em cima da mesa e apertei sua mão.

- Eu tô aqui com você. - Cheguei bem perto do seu ouvido pra dizer. Seu subconsciente iria escutar. Funcionou pois a vi relaxar e seu rosto não ter mais expressões desesperadas.

Mais um tempinho se passa e percebi que acabei adormecendo na cama com ela. Inconscientemente eu devo ter deitado com ela. Pam abriu os olhos quase ao mesmo tempo que eu. Fiquei constrangida por dormir assim do nada, mas ela pelo menos parece melhor.

- Oi amor. - Ela disse sorrindo.

Se eu estivesse em pé, teria dado um pulo pra trás ao ouvir ela me chamar assim, mas como estava tão perto e sentindo sua mão encostar em meu rosto, eu apenas arrepiei.

- Que deu em você? - Digo sorrindo mais do que eu queria - É a primeira vez que me chama assim. - Digo confusa.

- É normal não é? Somos um casal agora. A menos que queira que eu pare com isso. - Pam retirou uns fios rebeldes do meu rosto e ainda fazia carinho passeando pela minha têmpora num carinho contínuo.

- Não, que isso, tá ótimo. - Digo sem graça. - Pode me chamar do que quiser. Se eu pudesse saber como meus olhos estavam... Na verdade eu sei como, estavam impressionados com a mulher incrível a minha frente. - Você tá bem?

- Acho que sim. Não sinto mais desconfortos. - Diz tocando com o indicador em toda a extensão do seu abdômen.

- Ei cuidado... Você acabou de operar. - Digo segurando seu dedo. E vendo os pontos bem feitos no local. - Deveria descansar. - Digo me sentando e quase pondo o pé pra fora. Mas sou puxada pra junto dela de novo, dessa vez por seus ramos em torno de meu braço. - Paaam... - Digo a alertando. - Não deveria tá fazendo esse tipo de esforço!

- Culpa sua. - Ela diz emburrada. - Queria fugir de mim de novo.

- O que quer dizer com de novo? - Eu arqueei a sobrancelha. Ela se cala. - Bem, não importa. Quer um pouco de água?

- Eu quero. - Ela diz imediatamente.

Estendo a mão para pegar a jarra e o copo, encho de água e dou pra ela beber, que logo pede mais. Ela estava morrendo de sede. - Ah bem melhor... - Diz ela apreciando o refresco que trouxe.

O alívio que sinto em ver ela bem assim é indescritível. Eu dou um abraço nela sem avisos.

- Hehey... Arle... - Ela diz retribuindo fraco. - Eu tô bem agora. - Ela faz um carinho em minhas costas, afundando a cara em meu pescoço. Pondo beijinhos que me fizeram cócegas e assim me separo. - Ah seu ponto fraco! - Ela diz rindo e fazendo mais, só que eu me afasto rindo de seu atrevimento.

- Para amor! - Digo em reflexo e nem eu acreditei que disse isso. Ela pareceu ter gostado e se motivou a continuar seus ataques, dessa vez indo pra cima de mim e prendendo minhas mãos em cada lado.

Nem pude reagir quando senti sua boca em contato com a minha num beijo já imediato. Eu parei de rir, ela me fez acelerar as minhas batidas em poucos instantes, e quando dei por mim já sentia todo o peso de seu corpo sobre o meu. Ela libera minhas mãos que logo uma vai para a sua nuca e a outra pra sua cintura. 

Seu doce gosto em seus lábios me envolviam, me fazendo inclinar a querer mais perto. Prendendo-a num enlaço bem encaixado de nossas bocas sincronizadas como em uma dança. Ela me deixa tão leve quando faz isso. Sua língua veio de encontro a minha, e nesse instante senti mais energias boas circulando. Eu tenho certeza que ela está fazendo algo comigo, mas não é culpa dela. Porém não tem nenhum efeito, e sou grata por não ter. Eu sou puramente apaixonada por livre e espontânea vontade, não precisa me forçar a nada... Hera Venenosa.

- Você acabou de ter uma cirurgia, tem certeza de que quer isso? - Interrompi o beijo recebendo um gemido arrastado.

- A gente passou dias na estrada e tempo demais que perdemos ficando longe uma da outra. É lógico que eu tô pouco me fudendo pro meu estado, eu te quero agora. - Diz virando nossos corpos com uma delicadeza e vontade de me comer com os olhos. Ela me fez ficar sentada sobre ela e logo entendi. Abaixei para beijá-la de novo. Pam arfou no meu pescoço assim que me separei do beijo. A julgar pelo tanto que queria, já sei exatamente o estado que se encontra lá em baixo.

- Também não aguento mais esperar. - Sinto suas mãos subirem por trás das minhas coxas e apertarem minha bunda assim que pousam sobre ela. Seus dedos quase passavam pelas bordas do meu short e ultrapassaram chegando a acariciar a pele por baixo da calcinha. Ela sorri.

- Ainda bem que você usa esse short, você fica muito gostosa nele.

- Eu uso exatamente por saber que gosta. - Digo passando a mão sobre o tecido de paciente que deram a ela.

Dava pra ver direitinho o entorno do bico de seus seios duros. Passo minha mão com toda a confiança e intimidade que temos por baixo do tecido pra tocar. Assim que aperto, vejo sua feição de prazer tomar mais forma. Aperto e solto repetidas vezes ao fazer singelos movimentos circulares.

Enquanto ela desabotoa meu short com sua mão, eu imediatamente saio de cima dela pra que facilitasse tirar, além de aproveitar pra tirar minha calcinha junto, com ajuda de seu ramo que jogou pra fora da cama. Ela aproveita e sente dessa vez pra apertar minha bunda com mais força.

Subi seu "vestido" pra retirar ele também, pois eu sei que gostava de sentir a pele com pele. Sentei novamente nela e dessa vez o alívio foi de ambas. O tesão cresceu mais rápido que fogo alimentado por gasolina. Fiz movimentos provocantes sobre sua intimidade, que lhe fizeram me tocar sem hesitação, estimulando meu clitóris já molhado.

- Dá pra ver que você gosta dessa posição. - Ela diz sofrendo ao ter a visão da minha blusa sendo tirada e logo meu sutiã indo parar na sua cara. - E eu amo seu cheiro. - Ela diz cheirando o sutiã e pondo ao lado de si, depois me puxando pra encostar minha testa com a dela.

Seus dedos sutilmente procuram a entrada pro meu interior, que não estava tão difícil de ser descoberto. Mas a desgraçada resolve demorar na sua brincadeira de me deixar com mais vontade. A vontade era dar na cara, e isso não seria má ideia.

- E eu amo o jeito que me toca. - Sussurro com dificuldades pra raciocinar. Ela já tem o controle sobre mim desde que me ganhou. Bem, não totalmente. Ainda posso me conter um pouco pra fazê-la delirar.

Ela passa seus dedos o suficiente sobre minha intimidade pra lubrificar. Ela continua deitada, mas tentando alcançar meus lábios. Me afasto assim que seus dedos encontram o encaixe perfeito, me fazendo gemer com tê-la em mim. Ela deita a cabeça no travesseiro, confortável com a posição. No mesmo instante faço suaves movimentos cavalgando sobre ela. E pelo sua feição, ela estava adorando. 

Eu respiro de forma suave e começando a ter mais intensidade, acompanhado de movimentos mais provocantes, que se não soubéssemos que somos pessoas diferentes nessa conexão, nos enganariamos pensando ser uma só. E de certa forma somos. Ela aprofunda seus dedos em mim, não tendo dificuldade em estimular no vai e vem. 

A cada minuto que se passava nessa condição, ela começa a ser mais intensa e querer acelerar o processo. Meus gemidos antes inaudíveis, algumas vezes escapam chegando aos seus ouvidos e num convite permissivo, aumenta seu ritmo. Gemer de prazer a faz sorrir em satisfação. É também o próprio estímulo de prazer a ela.

Com a outra mão ela aperta minha coxa com firmeza, e se suas unhas fossem grandes teriam afincado em meu corpo. Ela é também carinhosa, como possessiva. Eu também posso sentir como ela sente, eu quero ela só pra mim, e a tenho, é algo tão maravilhoso. É quase como se eu pudesse ler seus pensamentos, e ela os meus.

Nada é programado, mas a medida que permanecemos nesse estado, mais eu me entrego a ela. Agora sua mão passeia pelo meu corpo, que diferente do ritmo da outra mão focada em seu trabalho, essa de forma mais torturante acaricia minha barriga e depois cada parte dos meus seios. Arrasta-se de forma a me trazer arrepios, me fazendo me concentrar em tantos prazeres ao mesmo tempo que não penso em mais nada.

- Seu corpo... Eu amo ele. - Ela diz fascinada. Tenho algumas cicatrizes por conta do meu passado com o Coringa, e outras por batalhas contra todo tipo de gente que se possa imaginar. Apesar disso, manter a boa forma talvez tenha trazido alguma beleza a esse corpo frágil, ou talvez ela, teria me amado mesmo que eu fosse um pouquinho diferente. Acredito que ela vai além de tudo isso.

Não consigo respondê-la, porque no momento me concentro no poder que tem sobre mim. Eu arfei, e gemi cada vez mais, e isso a fez ir ainda mais rápido. Eu já estava tão molhada quanto ela. Fraquejei sobre ela me aproximando de sua boca. Ela me beija enquanto aumenta seu ritmo ainda mais. Céus ela...

- Pam... - Gemi em seu ouvido e mordi seu ombro. Ela sente imediatamente o momento chegando. - Eu vou...

Sua respiração forte aumentava e ouvia seus batimentos escalarem de forma gigantesca.

- Você é minha. - Ela diz em meu ouvido.

Eu e Pam nem nos importamos mais no lugar que estávamos, principalmente ela, que adora ser selvagem. É mais que normal quando se está se entregando, fazer isso com vontade e sem preocupações. E felizmente podíamos fazer isso. Então quem quer que tenha ouvido, sabe que cuidei muito bem da minha ruivinha.

Chegamos ao ápice juntas e demos sorrisos entre as respirações fortes que tentamos regular aos poucos.

- Parece até que a gente tava correndo uma maratona. - Eu digo ainda sorrindo.

- Uma maratona não é tão satisfatória quanto você. - Ela diz se relaxando.

Eu saio de cima dela com cuidado, deitando do seu lado, ela deixa seu braço arrumado de forma que possa me aninhar junto de seu corpo e ela me abraçar. Toquei seu rosto e a beijei que logo fui retribuída com toda a paixão.

- Eu tava com saudades. - Digo enfim suspirando.

- Ah e eu então... - Ela diz balançando a cabeça de forma que nossos narizes se encostavam.

- Boba. - Digo rindo de sua atitude. Silenciosamente desci minha mão para ver o quão molhada estava depois do ato.

- Ah nem pensar. - Ela segurou antes que eu a alcançasse. - Você sabe como me deixa.

- Mas pra mim saber eu preciso comprovar.

- Já deixei outras vezes. - Disse de forma autoritária.

- Sua chata. - Digo desistindo de vez e pondo minha mão agora em suas costas. - Seu coração ainda tá batendo forte. - Estou tão feliz quanto ela.

- Ainda bem. - Disse séria, mas simplesmente não aguentei o riso. - O que foi?

- Nada, é que... Nossa... - E logo lágrimas começaram a vir. - Eu não ia aguentar se alguma coisa acontecesse a você.

- Amor, não precisa se preocupar com isso. Eu tô bem. E a gente vai ficar depois de algumas burocracias. - Disse se referindo ao Coringa. - É fácil, vamos sobreviver viu? - Ela diz pegando minha mão e pondo sobre seus pontos de leve.

- Eu amo você Pam. - Digo emocionada.

- Eu também também te amo Harley.

Nisso estaria mentindo se não tivéssemos iniciado outra prova de amor com mais safadezas que adoramos fazer.



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