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História A delinquente e o Professor (Imagine Jimin) - Capítulo 20


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Capítulo 20 - Cap19: Algo está errado


Fanfic / Fanfiction A delinquente e o Professor (Imagine Jimin) - Capítulo 20 - Cap19: Algo está errado

Segui S/n. Eu iria tomar seu celular.

— Está me seguindo agora?– Ela diz entediada, mas não me olhou.

— Eu vou confiscar o seu celular.

Entramos no seu quarto, ela sobe em sua cama e pega o celular me entregando. Coloco ele no bolso do meu paletó, em seguida ela desce da cama pegando o livro que eu tinha lhe dado antes, e me entrega.

— Amanhã quero você na sala cedo. E o dia todo vamos ficar em aula – Falei a olhando seriamente.

Ela assenti positivamente. Mas não pronunciou nada. Fiquei a encarando, parecia mesmo está mudando, e isso me dava alegria, deixei escapar um sorriso. Ela me olhou confusa mas eu não disse nada apenas me virei e saí.

Caminho animadamente pelo corredor. Minha alegria havia voltado, estava me sentindo vitorioso. Os pensamentos negativos de hoje cedo tinham evaporadorado. Tenho que lutar para esse bom humor permanecer, pois sei que amanhã meu dia vai ser apenas de estresse.

[...]

— Então Jimin, como Kiey está envolvida? Você não me disse antes por que Aiko chegou, agora não há desculpas. – Disse Taehyung, não havia esquecido o assunto. E agora terei que contar a ele.

— Kiey descobriu que, S/n, não estava apenas "mal" naquele dia, e sim que estava bêbada. – Falei compungido. Falar disso me deixava cabisbaixo. É como uma ameaça, estou contra a parede.

Por um momento Taehyung se mostrou assustado. Mas depois ele pareceu pensar algo e foi relaxando aos poucos. Me jogo na cama entediado.

— Ela é uma boa menina, vai guardar segredo – ele diz me olhando com despreocupação.

Sorrio irônico. Um sorriso totalmente falso, o olhei chasco.

— Aaah, uma boa menina? Eu pensava o mesmo, mas me enganei. Kiey gosta de mim, e está me ameaçando. Se eu não aceitar um suposto namoro ela vai dizer que, S/n estava bêbada ao diretor.

— Como?! Kiey gosta de você?!– Taehyung quase salta da cama. Me olhava boquiaberto.

— É isso mesmo que você ouviu. Kiey gosta de mim.

— Não estou conseguindo digerir isso. Kiey gosta de você, e está te ameaçando? E então vocês supostamente estão namorando? É muita coisa – enquanto falava ele movimentava as suas mãos, simulando que cada uma era os fatos que eu havia lhe dito.

— Sim, exatamente. Taehyung, eu não quero. Pra mim isso não existe, por que realmente não existe nada! Mas, Kiey, ela... Ela quer mesmo contra minha vontade, e está usando o que a, S/n, fez para poder me reter.

Taehyung ficou sem palavras, não havia argumentos. Eu realmente estou perdido. Devo aceitar algo que não quero, só porque quero mudar, S/n. E ainda há risco de eu perder meu emprego. Como eu fui me meter nisso? Foi tudo tão do nada, aconteceu rápidamente. Uma coisa atrás da outra, e no fim acabei ficando sem opções, ou eu não prefiro seguir as opções me oferecidas?

— Sabe, Jimin, a responsável por tudo isso é, S/n. Desde que ela chegou tudo mudou, e o melhor que ela faz é te prejudicar!

Ele estava certo. S/n, é o motivo de tudo isso. Mas também eu sou o culpado, se eu deixasse esse orgulho e contasse ao diretor sobre o que está acontecendo eu ficaria aliviado e não precisaria fazer o que eu não quero por causa de uma garota mimada que quer ter um romance que não existe. Mas eu sou orgulhoso demais para dar o braço a torcer e admitir que fui derrotado. Que não conseguir prendar, S/n. E com certeza agora que ela está mostrando que aprendeu algo, que eu não vou desistir.

— Sim, mas isso também é culpa minha. – Admitir.

— Aish! Eu disse, Jimin, era melhor contar ao diretor. Mas você não me ouviu, e agora está nessa cilada.

— Eu sei, eu sei – disse entediado, sei que ele ia continuar se gabando e eu não queria ouvir.

— O que você vai fazer?

— Nada, não tem nada que eu possa fazer. – Eu realmente estava pensando isso. Eu tenho que seguir com isso, ver no que vai dar. Algo me diz que essa história vai acabar ruim para o meu lado.

Taehyung não disse mais nada. Ele ficou mirando o chão aborrecido com isso. Eu fiquei fitando o teto também com aborrecimento.

Aquele silêncio permaneceu, não tínhamos assunto. Não se passou muito tempo para que, Taehyung se levantasse e me desse boa noite, em seguida se retirasse de meu aposento. Com isso pude me preparar para ir dormir. Costumamos dormir cedo, mas hoje, Taehyung veio aqui então ficamos conversando, sendo assim passando do nosso horário de dormir. Mas agora eu já estava deitado em minha cama, esperando o sono se manifestar.

Inesperadamente escuto alguém bater na porta. Tive vontade de fingir que estava dormindo, não queria ter que levantar, pois já me encontrava tão confortável. Mas pensei que seria importante, então levantei amuado.

Ao abrir, me assustei em ver aquela figura. O que ela queria?! Ia partir para algo íntimo?! A sensação de agonia em pensar nisso me tomou.

— Desculpe encomoda-lo. – Diz Kiey.

— O que, quer?– Fui direto ao ponto, quanto menos contato com ela melhor.

— Vim apenas dizer que, S/n, está saindo as escondidas.

Logo um sentimento de ódio me tomou. Meus punhos automática mente se fecharam. Mesmo sem saber onde ela se encontrava sair em disparada, eu só queria descontar minha raiva, não sabia o que iria fazer.

— Ela já está indo para o portão!– Kiey grita. Eu rapidamente fui até lá.

Ao chegar nas grandes portas da escola, as empurrei percebi que elas não estavam fechadas. Não me emportei se o seu rujido iria acordar os outros, eu estava com tanta raiva. Mesmo escuro pude ver a garota caminhando tranquila, indo em direção ao portão da escola.

— Pare, S/n!– Gritei, fazendo ela parar e olhar rápidamente para trás.

Pensei que ela voltaria para trás. Mas ela começou a correr em direção ao portão, corri até ela.

— Pare, S/n!– Gritei enquanto corria para empedila de sair.

Ela rápidamente abriu o portão e correu em direção a rua, do outro lado da rua tinha alguém que estava a sua espera, um homen em uma moto. Ela disse algo que não pude compreender e subiu na garupa da moto, o rapaz logo a ligou e quando me aproximei deles, eles saíram em disparada. Fiquei assustado com estrondo que a moto deu ao sair, foram tão rápido que não demorou muito para que eles sumissem pela a rua.

Fiquei alí parado no meio da rua por um tempo, olhando por onde eles tinham saído. Eu estava tão confuso, sentir vontade de chorar, não estava me entendo. Talvez fosse frustração, pensei que, S/n, estava absorvendo alguma coisa de meus ensinamentos, mas ela estraga tudo fazendo o errado novamente.

Entrei para dentro, eu iria esperar, S/n chagar. Eu poderia ter me acalmado agora, mas quando ela chegasse eu iria dar um jeito de inferniza-la. Me sentei na curta e pequena escada que fica logo após a porta da escola.

— Não vai para a cama?– Escutei a voz de Kiey.

— Vou ficar aqui um pouco. De preferência sozinho. – Sua presença me dava agonia agora.

— Não pode me tratar assim, Park. Mas vou deixa-lo só, mas saiba, a S/n, vai prejudicar você. – Ela diz e se retira.

Como se ela já não estivesse fazendo isso. Me encolhi por conta do frio que estava fazendo, e aos poucos começou a surgir um ventinho gélido. Escondi meu rosto em meu joelho, pois assim como os meus pés estavam descobertos. Na correria nem coloquei ao mínimo um chinelo, se eu voltasse para dentro desistiria de esperar, S/n, então me mantive aqui, enquanto estava com força de vontade.

Tentei não ligar para o escuro, e nem as árvores que fazia um son esquisito por conta do vento. Estava me perguntando por que eu estava fazendo isso, por que estou assim? Seria mesmo necessário espera-la? Eu sei que não devo fazer isso, mas algo dentro de mim me empede de me mover agora.

Não demorou para que eu começasse a tremer de frio. Mais eu não sairia enquanto, S/n não voltasse. Comecei a bocejar seguidamente, poderia ser sono ou a minha pressão que estava abaixando por conta do frio. Acabei adormecendo.

[...]

— Ei, acorda. O que pensa que está fazendo?

Ergui minha cabeça, S/n estava agachada na minha frente. O vento estava mais forte, eu estava com muito frio, minha cabeça doía, me sentia tonto. Eu precisava de algo para me esquentar, sentia meu corpo em desespero, de alguma forma eu estava congelado não conseguia me mover. Tentei pronunciar alguma coisa mas saíu como um suspiro. Deixei minha cabeça cair no ombro da, S/n.

Percebi que ela vestia um sobretudo, puxei ele me aninhando em seu peito. Sentir calor, aquele contato reanimou o meu corpo. S/n, não se moveu continuou como estava.

— Por que ao invés de me abraçar não entra?

Retirei minha cabeça de seu ombro, e fiquei a encará-la. Ela nem parecia se sentir culpada, isso era por causa dela. Mas eu era o idiota de ter ficado esperando ela.

Ela se levanta e fica me olhando, deveria está esperando eu me levantar. Vagarosamente me levantei, caminhei cabaleante. Segui para o meu quarto e a todo momento ela caminhou ao meu lado. Ao entrar me atirei na cama.

Senti o calor da minha cama, peguei meu edredom e me cobrir, aquela sensação foi tão gostosa. Aos poucos parei de me tremer, e S/n alí me olhando sem dizer nada.

— Sair foi muito grave, S/n. Isso é proíbido – disse com a voz trêmula. — Eu não sei mas com o que te castigar.

— Quando você pensar você me castiga. Bom, já está tudo certo, eu vou dormir.

— Você não leva nada a sério. Acha que tudo é uma diversão?

— Sim, acho.

— Eu vou mudar esse seu pensamento.

— Até lá, você vai ter que congelar de frio muitas vezes.

— Essa vai ser a primeira e a última. Depois disso, eu não vou permitir nem que você saía do quarto.

Ela sorri e se retira.

Havia muita coisa para eu pensar, mas agora nada me veio a mente. Deveria está bravo, mas creio que o frio congelou a chama de ira que estava em mim. O calor da minha cama relaxou meu corpo e aos poucos adormeci.

[...]

Despertei com a sirene, em seguida me levantei. Estava com uma dor de cabeça insuportável, e sentia meu nariz arder. Passei meu polegar na intenção de que aquela ardência parasse porém ela continuava. Decidir tomar um banho, mas ao sair do banheiro comecei a espirrar. Devo ter pegado um resfriado.

Fui para a sala dos professores, não só meu nariz mas meus olhos também ardiam agora.

— Jimin você está péssimo. – Diz Taehyung ao me analisar.

— Você... – Não consegui terminar pois espirrei. Taehyung se esquivou para trás. — Desculpe. Acha que estou péssimo?– Falei as pressas pois sentia que ia espirrar novamente.

— Acho não, tenho certeza. Vai trabalhar assim?

— Preciso dar aula. E eu vou começar o castigo da, S/n, hoje. – Falei chateado. Esse resfriado não podia me empedir de fazer minhas atividades.

— Se você está doente você não precisa. E você pode começar esse castigo amanhã.

— Não Taehyung!– Resmunguei.

— Você doente é um chato! Venha, não vou deixar você dar aula. – Ele segura em minha mão e saí me puxando da sala dos professores.

As alunas me comprimentavam de longe, acho que não queriam ficar doentes. Taehyung foi comigo até meu quarto, me sentei na cama e ele pegou meu cobertor e me cobriu.

— Vou pedir para o Jin lhe fazer um chá. Depois ele deve trazer, tenho que me organizar para dar aula. Até mais tarde!– Ele diz e se retira.

Estava querendo esganar, S/n, isso era culpa dela! E minha também! Fui tolo de ficar do lado de fora esperando por ela, mas que diabos passou na minha cabeça?

— "Agora aquela imprudente está livre por hoje, por hoje ela escapou. Mas quando eu estiver melhor, vou passar uma tonelada de assunto, vou ordenar que ela faça aulas práticas, não vou deixar nem ela comer!" – Sorrir maligno ao encerrar aquele pensamento.

Estava sentindo ódio! Queria matar alguma coisa. Deve ser a minha fúria e o resfriado agindo junto, e aquele espirro a todo momento estava me irritando. Eu sentia que estava com febre, e isso me irritava mais, eu estava piorando.

Começei a choramingar e espernear na cama. Joguei o edredom para o lado, e fiquei a bater na cama. Isso não era algo que alguém como eu faça, mas ficar doente era horrível, e principalmente quando isso estraga meus planos.

Já havia se passado um tempo e o Jin não tinha trazido o chá, ou o irresponsável do Taehyung que não foi pedir a ele. Ah, que ódio de todo mundo! Esse maldito espirro não passa. Nesse momento já deve ter começado as aulas, mas minhas alunas devem está desfilando por aí já que eu não fui dar aula.

Estranhei que ninguém veio me ver. Mas do jeito que eu estou seria bom mesmo. É possível que eu fale o que não devo, estou sem paciência. Me deitei na cama e fiquei olhando para o teto enquanto mordia o edredom, com raiva.

— Mas o que é isso?– Escuto uma voz conhecida.

Olhei mortalmente para a pessoa que estava na porta. Quando vi que era a, S/n, joguei o cobertor para o lado e me sentei na cama.

— Estava parecendo um cachorro. Por favor não me morda, não quero pegar raiva. – Ela sorria se fazendo de medrosa.

Eu não estava curtindo a brincadeira, se ela continuasse daria uma de cachorro e a morderia. Me controlei para não ser bruto.

— O que você quer aqui?– Disse ríspido.

— Vim te trazer o chá. E se você quiser, também vim ter aula. – Eu estava tão enraivado que não tinha percebido que ela estava com uma xícara na mão e na outra seu caderno e livros.

Fiquei chocado ao ouvir. Não era possível, alguém deveria ter pagado ela. Talvez o Taehyung tenha ameaçado ela, alguma coisa aconteceu.

— O que aconteceu? Alguém te ameaçou? O que você está aprontando?

— Ei, não é por que eu vim ter aula que estou aprontando. E minha punição deveria começar hoje, só achei que deveria pagar o preço por não ter resumido o livro pra você, e também fiz aquilo ontem, então eu mereço.

Fiquei boquiaberto. Aquilo não era possível.

— Então vai me dar aula, ou não?

— Sim, sim. – Respondi animado.

Ela se aproxima, e me entrega a xícara de chá. Em seguida ela empurra a mesa para perto da minha cama, e coloca os livros em cima, depois se senta.

Pensei que ela se sentaria em cima da mesa, mas ela se sentou na cadeira. Aquilo estava me deixando mas surpreendido ainda.

— Vamos começar por: Saudação Magnificência. Pegue o livro de saudações e procure o tema, vamos ver cada um. Ao todo trata-se de 60 Saudações, e é claro ainda tem as regras. – Sorri vendo a expressão entediada da, S/n.

Acabei de destruir a empolgação dela, enquanto a minha estava começando. beberiquei o chá enquanto, S/n, procurava o tema no livro.

[...]

A aula tinha ido bem. Até demais.

S/n, estava me obedecendo. Em momento algum chingou, fez a atividade passada. Eu estava achando estranho no começo, mas depois não me emportei, eu devia aproveitar sua bondade. Ela estava sorridente, e tentou levar o assunto de uma forma divertida, o que me divertiu, aquela pessoa não era, S/n. Estava diferente da, S/n que sempre está presente.

Estava bondosa, trouxe até o almoço para mim. E estava focada no que eu tinha explicado, o dia até passou rápido. Ficamos a manhã e a tarde estudando, me sentia melhor, e os espirros tinham cessado.

— Jimin, está me...

Ao olhar para a porta vi, Taehyung parado. Estava boquiaberto, olhando eu e S/n.
S/n estava sentada do meu lado, pois estávamos revisando a atividade.

— O que vocês estão fazendo?– Taehyung continua a nos olhar incrédulo.

— Estou dando aula para, S/n. Bom, já está dispensada, S/n, pode ir.

Ela assenti, se levanta da cama e arruma seus materiais em seguida se retira. Ao passar pelo, Taehyung, eles se encaram, ambos devem se odiar.

— Aula?

— Sim, ela veio aqui ter aula.

— E você caiu nessa?!– Taehyung estava indignado.

— Por que não? Eu dei aula pra ela o dia todo. Tinha que ver como ela estava simpática, totalmente diferente.

— Isso já indica tudo! Ela está aprontando não percebe?!

Eu sabia disso, ela estava boa demais. Alguma coisa tinha, mas queria acreditar que ela estivesse mudando, pelo menos por hoje.

— Sim eu sei. Mas, e se ela estiver mudando? Ela pode está cansando de ser rebelde.

— Para de ser ingênuo, Jimin. Ela está aprontando sim!

Taehyung falava com tanta certeza, que era de se acreditar. S/n, pode aparecer com uma de suas travessuras a qualquer momento, deve ter feito isso para se fazer de boazinha e poder fazer o que bem quer. Sim, ela está aprontando alguma coisa, e eu terei que esperar para saber o que é.


Notas Finais


Tchau ♥


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