História A Deputada Trilogia Entre o Amor e o Poder. Versão Camren. - Capítulo 17


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Categorias Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony, Halsey, Ian Harding, Justin Bieber, Lucy Hale, Meghan Trainor, One Direction, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Liam Payne, Personagens Originais
Tags Camre G!p, Fifth Harmony, Lauren G!p, Norminah, Romance
Visualizações 319
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 17


POV'S Camila
  
    Oh, céus. Era verdade que estava novamente acordando com aquela visão maravilhosa em minha frente?
   Sim, eu estava.
   Levantei-me um pouco, acomodando-me na “nossa cama”, observando-a correr naquela esteira, assistindo ao noticiário.
   -Bom dia, Karla Camila, por favor, não morda os lábios – balancei a cabeça e continuei olhando-a correr, rindo maravilhosamente por ter me pego no flagra.
   -Bom dia. Preciso ir para o jornal, mas estou com uma preguiça – ronronei me espreguiçando como uma gata, fazendo com que Lauren desligasse aquele negócio, e rapidamente estivesse em cima de mim.
   -Não faça isso, princesa, senão não poderemos sair hoje – tentei me esquivar do seu beijo suado.
   -Você está toda suada – ela me olhou fazendo uma cara de falsa indignação.
   -Você já gostou mais do meu corpo suado, Karla Camila – riu balançando aqueles cabelos rebeldes e respingou gotas de suor em mim.
   -Para. Vamos para o banho que não posso me atrasar hoje – tentei me desvencilhar de seus braços.
   -Nunca será apenas um banho com você, minha devassa – gargalhei jogando o lençol do lado. E rebolando meu corpo nu propositadamente, fui para o banheiro sob o olhar atento de Lauren, que correu até mim, pegando-me no colo, enquanto me debatia e gritava, até ela me calar com um beijo de tirar o fôlego
   E como sempre nosso banho matinal não foi apenas um banho…
   Estava terminando de me maquiar no banheiro, quando meu celular começou a tocar em cima do criado mudo.
   -Camila, seu celular – Lauren disse saindo do closet e arrumando a gravata. Isso estava parecendo-me tão casal que chegava até doer.
   -Já vou – corri até o quarto e o atendi. – Alô.
   -Bom dia, Camila! Tenho novidades para você, minha querida – gelei. juse me ligando antes que eu chegasse ao jornal só poderia ser o que eu mais temia.
  -Bom dia, Justin! Do que você está falando, poderia ser mais claro – mandei um beijo para Lauren que estava borrifando sua colônia no pulso, tentando não transparecer minha tensão.
   -Sua entrevista com Austin é daqui a quarenta e cinco minutos no seu comitê. E ele não admite atrasos, ok.
   -Minha o quê? – eu não estava acreditando nisso. Ele havia mesmo marcado essa entrevista?
   -Esteja no comitê do Austin em meia hora, Camila. E faça uma bela entrevista, nos falamos mais tarde.
   -Mas, Justin … – ele desligou,
eu fiquei ainda com o telefone no ouvido por mais alguns segundos, até Lauren perceber meu choque e sacudirme devagar.
   -Camila, fala comigo, princesa. Aconteceu alguma coisa?
   -Eu tenho uma entrevista agora com Austin Mahone – seu semblante mudou radicalmente se afastando do meu corpo.
   -Você o que, Camila? – Lauren estava furiosa.
   -Daqui a meia hora tenho que estar no comitê daquele porco do Mahone – comecei a andar de um lado para o outro do quarto sem saber o que fazer. O que
perguntar. Nunca seria a mesma coisa que entrevistar Lauren.
   -Então você se tornou a queridinha dos candidatos agora, cara jornalista – olhei para ela sem entender. Onde Lauren queria chegar com isso?
   -Não estou te entendendo – comecei a sentir as lágrimas brotando em meus olhos.
   -Quem sabe ele não te convide para jantar também – definitivamente eu não merecia estar ouvindo isso.
   -Você está me acusando de… Eu nunca deveria ter aceitado seu convite, Deputada – comecei a chorar e gritar com ela – nunca deveria ter misturado as coisas. Não sou uma prostituta de luxo que passa de mão em mão, Lauren Michelle. E você mais do que ninguém deveria saber disso – respirei fundo tentando encontrar minha bolsa. Assim que a avistei na poltrona, calcei meus sapatos e saí correndo daquele quarto que estava me sufocando.
   -Espera, Camila – ela veio atrás de mim e segurou meu braço.
   -Me solta – olhei raivosa para ela. – Eu nunca deveria ter caído em sua lábia, Lauren Jauregui. Você está acostumado com mulheres fúteis e fácies, e o meu único mal foi… – te amar. Mas graças a Deus, meus pensamentos ficaram guardados apenas para mim dessa vez. Ela não merecia essa declaração.
   Saí correndo daquele lugar, apenas vendo o rastro de Marta que vinha assustada da cozinha junto com Liam. Nem me dando o trabalho de olhar para Lauren, que tentou me seguir até o elevador.
   Estava completamente destruída. Será que poderíamos nos enganar tanto assim com uma pessoa?
   Onde estava aquela mulher que me levou no colo para o banho?
Onde estava aquela mulher para quem eu havia praticamente me declarado, enquanto era comida do capo do Volvo?
   Eu não queria estar enganada.
   Meu Deus! Eu a amava mais que a mim mesma. E não saberia mais se um dia iria conseguir viver sem Lauren ao meu lado. Na verdade ela sempre esteve comigo, em meu coração e pensamento. Lugar de onde nunca deveria ter saído, evitando assim tanto sofrimento.
   Mas não poderia me dar o luxo de pensar nisso agora. Tinha uma entrevista para fazer.
   Tentei secar minhas lágrimas 
que teimavam ainda em cair e acenei para o primeiro táxi que vi em minha frente. Precisava estar no comitê dos Mohome em menos de meia hora.
   Já dentro carro, tentei arrumar minha maquiagem, arruinada pelas lágrimas ao mesmo tempo em que meu celular começou a tocar. Era ela. Desliguei sem ao menos pensar duas vezes, e segui para fazer o meu trabalho.
   Naquele momento tentei me desligar também da minha vida pessoal, e me concentrar em quem eu era realmente, uma profissional.
   Cheguei ao comitê com alguns
minutos de antecedência, porém logo fui chamada.
   Austin era um dos políticos mais charlatões que eu já havia ouvido falar, mas como Justin era meu chefe e seu primo, não poderia negar isso a ele. Pois o New York Times sempre foi muito profissional, nunca se deixando levar por partidos ou preferências a respeito de candidatos em uma campanha política.
   Fui recepcionada por seus assessores que logo o trouxeram, e nossa entrevista transcorreu o mais amistosa possível, com mais de dez pessoas ao nosso redor, fora Jeff, o fotógrafo do jornal,que também nos aguardava no local.
   Apenas no final, em um comentário desnecessário, Austin foi deselegante.
   -Espero que essa entrevista faça mais sucesso que a da minha rival, não é, Senhorita Cabello? – ele sorriu deixando-me enojada.
   -O interesse do público é apenas conhecer seus candidatos, Deputado. E o meu, mostrar – mantive minha postura dura e imparcial.
   -Você tem toda razão, Senhorita. Então que vença o melhor. Eu, é claro – levantou-se saindo da sala. Bufei jogandome no sofá assim que me vi livre daquela corja.
   -Tudo bem, Camila? – Jeff parecia preocupado. Minha fisionomia deveria estar péssima.
   -Tudo sim. Só preciso sair daqui – sorri para ele que me deu uma carona até o jornal.
   No caminho pensei em ligar o celular, mas não queria cair na tentação de atender uma ligação de Lauren, então achei melhor o mantêlo desligado.
   Cheguei ao jornal e fui atropelada por Dinah que me puxou diretamente para sua sala. E se antes ainda havia alguma
dúvida da minha fisionomia, naquele momento tive a certeza, meu rosto estava péssimo.
   -Posso saber para que serve seu celular, Camila Cabello? Tive que descobrir pelo Justin onde você passou a parte da manhã – Dj esbravejou. – O que aconteceu? Você está péssima, amiga.
   -Nós brigamos – não aguentei e comecei a chorar sendo abraçada por ela.
   -De novo, por quê? Vocês estavam tão bem. Foi o jantar ontem? Não me diga que...
   -Não, Dinah. O jantar foi maravilhoso – funguei ganhando um lenço de papel. – Os pais de Lauren são muito gentis. A mãe é uma graça e nos demos muito bem, e o pai… Nossa! Aquele me surpreendeu. Eu juro que nunca havia pensado em Michael Jauregui simpático, mas ontem ela foi e muito. Elogiou-me a noite inteira – ela me olhou sem entender.
   -Mas, então…
   -Saímos de lá – lembrei da rua deserta, porém decidi pular essa parte que seria muito dolorida de ser contada naquele momento – dormimos no triplex, e acordamos animados como ontem, só que…
   Como mágica ou premunição,
Dinah entendeu tudo, sem eu precisar pronunciar mais nenhuma palavra.
   -Lauren descobriu da entrevista e…
   -Cogitou até a ide ia do Austin me convidar para jantar – desmoronei em seus braços chorando ainda mais. – Eu não sou assim, Dinah. Ela sabe que eu não sou assim. Porra, eu era virgem.
   -Ciúmes, amiga. Sentimento de posse. Lauren se sente a dona do mundo, capaz de manipular tudo e você veio para provar ao contrário.
   -Isso foi uma defesa ou uma
explicação? – ela riu.
   -Amiga, ela está louca atrás de você. Preocupada mesmo. Normani disse que não está conseguindo controlá -la na Jaureguis – abri a boca em espanto, mas isso não diminuiu minha mágoa.
   -Eu quero que sua preocupação se exploda, Dinah – foi minha vez de esbravejar. – Ela desconfiou de mim. Eu nunca deveria ter caído na lábia dela. E disse isso em nossa briga – fungava ainda mais.
   -Camila, esse sentimento é novo para Lauren – a olhei irritava.
   -Você está a defendendo, não é possível – levantei-me querendo respirar.
    -Claro que não, amiga. Estou apenas tentando enxergar do lado de fora.
   -Eu vou embora. Avise ao Justin que a entrevista estará em sua mesa na segunda-feira.
   -Amiga… – bati a porta com força e saí em direção à rua.
   Estava completamente desnorteada.
   E agora, como chegaria ao meu apartamento depois desses dois dias com Lauren no triplex?
   Como conseguiria voltar a viver sem ela? Sabia que isso iria me render anos de terapia.
   Cheguei em casa e agradeci mentalmente por Anne não  estar. Fui para meu quarto, onde cada objeto já me lembrava Lauren, e jogando-me na cama chorei ainda mais.
   Não sei por quanto tempo fiquei ali, mas devo ter pegado no sono, pois quando abri os olhos já estava escuro, en tão resolvi tomar um banho para me jogar pelo menos limpa, novamente na cama.
   Na verdade achava que iria passar meu fim de se mana ali. Graças a Deus era sexta feira.
   Saí do banho e coloquei uma camisola leve sem coragem de chegar até a cozinha, e foi nessa hora que me lembrei.
Eu havia comido hoje?
   Não. Então foi esse o motivo da tontura que me jogou praticamente deitada na cama. Mas já que estava ali, resolvi ficar.
   Chorei ainda mais, sentindo falta daqueles braços que eu amava ao meu redor. Do sorriso que me encantava. Da prepotência que me fazia suspirar.
   Meu Deus! Eu sentia falta de tudo.
   Como poderia Lauren Jauregui ter tomado conta de todos os meus pensamentos em apenas uma semana?
   Naquele momento a campainha começou a tocar desesperadamente, e imaginando quem era me encolhi mais na cama, não querendo escutar, ou conversar sobre nada. Aquela noite eu só queria dormir.
   Mas a cordei na manhã seguinte com a sensação de que não havia conseguido pregar os olhos.
   Minha campainha tocava desesperadamente de novo, e logo imaginei que m era dessa vez. Por isso além de preparar os ouvidos, resolvi atender, antes que Dinah colocasse a Swat atrás de mim.
   -Você pode me informar novamente para que servem seus meios de comunicação, Camila Cabello? – ela entrou feito um tiro no meu apartamento.
   -Me desculpe, amiga. Esqueci de ligá-lo de volta – apontei para o celular no aparador do hall da entrada.
   -Eu só não arrombei essa porta ontem, Camila Cabello, porque tive que amansar a fera, – ela revirou os olhos – pois esse era também o desejo de Lauren ontem – senti um nó se formando em minha garganta.
   -Eu não quero falar sobre isso – suspirei me jogando no sofá.
   -Mas eu quero – ela sentou-se ao meu lado. – Camila, ela está desesperada, vocês precisam conversar.
   -Para quê? Para ela me pedir desculpas e fazer tudo de novo? Não, Dinah. Definitivamente eu não tenho nada para falar com Lauren.
   -Amiga, eu sei como deve estar sendo complicado para você, mas, Camila, ela gosta de você. Ontem se eu e Mani não tivéssemos a tirado dessa porta, não sei o que poderia ter acontecido.
   -Dinah, eu tentei, juro que tentei, mas a cada dia saio mais machucada dessa história. Lauren já me conhece o suficiente para saber que não sou esse tipo de mulher.
   -Camila, ela gosta de você, isso é um fato.
   -Que jeito estranho de gostar, ferindo quem se ama – estava muito magoada.
   -Pense bem. Será que não vale a pena lutar e tentar fazer dela uma mulher melhor? – Dinah indagou. – Você já estava conseguindo isso, Camila.
   -Eu não quero isso para minha vida. Essa expectativa todas as vezes que ela atrasa, ou não liga. Não quero ficar com medo de ela pensar que sou qualquer uma. Não, Dinah, não vale a pena. Eu quero paz.
   -Então vai ter que se preparar, meu amor. Amanhã nós temos um evento para cobrir – meu coração acelerou esperando Dinah continuar a frase. – Dela. Quer dizer, amanhã será realizado um evento no Marco Zero com a presença do Presidente Obama e seus aliados de partido, então...
   -Eu não vou. Dinah, por favor, peça para alguém ir no meu lugar, invente uma gripe, eu não quero vê-la.
   -Na verdade você tem medo de ver Lauren, não é, amiga? – ela me
abraçou quando percebeu que ia começar a chorar.
   -Está doendo tanto.
   -Eu sei, por isso acho que vocês devessem conversar. Camila. Ela está diferente. Eu vi o desespero em seus olhos ontem.
   -Eu preciso respirar – disse sem ar.
   -Vamos almoçar fora – ela bateu palminhas tentando me animar. E depois pensaremos no que fazer amanhã, certo?
   -Não quero – fiz manha.
   -É claro que quer. Você precisa arejar. Que tal aquele restaurante perto do Central Park que você adora? – Dinah piscou para mim.
    -Ok! Você venceu. Só preciso de um banho – tentei me levantar, mas caí novamente no sofá.
   -O que foi, amiga?
   -Não comi nada ontem – ela revirou os olhos.
   -Então fique aí que vou trazer pelo menos um suco para você antes de sairmos.
   -Tudo be m – respondi com os olhos fechados.

   ***
   Nosso almoço foi tranquilo, e aproveitamos também para caminhar um pouco pelo Central Park. E depois de passarmos o dia juntas, obriguei Dinah a sair com Normani à noite, pois não queria mais uma vez estragar um encontro delas. E quando me vi sozinha novamente, meus pensamentos voaram como águia para Lauren. Porém resolvi enfiarme no trabalho, para pelo menos ocupar minha mente. Mantive meu celular no mesmo lugar, desde sexta, desligado e no aparador da sala, enquanto redigia toda a entrevista de Austin, já a enviando para Justin. Não com a mesma empolgação que a de Lauren, é claro. Pois mesmo magoada, tinha a real noção do seu potencial político. Uma força particular vinda do  sangue da liderança Jauregui.
   Fiz também as listas de compras e tarefas da semana para Anne, e tomei minha decisão.
   Não deixaria meu lado sentimental falar mais alto. Eu havia sido escalada para cobrir o evento da Deputada Lauren Jauregui amanhã, e como uma ótima profissional que era, não fugiria do trabalho por conta de um problema pessoal.
   Eu estaria no dia seguinte no Marco zero, para o evento do Presidente Barack Obama e seus aliados.



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