História A descendente de Merlin - Capítulo 40


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal.

Hoje vamos conhecer a peça que fundamentará toda a saga do meio-sangue. Vamos lá?

Capítulo 40 - O amuleto de Hécate


Celeste ficou desmaiada por 15 minutos. Ou seriam horas? Não sabia ao certo. Espere. O que é aquilo? Uma luz... 

  Celeste abriu os olhos.  

  Estava deitada em uma cama macia entre duas colunas roxas com arquitetura gótica. O quarto onde essas colunas estavam é laranja. Várias mesas com poções e livros de feitiços estavam espalhados pelo quarto. Tanto nas colunas quanto nas paredes do quarto tinham símbolos runícos. 

  Celeste sentou na cama. Percebeu que não estava sozinha. Uma menininha, de no máximo uns 6 anos, a observava. Seus olhos são verde-esmeralda e seus cabelos são cacheados e escuros. Ela tinha um rosto próximo ao de um anjo de uma pintura.  

  Quando Celeste fez menção de se levantar, a menininha saiu correndo. Ela transpassou uma porta de madeira. Outra menina entrou. Esta, mais velha, tinha traços orientais. Seus cabelos escorridos são da mesma cor que os da menininha. Os olhos também são iguais aos da menininha. Sua roupa é a roupa que uma bruxa usaria. Ela trazia uma bandeja com comida.  

  - Oi- saudou a menina- eu sou Lou Ellen. Prazer em te conhecer. 

  Celeste ainda estava meio tonta. Consegiu perguntar: 

  - Onde estou? 

  - Relaxe e coma um pouco- falou Lou Ellen- você está no meio-sangue. Este é o chalé de Hecáte, deusa da magia.  

  Lou Ellen parecia ser uma menina legal. Celeste olhou para a bandeja. Um prato de macarrão e um copo de refri estava lá. Celeste comeu. Depois de comer perguntou: 

  - Tinha uma menininha aqui. É sua irmã? 

  - Meia irmã. É a Katherine. É um amor. Eu tenho outros meio-irmãos, e isso inclui aqueles caras da mitologia. Circe e tals. 

  É. Celeste pensou em Morgana, que era filha de Poseidon e Atena. Pensou em Percy, filho de Poseidon, e Annabeth, filha de Atena. Lou Ellen lembrava muito Hécate. Perguntou: 

  - Você é filha de Hecáte? 

  Lou Ellen assentiu. 

  - E você? Como é descender do maior bruxo que existe?  

  Celeste suspirou. Falou: 

  - Não sabia que era a descendente dele até um mês e meio atrás.  

  Celeste contou para Lou Ellen a história de seus primeiros contatos com a magia. Quando acabou Lou disse: 

  - Caramba. A descendente de Merlin vivendo entre os mortais. Agora, se já acabou de comer, vamos ao chalé de Zeus. Baltazar e o resto dos merlinianos estão esperando lá.  

  Celeste levantou-se. Ela e Lou Ellen desceram por uma escada de caracol que lembrava a de um castelo antigo. Elas sairam em uma sala que parecia a sala de estar de um feiticeiro. Várias poções, caldeirões, ingredientes para poções, algumas varinhas, vassouras e mais coisas de feiticeiros estavam espalhadas entre mesas, cadeiras, poltronas e no chão. Em uma das mesas, dois garotos comiam sapos de chocolate. Perto da laleira, onde brilhavam chamas verdes, Katherine e mais um menininho se ocupavam em empilhar blocos. Celeste perguntou:  

  - Todos são seus meio-irmãos? 

  - São- falou Lou. 

  Lou abriu a porta, e as duas sairam do chalé. Nessa hora Celeste pode ver melhor a construção.  

  O chalé de Hecáte era na cor laranja. Todo a sua extensão estava marcada por símbolos mágicos, runas e mais outros detalhes roxos. Até mesmo a porta estava marcada com runas. 

  Lou conduziu Celeste até um chalé do outro lado. Ele parecia um bloco de mármore com colunas na frente. As portas são de bronze polido. Por alguma razão, parecia que elas estavam sendo atravessadas por raios. 

  Lou abriu a porta. Não havia campistas no chalé. Os únicos que estavam nele eram os merlinianos, Quíron e Dionísio, olhando uma revista de vinhos. 

  Morgana deu um abraço em Celeste. Dionísio levantou os olhos e disse: 

  - Ah, aí está ela. Sente-se, Margaret... 

  - É Celeste- murmurou Vitória. 

  - Que seja- continuou Dionísio- e você venha também, Pou... 

  - Ah, tenha a santa paciência- falou Morgana- é Lou Ellen. 

  - Que seja. Fique. Talvez precisemos de você também.  

  Aparentemente Lou não esperava o convite. Sentou-se na poltrona ao lado de Quíron. O centauro disse: 

  - Celeste, você verdadeiramente nos deu um susto. Ainda mais com o fato de você ter ido até Morgana. 

  - Mas aquela não pode ser a Morgana le Fay- falou Celeste- o meu pingente... 

  - Você acabou de achar o x da questão, Celeste-falou Stephen- por alguma razão o seu pingente não conseguiu impedir Morgana de criar um elo de empatia cronal momentâneo com você.  

  - Nenhum bruxo- continuou Molly- nem mesmo Morgana teria poder para passar por cima do feitiço de Merlin. Infelizmente acho que deveríamos considerar o que não queríamos.  

  Baltazar suspirou: 

  - Celeste, aquela explosão que rompeu o elo, foi Hecáte que causou, certo? 

  A menina assentiu. Lou Ellen olhou surpresa para Celeste. Era uma expressão meio " Você não me disse que viu minha mãe".  

  - É, talvez você esteja certa Molly.  

  Quíron e Morgana começaram a conversar em grego antigo. Quando acabaram, Celeste se virou para Baltazar e perguntou: 

  - Baltazar, estive pensando esses dias. Duas vezes o tempo ficou estranho, e isso no serviu unicamente para dar problemas para nós, sendo que nenhum bruxo pode manipular o tempo. As vezes foram a nossa barreira de alieatoriedade cronal com problemas e a criação do elo de empatia cronal com Celeste. E apenas algo muito poderoso passaria pelo feitiço lançado pelo maior mago do mundo. E se por acaso esses incidentes tiverem relação? E se por acaso os morganianos estiverem com um meio de manipular o tempo? 

  - O quê você está querendo dizer?- perguntou Baltazar, demonstrando um interesse sutil. 

  - O que eu estou querendo dizer é que, talvez, os morganianos tenham se aliado com um deus do tempo. Mas tem que ser um deus do tempo que realmente tivesse algo a ganhar com essa associação.  

  - Um segundo- falou Arthur- você está se referindo a... 

  - Sim, Arthur- disse Morgana, séria- eu estou falando do meu avô/ bisavô Cronos. 

  Um trovão soou ao longe. Morgana falou, não se dirigindo a ninguém em específico: 

  - Ah, tio Zeus, por favor. O medo de um nome só aumenta o medo da coisa em si. 

  Mais um trovão ressoou. Morgana disse: 

  - Ok, já entendi. Desculpe.  

  Dionísio, que desde o início da conversa estava absorto na revista de vinhos, pulou da cadeira ao ouvir o nome de Cronos. Ele disse: 

  - Isso é loucura, Morgana.  

  - Você entende de loucura- falou Morgana. 

  - Cronos está bem trancafiado no tártaro.  

  - Não sei se trancafiado é a palavra mas tenho certeza que Cronos- mais um trovão ressoou- tá bom, tio Zeus. Que o meu avô/bisavô- Morgana parou, como se esperasse mais um trovão. Como não teve ela continuou- está por trás disso. 

  - Ok- falou Dionísio, se levantando- vamos supor que nosso avô esteja relacionado com esses problemas temporais e com a história do pingente da Elizabeth- Quíron corrigiu o nome- o que isso tem a ver com o amuleto? 

  - Com o quê?- perguntou Celeste. 

  - Ah sim- falou Dr.Estranho- vamos te contar, Celeste.  

  Baltazar começou: 

  - Temíamos que Hécate aparecesse para você por causa que se isso acontecesse, uma profecia do oráculo do acampamento se cumpriria. Uma profecia que diz respeito ao amuleto de Hécate. Já ouviu falar, Lou? 

  A filha de Hécate assentiu, possivelmente pensando aonde a história iria parar. 

  - O amuleto- falou Morgana- ou como a gente costuma se referir- e fez os mesmos gestos que fez na enfermaria- permite a conjuração de qualquer arma mágica que existe. Literalmente qualquer. Não há limites para seus poderes. 

  - Por causa disso- continuou Stephen- os deuses acharam melhor escondê-lo. A Ártemis, deusa da lua e dos animais, foi confiada a tarefa de escondê-lo. Ela e suas caçadoras são as únicas que sabem onde o amuleto está. 

  Celeste perguntou: 

- Mas o quê isso tem a ver com Cronos? 

 Novamente um trovão ribombou. Morgana disse: 

  - Ah tio Zeus. Tenha dó. 

  Mais um trovão soou.  

  - Ok então- falou Morgana- Celeste, poderia fazer o favor de não mencionar esse nome. Meu tio/avô não gosta. 

  - Ok. O quê o amuleto tem a ver com... ele? 

  Dionísio começou: 

  - Alguns partidários de Cronos- mais um trovão soou- ok, isso está começando a ficar chato. Alguns partidários dele- ele parou, como se esperasse mais uma censura do seu pai- tentaram emboscar Ártemis no dia que ela escondeu o amuleto. Mas a deusa caçadora e suas seguidoras são espertas. Conseguiram derrubar os partidários de Cronos- mais um trovão- ah, desculpe. O que realmente importa é ele está tentando, desde então, conseguir o amuleto. 

  - Mas o que ele quer com o amuleto?- perguntou Celeste. 

  - Celeste- falou Baltazar- o amuleto permite conjurar qualquer arma mágica. Literalmente qualquer uma, de qualquer nível de poder. E se Cronos- mais um trovão- e se ele- mais uma pausa esperando uma censura de lord Zeus- quiser conjurar uma arma que possa destruir o Olimpo? 

  - Então é óbvio o que temos que fazer, certo?- perguntou Molly- Hecáte apareceu para Celeste. Se o que pensamos sobre ele estiver se associado aos Morganianos estiver certo, nós temos que achar o amuleto antes dele. 

  Era uma perspectiva bem assustadora. Dionísio, pela primeira vez desde a chegada de Celeste ao acampamento, levantou um ponto interessante: 

  - Sinto te informar, mas apenas Ártemis sabe a localização do amuleto. Nem mesmo eu ou meu pai. 

  - Bom- disse Morgana- isso vai ser um problema fácil de resolver.  

  Morgana juntou as mãos e perguntou: 

  - O avô de vocês também tem vontade de conhecer seus amigos?  

  Ao ver que ninguém havia entendido. Morgana explicou: 

  - É o seguinte: quando eu visitei o Olimpo encontrei meus pais, botamos o papo em dia, e quando eu estava saindo da casa dos meus pais encontrei meu tio/avô Zeus e meu primo/tio Apolo. Apolo ficou sabendo da profecia sobre o amuleto, já que ele é o deus da profecia, e contou para Zeus. Meu avô/tio pediu que nós fossemos em uma audiência do conselho olimpiano discutir isso. Com sorte, também podemos convencer Ártemis a contar a localização. Quíron- e se virou para o centauro- eu gostaria que você fosse conosco. Os Olimpianos certamente vão te ouvir. 

  - Ok- falou o centauro- vai ser divertido. Faz tempo que eu não vou ao Olimpo. 

  - Então podemos tratar esse problema como resolvido, por ora- falou Stephen- mas e se os olimpianos aprovaverem nossa busca? Quem vai ir atrás do amuleto? 

  - Temos que ir com um grupo grande- falou Baltazar- dado os níveis de perigo. Além de nós que estamos aqui, e a propósito Quiron- e virou o rosto para o centauro- se você puder ir seria bom. 

  - O acampamento precisa de mim, Baltazar- falou Quíron. 

  - Ok então. Além de nós, Magnus e Mariana poderiam vir. O conhecimento sobre plantas de Magnus será útil, e Mariana é uma excelente rastreadora. Lupin também deveria vir. Vamos torcer para que Bastet e Thor ignorem o fato de serem deuses diferentes e nos ajudem. 

  - Bastet ainda está no QG?- perguntou Vitória. 

  - Sim. Nos acolhemos ela e a Sadie. A casa da vida está atrás delas, já que a informação que sobre o Desjardins chegou até nós. Agora, esse problema a gente resolve depois. Só digo uma coisa: que os deuses, incluindo este aqui presente, nos ajudem. 


Notas Finais


Oi pessoal.

Então o senhor do tempo Cronos...tá legal. Um trovão soou aqui. Entendi o recado. Continuando: então ele se aliou aos Morganianos para conseguir o amuleto de Hécate. E agora? Como será que os deuses vão reagir a tudo isso? Como Ártemis reagirá ao saber que o que ela escondeu está sendo procurado? Vamos ver nos próximos capítulos.


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