História A deusa e o demônio - Capítulo 3


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Elizabeth Liones, Meliodas
Tags Melizabeth
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Palavras 1.600
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, me desculpem pela demora. Tem sido difícil conciliar tempo e inspiração 😢

Capítulo 3 - Um assunto desagradável


Repentinamente, a sala que estava em completo alarde caiu em um súbito silêncio. No exato momento em que Talmiel se lançou para frente na intenção de os atacar Merlin estalou os dedos e executou um feitiço chamado " cubo perfeito" 

O arcanjo bateu de cara em uma das paredes do cubo, o que fez Diane, que estava mais próxima de tal parede dar um pulo de susto. 

Enquanto Meliodas se colocava ao lado de Diane, Merlin se agachou ao lado de Elizabeth, estendeu a mão sobre ela e começou outro feitiço que os outros não conseguiram identificar pra' que servia. 

Meliodas observou Talmiel começar a dar socos, chutes e corpadas na parede mágica, e logo deduziu que a mesma não iria durar para sempre. 

- Merlin, eu preciso da minha espada. - ele afirmou e fez o curto caminho até estar atrás da feiticeira. A única resposta que recebeu foi um "Shii!" E estava pronto para protestar quando Elizabeth se sentou em um movimento de súbito e quase chocou sua cabeça no queixo de Zeldris.

A deusa grunhiu de dor e pressionou a mão direita no ferimento pelo qual ainda escorria um pouco de sangue. 

Estando o ferimento curado, ela olhou para onde o arcanjo ainda tentava romper a parede do cubo e se levantou. 

Uma coisa que Meliodas não pôde deixar de notar foram os brilhantes olhos da deusa, que mantinham o símbolo característico do clã divino no lugar das pupilas. Não importa quantas vezes ele os veja, nunca vai deixar de ficar impressionado. 

- Merlin, ele pode ouvir o que falamos aqui dentro? - a deusa questionou, fazendo a maga a encarar com certa dúvida. 

- não. O feitiço é a prova de sons. 

- Ótimo. Escutem, eu tenho uma idéia, mas todos vocês tem que prestar muita atenção para que dê certo. - os próximos minutos se passaram enquanto Elizabeth explicava seu plano detalhadamente. 

Talmiel não parou de bater contra a parede roxa daquela "caixa" nem por um segundo. O desejo de vingança e a excitação de não ter Mael para lhe impedir de fazer o que quisesse haviam o consumido. 

Ele franziu o cenho ao ver todos se posicionando lado a lado, de frente para ele. De repente, a marionete que ele conhecia como Gowter bateu uma única palma e manteve as mãos juntas. Ele posicionou as mãos na frente do rosto, como se estivesse rezando e fechou os olhos. 

Para sua completa surpresa a marionete e os outros simplesmente desapareceram, tendo restado apenas a deusa que ele almejava matar. 

Logo diversos clones de Elizabeth apareceram no lugar onde os outros amigos dela estavam, o que só o deixou mais confuso. 

- você me quer? - a Elizabeth que se encontrava no meio das outras perguntou, e então, o cubo perfeito simplesmente deixou de existir. - vem me pegar! - ainda mais irritado do que estava antes ele partiu para o ataque. Ele tentou a dar um soco, mas no momento em que sua mão a tocou, a mesma se dissolveu em uma poeira rosa. 

- você errou! - ele olhou para trás, local de onde vinha a voz que ele considerava irritante, e viu Elizabeth. 

O arcanjo olhou para os lados, e viu que os clones que deveriam estar em ambas as suas laterais haviam se espalhado pela sala. 

- o que foi? Somos rápidas demais pra' você acompanhar? - em um movimento muitíssimo rápido, Talmiel se deslocou até um dos cantos da sala e tentou acertar a deusa de novo, que voltou a se converter em poeira rosa. 

As outras Elizabeth's começaram a rir dele e, com sangue nos olhos, ele atacou cada uma delas, até que só sobrou uma. 

- agora sou só eu. Vem! Vem me pegar! - e ele foi, mas quando estava a centímetros da deusa o mesmo estendeu a mão para cima, perfeitamente a tempo de impedir que uma grande quantidade de água o atingisse de cima. 

Talmiel se virou para trás e viu, enfim, a verdadeira Elizabeth, o encarando com a expressão séria e uma das mãos estendida em sua direção. 

O arcanjo fez alguns movimentos com ambos os braços, e redirecionou o líquido para que ele acertasse Elizabeth. 

Agora, com os dois braços também estendidos e os joelhos flexionados, a deusa disputava uma batalha de força com o arcanjo pelo controle da água. 

- pensou que eu não perceberia o que estava tentando fazer, sua vadia?! - ele indagou e deu um passo para frente, em função a isso, Elizabeth deu um para trás. 

Para a surpresa dele, a prateada sorriu, e olhou para ele com uma expressão de puro escárnio. 

- na verdade, eu estava contando com o fato de que você iria perceber. - repentinamente, Meliodas e Zeldris vieram por ambos os lados de Talmiel, passaram por ele fazendo um "X" e o acertaram com suas espadas antes que o mesmo pudesse se defender. 

- MARTELADA DUPLA!! - aproveitando a deixa, Diane fez dois punhos de terra e pedras saírem do chão da casa, também pelas laterais do arcanjo, e o prenderem entre dois punhos gigantes. 

Tendo um pouco mais de controle sobre a água que estava sendo disputada, agora, quem deu um passo para frente foi Elizabeth. 

- festa da caça! - Ban absorveu grande parte da energia de Talmiel e a redirecionou para Elizabeth, o que a possibilitou erguer o braço direito e desviar o líquido para exatamente acima da cabeça do arcanjo. 

A deusa começou a sentir a temperatura aumentando e se preparou para a próxima parte do plano. 

- Cruel Sun! - ao ouvir a voz potente de Escanor, Elizabeth ergueu o outro braço e entrelaçou seus dedos. 

- Girassol! - desta vez, a voz ouvida foi a de King. Ele e Escanor atacaram juntos, por mais que o loiro tenha insistido que poderia causar estrago sozinho. 

Talmiel foi praticamente estorricado por duas fontes poderosíssimas de luz e calor. Já não conseguia mais se defender. Estava com a respiração ofegante, a boca entreaberta e os braços "jogados" ao lado do corpo. 

No entanto, ele não parecia se importar com a iminente derrota, parecia estar impressionado com Escanor. 

- Abaixo de zero!!- Merlin transformou a água em uma enorme pedra de gelo, o que fez Elizabeth fazer mais esforço para a controlar. 

- você... Tem a... A graça... - foram as últimas palavras que o arcanjo disse, especificamente para Escanor, antes de Elizabeth abaixar os braços e fazer a pedra de gelo o acertar com uma força absurda. Por debaixo do gelo, ouviu-se o último grito de Talmiel quando seu corpo explodiu completamente. Isso acontecia sempre que um anjo era assassinado, seu corpo "explodia" em luz, em uma última tentativa cegar o adversário para que outros anjos pudessem o matar facilmente. 

Assim como Elizabeth havia instruído todos fecharam os olhos e tentaram proteger os mesmos com os braços, ao estilo " Mulher Maravilha" 

Uma rajada de vento muito forte os atingiu junto a uma repentina onda de calor. 

Somente quando tiveram a certeza de que não existia mais riscos eles deixaram de proteger os olhos e suspiraram aliviados. 

- oh, puxa vida! Não temos mais casa. - Elizabeth comentou arrancando risadas fracas de alguns. Não só a sala em que estavam, mas praticamente todos os outros cômodos acima haviam sido quase completamente destruídos. Era intrigante o fato da estrutura ainda estar de pé. 

- eu resolvo isso em um  instante, mas antes, me devolvam suas armas. — Merlin disse e estendeu uma das mãos em direção aos outros. 

— eu não acho seguro andarmos completamente desarmados. — Meliodas protestou. — Elizabeth e eu poderíamos ter vencido Talmiel facilmente se tivéssemos pelo menos um canivete. 

— não, não poderiam. Do que adianta ter a melhor das espadas e não estar disposto a usá-la com força total? — Elizabeth e Zeldris suspiraram ao ouvir essas palavras. Não era um assunto que deveria ser abordado perto dos outros e Merlin sabia muito bem disso. 

— espera aí, como assim? — Diane questionou e não recebeu resposta além do silêncio. 

Sem dizer uma só palavra Meliodas caminhou até Merlin, entregou sua espada a ela e deu as costas. Sem justificar qualquer coisa, desapareceu entre as árvores na enorme floresta.

Enquanto todos pareciam surpresos, Escanor encarava o "pé" da grande pedra de gelo. Como aquele arcanjo inútil sabia sobre sua maldição? 

♪♠♪

 

Merlin havia arrumado a casa toda e, agora, Elizabeth estava correndo para seu quarto. Assim que chegou ela abriu imediatamente a porta, e a fechou assim que passou por ela. A deusa correu até seu computador e abriu a caixa de vidro ao lado do teclado. Dentro dela havia um botão escrito "aperte se quiser morrer" que a prateada apertou sem hesitar. 

Uma das estantes se moveu revelando uma sala secreta. Elizabeth caminhou até a salinha em passos lentos, porém firmes, e viu outra caixa de vidro, dessa vez uma caixa bem grande.

A prateada caminhou até ela e tocou o vidro, constatando que o grande martelo de guerra ainda estava lá dentro. 

Imediatamente, ela deu as costas, mas quando estava quase cruzando a porta parou abruptamente.  

Eu posso te dar tudo o que você quiser...

 

Aquela voz entrou em sua cabeça a fazendo olhar para trás. 

Me liberte, você sabe que quer me libertar... 

A deusa se virou completamente em direção a voz, parecia estar em transe hipnótico quando deu as costas novamente e saiu rapidamente daquele lugar. Ela apertou o botão mais uma vez, e antes que a estante cobrisse a porta de novo  ela voltou a ouvir aquela voz: 

Você sabe que um dia eu vou sair daqui, sua traidora!! 



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