História A Devil For Me - Capítulo 9


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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, Lilith, Lúcifer, Naomi, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Destiel, Lucifer
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Palavras 3.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Omax Torzul


Fanfic / Fanfiction A Devil For Me - Capítulo 9 - Omax Torzul

Dean Winchester P.O.V

Mesmo com Diana fora do quarto o clima tenso ainda perpetuava, Sam tentou ligar para o celular dela porém ninguém atendia, o que eu e ele temíamos é que a garota inventasse de desaparecer novamente, levou anos até que a encontrássemos novamente.

Cass continuava do mesmo modo, distante, como se estivesse nada ao seu redor o afetasse, como se sua mente fosse um mundo próprio que é seguro e imaculado, o que estava de fato me assustando e muito:

––Ela não atende de jeito nenhum... ––Falou Sam com um suspiro.

––Ela está bem, tenho certeza disso... Mas por acaso já tentou ligar para Bobby? Ela pode tê-lo chamado...

Pela cara que Sam fez ele ainda não tinha pensado nessa possibilidade, enquanto ele tentava falar com Bobby voltei até Castiel e me sentei ao seu lado, o nariz havia parado de sangrar mas estava certamente dolorido, a sua expressão excessivamente calma demonstrava que estava tentando aguentar a dor:

––Não acha melhor irmos para um hospital?

––Eu estou bem, passei por coisas muito piores.

––Ah claro, e o fato de você ter virado um bebê vestido de sobretudo não faz um nariz que foi quebrado doer um pouco mais? ––Disse com a intenção de faze-lo rir, o que não funcionou já que a cara que ele fez é como se ele tivesse sido ofendido.

Sem falar mais nada ele simplesmente virou o rosto para a parede oposta, evitando me olhar, não consegui evitar uma risada baixa, isso o fazia parecer uma criança:

––Bobby? Sim, sou eu Sam, a Diana está... ––Sam interrompeu a voz, o olhei esperando algum sinal de que Diana estava bem. ––Certo... Ela está bem? ––Outra pausa e em seguida Sam repousou o celular ao seu lado. ––Ele disse que ela está bem, nos chamou de idiotas e desligou na minha cara...

––Ela deve ter falado do que rolou aqui... ––Suspirei, de certa forma aliviado, considerando que ela deveria estar segura com Bobby.

Me levantei e fui até a mesa onde estava o notebook, começaria a procurar mais algumas coisas sobre o caso em vez de ficar parado, porém a primeira coisa que fiz foi confirmar a informação que Crowley havia dado para Diana, quando terminei de digitar surgiram centenas de sites falando sobre os assassinatos que ocorreram naquele ano, de fato todos eram casais, os anjos não fizeram nenhum tipo de exclusão racial ou até mesmo de sexualidade, e mesmo casais que haviam adotado recentemente seus filhos com idade entre três e cinco anos foram mortos...

Deve ter sido um baita trauma já que essas crianças passaram uma parte da vida em orfanatos e abrigos, então quando finalmente acham uma família feliz os pais são mortos... Anjos bastardos.

Enquanto procurava mais algumas coisas um vento um tanto gelado passou pelas janelas que eu jurei ter fechado, as lâmpadas do quarto piscaram algumas vezes, seguindo o meu instinto peguei o revolver que sempre trazia comigo, o destravei e olhei ao redor. Sam também havia pegado a sua arma e olhava desconfiado para todos os cantos.

As lâmpadas estouraram e o típico farfalhar de asas que denunciava a chegada de um anjo se fez presente, um cara de mais ou menos um e setenta de altura surgiu no meio do quarto, vestia aqueles ternos impecáveis e aparentava ter no máximo dezessete anos, o cabelo assim como o terno estava milimetricamente arrumado:

––Castiel, temia não te encontrar, ainda mais em tais circunstâncias... ––Disse com um sorriso leve nos lábios.

Mais que depressa sai de onde estava e fiquei entre Castiel e o anjo desconhecido, mesmo que fosse inútil apontei a arma para o seu rosto, o sorriso que estava em sua face sumiu e a expressão que o substituiu era de puro tédio:

––Sabe que isso não irá funcionar, Winchester. ––Com um simples gesto feito com a mão direita ele jogou a minha arma longe. ––Nem pense nisso Sam, eu ainda tenho ordens para caça-lo. ––Olhando por cima do ombro do anjo pude notar que Sam tentava alcançar o óleo sagrado que estava em uma das bolsas, e ao ouvir o anjo dizendo o seu nome parou no meio do caminho.

Ele suspirou e deu um passo para o lado, para poder observar melhor Castiel, institivamente eu o acompanhei, bloqueando a sua visão:

––Eu não vim aqui para machucar o seu cachorrinho.

Estava prestes a xinga-lo quando Castiel interveio:

––Ariel... Com a minha expulsão feita por Naomi acredito que ela tenha mandado você procurar a Arma.

––De fato... Quando ela chamou você ao invés de mim fiquei surpreso, acho que conhece a minha fama*, não é? ––Ele deu outro passo em direção a Castiel, dessa vez continuei em meu lugar.

––Talvez eu tenha mais familiaridade com a Terra e seus moradores... ––Castiel começou a falar mas foi interrompido.

––De qualquer forma não vim falar sobre esse trabalho e sim sobre você e Naomi. ––Ele fez uma pausa, respirou fundo e continuou. ––Naomi quer outro genocídio, muitos anjos acham que a possibilidade do poder que Arma irá trazer subiu a sua cabeça, vários temem o que ela será capaz de fazer.

––Naomi sempre foi uma soldada fiel as ordens de Deus, não acho que isso poderia acontecer...

Tive a extrema vontade de gritar "Castiel se toca! Isso já aconteceu, não é atoa que você está aqui sem poderes!", mas tudo o que fiz foi encara-lo com certa raiva:

––Isso já está acontecendo Castiel, por isso eu vim aqui para devolver os seus poderes... ––Ariel se aproximou de Castiel e puxou o braço que continha o sigilo.

Com a lâmina angelical ele desenhou outras linhas sobre o sigilo, Castiel começou a grunhir com a dor e quando tentei chegar perto ele gritou "não", então tive que observar toda a cena sem poder fazer nada.

Logo após Ariel terminar o novo sigilo ele se aproximou mais e disse algo no ouvido de Castiel, ele sumiu logo em seguida:

––O que diabos aconteceu aqui? ––Disse alto.

––Ele devolveu os meus poderes... ––Ele falou meio pensativo enquanto olhava para o seu braço, o sigilo que ele havia desenhado tinha sumido.

––Tem certeza? Ele não fez nada? ––Disse segurando o seu braço e o olhando mais atentamente. ––E o que exatamente ele falou em seu ouvido?

Pude escutar Sam rindo do outro lado do quarto então dei um passo para trás, me afastando um pouco de Castiel e soltando o seu braço:

––Ele realmente devolveu os meus poderes e ele disse... Omax torzul. ––Disse meio pensativo.

––Oma o que?

––Omax torzul, "o mais sábio vai erguer-se", é enoquiano...

––Claro isso deu para perceber... ––Disse me jogando em uma das camas. ––Mas o que isso quer dizer exatamente?

––Eu não sei...

A expressão preocupada de Castiel piorou, aquela típica sensação de quando algo muito ruim vai acontecer se instalou no quarto, Sam que as vezes era do tipo otimista parecia ter sentido também já que o olhar preocupado que ele me lançou era quase igual ao de Castiel:

––Certo... Nós precisamos pensar em como resolver isso... ––Comecei a falar as primeiras palavras que vinham em minha mente. ––A melhor maneira de pensar é bebendo um pouco e tentando colocar a mente em ordem... ––Beber de fato não iria ajudar muito mas era a única maneira de nos acalmar.

Antes que eu sequer chegasse perto da geladeira um som começou a perpetuar pelo quarto, com um pouco de estática mas dava para se ouvir claramente a voz de um policial em tom desesperado:

––10-34, 10-34**... ––Ele repetiu isso várias vezes antes de parar e o som de sua voz ser substituído pelo som de tiros, pela minha conta foram cinco ou seis.

––O que ele... ––Castiel começou a dizer, mas fiz um sinal para que ficasse em silêncio.

Em seguida uma voz feminina tentou contatar o policial novamente, ela deveria ser novata já que o tom angustiado em sua voz era consideravelmente aparente. Após alguns segundos de silêncio ela anunciou que mandaria viaturas para o local, sem dizer nenhuma palavra Sam e eu pegamos os ternos e credenciais falsas.

Talvez fosse algum tipo de ataque comum a policias mas os sinais demoníacos estavam em uma quantidade absurda, não custaria nada para nós irmos lá checar. Antes que pudéssemos por os pés para fora do quarto Castiel se levantou e disse em voz alta:

––Vocês não vão sair daqui antes de me falar o que está acontecendo! ––Olhei para Sam e ele deu de ombros, suspirei e resolvi contar.

––Algum policial foi atacado e os demônios estão rondando a cidade então achamos que vale apena checar... E antes que pergunte você não vai.

––Eu já vi vocês fazerem isso dezenas de vezes, ainda tenho a identidade falsa que me deram...

––Dá uma chance para ele, Dean...

Maldito Sam, ninguém mandou ele se intrometer nisso e ainda incentivar Castiel, com os dois contra mim não pude fazer nada além de assentir, Castiel pareceu animado, animado até demais. Enquanto descia as escadas rapidamente não pude deixar de pensar em todos os desastres que poderia acontecer, o anjo não tinha experiência nenhuma nesse tipo de coisa e ele tinha uma mania de... Assustar as pessoas ou falar demais, não sei quantas vezes ele colocou em risco o nosso disfarce, então após entrarmos no carro dirigi rapidamente até o local.

Enquanto nos aproximávamos mais da localização as casas e alguns pequenos prédios começaram a sumir e em seu lugar apareceram mais árvores e pequenas plantações, ao longe podia se notar uma ou outra fazenda e alguns celeiros. O lugar de onde o policial havia feito sua última ligação era uma pequena estrada que levava para fora da cidade, circundada por área rural a estrada se tornava bem vazia e a iluminação não existia, no momento eram apenas as sirenes de polícia que tornavam a visibilidade da estrada possível.

Ao nos aproximarmos mais fomos parados por dois policiais, um homem e uma mulher, e foi só mostrarmos as identidades de agentes do FBI que nos deixaram passar, eficientemente a mulher foi na frente para avisar o xerife da nossa chegada, a área em volta da viatura usada pelo policial estava isolada, quando chegamos perto o xerife nos recebeu com uma expressão um tanto abalada:

––Cherry disse que são do FBI, como conseguiram chegar tão rápido?

––Estávamos investigando um caso que foi reaberto e ouvimos a chamada no rádio. ––Sam falou prontamente.

––Bem, agentes... Acho que perderam o seu tempo, isso aqui não é caso para vocês.

––Nós que vamos decidir se é caso nosso ou não, isso depois que olharmos a cena. ––Falei com um sorriso.

Em seguida nós caminhamos até a viatura, o corpo do policial estava "sentado" no banco do motorista, um grande corte estava em seu pescoço, do mesmo ainda saia uma pequena quantidade de sangue que aos poucos manchava mais a sua camisa, no painel do carro tinha um semicírculo de sangue, como se alguém tivesse colhido o sangue do cara logo após fazer o corte e o recipiente ficou sujo, o que deixou a mancha no local onde haviam repousado o que usaram para colher o sangue, enquanto eu analisava o interior do carro consegui escutar a voz de Sam:

––E qual seria a sua teoria para isso?

––A minha teoria pessoal? Bem, eu acho que seria algum tipo de ritual para magia negra, o sangue que está no carro é muito pouco para a profundidade do corte.

Estava quase indo falar com Sam e o provável legista, já que para falar daquela forma só poderia ser um, quando notei algo amarelo no chão do carro, me ajoelhei para olhar melhor e mal havia abaixado quando o cheiro impregnou em meu nariz, enxofre.

Levantei-me e fui até Sam, toquei em seu ombro indicando para ir até o carro, enquanto ele fazia isso fiquei ao lado do legista que começou a puxar conversa, em outras situações eu o teria ignorado mas tinha que manter a boa pose ou ele poderia não colaborar conosco:

––Horrível não? Mike sempre foi um bom rapaz, eu e o xerife erámos bem próximos dos pais dele... Coitado, já passou por tanta coisa na infância... ––O tom triste de sua voz indicava um sofrimento verdadeiro, nada daquela formalidade só porque se "conheciam", o legista realmente se importava com o cara.

––Que tipo de coisas ele passou na infância? ––Perguntei mais por curiosidade.

––Bem além do preconceito patético que as pessoas tinham com os pais dele? ––Agora pude notar uma pequena nota de raiva contida. ––Jack e Aaron eram ótimos pais para o garoto e as pessoas tinham uma tendência a... ––Ele fez uma pausa e suspirou. ––Acho que o senhor entendeu o que eu estou querendo dizer, certo?

––Aham. ––Não consegui dizer nada além disso, por um momento pensei em quanto tempo ele ficaria aqui falando.

––Enfim, eles já haviam passado por esse tipo de coisa, mas... Quando Mike tinha quatro anos os seus pais foram assassinados, ele viu tudo, mas as coisas que disse não serviram muito para ajudar. ––O tom de tristeza voltou a sua voz.

Ao ouvir isso fiquei mais interessado, acho que Castiel havia comentado algo sobre isso... E Diana também:

––Ele só conseguiu dizer que "anjos" haviam feito aquilo, acho que ele ouviu muito sobre "Deus não aceitar"...

Aquilo era realmente triste, Sam e eu enfrentamos tantas criaturas que matavam sem piedade e muitas vezes "humanos" estavam por trás disso, a humanidade poderia ser cruel, as vezes até mais que monstros.

Mas esse foi apenas um dos vários casos que ocorreram no país inteiro, uma guarnição de anjos foi mandada para Terra apenas para matar pessoas inocentes e traumatizar crianças que talvez nem seriam o que estavam procurando:

––Não entendo como humanos podem ser tão... Autodestrutivos, Deus nunca falou nada sobre sexualidade...

Após falar isso Castiel ficou me encarando com aquele olhar de interrogação, já o legista o olhava como... Bem como todos podem olhar quando alguém aparentemente humano fala sobre humanos na terceira pessoa.

E para salvar a todos Sam voltou, disse que precisávamos conversar a sós, fazendo com que o legista voltasse para onde o xerife estava, os dois iniciaram uma longa conversa:

––Por que um demônio mataria um policial?

––Talvez porque ele poderia ser uma das supercrianças para serem usadas pelos alados.

––Como você...

––O legista me contou uma história...

Sam suspirou, ele já estava cansado de lidar com demônios, principalmente depois de tudo o que havia acontecido:

––Ele não é o que procuramos... Se fosse poderia muito bem ter transformado o demônio em pó. ––Castiel se pronunciou com uma voz um tanto distante. ––Os demônios estão eliminando os que não tem poderes até chegar ao último.

––Genocídio? Isso não era coisa da sua ex-chefe?

––Anjos podem seguir por caminhos tortuosos para chegar ao destino desejado.

Não consegui evitar revirar os olhos ao ouvir isso, já bastava os outros anjos quererem justificar atitudes como essa e agora Castiel também faria o mesmo? Sinceramente já estou cansado de ficar ouvindo historinhas dos anjos.

Farto de tudo isso fui até onde havia estacionado o Impala e entrei, esperando por Sam e Castiel.

De repente um medo se instalou em mim, o típico medo que sentia antes, o de que alguém próximo pudesse morrer com toda essa confusão, minha mente vagueou por um momento, o mal estar que Diana estava sentindo ultimamente poderia ter algo ligado aos demônios?

Talvez eles fossem atrás dela assim como foram atrás do policial...

Tamborilei os dedos pelo painel do carro, inquieto, talvez tivesse sido melhor para ela ter continuado na vida normal que tinha.

 

***

 

 

Todos os músculos de meu corpo doíam devido ao fato de estar a horas dentro do carro, Sam dormia no bando de trás e John estava ao meu lado, a sua expressão era tensa, dava para notar já que estava com o maxilar enrijecido. Eu observava a paisagem mudando gradativamente, a estrada e mato se transformaram em pequenas casas e lanchonetes, a essa hora do dia várias pessoas andavam na rua sem ter a mínima noção do que realmente ocorria a sua volta.

 

Mais alguns minutos e logo chegamos a casa de Bobby, o nosso pai se despediu e deu todas as ordens de sempre, obedecer Bobby, ligar se preciso e etc...

 

Mal havíamos entrado quando Diana apareceu, a garota vestia um moletom verde e calça jeans, a mochila pendurada por uma só alça em um de seus ombros chacoalhou enquanto corria até nós. Calorosamente ela recebeu Sam com um abraço apertado, em seguida me cumprimentou também:

 

––Está indo bem a escola? ––O meu pai perguntou com um sorriso em seu rosto, não pude deixar de me incomodar, tentei lembrar de quando ele havia me perguntado a mesma coisa.

 

––Estou, e está sendo ótimo, nesse fim de semana vamos apresentar uma peça de teatro, estava pensando em chamar vocês para irem ver...

 

Sam pareceu estar super animado com a notícia, já eu não pude fazer nada além de bocejar.

 

Mais tarde quando John já havia saído para a sua caçada o tédio se instalou por cada centímetro da casa, Sam e eu relíamos algumas historinhas em quadrinhos no chão da sala quando finalmente o tédio tomou conta e resolvemos sair.

 

Bobby não permitiria sairmos sem alguém nos olhando então aproveitamos quando ele falava ao telefone com algum caçador de Iowoa, ao pisarmos na calçada Sam perguntou:

 

––Dean, para onde exatamente nós vamos?

 

––Qualquer lugar longe dessa casa... ––Murmurei e comecei a caminhar, com Sam no meu encalço.

 

Andamos aleatoriamente pelas ruas de Sioux Falls quando sem percebemos passamos por uma escola, continuei andando sem problemas quando notei que Sam havia parado, o meu irmão olhava para escola como se estivesse hipnotizado:

 

––Sammy! Vamos logo, acho que deve ter alguma lanchonete por aqui...

 

––Acha que um dia vamos ter uma vida normal, igual a eles?

 

Suspirei, não queria falar para ele que isso nunca aconteceria, não poderia falar que nunca teríamos uma vida normal, ele já tinha idade suficiente para entender isso, seria impossível com dezesseis anos ainda não ter compreendido. Enquanto ficamos parados ali um grupo de alunos passou por nós, conversavam alto e riam, garotos e garotas em seus grupos, felizes e despreocupados.

 

Todos usam um tipo de uniforme, provavelmente para a aula de Educação Física, quando estava prestes a puxar Sam dali uma garota veio em nossa direção, logo notei ser Diana que usava agora o mesmo uniforme deles:

 

––O que fazem aqui? ––Disse toda sorridente.

 

A calça jeans larga e o moletom haviam sido substituídos por uma camisa branca com o nome da escola e um shorts azul escuro ao qual eu tentava inutilmente desviar o olhar:

––Caminhando apenas. ––Sam respondeu por mim, quando finalmente consegui dirigir o meu olhar para seu rosto eu assenti.

––Legal... Bem depois que eu sair nós poderíamos fazer algo, certo? Inaugurou um lugar legal aqui perto...

Antes que qualquer um de nós dois pudesse responder "sim" um outro garoto chegou, passou um de seus braços pelo ombro de Diana e com um sorriso perguntou:

––Quem são eles, Di?

––Sam e Dean, este é o Jimmy... ––Disse ainda sem mudar o sorriso.

 

Pude notar o sorriso forçado de Sam ao cumprimenta-lo, fiz o mesmo mas sem muita animação, rapidamente disse que precisávamos ir e puxei Sam de lá.

 

***

––Dean? Hey Dean! ––Sai de meu torpor ao ouvir as batidas de Sam contra a janela. ––Vai dormir dentro desse carro agora?

Respirei fundo e abri a porta para que ele e Castiel entrassem, eles me atualizaram sobre algumas informações que o xerife havia lhes dado, informações que eu mal pude prestar atenção.

Enquanto dirigia de voltar para o hotel continuei com a amarga sensação ruim, apertei o volante com força para tentar focar na estrada mas a minha mente não parava de voltar na mesma coisa.


Notas Finais


Bem eu queria explicar os "*" nessas notas:

*A fama a qual Ariel se refere é devido ao fato de popularmente ser dito que o anjo Ariel ajuda as pessoas a fazerem agradecimentos a Deus e também a encontrar objetos perdidos.

**10-34 faz parte de um sistema de códigos usados na polícia dos EUA, esse em especial significa que o policial precisa de ajuda imediata.


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