História A Dimensão do Vale dos Ossos (Em Hiatus) - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Luna Lovegood, Neville Longbottom, Personagens Originais, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tom Riddle Jr.
Tags 17 Anos Depois, Charlie Puth, Dimensão Paralela, Filha De Tom Riddle, Filha De Voldemort, Gêmea Longbottom, Gêmea Riddle, Gêmeas Riddle, Harry Potter, Herdeira De Slytherin, Longbottom, Scorpius Malfoy, Tom Riddle, Voldemort
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Palavras 2.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capitulo 3


       

Um mês se passou desde o último desmaio de Lively. É o maior período que passou sem ter a síndrome de bela adormecida, já faz um tempo que ela anda meio paranoica e estressada, sente que está sendo perseguida e observada o tempo todo. Por vezes é uma loucura, parece que foi ontem que estava em uma noite fantástica, só de meninas, e hoje tem a impressão que está em um reality show trouxa, com  várias câmeras acompanhando seu dia a dia.

Rose a estava importunando para procurar ajuda, desde o dia que ela resolveu contar dos seus sonhos. Apesar de ter surtado como Lively havia previsto, agora queria procurar a diretora Mcgonagall, Neville, o ministério da magia, a ministra da magia, que por acaso é mãe dela. Desta vez ela tinha razão, mas Lively  só deu conta disso mais tarde, especialmente depois do que aconteceu em sua última visita a Hogsmeade.

         Antes de darmos o crédito para nossa ruiva sabe-tudo e deixa-la proferir seu “eu avisei” vamos para a aula de DCAT do Prof. Finnigan (dizem que ele explodia muitas coisas na época da escola, mas Neville  também não era um génio segundo a Augusta Longbottom). Ele estava ensinando seus alunos sobre o poder da mente, o subconsciente e a influência sobre dimensões paralelas...

—Muitas vezes os trouxas nascem com poderes que eles chamam de “Paranormal” e se denominam MÉDIUNS. O médium serve de intermediário entre o mundo físico e o espiritual e, por terem tanta dificuldade de aceitar o mundo bruxo, não percebem que, em algum momento em sua árvore genealógica, houve um bruxo vivendo clandestino, fazendo com que, em algum momento, algum descendente desenvolva o que eles chamam de “paranormalidade”. Isso inclui: leitura de mente, viagem entre dimensões, mover objetos com a mente… — e por aí vai na verdade a lista dele foi bem grande e você ia ficar entediado.

— A mente, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é o cérebro. O cérebro é parte do nosso corpo, que é uma manifestação da mente. A mente vai influenciar tudo no nosso corpo, inclusive o cérebro. Sua mente é tudo aquilo que você pensa, tudo que você enxerga ou sente. Seu cérebro é o tradutor e a conexão do corpo com a mente. O cérebro está no seu corpo e não é a sua mente. O subconsciente não entende o que é fictício. Tudo que ele sente é verdade e o poder da mente está no subconsciente. Muitas vezes esse poder é manifestado em forma de sonhos...

Você deve estar se perguntando porque resolvi falar isso para você, sei que prestou atenção nas palavras “sonhos”, “poder da mente”, “viagem entre dimensões”. Se não prestou, deveria ter reparado, mas vou te dizer: se alguém usasse o subconsciente de uma certa garota, para viajar entre dimensões, não viagem no tempo gente, uma dimensão paralela onde existe outro eu, ou outro você... Seria possível, desconfio que sim.

Então, sem mais enrolação, vou te contar porque o braço esquerdo de Lively foi esfolado, estando com mais alguns hematomas super doloridos pelo corpo.

Tudo aconteceu tão rápido. Rose, Al, Scorpius e Lively estavam  passeando em uma rua movimentada, perto do cabeça de Javali, quando ela sentiu a primeira tontura. Por segundos, a rua ficou quente e cheia de mormaço, mas voltou ao normal em seguida. Rose reparou e perguntou se a amiga  estava bem. Antes de ela ter tempo para responder, sentiu que tudo ficou quente e brilhante. A mesma rua, que antes estava com árvores retorcidas e sem folhas, com o ar começando a esfriar, se tornou quente e cheia de luz do sol e, em sua frente, estavam dois sujeitos, um alto e outro baixo, vestindo uma capa preta. Estavam encostados em um muro a observar em silêncio. Sua primeira reação foi tentar correr, mas estava paralisada de medo quando escutou o alto dizer:

— Vamos acabar logo com isso — disse indo em sua  direção.

— Eu não acho isso certo, o milorde não vai ficar feliz — disse o baixo enquanto o outro cara seguia até ela, com um sorriso maligno nos lábios, seus olhos eram frios e sem sentimentos.

— Essa garota é um problema, eu vou acabar logo com isso — e sacou sua varinha. — Não nasci para seguir ordens, não tenho um mestre!

— Se você usar sua varinha, ele vai saber...

— Então vou fazer do jeito trouxa — disse segurando Lively pelo pescoço com força — você cresceu Lively Riddle...

Lively nao teve tempo de questionar, sentiu o ar fugir de seus pulmões quando o primeiro soco acertou seu rosto com força. Ela não conseguiu reagir e mal conseguia respirar, quanto mais desviar se dos golpes contínuos do seu agressor.. Ele a chutou em seguida, fazendo a cair de joelhos, outro soco atingiu seu rosto, fazendo com que ela caísse com o mesmo no asfalto. Sentiu novamente as mãos agarrando seu pescoço com muita força, o ar fugiu quase completamente de seus pulmões, sua visão estava ficando cada vez mais distorcida. Notou, num breve relance, uma sombra a vir até ao seu estrangulador, uma explosão o tirou de cima dela fazendo o aterrissar no mesmo muro que estava anteriormente encostado. De lá não saiu mas a sombra gritou com a voz cheia de raiva:

— Ela é minha filha idiotas, eu preciso dela, TRAIDORES. —  ela não entendeu o que ele quis dizer com aquilo mas, em seguida, escutou a voz de Rose chamando por ela e gritando por ajuda. No segundo seguinte, sentiu o ar frio de outono invadindo novamente seu corpo.

Ela resolveu que seria mas seguro não contar para todo mundo o que aconteceu. De certa forma, era inexplicável ela estar em dois lugares ao mesmo tempo. Acabou por contar só para os amigos, omitindo a parte em que a chamaram de Riddle e guardou para ela o momento em que ele, a sombra, aproximou sua mão dela. Nesse instante, achou que iria levar outro tapa, mas este não veio, seus olhos não estavam enxergando ao redor, mas ela notou que ele  só estava checando se estava bem.

Para Lively, o mais engraçado naquela situação foi a reação de Scorpius Malfoy. Ele estava bravo, realmente bravo, dizendo frases sem conexão alguma enquanto passava a mão pelo cabelo, normalmente arrumadinho, numa espécie de tic nervoso. Perguntou várias vezes porque ela não quis procurar por ajuda. Ela até tentou explicar que em um segundo estava lá de pé e no outro estava jogada no chão sangrando. Porém, quando Alvo apareceu mais tarde com chocolates, Scorpius a olhou com a expressão mais maligna do mundo, saindo de forma dramática, dando uma batida de ombro em Alvo.

Alvo ficou com Lively na enfermaria por quase uma hora. Madame Pomfrey não fez muitas perguntas e pareceu acreditar na história que ela contou, sobre um novo acidente com o salgueiro lutador. Dessa vez, Alvo não trouxe a Parkinson e nem tocou no nome dela. Foi como nos velhos tempos, só os dois e o mundo em volta. Alvo contou como estavam os treinos de Quadribol (ele é apanhador como o pai) e como Scorpius (que é o capitão) estava fazendo um regime de treinamento escravo para o time.

Livy contou para ele sua rotina e como estava exausta de tanto estudar. Não teve coragem de contar os detalhes do ataque e ele também não perguntou, nem questionou o porquê de ela não contar o que aconteceu para seu pai. Assim se passou a última hora, perto da 22:00 ele disse que iria deixá-la dormir.

— Você deve estar cansada e eu aqui te enchendo, vou deixar você dormir.

— Estou mesmo cansada, não é todo dia que sou atacada, né?

— Não brinque com isso Lively. Poderia ter acontecido algo pior, uma maldição da morte!

— Mas eu estou bem.

— E é isso que importa — ele veio e a abraçou. — Senti sua falta e nem sei porque nós falamos tanto pouco desde o ano passado.

— Eu também senti a sua — respondeu com o coração acelerado. Ela até tentou disfarçar que não estava eufórica com aquele abraço inocente mas  não se saiu tão bem nisso.

Quando ele foi embora, deixou Lively com suas reflexões, ela sentiu que devia ter falado que a culpa era dele se tinham falado tão pouco, que tinha se apaixonado por outra garota e se afastou dela. Podia ter dito tanta coisa mas a chance passou. Ajeitou o travesseiro, tentando organizar as ideias, mas a única coisa que ela conseguiu foi se questionar ainda mas, será que ela ainda gostava dele? Como ele podia se aproximar, com os braços abertos, justo agora que ela achava que estava superando e seguindo em frente? Infelizmente, eles eram só amigos e, pelo jeito, essa condição não mudaria. Lively suspirou alto e adormeceu em seguida.

Pela manhã Rose a acordou toda empolgada como sempre.

— Acorda Longbottom tenho novidades quentes para você — Rose disse chacoalhando a amiga sonolenta. — Abre os olhos preguiçosa!

— Que horas são Weasley? — Lively disse tentando abrir os olhos.

              — Já passou da hora de você levantar. —  ela respondeu arrancando o edredom que cobria a amiga —  E você tem sorte de ser domingo, se não eu teria vindo mais cedo.

— Para mim ainda é muito cedo — resmungou Livy puxando novamente o edredom e cobrindo a cabeça.

— Sério que você não quer saber das últimas novidades de uns certos Sonserinos? — e fingiu que ia sair da enfermaria mas Lively foi mais rápida, sentou se na cama quase desperta.

—  Se você tem novidades, isso quer dizer que, depois que ele saiu daqui, falou de mim. — Rose abriu um sorriso enorme com a empolgação da amiga — Desembucha logo!

— O Rudolf me contou que ontem por volta das 23:00, Alvo entrou no dormitório e encontrou o Malfoy deitado em sua cama encarando o teto e falando sozinho e...

“— O que deu em você, falando sozinho...

— Só estava pensando que a gente devia contar a alguém — disse Malfoy pensativo.

— Se ela não quer, não podemos obrigá-la — respondeu Alvo enquanto trocava suas vestes por pijama.

— Acho que ela está escondendo algo...

— Se tiver escondendo, na hora certa ela conta. Você sabe que ela sempre foi mais de escutar que falar.

— Porque você está tratando a situação com tanto descaso? — E se levantou da cama de forma bruta  — É sua culpa Potter! — acusou Malfoy com o dedo em riste.

— Minha culpa? De quê exatamente? — Indagou confuso.

— Você deveria estar protegendo ela, ela espera isso de você, e agora vem com esse descaso.

— Ela é minha melhor amiga, já te disse isso. Eu sei que andei ocupado mas eu não sou meu pai, não posso proteger todo mundo! – Gritou Alvo nervoso.

Scorpius começou a alisar a varinha, pensativo.

— Eu sei cara, foi mal. Talvez a gente possa dar um jeito nisso sabe, voltar ao local, ver o que podemos investigar, acha que dá para fazer isso?

— Não sei e porque você se importa tanto? A Livy é minha amiga e você não suporta ela.

— Eu não me importo com ela — disse Scorpius se justificando confuso — Eu faria isso por qualquer pessoa, qualquer uma, e a Lively é uma, quer dizer pessoa, mas e você?

— Eu? Você acha que não me sinto mal por estar lá e não conseguir fazer nada?

— Você não parece se importar, não o suficiente — disse Scorpius fechando as cortinas em volta da cama.

— E você parecesse se importar até demais.”

— E a conversa acabou por aí, segundo o Rudolf, porque Scorpius não quis mais papo — Rose disse sentando aos pés da cama em que Lively estava — Amiga, foi desse jeito que ele me contou e sabe o que isso significa?

— Que o Malfoy contrabandeou algum tipo de esteroide trouxa e tá ficando cheio de músculos e pirado?

— Não seja ridícula, ele gosta de você!

— O quê louca? —Lively disse jogando o edredom de lado e se levantando.

— Scorpius Malfoy está louquinho para te pegar de jeito garota e você perde seu tempo, gostando do meu primo — Rose segurou ela pelos ombros a chacoalhando.

— Miga, você está muito louca!

— Tá na hora da fila andar Livy. Talvez vocês possam ir até ao baile juntos.

— Ah claro! Eu vou ser, agora, a progenitora dos próximos loirinhos platinados, com nome estranho — Lively tirou a camisola e vestiu sua roupa.

— Para de ser irônica, você falou que ele tá gostoso.

— Falei, mas não nesses termos. Eu disse que ele tá cheio de músculos e...

— Então, hora de partir para cima dele. Ele tá solteiro, você tá solteira...

— Eu não vou fazer isso Rose.

— Ai não? Duvido que você seja capaz de dar uns amassos nele. Quem sabe, talvez meu primo ficasse com ciúmes.

— Não adianta usar essa psicologia inversa trouxa não. Eu já disse. — Lively respondeu, parando diante de um espelho próximo e analisando sua imagem — Eu até gosto da ideia do Alvo sentindo ciúme, mas Rose fala sério.

— Não fala sério você, tá na hora de acordar para vida, parar de sonhar e viver, quer saber vamos fazer uma aposta.

— Uma aposta? Para de ser infantil e ridícula.

— Vai sim, se não fizer, vou espalhar pra geral que você gosta do Alvo.

— Você não faria isso!

— Faria sim, mas eu sei você não é capaz mesmo — disse Rose desafiadora.

— Eu não vou fazer e... – Rose a  interrompeu.

— Me deixa falar, é uma aposta. Te dou um mês para conquistar o Malfoy, não é para casar, é para dar uns amassos nele. Se você fizer isso faço o que  você quiser.

— Não tem nada que eu queira que você faça. — Lively respondeu revirando os olhos.

— Eu posso te dar o livro. — ela disse sorridente —  Você quer ser curandeira, ele iria te ajudar em poções.

Lively parou e encarou a amiga por alguns minutos. Agora ela tinha dito algo que interessava, ela sempre quis o livro. Qual livro? Vocês sabem que o Sr. Potter virou mestre em poções, por volta do seu sexto ano em Hogwarts e, supostamente, seu livro de poções deveria ter sido queimado na sala precisa, durante a segunda guerra bruxa. Isso teria acontecido, se uma garota de cabelos castanhos cheios não tivesse seguido Harry Potter, pegado o livro  onde ele havia escondido e guardado, para caso ele tivesse a ideia de voltar para buscar. No quinto ano de Rose, Hermione confidenciou a história e o livro. Desde então, Lively vem sonhando em pôr suas mãos nele. Severo Snape foi o melhor mestres de poções dos últimos tempos, mas será que valeria o risco de se expôr, por um velho livro de poções?


Notas Finais


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Muitas emoções ainda estão por vir =D
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