1. Spirit Fanfics >
  2. A Disputada >
  3. Virou de ponta-cabeça

História A Disputada - Capítulo 36


Escrita por:


Notas do Autor


Oieeee galera!❤
Já faz 84 anos... Mas aqui estou eu de volta kkkkkkkkkk
Acho que vou desistir de pensar que vou atualizar mais rápido, porque sempre que penso nisso, acontece algo que me faz atrasar muito. Me desculpem mesmo, pessoal <3
Mas não desisto dessa fanfic jamais! Voltei e já aviso que o próximo capítulo, narrado pela Ino, está escrito pela metade. Ou seja, vou tentar voltar ao meu ritmo semanal kkkkkkkk já escrevi duas das fanfics dos ciclos dos projetos, então tô um pouco mais livre — embora amanhã os ciclos de reiniciem.
Sem mais delongas, me desculpem e boa leitura!❤
Narrado pelo Naruto — e inicia no dia seguinte à briga, antes do salto temporal que a narração da Sakura teve no último capítulo😍

Capítulo 36 - Virou de ponta-cabeça


Dia seguinte à briga


Minha vida tá virando de ponta-cabeça nos últimos tempos. A cada instante acontece algo mais e eu só consigo pensar se ainda é possível que em algum momento tudo fique bem de novo.

O que, afinal, o Kotetsu estava fazendo? Por que ele atropelou a Sakura? 

Eu não consigo entender. 

Mais cedo, quando constatamos isso nas imagens das câmeras de segurança da rua, Ino saiu decidida da sala. Ela certamente sabe mais do que nós, mas não quer nos contar. Depois da briga e da revelação que ela sabia de tudo sobre Sakura, me pergunto o que mais a Uchiha nos esconde. 

E sobre tudo aquilo… não consigo olhar na cara do Sasuke depois do que rolou ontem. Ainda estou muito chateado pela confusão e tudo que ele me falou. Basicamente de agora em diante pretendo ser meramente profissional com ele, no limite do quanto isso for possível. É impressionante ver que aquele que eu chamava de irmão de uma hora para outra passou a ser a pessoa que eu menos quero ver na vida. Só o fato de estarmos no mesmo ambiente já causa um clima tenso, e estamos tentando ignorar isso por conta do trabalho. 

E com essa nova descoberta sobre o atropelamento de Sakura, cada vez mais coisas se embolam em minha mente, deixando-me confuso e preocupado. Itachi disse que enviará as imagens para um perito amigo dele avaliar e depois disso, tentaremos entender o que aquilo significa, e principal: quem está por trás de tudo.

Seria Kotetsu o mentor também? Alguma pessoa infiltrada? Não sabemos, mas com certeza eu não sou o único que tem um nome martelando na cabeça incessantemente: Gaara no Sabaku. 


[...] 


Uma semana depois

Residência Uzumaki


— Naruto, você parece tão distante… o que rolou? 

— Nada não, Hanabi. — Sorrio, tentando tranquilizá-la. 

— Tem três dias que estou aqui visitando vocês e você está muito pensativo. Sério, tem algo mais acontecendo? — A Hyuuga se aproxima de mim, preocupada.

— Não… tô falando sério, fica tranquila — minto.

Ela arqueia uma sobrancelha, desconfiada, mas não insiste. Diz simplesmente:

— Você vai trabalhar hoje, não é?

— Sim… as coisas não podem parar — respondo de forma anasalada. — Quer mesmo ficar com Boruto de novo? Será o terceiro dia consecutivo, não quero te…

— Não é fardo algum cuidar do meu sobrinho — afirma ela com um sorriso. — Enquanto eu estiver de folga, cuidarei dele com todo carinho. 

— Obrigado, Hanabi. 

— Tiaaaa! Papai, você já vai sair? — Boruto chega correndo e para na minha frente.

— Sim. Mais tarde nos vemos, filho — digo baixinho e abraço-o com cuidado. Eu só queria ficar mais um tempinho com ele, mas… não posso. 

A Kurama Construções está simplesmente uma loucura. Desde que Sasuke e eu deixamos de nos falar além do necessário no âmbito profissional, muitas coisas atrasaram por falta de comunicação entre nós. Perdemos licitações e alguns funcionários pediram demissão. Como empresários, estamos preocupados com tudo e por isso tanto eu quanto ele estamos tentando reverter a situação, mas… nosso clima e nosso ritmo estão longe de serem os mesmos de antes. 

Ino e Shikamaru estão resolvendo muitas coisas por nós, mas até eles estão sendo afetados pelo clima terrível e sério que se instaurou. Admito que pensei algumas vezes nos últimos dias de vender minhas ações da metade da empresa que tenho para ver se talvez isso melhora. Mas não posso simplesmente abandonar o trabalho de uma vida inteira assim — além de que eu preciso de uma renda fixa para poder criar Boruto com o conforto que ele merece. Se eu vendesse, iria ganhar um bom dinheiro, mas uma hora ele iria acabar. Como eu ficaria? Se arrumasse outro emprego, certamente não ganharia tanto quanto atualmente como sócio. Deixei de lado essa ideia maluca, mas ela sempre me assombra quando chego na empresa e me deparo com a situação em que está.

Itachi disse que o perito contatou que aquele das gravações é, com certeza, Kotetsu; agora a dúvida está em qual seria a relação entre os fatos que o envolvem. Ele trabalhou nas obras em que os Sabaku nos acusaram por irresponsabilidade técnica, assim como na casa que desabou parcialmente naquele dia e agora descobrimos que é o autor do atropelamento de Sakura. Suspeitamos, é claro, que o maldito trio Sabaku está envolvido nisso, mas novamente estamos empacados em uma situação: não temos provas

Ino disse que as conseguiria, mas não disse como, e basicamente tudo que sei sobre ela e Gaara é que eles finalmente terminaram oficialmente. 

Suspiro e solto Boruto, dirigindo-me mais uma vez à empresa que está tirando meu sono.


[...]


Sala de Naruto


Tenho evitado pensar em Sakura depois de tudo, mas sempre que entro aqui, as lembranças de nossos beijos e o calor que nos envolveu naquele momento afloram com força. Por que ela fez isso comigo?

Fomos manipulados para o divertimento dela? É o que parece. Algo em mim se recusa a acreditar nisso, mas tenho que ser racional nesse ponto.

Ino disse que havia uma "verdade" que nós não sabíamos, mas desistiu de tentar nos contar ao perceber que realmente não nos interessava. Eu não consigo pensar em nada que justifique tudo que aconteceu. 

Há uma mágoa dentro de mim, mas ela se mistura a algo que não consigo esconder mesmo com toda a racionalidade que tento manter: o amor que desenvolvi por aquela médica. Senti um medo irracional quando soube de seu atropelamento. Mesmo depois de tudo, eu queria protegê-la.

Droga, agora eu sou um homem completamente apaixonado por alguém que eu nem sei se existe mesmo ou se eu inventei. 

Lembro-me da delicadeza dela, de seu sorriso, de nossas conversas… E simplesmente não consigo acreditar completamente que tudo era mentira. Mesmo que não pareça que há explicação, meu coração diz que há. Tolice minha ouvir isso. 

Respiro fundo quando escuto batidas na porta.

— Entre. 

Sasuke surge com alguns papéis nas mãos e se aproxima de minha mesa.

— Aqui está a papelada da licitação que Itachi conseguiu depois de toda aquela dificuldade. — Joga os documentos a minha frente. — Fiz as listas do que será necessário e um breve orçamento, preciso que você designe o profissional e faça uma pesquisa de mercado para eu poder finalizar o preço.

— Okay. Amanhã te entrego. 

— Amanhã?

— Sim. Não lembro de você ter dito que era urgente.

Ele cruza os braços.

— Que seja. 

— E o hotel?

— Ao que tudo indica, o perderemos. 

— Droga.

O Uchiha meneia a cabeça concordando. Vira-se então e sai da sala silenciosamente, deixando-me com o barulho dos meus pensamentos.

Agora é isso. Simplesmente assim. E não está dando certo.

Sei perfeitamente quem, se estivesse aqui, agora estaria tentando fazer-nos voltar ao normal ou então já teria me dado um tapinha para fazer as pazes. Desculpa, Hinata. 

Suspiro e olho para o teto, prestes a ceder a vontade que cresce em mim na última semana. Será que eu devo? 

— Eu preciso… — murmuro sozinho ao mentalizar o que quero fazer. 

Não aguento mais e agora não se trata de querer: eu preciso muito ir. 


[...]



Não importa. 

Não interessa quantas vezes eu venha aqui, quantos anos se passem, minhas lágrimas sempre escorrem incessantemente.

A tristeza que sinto quando releio o nome de Hinata e o de Himawari na lápide é simplesmente indescritível. Minha filha não teve sequer a chance de conhecer o mundo… Abaixo-me e jogo devagar os lírios brancos que comprei pelo caminho sobre o túmulo. 

— Hima… papai nunca pôde te ver, mas tenho certeza de que você ia ter o rostinho mais lindo do mundo — murmuro chorando. — Agora que tem três aninhos, deve ser uma menina bem arteira, assim como Boruto foi nessa idade. Você tá dando muito trabalho para sua mãe aí no céu?

O vento gélido me envolve subitamente e sorrio em meio ao sal de minhas lágrimas.

— Seja sempre comportada, filha. Quando chegar a minha hora e eu for aí te ver, prometo que vou te abraçar bem forte para poder tentar matar um pouquinho dessa saudade que tá doendo aqui dentro. — Coloco uma mão em meu rosto, entre soluços. Alguns segundos depois, minha voz volta e termino: — O irmaozão tá com muita saudade de você e da sua mãe também, assim como eu. Agora preciso falar um pouquinho a sós com minha outra pérola, Hima. Beijo do papai. 

Encosto devagar minha mão sobre o túmulo gelado e suspiro com aquele silêncio ensurdecedor e mórbido.

— Hina… desculpe, sei que você não está feliz com o que está acontecendo na Kurama. Você viu aquela empresa nascer e sonhou junto conosco, então acho que deve estar tão triste quanto eu. Eu pensei que finalmente havia conseguido seguir seu pedido, meu amor. Jurei ser feliz e pensei que minha felicidade estava na forma de uma flor em meus braços, mas tudo desmoronou subitamente. Eu não sei o que fazer. Eu estou apaixonado pela Sakura, e ainda te amo, mas agora estou magoado e triste. Parece contraditório, mas dentro do meu peito tudo isso está acontecendo e hoje eu sei que é possível. Ela me enganou? Eu devo perdoá-la por isso? Eu errei em abrir meu coração a ela? Não sei. Nós nem tínhamos um relacionamento sério, eu não deveria estar assim, mas… meu amor me impede de esquecer. Não estou magoado com Sasuke por conta do que ele tinha com Sakura, mas sim pelo que ele me disse naquele dia. Eu percebi imediatamente que ele não sabia de nada porque confiei nele, mas quando foi para ele confiar em mim, preferiu me acusar de coisas que eu jamais faria. Você também ficaria chateada, Hina. Mas eu sinto que tudo isso tá destruindo minha vida aos poucos… não quero preocupar sua irmã ou minha mãe, mas eu não tô mais aguentando. Eu não sei o que tenho que fazer, meu amor… me ajuda… — Minha voz some completamente e é substituída por soluços e o som do meu choro. Não consigo parar de chorar, finalmente desabafei o que estava preso dentro de mim e infelizmente sei perfeitamente que minha pérola não pode me responder. 

Mas tenho certeza que ela ouviu tudo, porque sinto seu calor. Não sei como, mas sinto dentro de mim o calor que só minha linda esposa tinha. 

Nosso amor transcende os limites da vida e da morte e é através dele que consigo sentir esse abraço de almas.

E é com ele que me acalmo. 


[...]


Final da tarde

Residência Uzumaki


— Papai! Você chegou cedo! 

A voz animada de meu filho consegue arrancar um curto sorriso de mim. Abaixo-me para abraçá-lo e afagar seus fiozinhos loiros.

— Sim, hoje sim. Vou ter que fazer umas coisas em casa, mas cheguei mais cedo.

— Que legal! 

— Você não costuma trazer trabalho pra casa. — Escuto a voz de mamãe ao fundo e aos poucos ela se aproxima com Hanabi. 

— Mãe? 

— Ah, eu e seu pai decidimos dar uma passadinha aqui essa noite. Desculpe não ter avisado.

— Não, não se preocupe — digo rapidamente. — Já falei que você pode vir na hora que quiser. 

— Você tá melhor, Naruto? — indaga Hanabi.

— Eu tô bem, cunhada. Não precisa se preocupar comigo.

— A coisas da empresa tão mais leves? Por isso chegou cedo? — pergunta papai, aproximando-se de mim.

— Leves? Ah, com certeza não. É que… — Viro-me novamente ao meu pequeno. — Fui visitar sua mãe hoje — finalizo carinhoso.

Os olhos azuis imediatamente demonstram tristeza. Às vezes vou com ele ao túmulo de Hinata e a reação é sempre a mesma: ou um choro contido ou esse olhar cabisbaixo. Nunca vou entender ao certo o que se passa no coração de meu filho, mas eu sei que dói. E minha função, enquanto pai, é dar todo o apoio que ele precisa sempre que a saudade doer. 

Minha mãe pousa uma mão em meu ombro e afaga com cuidado. Eu só queria ser um pai tão bom para Boruto quanto os meus são para mim. 

Meu pequeno levanta a cabeça e pergunta baixinho:

— Falou com ela? 

— Falei, falei sim… e tenho certeza que ela ouviu lá do céu. — Sinto meu coração apertar.

— É claro que ouviu, mamãe é bem atenta. — Seu sorriso renasce. — Dá pra sentir. 

Meneio a cabeça, concordando. Sempre me impressiono com Boruto e agora a emoção está entalada na garganta.

— Querido, vem aqui com a vovó… você não terminou de tomar seu achocolatado — murmura mamãe, sendo imediatamente obedecida por meu filho. Hanabi permanece parada onde estava, derramando lágrimas silenciosas ao lado de meu pai.

Aproximo-me dela e a abraço. Sei bem o quanto ela era ligada à Hinata e o quanto a perda de minha pérola foi duro para ela. 

— Naruto — inicia Hanabi, desvencilhando-se de mim. — O que realmente está acontecendo? Sério. Você não vai sempre à sepultura de minha irmã porque aquele lugar é uma lembrança horrível do que aconteceu. Está angustiado, dá pra perceber. Algo está te incomodando, não é?

— Hanabi… — Suspiro. — Não quero te incomodar.

— Eu sei que não é só por conta da briga com Sasuke. Talvez até seja, mas tem algo a mais — pontua papai. — Você ainda não contou o motivo de terem brigado.

— Tudo bem… — digo, dando-me por vencido. — Foi por causa de… uma mulher. 

— O quê? — A Hyuuga volve seus olhos perolados para mim. — Você realmente conseguiu se abrir?

Por um instante, penso que ela estava brava comigo, mas seu sorriso demonstra uma alegria genuína. 

— Sim, mas… há muita coisa envolvida.

— Dona Kushina estava certa! Essa tal Sakura é muito sortuda. Tenho certeza de que minha irmã está feliz por sua coragem.

— A mamãe te contou?!

— Mais do que você imagina — fala meu pai com um sorriso.

— Eu não acredito… — sussurro, surpreso. 

— Papai! Você brigou com a tia Sakura? — Boruto reaparece correndo. Mamãe surge atrás dele com um olhar receoso para mim e eu me abaixo para ficar da altura de meu menino.

— Não exatamente, eu acho. Mas isso não é assunto para você. — Dou um beijinho em sua testa. 

Meu filho levanta o olhar e cerra os olhos.

— Não sou um bebê.

— Ah, claro que não é. — Rio um pouco. — Você só tem sete anos, Boruto. Não pode saber de tudo. 

Ele olha para mim com um quê de irritação e eu desato a rir. Quando eu era criança, também tinha essa mesma teimosia. 

Todos nós vamos assistir algo e depois pedimos pizza para o jantar. A preocupação não me abandona, mas estar em família ajuda muito. 

Mais tarde, levo Boruto para a cama, mesmo que ele quisesse mais desenhos animados. 

— Mas pai…

— Nada disso. Você tem aula amanhã! 

— Ah… — bufa e senta-se na cama irritado. Por minha vez, espreguiço-me e bocejo, cansado.

— Papai.

— Oi?

— Você tá muito bravo com o padrino?

Ainda de pé, olho para ele. Sentadinho sobre a cama e com um olhar sério, Boruto parece realmente curioso. Bem, eu prometi a mim mesmo que seria sempre aberto na medida do possível com meu filho, então digo com sinceridade:

— Estou sim. — Fito o olhar dele se mover pela cama, aparentemente reflexivo. Sorrio com essa tentativa de seriedade vinda de uma criança que ainda está acostumada a chamar carinhosamente seu padrinho de "padrino".

— E com a tia Sakura? Também tá bravo?

— Sua avó ainda dizendo o quê exatamente para você?

— Eles pediram desculpas? 

— É mais complicado que isso.

— Por quê? 

— Bem…

— Não precisa ser complicado. Quando a gente briga, é só pedir desculpas e entender — diz inocente. — Pra quê complicar? 

Sorrio. No fundo, ele tá certo.

— Adultos são complicados, filho.

— Crianças também, mas os adultos não ligam.

— Sério? — Deito-me na cama, rindo com a indignação do pequeno. — Mas eu ligo.

— Então por que não tenta pedir desculpas?

— Eu não devo desculpas a ninguém nessa história.

— Vocês já conversaram?

— O quê?

— Tia Hanabi disse que conversar resolve todas as brigas do mundo, então acho que vai dar certo com você, o padrino e a tia Sakura.

— Nem sempre é assim, Boru…

— E se for um mal entendido? 

Sou pego se surpresa por essa indagação. É justamente a dúvida que vem me assombrando: será que tudo não passa de um mal entendido?

— Como assim?

— Sabe, fiquei com muita raiva da minha amiga Sumire na escola. Ela parou de brincar comigo para brincar só com o Mitsuki e eu fiquei muito triste. Pensei que não ia ser mais amigo dela. Mas a tia Hanabi me disse que eu deveria conversar para saber o que tava acontecendo, e aí descobri que ela tinha ficado triste porque eu quebrei o giz de cera dela e não tinha pedido desculpas. Agora somos amigos de novo! Conversa com eles, papai. Conversar resolve. 

Pisco duas vezes, atônito. Meu filho é um gênio.

Uma história tão simples contada com tanta inocência pelo meu pequeno subitamente me parece cheia de significado. 

É óbvio, mas meu orgulho não me deixava levar essa hipótese em consideração. E se eu tentasse realmente... conversar? 


[...]


Duas semanas depois

Kurama Construções


As coisas na empresa continuam andando devagar, embora Sasuke e eu estejamos nos falando ainda mais — mesmo que dentro do profissional. Incrivelmente, ele me chamou para conversar há duas semanas, coincidentemente depois de eu ouvir um conselho ótimo de meu filho sobre isso, mas naquele momento foi que percebi que… Ainda não estou pronto para conversar com ele. Aquelas acusações que ele me fez ainda doem e me deixam irritado, então prefiro dar um tempo até ficar melhor disso.

Além do mais, acredito que tudo tem que ser explicado por uma terceira pessoa, alguém de cabelos róseos e estonteantes olhos esmeraldinos, e não apenas por nós. 

Itachi, Sasuke, Ino e eu estamos agora reunidos em uma sala conversando sobre o hotel que o diretor da faculdade quer construir. Pensávamos que tínhamos o perdido, mas parece que ainda há escapatória, e por isso estamos vendo as melhores estratégias para conseguir esse empreendimento de porte gigante.

É quando, subitamente, o celular de Ino toca.

— Amiga, tô em reunião, não posso falar… — diz rapidamente, mas de uma hora para outra seus olhos se arregalam, assustando-nos. — O quê? A Temari…?!

Sasuke, ao lado dela, revira os olhos ao ouvir o nome da Sabaku. 

— Espera, você tem certeza? O Shik... Tá, tudo bem, eu já vou aí. Fica calma. — A loira está suando frio e tenta manter a calma, mas assim que desliga o telefone, levanta-se em um pulo.

— Pessoal, vocês precisam vir comigo.

— Ir aonde? — indaga Itachi.

— À Clínica Katsuyu. A Temari… — Ela engole em seco, tremendo. — … foi envenenada.

— O quê? — Sasuke levanta o olhar. — Isso é terrível, tomara que ela esteja bem. Mas eu não vou ao hospital, você sabe que não gosto dela.

— Digo o mesmo — reitero. 

A loira parece desistir de seu autocontrole e bate com força na mesa, lacrimejando.

— VOCÊS NÃO FAZEM IDEIA DO QUE ESTÃO DIZENDO! — Ofega, irritada. — Ela está fazendo tudo por vocês… vocês não sabem… — Lágrimas começam a escorrer pela face pálida da Uchiha. — O Shikamaru também foi envenenado, mas tá um pouco melhor. Ele foi quem me chamou…

— O Shikamaru? Envenenado? — Sasuke e eu nos levantamos e dizemos em uníssono.

— Sim — confirma angustiada. — E se for o que eu acho… eu… 

— Vamos logo — finaliza Itachi e todos seguimos decididos em direção à Clínica Katsuyu.

No caminho, penso na reação de Ino, mas sei que ela não vai revelar nada que não queira e preocupo-me muito com Shikamaru e até Temari. Não gosto dela, mas isso não significa que sou inteiramente indiferente a um envenenamento. Será que foi provocado por alguma comida estragada? Ou alguma ingestão de alguma química por engano? Mil teorias passam pela minha cabeça.

Ao chegarmos, preocupo-me inicialmente com o risco de encontrar Sakura, mas lembro-me de que ela é pediatra, então estará na ala infantil, e me tranquilizo. Andamos por corredores que eu infelizmente conheço bem até chegar em uma sala.

E lá estava Shikamaru, pálido, suado, claramente fraco, mas inquieto e angustiado.

— Você trouxe todos eles, Ino… — murmura quando nos aproximamos e ela o abraça.

— Você está bem? — perguntamos quase todos ao mesmo tempo.

— Eu… acho que sim… — responde baixinho e uma voz feminina surge atrás de mim.

— Senhores, ele ainda… não pode falar muito.

Viro-me assustado e com o coração acelerado por reconhecer a dona daquela forma de falar. A voz estava trêmula, carregada de insegurança e tristeza, e ao fitá-la, percebo que está envergonhada e nervosa. 

Mas é ela. Sakura Haruno, a pessoa que bagunçou minha vida, está aqui a minha frente. 


Notas Finais


Okay, eu quase chorei escrevendo esse capítulo kkkkkkkkkk tô muito sensivel aaaaa
Galeraaaaa, as fanfics que andei escrevendo nos últimos tempos finalmente tão saindo! Postei recentemente "Lembranças", uma one-shot NaruSaku pelo @ProjetoHaruno, e "Gelo na Piscina", minha short-fic para o @SuikaPjct já está com os dois primeiros capítulos postados! Por norma do primeiro ciclo, essa short está sendo postada pelo perfil do projeto SuiKa (Suigetsu e Karin)
E também postei a one do aniversário do Sasuke, intitulada "Palavras", uma SasuSaku Sasuke!centric UN que vai ganhar um bônus!

Enfim, demorei na atualização aqui porque realmente estava atarefada, mas juro que não quero mais que isso aconteça. Vou tentar me organizar para atualizar frequentemente pra vocês❤
Obrigada por lerem e até a próxima!❤❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...