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História A Dívida do Destino - JonaDio - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente, eu estou triste de quarentena. O corona vírus já está se alastrando pela minha cidade e agora estão todos presos nas suas casas, mehh... Mas eu e minha família estamos bem, só tá chato mesmo HAHA!!
Já que a faculdade suspendeu as aulas eu ando com mais tempo para organizar a fanfic, inclusive já posso confirmar que vão ser 9 capítulos ao todo!!
Muito obrigada pelo apoio e pelos comentários, boa leitura!! Muak!!

Capítulo 2 - O Sonho


A noite abraçava aquela cidade no Egito com seu frio seco e clima sombrio. DIO acabara de dispensar seus novos subordinados, outros usuários de Stand.

Eles haviam sido convocados pela Enya e pareciam ser, no mínimo, utilizáveis. Necessitava de servos para alcançar o seu objetivo. Porém, agora precisava repousar, os dias anteriores foram estressantes.

“Joestar...Jonathan Joestar...”, colocou a mão na marca de nascença em formato de estrela que se encontrava próxima de sua nuca. “Mesmo morto aquele bastardo ainda me atormenta, seu sangue fervente ainda queima minhas veias...Tenho que acabar com os últimos vestígios de minha humanidade.”

É como se tudo que há em seu interior quisesse se encaixar. Ele é somente uma criatura tentando fugir de tudo que está dentro de si, com apenas uma vela para lhe guiar, não conseguindo ver nada além de si mesmo. Tudo o que ele sabia era que seu inimigo era invisível...e DIO não fazia ideia de como lutar contra...

Se dirigiu a seu aposento, desviando dos corpos vazios e frios de donzelas que se alimentou deitados nas escadas. Sugar suas vidas eram tentativas falhas de silenciar os restos mortais de Jonathan.

Podia sentir sua voz ecoando nos confins de sua mente.

“Dio... Como você mesmo disse, nossos destinos são um só.”

“Cala a boca...”, apressou o passo em direção ao seu quarto.

“Sinto um estranho carinho por você.”

Sentia que já ouviu isso antes, em algum lugar, mas é uma memória extremamente falha. Já conseguia enxergar a entrada do quarto que era composta por duas grandes portas.

“No final, nossos destinos se tornaram um só, não sumimos com aquela explosão, mas estamos aqui.”

DIO passou pelas portas quase correndo e as fechou de maneira brusca ao entrar no aposento, assim esbravejou:

- JÁ ESTOU FARTO DE SEUS SERMÕES! ESTOU FARTO DE SUA COMPAIXÃO! ESTOU FARTO DE SUA VOZ! ESTOU FARTO DE SUA PRESENÇA! – Suas veias saltavam em seu rosto, não se importava se alguém ouvisse seus berros de fúria.

Encostou-se nas portas e assim ficou, pelo menos até recuperar a calma. Lentamente foi relaxando os músculos e recuperando o equilíbrio emocional.

“Eu, DIO, não posso perder a calma”, respirou fundo. “A cabeça controla o corpo, não o contrário.”

Olhou para uma prateleira que permanecia acima de sua escrivaninha, lá encontrava-se algo coberto por um pano branco. Ver aquela imagem em particular o fez retomar a tranquilidade.

Os sussurros finalmente cessaram, pode então deitar-se em sua cama e por fim descansar. Se espalhou pelos lenços e acomodou-se com os diversos travesseiros, estava exausto.

Contatar tanto os usuários dos Deuses Egípcios quanto procurar os usuários das Cartas de Tarot fora cansativo. No entanto, todos se apresentaram leais aos seus comandos. Só tinha receio que todos se demonstrassem inúteis aos seus planos, descartá-los para encontrar outros seria fatigante.

Admirou mais uma vez o objeto coberto na prateleira antes de cair no sono.

 

---

 

Aquele era o vazio, um lugar totalmente branco, sem nada, absolutamente nada. DIO se encontrava lá, deitado no chão não existente. Abriu os olhos e logo reparou que não estava em seu leito.

Foi levantando-se com cautela, esperando que fosse um tipo de emboscada, que estivesse sob a presença de algum inimigo.

Não via nada, não ouvia nada, não sentia nada, era realmente um vazio. Contudo, notava-se extremamente exposto naquela situação.

- O que pretende fazer?! – Algo soou em suas costas. Virou-se para atacar a figura atrás de si, no entanto interrompeu bruscamente seu movimento ao ver aquele semblante.

Era Jonathan.

Exatamente igual à última vez que o viu.

Exatamente igual no dia da explosão.

Cabeleiras morenas, sobrancelhas grossas, olhos azuis como o céu, vestindo uma camisa social com colarinho, botas por cima da calça, ambas marrons.

Seus olhos cianos observavam DIO com desespero, sua boca tremia, sempre hesitante ao se dirigir ao loiro. Estar presente de uma criatura tão complexa e magnifica como DIO fazia você ter receio de falar qualquer coisa:

- Paraíso? O que isso significa pra você, Dio? Essas buscas...esse reinado...pra que?! Já não tem tudo o que precisa pra viver bem?!

Não podia acreditar, era ele. Jonathan Joestar, seu irmão adotivo, seu rival, seu corpo. Ainda mantinha a presença marcante, como se DIO encarasse o próprio Sol. Deu um passo para trás e soltou com a voz um pouco trêmula.

- O que faz aqui?! Que lugar é esse?!

A assombração notou o medo disfarçado na voz do Lorde das Trevas. Aquela entonação o obrigou a relaxar, para assim não parecer tão assustado também.

- Essa foi a única forma que eu encontrei de fazer contato direto com você. Estamos em seu subconsciente, quase uma espécie de sonho. – Deu um passo para frente para diminuir distâncias.

Em resposta, o vampiro deu outro passo para trás.

Um fantasma?! Sério?! O trauma pode fazer coisas como essa?! Ou era só o estresse se manifestando de uma maneira anormal? De um jeito ou de outro aquilo o deixava instável.

Abaixou a cabeça e assim se manteve por quase um minuto, então começou a rir. Uma risada quase histérica, porém, bem leve. Podia sentir seu desespero pelos pequenos ecos do vazio em que se encontravam.

Nunca teria paz? Já estivera mais de um século na solidão do oceano e, desde então, nunca tirou o irmão da cabeça. Aqueles segundos antes da explosão sempre o atormentavam quando possível.

Aquele que sempre humilhou, sempre culpou por sua desgraça. Aquele que o derrotou e o fez se encontrar em uma situação patética onde perdera seu corpo. Aquele que, apesar de tudo, respeitou no final e o viu como um igual.

Cessou a risada ao desferir um ataque no irmão, porém Jonathan, surpreendido, conseguiu segurar o punho de DIO a tempo. Aquilo sim foi assustador.

DIO o sentiu, ele tinha textura, era algo material. Foi mais assustador do que ver um fantasma. Seu punho relaxou depois de sentir o contato, cipós roxos espinhosos cresceram do braço de Jonathan e juntaram suas mãos, como havia feito com The World.

- Meu espírito ainda está preso ao meu corpo, Dio. Nossos destinos se tornaram um só.

Era patético, a situação que se encontrava era humilhante, tinha perdido a compostura na presença de seu rival.

Bom...pelo menos, aquilo se parece com ele.

A fim de tomar o controle da situação, soltou sua mão de maneira bruta e estalou a língua.

Não podia se deixar levar por seus medos, tinha que superá-los! Tinha que superar seu trauma.

- O cérebro realmente gosta de fazer piadinhas de mal gosto... – Não conseguia esconder sua voz trêmula muito bem, mesmo mantendo a postura ereta e orgulhosa.

- Eu só quero conversar. Quero ter pelo menos uma conversa sincera com você, sempre que trocávamos palavras você estava usando uma máscara ou estávamos batalhando até a morte. – Dispensou a Stand de seu braço, como um sinal de trégua. – Primeiro... o que é esse “Paraíso”?

- Eu, DIO, não terei um diálogo filosófico com meu fantasma, lhe devo nenhuma explicação de meus atos. Eu comando e você obedece, Jojo... – Cuspiu seu nome ao vira-se de costas a ele, seguiu seu caminho a fim de se afastar do aspecto de seu irmão e encontrar uma possível saída daquele local estranho.

- Nem você sabe, né? Não adianta mais esconder mais nada de mim agora que compartilhamos o mesmo corpo. Tenho todas as suas memórias, escuto todos os seus pensamentos e sei de tudo que você sente. – Dessa vez não quis diminuir distâncias, estava disposto a fazer DIO dar meia volta.

“Dio, não importa o que aconteça, aja nobremente e viva com orgulho. Se fizer isso, você conseguirá chegar ao céu”, o loiro lembrou de ouvir essas palavras de sua mãe, quando era bem pequeno. Jojo estava certo, nem ele sabia o que almejar de fato, estava em dúvida, confuso.

A ponto de arriscar, Jonathan berrou:

- Eu te perdoo! – Alto o suficiente para DIO o ouvir, pois já estava se afastando demais.

Aquelas palavras ecoaram por todo o local, por todo o corpo do vampiro também. Perdão? Pelo o que? Não precisava disso. Todavia parou o passo ao ouvir aquilo, estava curioso para onde essas súplicas iam parar.

- Agora eu entendo! Sei que teve uma vida miserável, infernal! Dario sempre o torturou e sua mãe morreu enquanto ainda era jovem. As únicas coisas que você aprendeu a sentir durante sua vida eram ódio e inveja, agora sei! – Engoliu o seco, DIO não parecia nada contente ao ouvir isso, mas queria continuar. – Você queria culpar alguém por toda a desgraça que sentiu, queria descontar em alguém e esse alguém fui eu. Eu não fazia ideia das coisas pela qual você passou, pelo menos até agora. Então eu te perdoo! Por favor!

- ...Perdão? Perdão?... – Resmungou entre os dentes, seu rosto se avermelhava em fúria. – Eu nunca precisei da sua compaixão! Está sentindo pena de mim?! Pena?! – Deu meia volta e se aproximou para encará-lo face a face. – Eu vivi nas favelas de Londres enquanto o “Sr. Cavalheiro” esbanjava suas riquezas em sua enorme mansão! Trabalhei desde criança para pagar as bebidas do estrume que era meu pai! Fazendo de tudo para recuperar a minha honra e meu orgulho! Não passei por tudo isso para ver um “herdeiro” chegar e sentir pena d-!!

Antes que pudesse reagir, Jojo agarrou seu punho e o puxou para um abraço. Queria despejar tudo o que sentia naquele contato da forma mais sincera possível. Fechou o abraço abaixo dos braços do irmão, podia sentir a hesitação de DIO em devolver o afeto.

As mãos de DIO tremiam, queria fincar suas garras nas costas daquele merda e rasgar sua carne fora. Contudo, aquele calor era irritantemente reconfortante e familiar. Se lembrou dos segundos antes da explosão onde Jojo o havia abraçado da mesma forma.

- Desculpa, eu feri seu orgulho...Eu só queria, de alguma forma, adquirir seu perdão e você adquirir o meu. Eu só não quero viver de forma turbulenta agora que estamos ligados pela eternidade...

A criatura estava prestes a atacar..., mas arriou as mãos. Ainda assim não queria devolver o maldito abraço...

Porém...se sentia mais calmo nos braços dele, era uma sensação muito nostálgica.

- “Sinto um estranho carinho for você”. – Sussurrou para si mesmo. Jonathan nunca lhe disse isso diretamente, mas essas palavras foram gravadas em sua mente. Soltou uma espécie de rosnado antes de deitar seu rosto no ombro do moreno e assim se manter.

Ao abrir os olhos estava de volta para sua cama, seu quarto. Perdera totalmente a noção do tempo, o recinto com as janelas isoladas também não ajudava esclarecer se era dia ou noite.

Sua cabeça doía como nunca e sua cicatriz no pescoço formigava, foi um sonho realmente.... bizarro. Ainda tentava processar todos os eventos que ocorreram, era uma avalanche de informações.

Foi realmente um sonho ou seu cérebro estava apenas brincando com seu psicológico? Será que Jonathan ainda estava com ele, o vigiando, o seguindo, sussurrando em seus pensamentos.

Não...bobagem! Mas...

Tinha duas Stands...

E, geralmente, só se podia ter um usuário por Stand...

“Meu espírito ainda está preso ao meu corpo, Dio. Nossos destinos se tornaram um só.”

Permanecia em seu leito com a mão na cabeça, parecia que ia explodir. Olhou então, novamente, para o objeto na prateleira e bufou:

- ...Mas que DROGA!

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, pois agora as coisas vão ficar interessantes -u-
O mesmo esquema de antes, atualizações de 3 em 3 dias!!!
Até lá!!


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