História A divina comédia - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Adivinacomedia, Jongin, Kaisso, Kyungsoo, Nini, Soo, Violence, Yaoi
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Palavras 487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.

Capítulo 1 - A máscara.


Fanfic / Fanfiction A divina comédia - Capítulo 1 - A máscara.

Ele continuava inerte, poderia descrevê-lo como morto, se a tênue respiração e o calor humano não denunciasse vida.
 A tez morena estava tão quente; me preocupei. Febre, talvez? Não era incomum JongIn surgir adoecido, como sempre descuidado e inconsequente.
De nada adiantavam meus inúmeros avisos, era inútil qualquer tentativa de pará-lo.
Mas confesso que sempre foi agradável prestar cuidados e todo o meu tempo à saúde precária do outro, era uma tarefa que eu desempenhava com ânimo e prazer, sempre de bom grado, com boa intenção e ainda, carinhosamente devoto à minha função.

Meus dígitos ressecados resvalaram levemente sobre a tez quentinha, sentindo os espasmos provavelmente causados pelo calor excessivo.
Kai resmungou, ainda inconsciente. Eu sorri, totalmente ciente das consequências de meus atos considerados rebeldes.
Continuei o movimento com certa pressão, amassando as bochechas alheias com afinco, enquanto meu sorriso crescia de forma ilícita, me auto sabotando durante meu trajeto turvo.
Kai se mexeu. Eu congelei.
Meu pulso foi agarrado no ar, segurado com força e precisão por dedos esguios que eu bem conhecia. Os olhos negros me encararam transmitindo fúria.
Engoli em seco. Kai sorriu.

As orbes escuras pareciam flutuar à minha frente, JongIn não me soava amigável.
Seus dedos ainda apertavam meu pulso, causando uma dor tolerável.

- Bom dia, amor. – murmurei um tanto incerto, receoso em minhas palavras.

- O que estava fazendo ? – ele indagou. O sorriso desapareceu.

- Você estava tão calmo, eu só queria... – Kai intensificou o aperto, torcendo meu braço no sentido contrario.

Um grito fino e esganiçado escapou de meus lábios inchados, e uma expressão terrível de dor apoderou-se de minha face outrora risonha e confiante.

- Eu sinto muito, Nini. – choraminguei, firme em não deixar transparecer minhas lagrimas quase nítidas. – Não farei novamente.

Ele se ajeitou sobre o colchão, mas não me deu espaço algum. Suas pernas pesadas pousaram sobre minhas coxas fartas, causando ainda mais incômodo. Tentei sorrir minimamente,  mas não conseguia fingir. Franzi o cenho, confuso comigo mesmo.

- Sorria, não me faça te punir logo pela manhã. – ele parecia ansioso por algo, como se esperasse uma reação contraria para então poder me machucar, como sempre.


Com esforço, meus lábios se repuxaram em ambas as extremidades, em um arremedo de sorriso.
JongIn sorriu também, torcendo de vez meu pulso para baixo.
Um estalo ressoou pelo cômodo mal iluminado, se misturando aos gritos de pura angustia produzidos por mim.

Lembra-te, meu amor, do objeto que encontramos
Numa bela manhã radiante:
Na curva da um atalho, entre calhaus e ramos,
Uma carniça repugnante.
As pernas para cima, qual
mulher lasciva,
A transpirara miasmas e humores,
Eis que as abria desleixada e repulsiva,
O ventre prende de livores.
Ardia o sol naquela pútrida torpeza,
Como a cozê- la em rubra pira
E para o cêntuplo volver à Natureza
Tudo o que ali ela reunira
E o céu olhava do alto a esplêndida carcaça
Como uma flor a se entreabrir.

 

 



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