História A-do-le-ta (reescrevendo) - Capítulo 19


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Konan, Mei, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno
Tags Drama, Naruto, Romance, Yuri
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Palavras 2.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Contagem regressiva para a morte


Mei enlaça seus braços no pescoço de Naruto antes que ele consiga ir atrás de Hinata, ela não perderia de jeito nenhum para a sonsa da Hinata.

— Vamos dançar? – Mei sorriu e remexeu o quadril em Naruto.

Ele não queria dançar, pelo menos não com ela ele estava se sentindo um idiota por tudo o que fez e depois de ver como Hinata o olhou antes de ir embora com o desgraçado do seu noivo sabia que se não fizesse alguma coisa perderia Hinata para sempre e ele não deixaria isso acontecer.

Com determinação ele retirou os braços finos da garota do seu pescoço e a olhou se sentindo ainda mais idiota por ter ficado com alguém como a Mei, meu deus ele só podia ter ficado maluco!

— Eu vou atrás da Hinata por que é dela que eu gosto.

Mei fez uma careta e o assistiu sair apressado em direção à saída, ela soltou o ar pela boca e passou as mãos pelo cabelo sorrindo para um garoto que a estava olhando, ela não ia ficar chorando pelo idiota do Naruto a noite ainda não havia acabado e ela ainda tinha muito que aproveitar.

Naruto correu para fora da balada desesperado para encontrar a Hinata, ele queria muito pedir desculpas por ter sido um babaca todo esse tempo, ele olhou de um lado para o outro e não a encontrou em lugar nenhum. Ele passou a mão pelo cabelo e mordeu os lábios sentindo raiva de si mesmo.

Ele não iria deixar Hinata escapar de suas mãos, não perderia a sua maluquinha por que não saberia viver sem ela.

 

Hinata estava bem mais calma agora que estava longe do Naruto, ela havia entrado no carro chorando, batido a porta com força e ordenado que Kiba acelerasse. O silêncio de Hinata o estava deixando nervoso ele preferia muito mais que ela o xingasse ou xingasse o Naruto ou qualquer outra coisa, mas ela continuava olhando pela janela com o olhar distante  e a expressão pesada.

Ele parou o carro no acostamento e só depois de alguns minutos Hinata percebeu que eles não estavam se movendo.

— Não me diga que acabou a droga da gasolina! – era só o que faltava depois de tudo que ela passou ainda ter que lidar com isso.

— Hinata... Você... – Kiba estava mesmo a fim de saber se Hinata estava bem, ele só não sabia se perguntar isso a ela seria uma boa ideia. — Você... Tá... Ham...

Hinata revirou os olhos e depois soltou uma gargalhada, ela sabia desde que tinha parado de chorar como uma criancinha órfã que Kiba queria saber se ela estava bem e vê-lo sem saber como perguntar isso é muito engraçado. Ele até que ficava fofo sem jeito.

— Pergunta logo o que você quer saber Kiba eu não vou arrancar tuas bolas só porque não gostei da pergunta. – Kiba a olhou com pouca fé ele não duvidava que ela fosse mesmo capaz disso.

— Seu namorado é muito idiota. – ele disse olhando para frente, o carro ainda estava parado e ele encarava os outros carros passarem.

— Ex- namorado. – Hinata não ia ficar se importando com um idiota feito o Naruto, não mais.

— O que você quer fazer agora?

— Beber. – ela disse e Kiba riu, porque não estava surpreso?

— Você só pensa nisso? – Hinata revirou os olhos e o encarou, Kiba era tão certinho que ela se sentia doente toda vez que o olhava.

— E você não cansa de ser chato?

— Eu não sou chato só estou tentando evitar que você se transforme em uma alcoólotra .

Hinata olhou para ele com um sorrisinho de descrença no rosto focando no que ele disse sobre não ser um completo chato e esquecendo o resto.

— Certo, então me diz algo que você fez nesses últimos dias, anos que fez você se sentir vivo?

O silêncio se instalou entre os dois enquanto Kiba tentava lembrar-se de algo, mas Hinata estava certa ele nunca fez algo que o fizesse se sentir vivo e dono da própria vida, sua vida toda foi controlada por seu pai.

— Eu sabia! Kiba você precisa viver mais. – Hinata disse eufórica.

— E o que você sugere? – Hinata o olhou de canto de olho e sorriu, Kiba estremeceu com isso Hinata é maluca e nada do que ela for sugerir será bom.

— Vamos roubar bebidas. – ela disse com os olhos brilhando.

— Eu tenho dinheiro não precisamos roubar nada.

Hinata bagunçou os cabelos num gesto exasperado Kiba é tão chato que ela sentia vontade de tapar os ouvidos toda vez que ele abria a boca.

— Não é pelo dinheiro é pela diversão.

— Hinata. – ele olhou para a garota ao seu lado que estava com um sorriso no rosto e quer saber que se dane Kiba já estava de saco cheio de seguir todas as regras. Ele ligou o carro e os dois partiram para o mercadinho mais próximo.

— Nós entramos pegamos o que temos que pegar e corremos sem olhar para trás.

Hinata olhou para Kiba duvidando que o garoto fosse mesmo cumprir o combinado, eles ainda estavam na frente do mercadinho pequeno e Hinata já conseguia sentir a adrenalina correndo pelo seu corpo.

— Pega as bebidas e esconde no seu casaco.

Kiba olhou para o balcão onde o atendente magricela com cara de tédio estava mascando um chiclete e jogando no celular. Ele viu Hinata pegar uns biscoitos e esconder na roupa, ela ainda andou por algumas seções, se ele fosse o atendente nunca desconfiaria de Hinata.

Ele se distraiu arrumando as garrafas de vodca e quando olhou para frente novamente viu Hinata passar pela porta correndo e foi atrás dela com o coração pulando no peito.

— Anda logo com isso Kiba! – Hinata grita do banco do passageiro, o atendente está a poucos metros de alcançá-los. Kiba acelera para longe daquele lugar e Hinata sorri de alívio.

— Eu não acredito que fiz isso!

Kiba está com os olhos brilhando e concentrado nos carros a sua frente, seu peito sobe e desce fortemente e seu corpo treme um pouco, mas ele se sente melhor do que nunca.

Eles pararam em uma rua escura e sem muita movimentação e Hinata pulou com as bebidas e os salgados em mão para o banco de trás.

— Vem logo para cá Kiba. – o garoto obedeceu e se acomodou em uma parte do banco, ele viu quando Hinata deu um gole na vodca e depois fez uma careta engraçada.

Ele tentou não fazer uma careta na sua vez, mas foi inevitável ao sentir o líquido descer rasgando a sua garganta.

— E então está arrependido? – Hinata colocou alguns salgadinhos na boca e o encarou. 

— Não, até que foi divertido. – ele riu com a lembrança e bebeu mais um pouco da vodca.

 — Pra falar a verdade achei que fosse desistir.

— Eu também achei isso. – ele confessou e fechou os olhos ao engolir a vodca. — Tem mais alguma sugestão do que podemos fazer? – Hinata o encarou por alguns momentos, a liberdade e a loucura são mesmo viciantes.

— Meu pai surtaria se eu fizesse uma tatuagem.

— Tatuagem. – Kiba refletiu sobre o assunto e sem falar nada voltou para o banco do motorista, Hinata o encarou sem entender nada. — Eu topo. – ele colocou o cinto e ligou o carro Hinata pulou para o banco do carona e o encarou.

— É sério?

— Claro que sim!

— Tem certeza?

— Tenho certeza absoluta. – Hinata sorriu abertamente se ele estava decidido a fazer uma tatuagem não seria ela a dar para trás.

— Eu conheço alguém que fará nossas tatuagens sem nos fazer nenhuma pergunta.

Hinata decidiu que queria ser a primeira a ser tatuada, ela estava deitada de lado e apenas com o sutiã, a tatuagem dela seria na costela e a de Kiba também seria no mesmo lugar. Hinata fazia algumas caretas enquanto o tatuador trabalhava, ela correu para o enorme espelho assim que a tatuagem de tamanho médio ficou pronta.

— Olha Kiba ficou bem legal né? – Kiba se deitou enquanto olhava a tatuagem da Hinata com um pequeno sorriso.

— Ficou sim Hina.

Quando a tatuagem de Kiba ficou pronta os dois foram para o espelho Kiba ficou olhando para a algema em sua costela, se seu pai descobrisse ele estaria morto.

O carro de Kiba parou em frente a casa de inata as três da manha e Hinata pulou para a calçada se sentindo um pouco tonta, ela se encostou na porta e olhou para Kiba.

— Já é de madrugada e você está bêbado então porque não dorme aqui? – Kiba olhou para a Hinata sem saber se ela estava falando sério ou não até uns dias atrás ela o odiava e agora isso.

— Você está falando sério? – Hinata apenas balançou a cabeça positivamente.

Kiba estava mesmo cansado e se sentindo tonto e sem nenhuma vontade de voltar para casa sua mãe o enlouqueceria com tantas perguntas.

— Beleza. – Hinata sorriu e esperou ele deixar o carro na calçada da sua casa.

— Seu pai está em casa?

— Não se preocupe ele deve está trabalhando, acho que ainda nem notou que não fiquei em casa durante bastante tempo.

Os dois caminharam até o quarto e Hinata acendeu a luz. Kiba observou Hinata se jogar na cama ainda em dúvida se deveria mesmo dormir ali ou não.

— Você tem certeza que quer que eu durma aqui? – Hinata revirou os olhos e soltou um suspiro alto esse garoto é capaz de irritá-la em segundos.

— Kiba deita logo.

Hinata sentiu a cama afundar com o peso do corpo do garoto e fecha os olhos para tentar dormir, mas a imagem de Naruto invade a sua mente ela se remexe na cama e pragueja baixinho, ela deveria ter ficado naquela balada e batido na vadia da Mei e no imbecil do Naruto.

— Kiba.

— O quê? – ao contrário de Hinata o garoto já estava quase adormecendo.

Hinata não disse nada, nessas situações é melhor fazer do que falar. Ela subiu em cima de Kiba e encarou com divertimento a confusão no olhar de seu noivo.

— Eu vou te beijar.

Ela não esperou ele responder e o beijou com bastante intensidade, ela queria muito esquecer o idiota do Naruto.

Kiba segurou a cintura de Hinata, é óbvio que ele está gostando do beijo e ele gostaria mais ainda se Hinata não estivesse fazendo isso apenas para esquecer Naruto. Ele ficou por cima de Hinata e a encarou com um pequeno sorriso no rosto e um olhar carinhoso.

 — Você é muito linda Hina, e uma garota incrível também. – ele deitou e puxou Hinata para o seu peito. Ela suspirou no peito de Kiba e deixou que ele fizesse carinho na sua cabeça até adormecer.

 

Hinata acordou com a boca seca e uma puta dor de cabeça. Kiba estava ao seu lado dormindo tão profundamente que parecia até que estava morto, ela coçou os olhos e ficou ouvindo as batidas na porta sem vontade nenhuma de ir abri-la. Que saco! Em pleno domingo e ela não podia nem dormir até o dia seguinte.

— O que foi?

— O pai está querendo falar com você e disse que é para descer agora. – Hinata bufou com a cara no travesseiro, meu deus como ela queria se livrar desse velho chato.

— Que horas são?

— Não sei. – Kiba se sentou na cama ainda um pouco perdido e com uma puta sede, ele levantou apressado e arrumou o cabelo.

— Meu pai vai me infernizar por ter dormido fora, preciso ir embora agora.

— Beleza eu te levo até a porta.

Os dois saíram do quarto passaram pelo corredor e Kiba endureceu no topo da escada ao ver seu pai na sala da casa da Hinata, ele não sabia o que fazer. Hinata desceu a escada tranquilamente e encarou os homens a olhando com a testa franzida, ela sabia que o senhor Hiashi odiou descobrir que Kiba dormiu com ela, apesar de não ter acontecido nada.

— O que você quer falar comigo? – Hiashi encarou mortalmente o garoto ao lado de Hinata.

— Você o trouxe para dormir aqui?

— Qual o problema somos noivos afinal. – era tão bom ver seu pai se contorcendo de raiva sem poder gritar e agir como um ditador.

— Significa que estão se dando bem e sendo assim irão concordar com a nossa sugestão. – Hinata piscou e encarou o pai de Kiba.

— Que sugestão?

— Na verdade não é uma sugestão, nós decidimos que é melhor apressar o casamento sendo assim daqui a três dias vocês estarão casados.

Hinata abriu a boca, mas nada saiu ela encarou os rostos sérios a sua frente  e se sentiu tonta, a boca mais seca do que antes e o desespero tomando conta do seu corpo. Ela encarou o seu pai sentindo a raiva lhe dominar e seus olhos arderem, ela não achou que ele fosse mesmo adiante com aquela loucura.

— Eu não caso. Não vou me casar de jeito nenhum, você não pode comandar a minha vida desse jeito.

— Hinata essa não é a hora para discutirmos isso.

 — Bem Hiashi estou vendo que precisa conversar com a sua filha então nos vemos no casamento, espero que ela seja melhor como esposa do que como filha.

Hinata assistiu Kiba seguir seu pai para fora da sua casa e sentiu mais raiva porque ele deveria está lutando contra toda essa loucura também, inferno!

— Eu não vou deixar você me controlar e fazer da minha um inferno assim como fez com a minha mãe!

Hinata sentiu a mão pesada de seu pai lhe atingir o rosto, e as lágrimas antes reprimidas lhe escorrerem pelo rosto.

— Hinata, eu...

— Fica longe de mim! – Hinata estava com as mãos onde seu pai lhe acertou, ela podia jurar que sua bochecha estava inchando. — Eu te odeio. – ela disse e correu para o quarto.

Já era dez da noite e Hinata não havia saído do quarto em nenhum momento, nem quando seu pai lhe chamou e muito menos quando a puxa saco da sua irmã tentou convencê-la a jantar. Ela não suportaria encarar o seu pai depois do que aconteceu, mas ela também estava de saco cheio de ficar no quarto.

Ela pegou o celular na cômoda e mandou uma mensagem para Ino e Sakura que com certeza já haviam voltado da casa de campo do Sasuke, tudo o que Hinata queria era desabafar e beber.

Ela já estava com uma perna para fora da janela quando recebeu uma mensagem das duas confirmando que iriam à balada com ela.

Hinata iria beber até cair.


Notas Finais




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