História A Dois - Capítulo 1


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Categorias A Seleção
Tags Aseleção, Fic Da Minnie
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Palavras 1.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeira fic de A seleção, espero que gostem!!

Capítulo 1 - Number One


Srta. Schirmer, seu café está servido - A empregada fala e a garota apenas acena:

-Prepare um banho de espuma para mim, Annie. 

-Certo, senhorita. 

 Dizem que a vida de uma dois é ótima. Bom, Kellen poderia confirmar que sim, mas acredite, nem sempre uma vida cercada de regalias pode ser a mais feliz. Ela morava sozinha com a mãe, Grace Schirmer. Atriz, modelo e apresentadora. Mãe ausente. Seu pai? Nunca soube quem era, mas ela sequer ligava para isso. 

Tinha vida de princesa, na mansão mandava e desmandava, toda a decoração, tudo foi preparado por si mesma, já que a Sra. Schirmer não tinha tempo para isso. O café era pouquíssimo, a mãe que a havia posto nessa dieta a risca, para que assim que completasse 18 anos, entrasse no mundo da moda. Não queria ser modelo, amava música, mas a mãe nunca a deixaria ser cinco. Nunca. Desde pequena era preparada para ser tudo que Grace quisesse que ela fosse. A moça educada, esnobe às vezes, que dava ordens, a Schirmer Poderosa. Odiava ser assim.

 Annie, sua empregada, cuidava mais de si do que a própria mãe. Amava conversar com a empregada, e as outras duas que a auxiliavam, as vezes cozinhavam juntos, faziam biscoitos e muito mais. Tratava- as bem e não permitia que a mãe as destratasse, não na sua frente. E isso gerava mais brigas entre mãe e filha. 

- Hoje sua mãe disse que irá almoçar com a Senhorita. 

- Sério? Que Insuportável. O que irá fazer para o almoço hoje, Annie? - pergunta entediada, aproveitando a espuma. 

-Bom, frango a bolonhesa, saladas diversas e arroz de acompanhamento. Purê de abóbora com molho. - Annie diz. 

-Certo, pelo menos a comida fará isso valer a pena... - Kellen ri soprado. 

-Não seja por isso, pequena - Annie sorri, enquanto Kellen adentra a banheira de hidromassagem. Suspirou, enquanto Annie levava suas mãos ágeis as costas da mesma e fazia uma massagem, no intuito de relaxar a patroa. Sabia que quando sua mãe vinha almoçar consigo, podia aguardar discussões e talvez, como dá última vez, novamente Grace quisesse dirigir a vida da filha, da forma que ela bem entendesse. 

***

- Analice, quero o almoço na mesa agora! Como eu marquei isso para as 12:00 em ponto e vocês suas imprestáveis, ainda não colocaram nada? Vocês Seis são uma porcaria!

- Cale-se, eu que falei para não colocarem.ainda. Você que está atrasada, não queria que meu almoço esfriasse por sua incompetência e descompromisso. 

 A loira pintada encara a filha com desdém. Mas logo suspira e sorri. 

- Boa tarde, minha querida. Perdoe-me, tive uma entrevista de última hora, acredita? Irei fazer um novo filme, amor. Mas não é sobre isso que eu quero falar com você - Encara Analice - Sirva o almoço. 

- Sim, Senhora. 

 Kellen senta de frente para a mulher. Os fios loiros, há uns dois anos eram castanhos claros. Os olhos grandes marcados pelo delineador e a maquiagem perfeita, além da postura perfeita. Tudo em Grace era perfeita e isso causava enjôos em Kellen, pois apenas como mãe, Grace era um poço de decepção.

- Bem... Você irá completar 18 anos na próxima semana. Um amigo meu disse que está interessado no seu trabalho, você irá fazer uma breve... demonstração da sua capacidade nas passarelas, isso não é maravilhoso? - O sorriso da mulher era enorme. 

- Podemos comer? - Kellen Murmura, e a mulher desmancha o sorriso.

-Podemos, Kellen. 

-Ótimo- Os minutos se seguem em silêncio, apenas os talheres contra o prato e quando Grace suspirava. Estava irritada com a indiferença da filha, estava planejando tudo desde pequena, para ela tratar tudo como se fosse nada. Para Kellen, era nada. 

 |¥|

- Keylor? - Edwards encarou o castanho, que parece avoado - Keylor Romanov preste atenção em mim! - grita batendo na mesa e o garoto se assusta.

- Per-perdão, Senhor.

- Ouça com atenção, irei permitir que escolha algumas selecionadas, mas eu...

-Espera! Não irá ser um sorteio, Senhor? - Keylor murmura. O rei ri maldoso: 

- Para um monte de cinco, seis, ou sete cair? Nem morto! Você não tem o mínimo senso de crítica para escolher uma esposa certa para você. 

- Não. Uma esposa que seja certa para você, não é? É incrível que até na minha vida pessoal você quer interferir. Já não basta definir tudo em meu futuro, tem que escolher a minha esposa? 

- Não irei escolher sua esposa. Te darei as opções, você que escolha, Keylor - Edwards fala sério.

- Não acho bem que seja isso, Senhor - diz com certo sarcasmo na voz. 

O rei o encara irritado, logo lhe desferindo um tapa no rosto. A pele acobreada do rosto ardeu com a intensidade. Mas não doeu tanto. Keylor estava até acostumado, um tapa na cara não era nada comparado ao que Edwards fazia com ele. 

- Olhe bem como fala comigo, garoto. Eu te gerei, te criei e não foi para ser um bastardo, eu exijo respeito seu! 

- Claro, senão irá me chicotear, Senhor? Ou usar algum método de tortura em meu corpo, para depois ameaçar qualquer pessoa que tenha visto meus hematomas, ou até mesmo matar outro médico como fez semana passada? E ainda tem coragem de me olhar e dizer que eu irei escolher minha esposa? 

- Cale-se. Saia daqui, agora! 

 Keylor se levanta e sai após fazer uma reverência. Quem quer que visse essa cena não diria que se tratava de pai e filho e sim de Senhor e escravo. Bom, Keylor se sentia mais na segunda opção. 

- Bom dia meu querido! - Anastásia abraça o filho com carinho. Era a única que ainda cuidava dele, pois também sabia o que ele sofria. Vicent era um monstro para si. 

- Bom dia, mama - Ambos riem, e logo estão caminhando para o jardim - Ele... ele disse que irá escolher as candidatas. Qual chance eu tenho de encontrar alguém que eu ame de verdade, Mama? 

- Oras... Mesmo seu pai sendo assim, o dele também foi o pai dele que escolheu e... bom, aqui estou eu. Não me arrependo, apesar de tudo, Edwards me deu a única coisa que amo mais que tudo - Acaricia as bochechas do filho - Key, você está ficando muito magro... Será que vou ter que ficar vigiando sua alimentação novamente?! 

- Papai disse que eu preciso comer menos besteiras, me proibiu doces, Pães, salgados... 

-Pois eu irei ter uma conversa com ele! Não quero o meu filho doente por causa dos caprichos dele! - Anastásia fala irritada - ele faça o que quiser comigo, mas não com você! - murmura com os olhos cheios de lágrimas.

 Keylor somente a abraçou. Ambos conheciam bem as dores que Edwards poderia causar. E ambos iriam se proteger, se amavam, eles só queriam ser felizes. 

 |¥|

 Kellen corria pelas ruas tanto assustada, quanto perdida. Parou após um tempo, achando que ali sua mãe não iria mais achá-la.

- Moça, me dê dinheiro? Eu tô sem comer há dias, por favor! - encara a criança, que parecia ter seus 13 anos, e segurava uma menor de uns 4. 

- É sua irmãzinha? - pergunta se abaixando - vocês são lindas! - sorri e olha ao redor. Vê um restaurante ali perto e resolve as levar até lá. - Boa noite, quero um almoço completo para essas duas. 

- Sim... irá pagar com dinheiro ou cartão de crédito? - pergunta a mulher. 

- Perdoe-me, poderia servi-las? Eu não tenho dinheiro algum aqui, minha casa é aqui perto... 

-Acha que eu sou idiota? Se não sair daqui agora irei chamar a polícia! - a mulher a encara venenosa - uma jovem com duas mendigas, e ainda diz que o dinheiro não está aqui? - ri sarcástica. 

- O que está havendo... Se-Senhorita Schirmer?! - o gerente a encara pasmo. 

- Boa noite, Sir Narcos. Queria pedir um almoço para essas duas pequenas, mas tinha saído de casa às pressas, e bom, não peguei dinheiro, mas pedi a Senhora - encara a mulher, esta já pálida. - que as servisse enquanto eu fosse buscar o dinheiro. Mas ela achou que eu era uma qualquer aí, acho que houve um engano, certo? 

- Per-perdão... - murmura. 

- Não se preocupe, acidentes acontecem - Kellen sorri - irei em casa e já volto, certo? 

- Sirva-a, Caroline. 

- Sim, Sir Narcos. 

 Kellen saiu do restaurante e suspirou, as lágrimas já voltando. Vivia em um país de preconceito. Um país que bloqueava os seus sonhos. 

 

 Para você que está começando a ler... Bem vindo, a Imperius.

 


Notas Finais


é isso, comentem o que achram, e aliás, eu também posto essa historia no Wattpad, aqui vai o link para quem quiser me acompanhar lá!

https://www.wattpad.com/myworks/158018125-a-dois


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