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História A domadora do meu coração - Capítulo 8


Escrita por: gisely2000

Capítulo 8 - Um tiro no pé


Fanfic / Fanfiction A domadora do meu coração - Capítulo 8 - Um tiro no pé

POV REGINA CONTINUAÇÃO

A gentileza da minha mãe com Emma estava completamente fora dos padrões. Ela nunca agiu assim nem com Daniel na época em que namorávamos. Serviu o café na xícara e um pedaço da sua famosa torta de maçã que ela não fazia há anos.

- Espero que goste da torta. É uma receita de família. Disse enquanto Emma experimentava.

- Está excepcional, dona Cora, assim como o café.

- Como foi o passeio? O cavalo está mais calmo agora?

- Está sim. Ele também precisa de uma folga.

- Pois saiba que já estou conseguindo ver os resultados. Como? Pensei. Ela nem sequer fica por perto.

- Como eu disse antes, é um processo lento que demanda muita paciência. Teremos dias ótimos, mas dias difíceis como hoje.

- Emma, você não nos contou que pertence a família Mckenzie e eu nem associei o Swan do seu sobrenome.

- Sim, somos os donos da fazenda e haras Doce Vale.

- Que interessante. Não sei se é do seu conhecimento, mas temos uns potros ótimos que estão à venda por um preço muito bom. Logo deduzi, aí estava a causa de toda aquela palhaçada de gentileza.

- Meu pai me disse que seu marido conversou com ele sobre o assunto, mas o haras está no meu nome, então, preciso analisar cada detalhe antes de fechar qualquer negócio.

- Então é você quem manda naquilo tudo?

- E nas plantações de palmito também, contudo, mandar é uma definição muito autoritária, dona Cora. Eu, simplesmente, ajudo os meus pais fazendo a gestão do lugar enquanto meu irmão cuida na parte jurídica.

- Seu irmão não mora por aqui, não é?

- Atualmente ele reside no Canadá, mas tem escritórios de advocacia por toda a costa oeste.

- Ele é casado?

- MAMÃE!!! Adverti sentindo o rosto queimar de vergonha.

- É só curiosidade, Regina? Emma não era boba e já tinha pescado as intenções da minha mãe.

- Digamos que meu irmão não nasceu para casamento, dona Cora. Ele corre disso como o diabo foge da cruz.

- E você, senhorita Swan, também não tem intenção de se casar?

- O casamento, pra mim, é sagrado, dona Cora. Algo que deve durar pra sempre. Com fidelidade, respeito e amor. Essas coisas juntas tornam a vida plena e feliz, mas, infelizmente, eu ainda não encontrei a pessoa certa.

- Talvez ela esteja mais perto do que imagina. Já parou para pensar nisso? Eu queria voar no pescoço da minha mãe.

- Prefiro deixar que a vida me mostre quando ela chegar. Por enquanto tenho um mundo de obrigações com os negócios da família.

- Mas você é tão jovem e já convive com tamanha responsabilidade.

- Meus pais me emanciparam aos 17 anos para poder ajudá-los com a administração do lugar, mas, por fim, tudo ficou por minha conta mesmo, assim eles podem desfrutar daquilo que galgaram durante anos. 

- Mãe, posso saber o por que de tantas perguntas pra Emma?

- Ora filha, podemos projetar bons negócios aqui com a senhorita Swan.

- Com todo respeito, dona Cora. Os assuntos da minha fazenda eu prefiro tratar lá em casa mesmo, no meu escritório. Faço questão de tal formalidade.

- Ah, claro. Eu imagino que alguém com tanto poder nas mãos queira fazer negócios na sua zona de conforto. 

- Podemos marcar uma reunião se a senhora e seu marido quiserem. Dialogamos e vemos o que é melhor para as duas partes. Agora preciso mesmo ir. Já está ficando tarde e eu ainda tenho tarefas financeiras para colocar em ordem hoje ainda. Nos levantamos e fomos com Emma até a porta. - Obrigada pelo lanche. Acenou, entrou em seu carro e foi embora.

- Então a senhora estava toda prosa por puro interesse?!?!

- Eles são pobres de rico, Regina, e podem ser a salvação da nossa lavoura.

- A senhora é inacreditável mesmo. Vou para o meu quarto porque esse assunto está me embrulhando o estômago. Coloquei uma camisola para dormir, mas o sono não veio. Já passava das 23h quando lembrei que Emma havia me dado seu número de telefone. Teimei para não ligar, mas a vontade falou mais alto.

- Alô, só um momento. Ela atendeu no terceiro toque. - Emma Swan falando, quem é? Seu tom era sério.

- Oi, Emma Swan, sou eu Regina. Estou atrapalhando? Desculpa ligar tão tarde.

- Oi, Regina. Abrandou seu tom. - Não, imagina, você jamais me atrapalharia. Eu estava terminando de colocar algumas coisas em ordem aqui no escritório.

- Trabalhando até essa hora?

- Quando o dever me chama eu não posso me ausentar.

- Não vou tomar muito do seu tempo. É que nem nos despedimos direito.

- Me desculpe por isso, mas é porque eu tinha assuntos pendentes aqui em casa. Só fiquei para o lanche pois sua mãe insistiu muito.

- Por falar nisso, ignore completamente tudo o que ela disse a você sobre essa história de fazermos negociações e todo o restante do interrogatório.

- Está tudo bem. Eu falei sério quando disse que receberia o seu pai para uma conversa.

- Só não quero que as coisas se confundam entre a gente, Emma. 

- Por falar nisso, você ainda não me devolveu minha jaqueta. Disse divertida.

- Digamos que ela tem me feito companhia nessas noites frias.

- Então fique o quanto quiser com ela. Rimos sem jeito. - Regina, eu esqueci de avisar que amanhã não poderei estar aí. Há alguns assuntos pendentes para resolver na cidade e não tenho hora pra voltar. Ouvir aquilo me deixou estranhamente triste.

- Que pena, eu tinha organizado um piquenique pra gente.

- Eu sinto muito, mas não faltaram oportunidades. Te prometo. Eu queria perguntar que assunto era esse que ela tinha pra resolver, mas achei abusado demais.

- Então tá bom, tenha uma boa noite e nos vemos depois de amanhã.

- Boa noite pra você também. Um beijo. Desligamos e eu desejei muito receber aquele beijo de verdade. Na manhã seguinte eu ainda estava encafifada em saber o que tanto Emma tinha de importante para me colocar em segundo plano. Sim, é idiota, mas fiquei enciumado.

- Fazer o quê na cidade, Regina? Você nem ao menos sabe onde ela vai estar.

- Eu tive uma ideia. Mandei uma mensagem para Emma. Desculpa o abuso, mas teria como você comprar este medicamento para o Atlas? É que não estou podendo sair do rancho hoje. Te repasso o valor quando vier amanhã.

- Mulher, que história é essa de medicamento?

- Sossega, Ava. A resposta logo chegou. Claro. Minha reunião com a empresária é no restaurante do Hotel Plaza Center. É perto do um consultório veterinário de um amigo. Passo lá depois e compro, sim. E quanto ao valor, não se incomode com isso. Levantei o celular na direção de Ava. - Plaza Center. Já temos a nossa localização.

- Regina, você não está bem. Reparou no que acabou de fazer? Você enganou a mulher para saber onde ela vai estar. O que está acontecendo entre vocês duas? Passei a mão nos cabelos e comecei a andar de um lado para o outro.

- Eu não sei, tá legal? Me sinto estranha em relação a ela. 

- Está se sentindo atraída pela Emma? Parei e olhei em seus olhos.

- Eu acho que sim, Ava. E devo estar ficando completamente louca, só pode. Eu não posso estar interessada em alguém que acabei de conhecer. Peguei o celular de volta. - Vou desfazer essa mentira agora mesmo. Ava tomou o celular da minha mão.

- Não vai mesmo. Agora que já fez, nós vamos até o fim e você vai colocar sua cabeça no lugar e pensar direitinho no que está sentindo porque, se magoar a minha amiga, você também me perder, Regina.

- Pare de drama. Como eu já disse, nem sei direito o que está acontecendo comigo. Tudo o que eu sei é que ela é diferente. Me trata com respeito, gentileza e isso é uma novidade pra mim. Talvez eu só esteja encantada.

- E desde quando encantamento faz alguém agir como você acabou de fazer?

- Eu só quero saber que empresária é essa.

- Está bem. E tomara que ela seja muito gata e chame a atenção da Emma, assim você decide logo o que está sentindo. Saiu batendo a porta. Na hora combinada já estávamos saindo e Ava não estava com uma cara nada boa pra mim. Estacionamos a uma certa distância para não sermos notadas, mas o que acabou com a minha graça foi ver o quanto a tal empresária era mesmo de parar o trânsito. E as duas pareciam íntimas demais para ser somente uma reunião de negócios. - Já acabou a curiosidade?

- Cala a boca, Ava.

- Regina, você acha que vai escutar a conversa daqui? Não seja ridícula.

- Não diga tolices, mulher. Eu só quero olhar mais um pouco. As duas interagiam e tinham sorrisos fáceis uma pra outra, o que me deixou a flor da pele de tanta raiva.

- Já chega disso!!! Disse Ava ao ligar o carro. - Eu não vou compactuar com essa maluquice. Acelerou.

- Mais que droga!!! Cruzei os braços de raiva.

- Regina, seja honesta comigo. Você está gostando da Emma? É isso?

- Depois do que eu acabei de ver, quero acreditar que não. Além disso, ela vai desaparecer da minha vida em três meses, então, não, eu não posso estar apaixonada por ela.

- Eu não disse a palavra apaixonada.

- Ava, pare de confundir minha mente e me leve pra casa de uma vez. Chegamos na fazenda e eu me tranquei no meu quarto pelo resto do dia e não houve quem me tirasse de lá. A noite caiu e avistei, assim que saí do banho, a jaqueta de Emma que já tinha lugar certo no lado do meu travesseiro. Me sentei, tomando-a nas mãos. - O que você está fazendo comigo, Swan? Eu quero te odiar pelo que vi hoje, mas tudo o que sinto é a sua falta. Falei comigo mesma ao abraçar a peça.


Notas Finais


Regina com ciúmes gente... dou conta disso?
E essa empresária, quem pode ser?
Comentem.
Beijos


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