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História A domadora do meu coração - Capítulo 9


Escrita por: gisely2000

Capítulo 9 - Confusão


Fanfic / Fanfiction A domadora do meu coração - Capítulo 9 - Confusão

POV EMMA

Apesar de não entender o pedido de Regina ao telefone, também não me preocupei em questionar suas razões. Eu tinha um assunto de suma importância para resolver na cidade. Algo que, pra mim, seria o projeto dos meus sonhos. Grey Stone era gerente da ONG que prestava atendimento às famílias de crianças com autismo. E, apesar dela conhecer muito bem a nossa família, inclusive o meu digníssimo irmão, era o aval dela que eu precisava para tornar aquilo real. Fatores como ambiente seguro, animais treinados, profissionais capacitados era alguns dos requisitos mínimos para que tudo desse certo. Marcamos um almoço para falar do assunto no restaurante conhecido da minha família.

- Eu te dou minha palavra de que tudo estará dentro da legalidade e nos conformes para que possamos começar os trabalhos o quanto antes.

- Está mesmo ansiosa com isso. Disse ela.

- A assistência aos autistas é tão limitada em tudo. Se eu puder contribuir com alguma coisa, ficarei muito realizada. Além disso, sempre acreditei que nosso haras pode ser muito mais do que só celeiro de cavalos campeões.

- Isso é muito nobre da sua parte, Emma. Seu irmão poderia ter saído só 10% igual a você, já seria suficiente.

- Ignore as coisas que Killian faz, especialmente nesse ramo. Ela riu.

- Pode ficar tranquila. Eu sempre soube disso e não entrei enganada na situação. Mas até que ele sabe fazer as coisas.

- Me poupe desses detalhes. Rimos.

- E você? Está com alguém? Me parece muito solitária e isso não é nada saudável.

- Minha vida amorosa não está em primeiro plano. Ainda sinto as sequelas do meu último relacionamento. 

- É uma pena porque você é uma mulher incrível e sei que vai encontrar alguém à sua altura. Encerramos ali com a promessa de uma visita com os demais investidores ao haras na próxima semana. Passei no consultório veterinário e comprei a pomada que Regina tinha pedido e voltei pra casa. No final da tarde senti uma vontade imensa de ligar pra ela, agora que já tinha registrado seu número.

- Posso saber o motivo dessa inquietude? Minha mãe me viu sentada na sala, com o telefone na mão e batendo os calcanhares no chão. Eu só olhei na sua direção. - Está esperando o que? Liga de uma vez, minha filha. Sorri pra ela e fui pra varanda de casa. A primeira ligação chamou até cair, assim como a segunda. Até pensei em desistir, mas, na terceira vez ela atendeu.

- Oi, Regina, está ocupada?

- Não. O que você quer? Notei certa animosidade em seu tom de voz. Será que tinha brigado com a mãe? Pensei.

- Eu comprei o que você me pediu e já estou em casa, se tiver certa urgência, posso levar aí agora mesmo.

- Não precisa, Swan. O cavalo pode esperar até amanhã. Seu tom era duro nas palavras. - Precisa de mais alguma coisa? Estou ocupada com alguns afazeres.

- Não, de modo algum. Era só pra isso mesmo. Desculpe atrapalhar.

- Até amanhã, Swan. Desligou sem me dar tempo de me despedir.

- Que cara é essa? Minha mãe chegou.

- Ela me tratou tão mal quanto a mãe dela. Falei desacreditada do que tinha acabado de ouvir.

- Sério? Será que aconteceu alguma coisa.

- Se aconteceu eu não sei, mas a culpa não era minha pra que ela me tratasse desse jeito. Me levantei. - Eu sou uma idiota mesmo.

- Filha, volta aqui. Deve ter uma explicação. Na manhã seguinte cheguei no meu horário de sempre e já dei início aos trabalhos com o Trovão. Hoje ele estava ainda mais arredio e o dia foi longo demais. No final da tarde, avistei Regina sair de casa na companhia do seu ex namorado e eles conversavam animadamente, pois ela estava de sorriso largo. Nessa de ficar olhando para os dois, Trovão deu um solavanco com a cabeça que pegou em cheio no meu supercílio direito e abriu um generoso corte. Resolvi encerrar as atividades a partir daquele momento e guardar o animal. 

- Por Deus, mulher, o que aconteceu? Ava me viu com sangue na camisa e na testa.

- Eu me distraí e ele me pegou desprevenida.

- Fique aqui. Eu vou até a enfermeira pegar uma atadura e fazer um curativo. 

- Não precisa. Eu vou pra casa e cuido disso lá mesmo. Já está anoitecendo e não quero chegar tarde.

- De jeito nenhum. Me espera aí. Saiu e eu fui guardar o animal em sua baia.

- Depois do último passeio, houve algum progresso hoje? Ouvi a voz de Regina atrás de mim.

- Pelo contrário, ele estava ainda mais agitado. Falei, me mantendo de costas.

- Que pena, achei que teria notícias melhores.

- Quando as melhorias chegarem, a senhorita será a primeira a saber. Agora ficar perguntando a mesma coisa todo dia não ajuda muito. É cansativo dar a mesma resposta.

- Ei, isso lá é jeito de falar com as pessoas?!?!

- Estou aprendendo com a sua mãe. Ouvi seus saltos baterem no chão indicando que ela se aproximava.

- Está passando bastante dos limites, não acha? O rosto do animal ainda estava na frente do meu.

- Cheguei, Emma. Disse Ava. - Regina, o que faz aqui?

- Eu só queria saber sobre o meu cavalo, mas parece que as ferraduras estão voando por este lugar. 

- Swan, senta aqui. Ava ignorou o comentário de Regina. - Deixa eu ver isso direito. Virou meu rosto. - Terei que dar uns pontos aqui, mas estou sem estoque de anestesia.

- Não tem problema. Eu aguento.

- Do que estão falando? Regina deu a volta e só então viu meu rosto ensanguentado.

- Trovão acertou o rosto da Emma. A morena arregalou os olhos. - Amiga, morde isso daqui porque serão três pontos. Ela me deu uma toalha para colocar entre os dentes e começou a suturar. A dor era tremenda, só não era maior do que a que estava sentindo no coração por ter visto aquela maldita cena.

- Ava, precisamos chamar um médico. Disse.

- Eu cuido disso, Regina. Não precisa se preocupar. Vi o semblante da morena ficar muito preocupado. Depois de alguns longos minutos tudo tinha acabado. - Eu vou lá na casa grande buscar algumas flanelas limpas e uma camisa limpa pra você trocar. Saiu e nos deixou a sós. Regina sentou onde Ava estava. 

- Meu Deus, Emma, isso está muito feio. Tem certeza de que não quer ir a um hospital? Eu mesma levo você. O olho agora também estava inchado e não dava pra enxergar direito.

- Nada como uma compressa de gelo e alguns analgésicos.

- Como isso foi acontecer? Você é sempre tão prudente.

- Algo me tirou a atenção.

- Então deve ter sido muito sério porque, em vias normais, você não cometeria esse vacilo.

- Eu te vi com aquele que você diz ser seu ex namorado e fiquei preocupada dele estar falando alguma coisa desagradável pra você, mas seus sorrisos para o lado dele disseram o contrário. Foi aí que o Trovão me acertou. Ela ficou sem graça. - E só pra constar, se tem tanto rancor da sua mãe, deveria se atentar para não tratar as pessoas igual a ela. Me levantei, mas ela se colocou na minha frente. - E aqui está a pomada. Ela deu um tapa na minha mão e o tubo foi parar no chão 

- Me desculpa por ontem. Eu estava nervosa.

- Eu não tinha culpa do que diabos te fez ficar com raiva. Só nunca mais fale daquele jeito comigo.

- Você sabe que eu não sou assim. 

- Até ontem eu achei que sabia um pouco de você, mas parece que estou enganada.

- Está sendo injusta comigo. Eu fui verdadeira com você o tempo todo. O que aconteceu ontem foi resultado de uma infantilidade. 

- Não me deve explicações, senhorita Mills.

- Pare de me chamar assim.

- Mas é desta maneira como devemos tratar nossos patrões. Ava voltou.

- Puta merda! Você não vai conseguir dirigir com esse olho. Você vai ter que ficar comigo no alongamento dos funcionários.

- Ainda tenho outro olho, Ava. Me dê a flanela e eu vou embora. Dei um passo à frente, mas Regina me impediu espalmando as mãos nos meus ombros.

- Qual é o seu problema?! Não está dimensionando a lesão que teve. Você vai ficar aqui e amanhã, se estiver melhor, volta pra casa.

- Isso não vai acontecer. Eu tenho funcionários que podem muito bem virem me buscar.

- A essa hora da noite? Você acha que eles vão chegar aqui quando?

- Emma, escute a Regina. Fique aqui. Um choque como esse pode causar uma concussão, você sabe disso. Vai acabar colocando sua vida em perigo. Vem comigo. Você toma um banho, troca essa camisa e coloca gelo nessa cara. Sem dar muita trela para a morena, segui com Ava até o tal alojamento dos funcionários. - Ali tem um banheiro onde você pode se refrescar. Eu vou lá dentro pedir alguma coisa pra gente comer.

- Ava, eu não quero dar trabalho.

- Não será trabalho algum. Apenas faça o que estou te pedindo e me espere aqui. Saiu e eu fui tomar banho. A dor parecia pior a cada momento e até as gotas da água pioravam a situação. Depois de me enxugar, coloquei a blusa que Ava trouxe e vesti a mesma calça. Quando estava saindo do banheiro me deparei com Regina.

- O que faz aqui?

- Vim ver como você está e se precisa de alguma coisa. 

- Eu vou ficar bem, não precisa se preocupar. Passei por ela, mas senti sua mão segurar a minha.

- Por favor, me perdoe pela maneira rude que falei com você ontem.

- Também não precisa se preocupar com isso.

- Me preocupo sim porque você mudou comigo depois disso. Virei para encarar seu rosto.

- E você queria que eu agisse como? Você me tratou como se eu fosse uma pessoa qualquer. Sei que não nos conhecemos direito, mas… Ela me calou com seu indicador.

- Você não é uma pessoa qualquer. Pelo menos, pra mim, não é mais. Chegou seu corpo próximo ao meu. - Eu não consigo mais me contentar apenas com o seu cheiro naquela jaqueta, Emma. Seu rosto ficou tão próximo ao meu que dava pra sentir seu hálito quente. - Eu preciso de mais. Segurou em meus ombros e uniu seus lábios aos meus. Eu fiquei sem reação com aquilo e não movi os lábios, então, ela me afastou. - Me desculpe, eu não deveria ter feito isso. Tomada por uma vontade louca, abracei sua cintura e a puxei para um beijo de verdade. Daqueles que nossos lábios sambam um com o outro. Com mais coragem pedi passagem para minha língua e ela me recebeu de bom grado. A coisa foi ficando mais séria e ela passou seus braços pelo meu pescoço e puxou minha cabeça com certa força, fazendo sua testa se chocar com tudo na minha ferida.

- Aiiii… Nos soltamos.

- Minha nossa, me desculpa. Oh meu Deus, Emma, me perdoe. Começou a sangrar de novo. Jesus Cristo!!! Eu comecei a rir.

- Está tudo bem. Já vai parar. Ela pegou a flanela e fez pressão no lugar.

- Está melhor? Não aguentei aquela aproximação e a beijei de novo. Foi mágico e inexplicável. Desta vez fomos parando aos poucos. - Você beija incrivelmente bem. Ela disse com um sorriso tímido nos belos lábios.

- E, além de linda, os seus lábios são os mais doces que eu já provei em toda minha vida.

- Quem era aquela mulher com quem você almoçou ontem?

- Como sabe disso?

- Eu te segui. Confessou. - Não me leve a mal, mas eu fiquei com ciúmes.

- Ciúmes de mim? A gente nem tem nada, Regina. Ela se afastou um pouco.

- Eu sei disso, mas não muda o fato de que você está mexendo comigo de um jeito que ninguém nunca fez antes e eu fiquei desnorteada.

- Você também está mexendo demais comigo, Regina. E depois de beijar você, não sei se quero mais parar. Ela sorriu e nos beijamos novamente.

- Eu queria poder cuidar de você lá na casa grande. Tem quarto de hóspedes e você pode ficar melhor instalada.

- Aqui está bom. Além disso, não estou muito afim de cruzar com o tal Daniel na minha frente.

- Isso é ciúmes também?

- Talvez. Não me agrada vê-lo perto de você.

- Não gastar seus neurônios com conclusões precipitadas. Nós não temos mais nada. Acariciou meu rosto. - Tem certeza mesmo de que quer ficar aqui?

- Eu prefiro.

- Então amanhã eu venho te ver. Outro beijo que foi interrompido pela entrada súbita da Ava.

- Tudo bem por aqui? Perguntou desconfiada.

- Qualquer coisa que precisar é só me acionar, Ava. Regina disse e saiu sem dar mais explicações.

- E você, vai dizer o que aconteceu aqui?

- Vamos dormir, Ava. Estou realmente cansada. 

- Aham, sei, mas amanhã vocês não me escapam de uma conversa.



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