História A Dona Do Morro - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Feminismo, Machismo, Mc Mirella, Morro, Mulher, Tráfego
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Palavras 1.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Literatura Feminina, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura! <3

Capítulo 8 - Brigas


Mirella POV

Acordei e JP não estava mais ali, agradeci e torci pro Guilherme não estar também, apesar de toda a nossa intimidade, eu nunca imaginei fazer algo assim. Ele não estava, agradeci.

Fiz minha higiene pessoal, comi e decidi ir pra boca.

Sai andando, algumas pessoas me cumprimentavam, outras me olhavam com cara feia, não me importei, desde que não mexa comigo, eu não sou do tipo que se emociona.

Nos cinco minutos que demorava pra chegar até a boca eu pensei em tudo. Guilherme, João, os dois juntos, separados, meu pai, minha vida. E quando me dei conta já estava na porta da casa.

Cumprimentei a todos e me sentei no sofá perto dos meninos.

JP tinha acabado de chegar, cumprimentou os meninos com um toque, chegou em mim, e me puxou pela cintura e me abraçou, tentei sair do abraço mas era tarde demais, os meninos fixavam os olhares em nós.

-Sai, João, caraio – Os meninos se assustaram, ninguém o chamava de João, só a mãe dele.

Ele me soltou me fitando, como se quisesse que eu fizesse algo

-Qual foi, porra? Ta de brincadeira, em. Vo da um socão na tua fuça, ce vai perde a reta.

-Patroinha acordou estressadinha em- Ele roubou um selinho. E eu bati nele, com vontade. Ele saiu e foi atrás dos meninos embalar drogas. Alguns meninos ainda me olhavam com cara de ‘você ta pegando ele?’- Perderam o cu na minha cara? Vão arrumar o que fazer!

Eles circularam e eu fui pro meu escritório. Droga. JP não podia ter dado uma dessa. Eu não posso ficar de namorico, e nem quero.

O dia passou rápido. Pedi pro JP me esperar para sairmos juntos, ele estava achando que eu queria ficar com ele, mas eu só queria dizer pra ele parar com essas fita.

Os meninos saíram um por um, ficando apenas nós dois. Olhei fixamente pra ele e ele se sentou do meu lado colocando a mão esquerda na minha coxa direita.

-Jp, não te chamei pra isso- Levantei a mão dele da minha coxa e joguei na coxa dele.- Vim pra pedir pra você parar com essas fita de me beijar na frente dos outros, nós não temos nada-Eu dizia cada palavra olhando na profundidade dos seus olhos, que tinha um brilho diferente.

-Vai dizer que você não me quer?- Ele veio se aproximando- Não quer o seu novinho só pra você- Agora, os lábios dele estavam muito próximos dos meus, milímetros, eu diria- Nem um pouquinho?- Eu senti as palavras, meu coração estava acelerado, e outras partes do meu corpo reagiam melhor do que poderia, não pensei em negar, eu simplesmente levei minhas mãos no rosto dele, cada uma em uma bochecha, João colocou sua mão na minha cintura e me beijou, não era um beijo simples, era um beijo apaixonado. Eu já havia namorado antes, mas nunca tive essa sensação com ninguém. Era algo novo. Algo bom. Mas mesmo que fosse bom, eu não poderia, agora eu tenho problemas suficientes, não quero mais nem um. Senti meus olhos marejarem. Droga, eu vou chorar na frente dele. Uma lagrima escorreu pela minha bochecha durante o beijo, que o fez se afastar do nosso beijo e me olhar confuso.

-O que foi? Eu não queria te fazer chorar, queria te fazer sentir.

-Você fez, isso que fode.- Eu sai dali, ouvi ele me chamando de longe, mas eu não queria olhar. Andei sem rumo. Entrei em uma rua que tinha uma pracinha, me sentei em um dos bancos. Já estava noite, e não havia ninguém ali. Me permiti chorar. Por mais durona que eu tentasse parecer, eu não passava de uma menina sensível e boba.

Um grupo de meninas que estavam passando me olharam e começaram a rir. Rindo de mim? Só pode ser brincadeira, né. Uma delas veio em minha direção, toda rebolosa, com um shorts tão curto quanto o meu.

-Chora mais, bebe, que a mamãe compra –Ela olhou pra trás e o grupo de três meninas deram risada. Eu respirei fundo.

-Rala daqui, biscate. Sabe com quem ta se metendo? Pra mexer comigo vai ter que ter disposição.- Eu disse calmamente, torcendo pra ela ir embora.

-Biscate é a sua mãe, aquela vadia- Eu odiava que falasse da minha mãe, nunca deixei alguém falar dela. Eu deveria estar vermelha de raiva- Pimentãozinho ficou putinho porque falei da mamãe- Ela olhou de novo e as meninas davam risada.

Me levantei e quando ela olhou pra frente dei um soco na cara dela, a fazendo cair de bunda no chão, vi sangue na minha mão. As amigas dela não se meteram. Ela levantou e tentou buscar meu cabelo, me desviei e dei outro soco, agora no nariz, mais sangue. Ela se levantou de novo, e acertou um tapa bem na minha cara me fazendo cambalear, ela sorriu, como se eu tivesse perdido. Levei minha mão até meu rosto que deveria estar vermelho. Não fiz questão de respirar. A segurei pelos ombros, coloquei uma das minhas pernas atrás da dela e a empurrei, fazendo com a cabeça dela batesse no chão. Subi em cima dela e comecei a dar muitos socos, eu já não enxergava nada, não sentia dor, eu só batia. Parei de dar socos e me levantei, a segurei pelos cabelos e comecei a arrastar a cara dela no chão mas parei quando mão fortes seguraram meu quadril, foi como se eu saísse de um transe, olhei para as minhas mãos e estavam enormes, inchadas, e cheias de sangue, minha blusa branca também.

Olhei pra quem me segurava, era Guilherme. Ele sempre me apartava das brigas na escola.

-Me solta, eu vou matar essa biscate!

-Não Mirella, chega de draminha

-Ela mexeu com a pessoa errada e eu vou matar ela e além do mais, falou da minha mãe- Tentei avançar nela mas ele me impediu

 Olhei pra garota que agora, desacordada, estava sendo carregada pelas três patetas que andavam com ela.

Guilherme me levou pra casa e me deu mo sermão, dizendo que tenho responsas, não posso bater em qualquer um. Expliquei calmamente que ela xingou minha mãe. Guilherme não me deu razão mas deixou claro que eu estava certa.

Cuidou de mim, limpou minha mão, colocou gelo e me colocou pra deitar, agradeci por ele não ficar. Quando ele saiu, eu chorei. Como nunca. Por tudo. Odiava que falassem da minha mãe.

Minha mãe morreu quando eu tinha uns 10 anos, ela teve câncer no cérebro não aguentou muito tempo, desde ai, meu pai cuidou de mim, muito bem, me ensinou tudo, e nunca me proibiu de nada, ele também sempre foi um homem maravilhoso para mim.


Notas Finais


Obrigada por ler.


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