História A Droga dá Fachada (Castiel) - Capítulo 24


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Cotton, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Priya, Professor Faraize, Rosalya, Violette
Visualizações 185
Palavras 1.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Vampinos e Vampinas!!!
Quanto tempo, já tem duas semanas? Talvez.
Sim, eu sumi. Época de provas!
Mas, você não acabou de voltar das férias? Longa história...
Quero deixar um recado para vocês: EU NÃO VOU DESISTIR DA HISTÓRIA!
Eu posso demorar até uma mês para postar - brincadeira - mas, nunca vou desistir disso aqui, não consigo mais viver sem o Castiel, a Natasha é principalmente sem vocês!
Me desculpem, não desista de mim, please.
Mais uma vez, obrigada pela paciência!!!
Boa leitura!

Capítulo 24 - Só... Não desiste de mim


Castiel passou uma das mãos pelos cabelos, mordendo a boca.

- Natasha...

Levantei minhas mãos, fazendo sinais para que ele se calasse.

- Por favor, antes que você diga algo, ou me julgue, deixe-me lhe explicar. – Olhei para ele, esperando sua resposta. Ele cruzou os braços e se encostou na parede.

- Estou ouvindo.

Fixei meus olhos no meu tênis.

- Você vai achar idiota... anm, mas, é... Droga! – fechei meus olhos com força, nunca odiei falar como naquele momento. Puxei todo o ar até meus pulmões doerem e expirei pela boca. – Eu nunca entreguei um presente de dia das mães para a minha mãe. – Não me atrevi a olhar para Castiel, mas eu sentia seus olhos sobre mim. – Eu sempre entregava para minha avó, não que eu esteja reclamando, longe de mim, ela quem fez o papel de mãe para mim. – Sorri com algumas lembranças que invadiram meus pensamentos. – É só que, eu passei a minha infância me perguntando se ela havia me deixado por vontade própria, ou, se havia algum problema comigo. Bom, eu sei que eu não sou um exemplo de filantropia humana, no entanto, o que levou ela a me deixar? Meu pai diz que minha personalidade é totalmente oposta com a dela. – Brinquei com as minha mãos. – Ela era uma consumista, arrogante e ambiciosa. Bem diferente de mim, não?

O silêncio do quarto era palpável, só podíamos ouvir nossas respirações. A de Castiel era controlada, e a minha, completamente descompassada.

- Com certeza você deve estar pensando o que isso tem a ver? – Cocei minha cabeça, organizando as palavras, para não me embolar. – Eu passei a minha infância pensando que em algum momento ela iria voltar e fazer coisas... Hummm, sei lá... Coisas de mãe e filha. Até que eu cheguei na minha adolescência. Foi quando a ficha caiu. Ela não voltaria, não apareceria. Não teríamos um encontro de filmes. Meu recentimento só aumentava, todas as vezes que chegava o dia da mães eu me sentia uma merda!

Eu nunca havia falado disso com ninguém, eu sempre guardava minhas tristezas para mim. Não gostava de deprimir outras pessoas com minhas chateações. Ainda mais minha família, que fez questão a minha vida inteira de me deixar sempre sorrindo, mesmo que eles me irritassem muitas vezes. Deus, como eu os amava. 

- Você não é a única no mundo que foi... abandonada pela mãe. – As palavras de Castiel ecoaram no quarto, me deixando meio exasperada, me fazendo erguer os olhos até ele.

- Não estou me fazendo de vítima! Eu não ligo, tá legal? Essa fase já passou! Se aquela mulher não me quis, ela pode ter certeza que esse sentimento é recíproco. Eu sei a quantidade de pessoas que foram abandonadas tanto pela mãe quanto pelo pai, e, a porra toda! Mas, você não se pergunta os motivos deles fazerem isso?

Ele cruzou os braços sobre o peito, se encostando na parede. – Vários motivos – ele deu de ombros -, posso passar a noite te dizendo múltiplos.

Balancei a cabeça, tentando acabar logo com o assunto.

Por que mesmo eu estava lhe contando isso?

Fui direto ao ponto. – Eu tinha 15 anos, quando um colega de classe me ofereceu meu primeiro cigarro, por coincidência era dia das mães -  Sim, comemoramos o dia das mães, que eu me lembre até o último ano da escola! – Estava tendo uma comemoração na escola. Minha avó estava lá. Eu sabia que ela fazia isso só para que eu não me sentisse mal, funcionava, de certa forma, porém, não impedia meu rancor. – Passei a mão nos meus cabelos os bagunçando. – Aquele dia eu fumei, pela primeira vez, eu traguei com bastante vontade, o que tirou um pouco do meu oxigênio. – Sorri. Castiel me olhou sério. Ok, não tem nada de engraçado aqui.

- Onde o Ethan entra nesse história? – Perguntou.

- Eu o conheci na faculdade. Ele quem me apresentou a esse mundo... das drogas. – Confessei, meio envergonhada. Não era uma coisa da qual eu me orgulhasse. Apesar de tudo, uma coisa que sempre fui aconselhada é ensinada desde pequena pela minha família inteira, era: “não mexa com drogas. Se prostitua, mas, não mexa com drogas!”. Bom, talvez eu devesse ter mesmo me prostituído ao invés de mexer com drogas, claramente, não era uma coisa bacana.

Suas mãos passarmos violentamente sobre os seus cabelos, descansando em seu pescoço. Ele encarava o teto. – Que tipo de drogas você consumiu?

- Só fumava maconha, não mexi com mais nenhuma fora essa. - Não foi por causa de opções, mas sim porque enquanto eu fumava só a maconha, eu me desligava do mundo, e era tudo o que eu precisava, então nunca senti a necessidade de experimentar outras. Guardei isso para mim.

- Puta que pariu – murmurou. – Você sabe quais são os efeitos da maconha?

Cocei a cabeça.

- Euforia, sonolência, sentimento de felicidade, risos espontâneos, sem motivo algum, perda de noção do tempo, espaço, perda de coordenação motora, equilíbrio...

Ele deu uma risada seu humor. – Equilíbrio?

Arregalei os olhos, entendendo aonde ele queria chegar.

- Eu não consumo drogas a messes, tá legal? Fora que, foram só algumas vezes.

- Ótima desculpa! Uma tragadinha aqui e outra ali, não farão mal, não é mesmo?

Ele de desencostou da parede, e começou a andar de um lado para o outro como um leão enjaulado.

– Eu não acredito que você foi capaz de uma... Idiotice dessas! Você poderia ter se tornado uma dependente química! Esses caminhos nem sempre tem volta! – Me encolhi um pouco. A culpa já estava me sondando, logo após suas palavras elas me atacaram se pestanejar. Eu era realmente muito idiota! – Você, é tão influenciável! Um consumo exagerado de outras drogas, poderia ter lhe levado a morte, porra! Quantos anos você tem?

- A maconha causa muito menos estragos ao organismo em comparação a outras, como a cocaína e o crack. – Me defendi.

Quando eu consumi pela preira vez, eu me baseei nesta ideia. No entanto, não tira a minha inresponsabilidade em nada.

- O que não significa, entretanto, que o consumo seja algo recomendável. Qual seu problema, garota?

Castiel fechou os olhos com força, percebendo, assim como eu, que, estávamos gritando um com o outro. Agradeci o estado de coma alcoólico da minha irmã, a alguns metros de distância dali.

Joguei meu corpo para trás me deitando, observando Castiel.

Ele se apoiou no peitoril da janela, aspirando o ar fresco da noite. A musculatura do seu corpo parecia tensa.

Mordi a boca.

Como podíamos ser tão diferentes? Ele era tão correto e justo e, eu era tão errada e enrolada, cheia de problemas. Ele conseguia tudo o que queria pelo próprio esforço, eu usava as pessoas para alcançar meus objetivos. Ele era verdadeiro, sincero e sem medos de ser o que era, enquanto eu mentia, escondia meus problemas de todos e inventava mentiras para fazê-los felizes.

Como ele foi se envolver comigo? Ah, eu menti para encobrir outra mentira!

Ele estava perdendo seu tempo comigo, enquanto podia estar com outra garota agora, fazendo coisas que casais normais fazem, tendo um relacionamento normal e com todos os benefícios, tudo o que eu não fazia, eu só me metia em problemas, que o fazia, com certeza, pensar as maiores barbaridades de mim.

A ideia de Castiel com outra garota me deixou incomodada, mas, parecia o certo para ele.

Qual o propósito disso? Mentiras que no final vão ter que chegar ao fim.

Minha família vai embora, e juntos, vão levar toda a minha fachada. Um dia eles irão ligar, e eu terei que dizê-los que estou solteira, que eu perdi um cara super bacana, por causa dos meu problema e mentiras.

Puta que pariu! Como eu conseguia ser tão sem noção? Tão louca e inconsequente?! Sempre sabendo as consequências dos meus atos, eu fazia o que me servisse de ajuda no momento, sempre fugindo dos resultados finais com outras ideias ensandecida e que no fim dariam errado e, eu retornaria a ter mais idéias, mais problemas, mais idéias, mais problemas.

Era um circuito vicioso!

Vicioso. Assim como a droga que eu fumei durante algum tempo. Tendo a consciência de que me faria mal, e que isso era algo que havia sido falado diversas vezes na minha família durante a minha infância e toda adolescência! Eu só fazia escolhas que me fariam mal, como o Ethan, que me influenciou no caminho das drogas, e eu o segui, sem pestanejar, sabendo dos riscos que essa substância química poderia causar no meu organismo e em todo o meu ser. Eu poderia ter entrado em um vício sem fim.

E agora, a única pessoa que aguentou as minha loucuras, em suas intensas fases, poderia me abandonar, após se dar conta, que, se envolver comigo era talvez um barco perdido no meio do oceano, durante uma tempestade, prestes a afundar.

Cacete, eu era muito, muito idiota!

Então, pela primeira vez, lhe disse um dos meus maiores medos em voz alta:

- Você vai ir embora?

Um silêncio pairou no ar. Não se ouvia nem minha própria respiração, já que eu a segurava.

- Seria uma decisão sensata. - murmurou.

Sim, seria, eu não era uma boa influência. Me metia em uma confusão atrás da outra. Ele tinha recebido uma proposta, ele estava ajustando a vida dele, realizando um sonho, eu não tinha certeza de nada. Só que eu estava empacando ele.

- É um sim?

- Eu não sou muito sensato, e um grande teimoso. – Ele se virou para mim. – E fizemos um acordo, vou ficar com você. – Soltei todo o ar que eu prendia em meus pulmões, expulsando todos os meus temores de perdê-lo.

Ele iria ficar!!!

Eu me levantei em um salto, e me joguei em seus braços, e, diferente da primeira vez que eu havia feito isso, ele não ficou imóvel, ele me abraçou de volta, o que me deixou estupefata.

- Eu não sei se eu grito com você, se eu te chacoalho. Parece que tudo que eu tento não funciona para por juízo na sua cabeça! – Respirou fundo. – Mexer com drogas, Natasha? Por que não consigo esperar menos de você? Por que não me surpreende o fato de você se envolver com Ethan? Merda!

- Eu vou me embebedar de juízo! Te prometo, vou me esforçar, vou tentar ficar longe de problemas.

- Promete?

- Prometo! Só... Não desiste de mim. Eu tenho jeito! Não sou o fim do mundo!

Eu o abracei mais forte, quase o sufocando. E a partir daquele dia, eu tive que admitir uma coisa que eu me neguei a fazer desde que conhecera Castiel. Ele era importante para mim, ele me aturava! Com ele, eu poderia aprender a ser uma pessoa melhor.

- Eu não te perdoei! - sussurrou.

Com certeza! Ele iria se vingar, talvez não agora, mas, ele iria me torturar em algum momento, e eu estaria preparada para aguentar, se ele continuasse a me aguentar.


Notas Finais


Nossa, alguém esperava que o Castiel fosse perdoar a Natasha?
Será que ele está gostando tanto dela, que não quer deixà-la? E o Ethan? Será a última vez que ouviremos falar dele?
Comentários?
(Correndo para preparar os próximos capítulos!)
Beijos dá Vamp!


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