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História A droga do amor - Capítulo 5


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Notas do Autor


ndkandlakzoajdoak as horas mano

ai ai

ficou meio grande, mas assim, vcs que lutem kkkk

Capítulo 5 - Capítulo V - Onde Ymir prevê a merda


POV narrador

Eren havia acabado de chegar em casa. De um dia bem cansativo, ele diria. Teve uma discussão com Levi, que quase o pagou um boquete por interpretar mal as coisas, finalmente conversou com Armin, e teve que se segurar de verdade para não ter uma ereção ali mesmo, depois teve mais duas aulas de física seguida de uma de química – mais conhecido como inferno na terra – e seus amigos o encheram de pergunta ao final da aula sobre o que havia acontecido e ele simplesmente não estava afim de responder, então foi embora dizendo que responderia tudo no dia seguinte. Pareceu que a caminhada de sua casa até a escola demorou uma hora, sendo que na verdade demorou só um quarto dela. Eren começou a ficar preocupado. Da última vez que ficou tão cansado assim – do tipo de cansaço psicológico mesmo – dormiu o dia inteiro.

Cumprimentou sua mãe e a ajudou a lavar a louça do dia. Mesmo que não sentisse um pingo de disposição para isso, ele fez mesmo assim, pois sabia que era o único que podia ajudá-la com as tarefas de casa que são um fardo para sua mãe. Ela conta que um dia deseja que Mikasa seja mais igual ao Eren, que por mais cansada que esteja, vá cumprimentar sua mãe. Ela não era sua mãe biológica, mas a criou como se fosse, e gostaria que ela tivesse um pouco mais de agradecimento por isso.

Carla agora olhava para o filho com olheiras profundas no rosto, se esforçando para deixar as panelas limpinhas. Como se lembrou de Mikasa, lembrou de algo que a menina a entregou e pediu para entregar ao Eren. Colocou a mão sobre o bolso do avental e agradeceu ainda estar ali. Ela se sentou na mesa e chamou o filho para se sentar junto, que estranhou o pedido mas foi logo depois que secou as mãos.

– Fala, mãe.

– Filho, estou preocupada com a sua irmã... – Na hora que Eren se tocou do que o assunto se tratava, fechou a cara. Carla suspirou triste. – Eu sei que vocês brigaram, e até agora não me disseram o porquê e eu entendo. Entendo mesmo que eu não seja a amiga de vocês pra vocês me contarem.

– Mãe... Não é isso... – Eren se sentiu um lixo ao saber que era assim que fazia sua mãe se sentir quando não a contava as coisas. Nesse momento, queria dar um soco na sua própria cara.

– Eren, me deixa terminar. – Eren assentiu. – Eu entendo de verdade, e tá tudo bem. Mas eu fico triste de saber que vocês não estão mais amigos. Poxa! Vocês eram melhores amigos, contavam tudo um pro outro, e ver vocês nem olhando um na cara do outro me enche o coração de tristeza, sabe? – Carla agarrou a mão do filho por cima da mesa, e a apertou. O olhava como se o implorasse por algo que dependesse de sua vida, e Eren sabia que quando sua mãe fazia esse olhar, ela estava triste de verdade. – Não estou pedindo pra vocês voltarem a se falar ou você perdoar ela, lógico que não, isso seria forçar a ordem natural das coisas. Tudo tem seu tempo. É só que... Mikasa está mal, muito mal com isso tudo. Ela te ama demais, meu filho. E, ela não aparece em casa desde ontem de noite, você viu ela na escola?

– O que? Ela não dormiu aqui? – Eren perguntou começando a se preocupar.

– Não... Mas ela foi na aula?

– Foi. Foi sim, eu vi ela no corredor.

– Tem certeza?

– Tenho.

Carla sorriu tristemente, numa mistura de alívio e decepção. Então, levou uma das mãos que segurava forte a do filho aos olhos, e começou a limpar as lágrimas que insistiam em cair.

– Mãe...

– Desculpa, meu filho. É que... É tão difícil sem seu pai aqui, sabe? Ela o respeitava muito, depois que ele desapareceu ela... – Carla não conseguiu terminar a frase, começou a chorar de forma compulsiva.

Todos lidaram com o desaparecimento de Grisha Jaeger de formas diferentes. Eren ferveu de raiva, e sentia que não podia perdoa-lo se um dia voltasse. Carla fingia que estava bem, começou a trabalhar em vários lugares em meio período e se esforçar muito para cuidar dos filhos e manter eles na escola, só que de noite chorava e rezava para Grisha estar em segurança, e voltar para a casa. Mikasa se rebelou. Começou a usar somente roupas pretas, como se o pai adotivo tivesse morrido, começou a ler livros estranhos e mal se comunicar mais. Sem falar que até mesmo Carla, sabia da fama de puta que ela adquiriu.

Eren fez com que ia se levantar, mas sua mãe apertou sua mão e limpou as lágrimas. Pediu para ele se sentar e tirou a carta do bolso do avental, e então a colocou em cima da mesa.

– Se ela perder sua amizade... – Respirou fundo. – Eu tenho medo que ela se torne alguém pior. Não ligo que ela não converse comigo, não me ajude em casa, mas se ela perder todo o contato com a única família que ela tem... Eu tenho medo, Eren... – Respirou fundo novamente, e deu uma pequena pausa antes de continuar, sem tirar os olhos da carta. – Essa carta, ela me entregou tem dois dias, disse que era pra você. Desculpa não te entregar antes, juro que não li. – Ela levantou o olhar para o filho. – Eren, lê a carta, conversa com ela. Só conversa, sobre o que aconteceu, não precisa perdoar nem nada. Por favor, eu não quero mais perder outro membro da minha família.

– Mãe, eu...

– Eu vou tomar banho. – Carla o cortou, se levantou da mesa e se direcionou as escadas. – Me chama qualquer coisa.

Eren deve ter ficado uns três bons minutos apenas encarando a carta e processando as palavras da mãe. Depois de tanto tempo, seu pai ainda afetava a vida de todos, e isso o deixava puto. Também o deixava puto que sua irmã de consideração havia feito aquilo com ele, e ficava se perguntando o que diabos ele fez para ela? Só por que era filho de Grisha? E isso que ela fazia com a mãe não era legal, nem um pouco legal. Inspirou o ar por um tempo e quando o expirou, parecia rasgar seu pulmão por dentro. Pegou a carta e a abriu bem devagar, e deixou claro em sua mente que só fazia isso porque Carla o pediu.

“Meu querido irmão,

Tudo bem? Bem, eu espero que esteja tudo bem contigo, porque comigo não está. Toda vez que te via tentava organizar palavras que fossem o suficiente para te pedir desculpas, mas minha cabeça ficava em branco. Então, decidi te escrever algo, com minha própria letra, pois acho que o valor sentimental disso é muito maior do que só escrever por mensagem.

Eren, me desculpa. É simples, mas não tem muito mais o que falar. Eu cometi um erro, um erro horrível que acabou com seu relacionamento, e eu me culpo por isso todos os dias. Nem pensei quando eu e Jean estávamos sozinhos. Ele confessou que já gostou muito de mim e como puta que sou (não me orgulho disso) transei com ele. Acho que ele estava tão chateado com você, que deixou rolar, e acho que eu estava tão decepcionada com um cara que eu gosto que me descartou, pelo menos de maneira educada, que afundei minhas mágoas na primeira oportunidade de sexo.

Quanto a Jean, não sei se vocês poderiam se desculpar, não sei mesmo. Os dois estão chateados um com o outros e com razão, mas eu gostaria muito de ver vocês juntos de novo. Vocês formavam um casal muito bonito, e bom de ter por perto. Porém, se você não estiver interessado nele mais, espero que ache uma garota ou um garoto bom ou boa o suficiente pra você novamente, porque você merece.

Agora vem a parte ruim dessa carta: eu preciso contar uma coisa pra vocês. Você e Carla. Só que provavelmente só serei capaz de contar quando você me perdoar. Sem querer apressar as coisas, mas o que eu mais prezo nesse momento é o seu perdão, porque você é a minha família, e se eu não for perdoada pela minha própria família, quem mais me perdoaria? Nem eu mesma seria capaz.

Com amor, Mikasa.”

Eren massageou as têmporas e logo em seguida fechou a carta, se levantando para subir as escadas. Teria uma conversa com Mikasa, uma séria. Mas não no dia seguinte, já que se ocuparia com Armin. Faria isso no outro dia. Não queria nem pensar sobre o assunto. Agora, queria mesmo era descansar e sentiu que não conseguiria fazer isso muito bem, então tomou um calmante. Assim que deitou na cama, sem se importar que estava com a roupa que havia chegado da rua, desmaiou.

No dia seguinte, o moreno havia acordado com os olhos pesados e com a cabeça mais leve, até se sentia mais feliz. Que calmante forte, viu. Carla estranhou, mas não disse nada. E aparentemente, Mikasa não havia dormido em casa de novo, fato que Eren apenas ignorou. Quando passou pelo portão principal da escola, sentiu alguém puxando a manga de sua blusa, olhou para o lado e era Armin sorrindo, com as mãos puxando para frente a alça de sua mochila. Eren automaticamente abriu um sorriso, aquela cena era fofa demais para já começar o dia.

– Tudo bem? – O loirinho perguntou, e começou a andar ao lado de Eren.

– Eu que te pergunto. – O moreno sorria de orelha a orelha. – Que bicho te mordeu pra ser simpático comigo?

Armin se sentiu um pouco envergonhado, e corou um pouco. Eren queria muito abraça-lo depois disso, mas se conteve.

– Ah, sei lá. Eu acordei animado hoje. – Deu de ombros, ainda sorrindo e olhando nos olhos esmeraldas de Eren. O moreno olhou rapidamente envolta e percebeu que todos encaravam os dois e cochichavam, provavelmente porque nunca tinham visto os dois conversando. Tirou proveito disso passando o braço envolta do pescoço de Armin e cochichando em seu ouvido:

– Tá animado pras vendas ou pra passar o dia comigo? – Armin sentiu seu rosto esquentando e reparou nas pessoas comentando. Ficou puto e tentou se afastar de Eren, falhando miseravelmente.

– Me erra, caralho.

Eren gargalhou e soltou o mais baixo.

– Esse é o Armin que eu conheço.

Armin revirou os olhos. Os dois continuaram a andar lado a lado, e assim que chegaram no quarto andar, Levi apareceu cruzando o caminho deles, com Petra agarrada em seu braço, esfregando o decote nele. Eren parou de andar quando viu que ele se aproximava, e reparou com o canto dos olhos que Armin parecia desconfortável. Levi parou na frente deles e bateu nos armários ao lado, fazendo todo mundo prestar atenção nele. Ele parecia com sangue nos olhos vendo os dois juntos.

– Vejamos se não tem um babaca e uma puta andando juntos. Esse colégio tá parecendo um show de horrores. – Rosnou. Petra olhava para os dois com nojo.

Eren sorriu de forma debochada, e olhou divertido para Petra.

– Petra meu amor, abaixa a cabeça que o chifre tá quase furando meu olho. – Assim dito, Eren piscou para Levi.

Petra estava com a testa franzida, não parecia ter entendido. Quando Levi ameaçou chegar mais perto, já preparando um soco, Ymir chegou atrás de Eren e bateu no armário também, fazendo Levi olhar para cima para encara-la.

– Ei Levi, tem gente ali atrás cantando uma música pra você.

Ymir apontava com o dedão para trás, sorrindo de forma maléfica. No fundo, Reiner e Berthold cantavam de forma super debochada, com Annie fazendo alguns acordes no violão:

Eu não nasci gay, a culpa é do meu pai!

Levi arregalou os olhos e agarrou a gola da camisa de Eren, contudo foi impedido de fazer qualquer coisa, pois Historia segurou seu pulso e entrou na frente de Eren, balançando seu celular com a outra mão livre.

– Faz qualquer coisa com o Eren que a gente espalha seu vídeo. – A loira disse sorrindo.

– Lembra do que você tem que fazer, bonequinha. – Ymir piscou para ele, que largou Eren e saiu arrastando Petra escadaria abaixo.

Vendo que ele foi embora, Reiner, Berthold e Annie foram até os outros rir da cara dele.

– Vocês são demais! – Eren disse ainda rindo. – Como Annie concordou com isso?

– Foi só ela ver o filho da puta mexendo com você que ela percebeu que vale a pena brigar com ele. – Reiner respondeu.

– É verdade. – Annie confirmou e cruzou os braços. – Mas Eren, você ainda não nos contou o que houve ontem.

– Sim, e conta pra gente porque você tá andando com o Armin. – Historia ressaltou o ponto, arrumando um fio de cabelo rebelde do loiro, que parecia estar desconfortável no meio daquele grupo, deixando Ymir com ciúmes por estar mexendo no cabelo dele. – Que cabelo macio...

Reiner, Berthold e Annie começaram a rir muito da cara de ciúmes do Eren e da Ymir. O sinal tocou e Ymir e Eren puxaram Historia e Armin para mais perto, fazendo o trio que observava rir mais ainda.

– Ele conta no intervalo. – Ymir disse com Historia revirando os olhos em seus braços.

– Isso, eu conto no intervalo. – Eren confirmou e sorriu para Armin, o puxando pelo pulso e dizendo com cara de idiota: – Eu te levo na sua sala!

– Me solta, rascunho do capeta! – Armin puxou o braço de Eren e começou a andar sozinho para a sala.

– Ô Eren, tu tá apaixonado é? – Reiner perguntou parando ao lado dele, tentando segurar o riso.

– Ele não liga pra mim... – Eren fez um biquinho e abraçou Reiner, como quem queria consolo, e Reiner fez cosquinha nele.

– Sai daqui, seu gay. – Reiner disse sorrindo, mas seu sorriso morreu quando Eren o encarou puto. Só depois disso ele lembrou que o amigo odiava que faziam cosquinha nele. – Puta merda.

Foi assim que os dois começaram a correr no corredor e quase tomaram uma suspensão do diretor Erwin, que passava nos corredores para ver se os alunos já tinham ido para as salas de aula. Lógico, quando eles entraram com o Erwin puxando a orelha deles e logo depois o professor de biologia dando um esporro neles, os amigos não conseguiam parar de rir e quase levaram esporro também.

Meia hora antes da terceira aula do dia acabar, o diretor interrompeu e chamou todos os alunos do terceiro ano para a sala de palestra, que ficava no segundo andar. Ninguém entendeu nada, mas não tinham como discordar de ir. A sala era imensa, parecia uma sala de cinema, com uma mesa enorme a cada “degrau”, um grande quadro a frente e tinha até um datashow. Cabia todo o terceiro ano ali. Eren e seus amigos ficaram na quarta mesa, os cornãos na última. Eren guardou um lugar do seu lado esperando que Armin fosse sentar ali, já que era óbvio que ele tinha brigado com os cornãos para Levi o tratar daquele jeito mais cedo. E sim, Eren ficou muito feliz com isso porque ficou super esperançoso que ele fosse aceitar andar com seus amigos agora.

Entrando, olhou por cima de seu ombro e viu em sua diagonal na quinta mesa ele e Mikasa conversando. De alguma forma, isso mexeu com ele. Não como da última vez, que ficou com raiva por dois “traidores” conversarem numa boa e sequer ligar para o que fizeram com ele. Ele achava que era assim. Agora sabia que Mikasa não pensava assim e que Armin quis voltar atrás. Não sabia se eles tinham combinado de fazer isso, preferia pensar que não. E ao julgar pela cara da Mikasa de choro daquele dia, e a expressão de empatia e também tristeza de Armin, eles conversavam sobre algo sério. Eren estava decepcionado, ao final das contas. Queria voltar a conversar com a irmã, sentia falta dela, e queria conhecer melhor Armin, mas sentia que o deixava desconfortável. Então ver os dois conversando tão abertamente entre si, meio que o deixou decepcionado consigo mesmo.

Mikasa percebeu que Eren os encarava, com uma expressão neutra, porém pensativa, e se permitiu olhar para ele de volta. Seu olhar era triste, e ela parecia querer dizer alguma coisa. Armin seguiu o olhar de Mikasa, e quando viu Eren lá, a primeira coisa que reparou foi ele com a mão no casaco em cima do banco ao seu lado, logo em seguida recolhendo o casaco e colocando em seu colo, e olhando para frente. Armin olhou para baixo, imaginando que ele havia guardado o lugar para si, e ficou triste por não ir sentar com ele, e ao mesmo tempo com raiva por ele ainda tratar a irmã com indiferença.

– Silêncio! – Erwin exigiu, e todos na sala se calaram. Armin observou Sasha indo correndo sentar no lugar que até então Eren estava guardando, acompanhada de Connie. Também reparou no abraço que Eren deu em Sasha, e no cumprimento que fez em Connie. Suspirou. – Alunos, temos um comunicado a fazer.

Ao lado do Erwin, os professores Hanji, quem dava aula de química na sala de Eren, Pieck, quem dava aula de filosofia na sala de Levi, e Shadis, quem dava aula de álgebra na sala de Mikasa, Farlan e Isabel, e então repararam na treinadora Yelena, quem ninguém entendeu porque estava ali. Erwin deu a palavra para ela, e andou para trás. Yelena, andou até o meio da sala onde Erwin estava, com suas típicas mãos para a trás, começou a falar. E era impressionante como eles conseguiam falar numa altura boa o suficiente para todos daquela sala ouvirem em bom tom. Sério, só somando o terceiro ano davam mais de cem alunos.

– Bom dia, terceiro ano. Como Erwin disse, temos um comunicado a fazer. Pixis, o antigo coordenador do ensino médio disse que não aguentava dar aula de física e coordenar vocês ao mesmo tempo. A equipe da escola junto com todos os outros professores, fez uma reunião ontem e decidiu que eu iria coordenar vocês. – Todos então, começaram a falar sobre o quanto estavam fodidos. – Silêncio, porra! – Assim que todos obedeceram, ela começou a andar de um lado para o outro. – Muito bem. Como eu era quem tinha menos carga horária para dar aula e tenho também em mãos um diploma de pedagogia e psicologia, além do de educação física, todos entraram no acordo de que eu seria a melhor para entrar nesse papel. – Ela colocou a mão sobre o peito e abriu um sorrisinho. – Já vou dizendo que posso ser bem rigorosa a certas atitudes, então fiquem espertos. Mas é claro, óbvio que Erwin e eu não chamamos todos vocês aqui só para isso, porque eu poderia muito bem dar esse comunicado de sala em sala e atrapalhar menos as aulas que interrompi, – ela virou para os professores – peço perdão inclusive por isso. Hanji me deu uma ideia muito boa ontem, e acho que ela tem razão. Semana que vem começam as primeiras provas de vocês, serão provas a semana inteira e as aulas que tiveram até agora foram muito cansativas. Achamos que isso é muita pressão para vocês. Então amanhã, todos vocês serão convidados a irem para o sítio do colégio esfriar um pouco a cabeça, de sete e dez da manhã até sete e dez da noite. O que acham?

Todos ficaram um tempinho em silêncio, a ficha ainda não tinha caído. Yelena, conhecida por ser muito rigorosa e pegar pesado em seus treinos, não tolerar más atitudes, e ser sempre uma pessoa seria, realmente propôs um dia sem aula para eles? Ou ela era muito legal e as aparências enganavam, ou ela colocaria pra foder nas provas, foi o que todos pensaram. Mas nesse momento, comemoraram.

– Caralho isso vai ser muito foda! – Sasha foi a primeira a falar do grupo, se virando para o outros.

– Coloca foda nisso! – Eren sorriu.

– Será que rola transar lá? – Historia perguntou e todos voltaram sua atenção para ela. – Imagina que romântico, transar ao ar livre!

– Romântico o caralho, a gente ia foder bonito. – Ymir gargalhou.

– Provavelmente eles nem vão tomar conta direito da gente, então deve rolar sim. – Annie se pronunciou.

– Atenção! – Erwin gritou, chamando a atenção de todos. – Vou deixar vocês conversando com a coordenadora e os professores, mas antes digo algo: não é pra transar lá! É um lugar para vocês relaxarem. – Após dito, Erwin saiu da sala e Hanji falou:

– Mas bem, sabemos como vocês são né, Yelena? – Ela concordou e em seguida, olhou para todos. – Só usem camisinha.

Todo mundo riu. Era por isso que não exista um aluno sequer que não gosta da Hanji.

– Só lembrando que se eu pegar alguém transando, vai levar suspensão, então se for pra fazer que façam escondido. – Yelena disse. – Isso vale para os professores que forem com vocês, eles também podem dar a suspensão. Ah, e não contem que dissemos isso ao Erwin, fui clara?

– Sim, Yelena! A gente já te ama, viu? – Ymir gritou.

– Ótimo. – Ela sorriu. Todos os alunos começaram a conversar, então nem ouviram o que os professores conversaram.

– A gente vai apostar quem pega mais gente transando? – Shadis perguntou se aproximando.

– É lógico, dez pontos pra cada transa que achar. – Pieck disse já estalando os dedos.

– Vale lembrar que se você pegar os casais que fizerem as coisas mais estranhas são vinte pontos em vez de dez. – Hanji ressaltou. – Eu tenho noventa já desse tipo de viagem.

– Não vale quando esquisitice atraí esquisitice né, Hanji. – Pieck disse, e ela mostrou a língua.

– Você tá se achando por que? – Shadis perguntou. – Yelena tem cento e trinta pontos. É impossível ganhar dela se ela participar.

Yelena sorriu, então fez um outro comunicado para os alunos.

– Não voltem para as suas salas ainda, por favor. – E então se virou para os professores. – É lógico que eu vou participar.

Os alunos ficaram confusos e alguns que já tinham se levantado se sentaram de novo. Começou o alvoroço, com medo do que Yelena diria em seguir. Eren e seus amigos se entreolharam.

– Pss, Eren. – Sasha cochichou em seu ouvido.

– Hm?

– Aquele garoto, Armin, não para de te olhar.

Eren virou a cabeça levemente para trás e reparou que Armin realmente o fitava, e que logo que viu que o moreno o reparou desviou o olhar e disse algo para Mikasa. Eren estranhou.

– Garotos, garotas e garotes. – Yelena começou. – Em pedido de Erwin, declaramos que vocês não poderão ir com quem quiserem no ônibus. Pelo simples fato que algum de vocês se comem no ônibus ou fazem muito alvoroço, deixando os outros desconfortáveis. Vão ser três ônibus e vamos misturar as turmas, queremos que vocês façam amizade com os outros colegas também. Prestem atenção pois não irei repetir como vai funcionar isso de novo. Tem um pote com o nome de todos os alunos do terceiro ano escritos num papel ali. – Apontou para um pote que Hanji segurava com as duas mãos. – Hanji vai tirar o nome da pessoa 1 que vai na ida com a pessoa 2 que ela tirar. Em seguida vai tirar o nome da pessoa 3, que vai ser com quem a pessoa 2 irá na volta. Depois isso vai começar de novo com a pessoa 4, e automaticamente a pessoa 1 e 4 vão juntas na volta. Fazendo isso, vai dar certinho o número de alunes, que é par, e vai deixar quem vai com quem completamente aleatório. Não reclamem disso, pelo amor. E prestem atenção nos seus pares! Hanji, pode começar.

– Certo. – Hanji então, apoiou o pote numa mesa a sua frente e tirou o primeiro papel, um que estava no meio. – Mikasa Ackerman, sala C. Vai com... – Hanji pegou um papel bem no fundo do pote, abriu e fez careta com o resultado. – Eren Jaeger, sala A.

O silêncio na sala foi massacrante. Todos sabiam que os dois brigaram, também sabiam bem o motivo disso. Mikasa parecia desconfortável em sua cadeira, e Eren fazia cara de indiferente. Hanji tossiu, chamando a atenção de todos novamente.

– Eren Jaeger, da sala A, volta com... – Hanji pegou um papel na superfície do pote, leu e fez uma cara indecifrável. Logo em seguida sussurrou: – Puta merda. Yelena, posso tirar de novo?

– Não.

– Mas vai dar merda isso... – Ela lhe lançou um olhar mortal. – Certo, certo. Eren volta com Jean Kirstein, sala B.

– O que!? – Eren se levantou da cadeira e bateu as mãos na mesa. – Nem fodendo!

Jean, lá do fundo, também se levantou e disse calmamente:

– Não há nenhuma possibilidade de trocar isso não?

– Não. – Yelena respondeu. – Como eu disse, é aleatório. Se não gostou, é bem simples, não vai. Porém, eu acho idiota perder um dia tão bom desse só por causa do seu colega de ônibus.

– Ela está certa, Eren. – Connie se pronunciou, tendo a atenção do amigo. – Não vai perder isso só porque vai sentar junto com o fura olho na volta, né?

Eren apenas murmurou algo e sentou novamente.

– Nossa mas isso vai dar uma merda... – Ymir disse.

E ela realmente estava certa. Os outros magníficos pares que tinham a possibilidade de dar merda que saíram foram: Levi e Historia na volta, 100% de chance de dar merda; Petra e Ymir na volta, 45%; Reiner e Farlan na ida, 40%; Armin e Levi na ida, 75%.

Após Hanji terminar de dizer todos os pares, o sinal tocou, indicando o intervalo. Eren se levantou e caminhou até Armin e Mikasa, e literalmente todos da sala ficaram o observando.

– Hey, Armin.

– Hm? – Ele se virou para encara-lo. – O que foi?

– Aquilo que combinamos de fazer hoje, é melhor fazer amanhã, não acha?

– É, acho que sim...

– Ótimo. – Eren olhou para Mikasa, que o olhou de volta. – Eu li a carta. Conversamos amanhã, pode ser?

Mikasa parecia emocionada que seu irmão finalmente havia falado consigo direito depois que descobriu a traição. Ela apenas concordou com a cabeça. E então se virou para ir embora, com um sorrisinho no rosto. Eren já estava se virando, quando Armin o chamou.

– O que foi? – Perguntou.

Armin abriu a boca uma, duas, três vezes, mas parecia que as palavras simplesmente não saíam. Ele estava nervoso.

– Nada... Nada não.

– Ei... – Eren levou a mão até o ombro de Armin, e apertou levemente. Sorriu em seguida. – Pode falar.

– É... – Armin parecia ter ficado ainda mais nervoso com o toque. – A-Amanhã. Amanhã eu te conto.

– Tá bom.


Notas Finais


relendo de novo esse capítulo, percebi que ficaria bem melhor em primeira pessoa no eren pov, maaas fazer o que né, já foi

e ae? tão de quarentena também?? :\
pelo menos eu vou ter mais tempo pra escrever kk

próximo capítulo vai tá bom hein, perde não!

comentários?
lembrando que eles me incentivam demais, demais, demais a continuar! bjos


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