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História A droga do amor - Capítulo 6


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Notas do Autor


eu vou pedir com todo o amor do mundo pra vcs:

POR FAVOR
LEIAM
AS
NOTAS
FINAS

É
IMPORTANTE

POR FAVOR
SEUS ARROMBADINHES
APAIXONADES EM EREMIN

claro, a pedido de @juvegs eu coloquei mais música nessa bagaça
leiam a fanfic dela aliás, se vcs curtem eruri (tem eremin também viu)

obrigado por acompanharem, boa leitura :3

Capítulo 6 - Capítulo VI - parte I


POV eren

Eu estava tão animado para hoje que coloquei meu despertador pra me acordar meia hora mais cedo ao som de Smells Like Teen Spirit no volume máximo. Talvez eu tenha caído da cama de susto e talvez minha mãe tenha batido puta na porta do meu quarto e me tacado um chinelo, mas assim, só talvez.

With the lights out, it’s less dangerous! Here we are now, entertain us! I feel stupid and contagious! Here we are now, entertain us!

Eu cantava a música enquanto procurava minha toalha. Assim que achei corri logo para o chuveiro, obviamente levando meu celular junto. Com certeza, eu estava muito animado para hoje, e com razão! Eu lavava meu cabelo quando ouvi a música abaixar um pouco junto com o som de notificação. Fui ver o que era, meio dentro do box e meio fora, e me arrependi profundamente. Era uma foto da bunda do Connie com a legenda “animado pra hoje lol” no grupo. Pelo menos era bom saber que não era só eu que estava pilhado. Em seguida Reiner também mandou uma foto da bunda com uma carinha desenhada com a legenda “também estou animado lol”.

Eu comecei a rir e fiz a mesma coisa, três segundos depois Berthold mandou “Eren está tão animado que foi tomar banho, raridade viu” e eu logicamente mandei ele tomar no cu. Annie mandou um “mal começou o dia e eu já tô aterrorizada” e Ymir também mandou a foto, só que era da bunda da Historia recebendo um tapa com a legenda “eu tô é animada pra mais tarde”. Sasha respondeu imitando a Ymir com uma foto de dois hambúrguer um do lado do outro, como se fosse uma bunda, também recebendo um tapa com a legenda “eu tô é animada pro meu café!”. Todo mundo mandou um “kkkkkk” e eu decidi que iria terminar a porra do banho, porque senão eu ia ficar falando com eles até dar a hora.

Esse tipo de conversa me deixa feliz, porque me faz perceber o quanto nossa amizade tem intimidade e, literalmente, zero barreiras. Enfim, eu finalmente terminei o banho – que demorou mais do que eu imaginei – e corri de toalha para a cozinha. Calma, isso é cheiro de...

– Mãe! Você tá fazendo panqueca! – Fui e dei um abraço nela por trás, que estava no fogão fazendo a panqueca mais maravilhosa que eu conhecia desse mundo.

– Eca Eren, tá todo molhado sai daqui!

– Nossa mãe... – Fingi estar chateado e fui até a geladeira, peguei um copo no armário acima e coloquei limonada, guardei o suco de volta na geladeira e me encostei na pia, observando minha mãe, que estava rindo docemente.

– Por que essa animação toda? – Ela perguntou.

– Eu não te contei? – Dei três goles na limonada e percebi que ela meneou a cabeça em negação. – Bem, hoje vai ser um daqueles dias que a gente não vai ter aula e vai no sítio do colégio em vez disso.

– Ah, sim. – Respondeu simplesmente, desligando o fogo e colocando as panquecas no prato, em seguida entregando para mim com um garfo em cima. – Mas isso não explica cem por cento dessa sua felicidade aí, não.

Eu engasguei com a panqueca. Ela me deu umas porradas nas costas e graças a deus ou sei lá quem/força poderosa que criou o universo o pedaço saiu da minha garganta.

– Olha só Eren, quando eu perguntei você até engasgou... – Ela dizia com uma voz divertida.

– O que você tá insinuando? – Perguntei olhando nos olhos dela.

– Você tá apaixonado, Eren Jaeger?

...

– Nossa, tava muito boa a panqueca, o suco também viu! Só que eu tenho que ir me trocar, então tchau! – E assim eu fugi da Carla correndo de toalha até meu quarto, igual um pateta segurando ela pra não cair.

Ok, eu não podia dizer que eu estava apaixonado, mas se minha mãe soubesse que eu tenho sim um interesse romântico ela não ia me deixar em paz. Eu sei disso porque quando ela finalmente aceitou minha sexualidade e descobriu que eu gostava de um garoto, vulgo Jean-fura-olho, ela ficava me perguntando toda hora sobre ele. Era um saco.

Enfim, eu estava olhando para o meu guarda roupa pensando no que colocaria. Não podia ser algo óbvio como “eu tenho drogas, você quer?” mas também não podia ser algo como “eu não tenho é nada, sai fora” e muito menos algo que claramente dizia que “olha como eu estou tentando impressionar o cara que eu quero comer com a minha gostosura”. E sim, todos citados acima já haviam sido usados por mim e reparados por outros.

Acabou que eu decidi usar minha blusa velha escrito Nirvana, só porque hoje eu estava na vibe dessa banda, meu jeans claro rasgado no joelho, meu allstar velho azul e um casaco xadrez verde velho amarrado na cintura. Certo, não estava nem um pouco parecido com alguém que tinha drogas, parecia mais uma lésbica mesmo, mas era o que tinha pra hoje. Sequei meu cabelo com a toalha, e arrumei com as mãos. Passei a mão no pescoço pensando se deveria ou não passar um perfume. Geralmente eu só passo perfume quando vou sair numa festa ou quando quero que meu cheiro fiquei grudado em alguém... 

– Eren, posso entrar? – Minha mãe me deu um puta susto batendo na porta e entrando em seguida.

– Por que pergunta se já sai entrando? É toda mãe que faz isso ou é só você mesmo? – Perguntei enquanto ela caminhava até mim e arrumava minha blusa.

– Meu filho, não vai passar um perfume não? – Ela perguntou ignorando totalmente minha pergunta. – Como vai impressionar sua amada desse jeito? Ou amado?

– Amado. – Ah, merda! Eu queria dizer que não estava apaixonado e sem querer eu confirmei isso pra ela. Carla me olhou com uma expressão feliz do rosto e me disse para esperar um pouco. Voltou do quarto dela com um perfume em mãos.

– Era do seu pai. Quer dizer, eu ia dar pra ele no nosso aniversário de casados. Tem um cheirinho de madeira muito bom e gostoso, diria até agradável, é ótimo pra conquistar os outros. Sei disso porque ele usava exatamente esse perfume quando nos conhecemos. Então usa ele sempre que quiser conquistar alguém, tá? – Dito isso, ela o esticou para mim.

– Mãe, eu não posso aceitar isso...

– Claro que pode, ele não vai voltar mesmo. – Assim, ela me deu um beijo na bochecha e tirou um dinheiro do bolso. – Vai logo que você vai se atrasar, pega esse dinheiro caso precise. E não esquece o desodorante!

Ela saiu do quarto em seguida. Eu suspirei fundo. Não posso deixar de ficar um pouco feliz pela minha mãe, já que essa foi a primeira vez que ela disse do meu pai sem parecer realmente triste. Parecia que ela estava superando ele, de verdade. Me permiti sorrir, e passei o perfume, e era exatamente como ela tinha dito, tinha um cheiro muito bom. Peguei o desodorante em cima da cômoda, passei e fui pegar meu celular no banheiro. Puta merda eu tava atrasado!

Consegui chegar na escola em dez minutos, e ainda faltavam mais quinze para chamarem para os ônibus. Foi um tempo recorde. No portão, eu olhei para os lados com esperança de ver o Armin lá, como no dia anterior, só que é claro que eu não ia ter essa sorte duas vezes. Vi que o sol estava forte hoje, tudo indicava que o dia ia ser bom. Subi rapidamente as escadas até chegar na minha sala.

Abri a porta e já vi que a zona tinha começado, sem mim. Annie estava com o aparelho de DJ dela – as vezes ela tocava em algumas festas – mexendo no computador numa mesa posta ao lado da do professor. Na mesa dele, estava o Reiner dançando com um cachecol de pelinhos rosa e um óculos escuro amarelo de plástico em formato de estrelinha. Mal dava pra reparar a jaqueta de couro dele, com uma blusa vermelha e uma calça esquine (daquelas apertadas) azul escura, junto com um tênis preto velho que ele sempre usava. Todo mundo da sala filmava ele, meus amigos estavam em volta da mesa (inclusive Sasha e Connie que eram da sala B e que eu acho que não deveriam estar aqui) botando pilha nele, que dançava ao som de Call me maybe de sei lá quem.

Obviamente eu não podia ficar de fora. Cheguei lá perto, peguei com a Annie um cachecol daquele só que roxo e um óculos escuro laranja em forma de coração, e subi em cima da mesa com ele. Nessa hora todo mundo ficou mais eufórico ainda.

Hey, I just met you! And this is crazy! But here’s my number, so call me maybe! – A gente cantava e dançava uma coreografia que a gente já sabia há tempos. A gente até deu um selinho só pra zoar, e a sala (principalmente as meninas) foram à loucura.

Até que a Hanji chegou e ficou apagando e acendendo a luz para chamar nossa atenção. Annie fez com que ia parar a música mas Hanji saiu correndo e subiu na mesa junto com a gente. Ela entrou na brincadeira.

Before you came into my life, I missed you so bad! I missed you so bad! I missed you so, so bad! – Ela cantou e todo mundo aplaudiu. – Agora é sério, desliga essa merda.

Infelizmente ela expulsou a gente dali, nós devolvemos as coisas para a Annie que estava desligando o computador, quem tinha mandando muito bem em trazer isso tudo, e fomos sentar em nossos lugares. Hanji foi até o quadro e escreveu “proteção sempre!” e depois depositou uma caixinha em cima da mesa.

– Tem camisinha aqui, quem quiser, pega. – Assim que ela disse foi um monte de aluno pegar uma. Até eu fui, vai que né. – Só não contem pro Erwin, pelo amor dos deuses! Não querem que eu vá pra rua, né. – Depois que todo mundo sentou de novo, e ficou olhando pra ela, Hanji bateu uma palma. – Muito bem, era só isso mesmo, podem voltar pra farra. Mas sem música! Mentira, pode tocar música sim, mas na caixinha.

Nossa, e tem como não amar a Hanji? A mulher zoa com a gente, entrega camisinha, algo que não foi aprovado pelo diretor e ainda por cima deixa a farra rolar de novo. Sério, quem não gosta dela nem é gente.

Dito isso, a gente fez uma rodinha envolta da mesa da Historia e ficou conversando. Hanji passou ali e repreendeu Connie e Sasha por não estarem na sala deles, e eles retrucaram com: a gente não conta se você não contar, ela começou a rir e foi olhar outro grupinho na sala. Depois de um tempo, Yelena chamou a gente e nós começamos a descer as escadarias, e foi lá que todo mundo começou a procurar sua dupla. Não demorou muito para Mikasa colocar a mão no meu ombro.

– Oi? Ah, é você.

– Sim... – Começamos a andar um do lado do outro. Ela parecia um pouco envergonhada. – Sobre a carta, eu...

– Aqui não. – A cortei e olhei para ela. – Espera até sentarmos no ônibus.

– Certo.

Assim que todo mundo começou a decidir qual ônibus iria, achar suas duplas, entrar lá, escolher um lugar, que nós começamos a conversar, antes mesmo do ônibus partir. Fomos no primeiro ônibus que apareceu, e decidimos sentar lá na frente, onde geralmente iam os professores, que no nosso foi o Shadis ao nosso lado, e alguns alunos que só queriam sossego, como nós sentados na frente. Geralmente eu iria lá atrás junto com a confusão toda, mas hoje não. Eu fui na janela, assim eu conseguia ver se tinha alguém em volta prestando atenção, virei meu corpo para Mikasa e respirei bem fundo.

– Mikasa, olha pra mim. – Ela levantou o olhar, que até então estava abaixo. Ouvimos o veículo dar a partida e começar a se mover, em meia hora deveríamos estar lá. – Eu entendo o que você fez, de verdade. Você estava chateada, teve uma oportunidade de sexo pra afagar as mágoas e foi fundo nela, nem lembrou que era meu namorado.

– Eren, eu...! – Ela falou por cima da minha fala, com os olhos marejando, e eu já a cortei novamente.

– É sério, eu entendo, tá tudo bem. Agora tá tudo bem. Mas você faz ideia do por quê eu não queria te perdoar? – Ela fez que não com a cabeça, e eu continuei. – Foi porque você me ignorou. Nem veio falar comigo, pedir desculpas. Tudo bem que você estava decepcionada consigo mesma, com o que você fez, mas isso deu a entender que você não dava a mínima, e isso me deixou chateado. Muito chateado. Se você chegasse pra mim depois de ter conscientizado sobre o que fez pedindo desculpas, dando a explicação que você deu na carta, mesmo que as palavras não saíssem muito bem ou ficasse tudo embolado e confuso, eu te entenderia, de verdade, te perdoaria na hora. Entendeu?

Ela limpou algumas lágrimas, porém manteve os olhos nos meus. Era um pouco dramático ver o lápis dela escorrendo pela bochecha e pingando no crucifixo dela, deixava a cena mais intensa do que realmente parecia. Reparei nessa hora na roupa dela. Emo como sempre, preto como sempre. Era uma blusa preta de manga comprida que deixava os ombros de fora, duas gargantilhas e um crucifixo, sua maquiagem também era preta e seu cabelo estava preto em duas marias-chiquinhas. A saia era curta e tinha alguns detalhes vermelhos e uns, acho que são babados o nome, brancos na ponta dela. Uma meia arrastão preta e uma bota de couro preta que cobria até o joelho. Ah, e claro, as unhas eram compridas e adivinha? Pretas.

– Eren, eu sinto muito. – Ela começou a falar. Sua voz era repleta de mágoa, indignação e decepção. Saía até mais baixa que a minha. – Eu queria ter te procurado mas eu pensei que você não queria nem mais olhar na minha cara, com toda a razão. Então eu...

– Saiu de casa, não foi? Foi dormir sei lá aonde pra evitar de me ver. – Ela confirmou. – Sobre isso, mamãe está triste contigo.

– Eu sei...

– Não, não Mikasa você não sabe. – Aumentei um pouco o tom de voz, sem querer. – Ela sofre tanto com o desaparecimento do pai, e nem pra você apoiar, conversar com ela de vez em quando, lavar algumas coisas. Você não faz nada, vai lá só pra comer e nem pra dormir vai mais. Carla precisa de você, Mika. Eu também preciso... E é por esse motivo que eu decidi conversar com você, além de querer esclarecer as coisas. Então, volta pra casa por favor...

Ela me abraçou, e eu abracei de volta. Afaguei suas costas.

– Desculpa... Eu vou voltar. Eu vou. Mas Eren... – Ela levantou a cabeça, e olhou nos meus olhos de perto. Percebi que ela havia chorado mais ainda. – Você vai conversar com o Jean?

– Ahn!? Por que eu faria isso!? – Me exaltei sem querer. É difícil pra mim falar baixo, mas eu tento...

– Porque ele ainda gosta de você. Eren, ele ainda te ama. – Eu fiquei sem reação por alguns bons segundos. Sinceramente, eu não estava esperando ela trazer Jean para esse assunto, por mais que ele estivesse envolvido, e ainda mais com uma fala dessas. Ela me pegou completamente desprevenido. – Eren!

– É... É sério isso? Depois de tudo o que eu fiz pra ele, tudo o que ele fez pra mim, o quanto a gente se machucou nessa, nesse um ano... ele... ainda me ama? É isso que você tá me dizendo? – Minha voz saiu  mais trêmula e abalada do que eu queria. Ela olhou para baixo.

– É exatamente isso. Olha, a gente não escolhe quem vai amar, e as vezes a gente se machuca muito com isso, sei bem disso. E mesmo depois de levar um fora, como eu, ou de terminar um relacionamento de um ano, como vocês, as pessoas não conseguem parar de amar as outras simplesmente. É difícil. E é por isso que eu acho que vocês deveriam conversar... Sabe, vocês são tão lindos juntos e...

– M-Mikasa...

– Ai meu Deus, Eren! Você tá pálido! – Só quando ela levantou o olhar que ela percebeu meu estado, e parecia preocupada. Eu me sentia completamente atordoado, como se tivesse acabado de levantar de um coma, ou de ter sido atropelado por um caminhão. Disso tudo, eu tirei apenas uma conclusão: 

– Mikasa... Eu não posso conversar com o Jean... – Ela me olhou confusa.

– Ué, por que não?

– Porque eu vou voltar pra ele se isso acontecer...

– E por que isso é um problema? – Ela manteve um largo sorriso nos lábios com a minha fala, até eu responder sua pergunta.

– Porque não é com ele que eu quero ficar agora.

[...]

Estávamos todos conversando numa roda no gramado bem atrás da casa principal do sítio. Era bem grande o local, era uma casa com um andar só, mas gigante. Tinha piscina, quadra de vôlei, campo de futebol e um jardim muito bonito, sem contar que o local era cheio de árvore. O terreno era bem reto até, tinha pouquíssimos morros. Ventava um pouco mas estava quente, um clima perfeito na minha opinião. Eu estava rindo de uma piada da Annie quando Reiner começou a falar:

– Olha só se não é o Armin! – Eu parei de rir e voltei meu olhar pra ele, que estava em pé ao lado da Ymir e do Reiner.

– Não foi ele que te seduziu e roubou a droga, Eren? – Ymir perguntou. Sasha e Connie começaram a debochar de mim. Gentilmente eu mandei o dedo do meio para os três.

– É mesmo, por que vocês estavam conversando ontem? Ou sei lá, andando juntos. – Historia perguntou, visivelmente interessada quando o assunto se tratava do loirinho, fato que fez Ymir fechar a cara.

Eu sorri, me levantei e puxei Armin até onde eu estava sentado para se sentar ao meu lado. Ele parecia desconfortável e ao mesmo tempo um pouco surpreso.

– Ele pediu desculpas e tal, resolveu que ia me devolver a droga, então decidimos vender juntos. – Eu ocultei alguns fatos, mas a gente releva. Todo mundo sorriu de um jeito bem escroto com essa minha fala: com malícia.

– Vender juntos, é? – Historia provocou.

– Eren você é uma puta. – Annie disse.

– Gente, é sério! – Falei, mas eles não pareciam acreditar. As vezes sinceramente, eu acho que eles me viam como um cara que na primeira oportunidade tava transando com deus e o mundo, e não era bem assim. Pegação era assim, mas transar não. Acho que eles não fazem a mínima ideia de que só fiz isso com duas pessoas na minha vida. E agora, duvido que eles vão acreditar em mim, sabendo que eu me sinto atraído pelo Armin.

– Eu peguei a droga porque Levi disse que se eu quisesse continuar a andar com eles, deveria me destacar de alguma forma, fazer algo maneiro. – Armin começou a explicar e eu prestei bastante atenção. – Bem, eles eram meus únicos amigos nessa merda de escola, então quando eu vi o paspalho do Eren tentando vender a parada e deixando cair, vi ali uma oportunidade de ouro. Mas depois eu vi que não valia a pena.

Todo mundo olhava para Armin, e ele olhou para todo mundo. Fiquei meio surpreso com o fato de que ele revelou o motivo para eles, e não antes para mim, já que era um motivo tão bobinho, contudo era completamente compreensível. Surpreso não, acho que triste mesmo, decepcionado eu diria. Céus, o que esse garoto tá fazendo comigo?

– O Levi é a porra de um babaca gay homofóbico bully do caralho. Porra, cara escroto, pro Armin ou qualquer pessoa poder andar com eles você tem que fazer alguma coisa maneira!? Que filho da puta, eu hein. – Historia disse, indignada e muito puta.

– É... – Armin sorriu tristemente. – Ele jogou minha amizade no lixo quando disse isso, ignorou tudo o que eu fiz por ele e porra nenhuma que ele fez em troca, só me deixou com má fama por andar com ele.

– Eu chutava o cu dele se ele me mandasse fazer essas coisas. – Reiner disse cruzando os braços.

– E gente, o Levi não sabe que eu peguei a droga. Ele acha que vocês fizeram o vídeo sem motivo algum e querem só zoar com ele. – Armin acrescentou.

– Você viu o vídeo? – Berthold perguntou.

– Vi quando Eren enviou na cantina já que eu tava do lado dele. Quer dizer, eu vi a capa do vídeo...

– Mesmo assim, a gente ainda tem um motivo pra comer ele na porrada. – Ymir disse. Eu sorri pra ela. Todos sorriram também, concordando com o que ela tinha dito. Vi que Armin parecia confuso e expliquei pra ele.

– Mexeu com um de nós, mexeu com todo mundo.

Ver os olhos oceânicos do Armin brilhando com a minha fala fez todos meu pelos se enriçarem. Ele sorriu e abaixou o olhar. E eu devo ter fico olhando pra ele com a cara mais idiota possível para os meus amigos começarem com: 

– Ei, Armin. Conta pra gente como você seduziu o Eren. – Na mesma hora eu virei para o Reiner puto, já sentindo minha bochecha esquentar.

– Hm? Ah, na festa? – Ele deu uma risadinha. – Foi bem fácil, na verdade. Nem fiz nada, só andei até ele e...

– Já tá bom, né? – Perguntei sem olhar pra ele, porque meu rosto já devia tá todo vermelho.

Mesmo assim, eu acho que foi inútil. Ele deve ter visto meu rosto corado e entrou na onda dos meninos de: “vamos caçoar o Eren” porque ele colocou a mão no meu ombro e se aproximou do meu ouvido, enquanto afagava minhas costas.

– Por que já deu? – Ele sussurrava no meu ouvido. – Nem contei pra eles quando você me ofereceu um boquete.

Senti os pelinhos da minha nuca se arrepiarem. Eu rapidamente tapei a boca dele com minha mão e fiquei mais vermelho que um pimentão quando meus amigos começaram a rir. Fazer brincadeiras sexuais com eles, falar de sexo com eles e falar do que me atrai com eles era completamente diferente (e nem um pouco legal) de que ser visto daquela forma por eles. Me senti exposto, como alguma obra no museu, completamente vulnerável.

– Vamo vender a parada agora, anda. – Como método de desefa, eu saí puxando o Armin pelo braço quando o riso deles começou a ficar histérico.

Meu cu que eu ia ser humilhado assim. A gente já estava bem longe e quase entrando na floresta mais afastada da casa quando o Armin parou de andar e decidiu falar algo.

– A gente vai entrar aí? – Eu respirei fundo e me virei para ele.

– Vai sim. Aqui é ponto de droga quando a gente vem pro sítio.

– A-Ah, entendi... – Estranhei a reação dele... Me aproximei um passo.

– Tá tudo bem? Você trouxe a parada né?

– T-Trouxe, é só que eu nunca fiz isso antes e tô meio nervoso. – Eu me aproximei de novo, e ele me olhou confuso. – Eren?

Eu toquei o seu pescoço e o puxei para bem perto do meu rosto. Senti alguns pelos de sua nuca de enriçarem e ele engolir um seco. Sua expressão parecia surpresa e nervosa ao mesmo tempo, mas em momento nenhum parecia ter negação ou repulsa. E me recusei a imaginar que isso fosse só algo da minha cabeça, já que ele não fez nada com esse toque.

– E-Eren!? 

Suas bochechas começaram a ficar vermelhas.

– Quando se trata de drogas ou de ser tocado por mim você fica nervoso, certo? Agora, quando é pra me seduzir é outra história...

Falando a verdade agora, nesse momento eu queria vingança por ele ter me feito passar por aquilo na frente dos meus amigos. E sabendo que ele não tinha recuado com o toque, pensei que essa era a oportunidade de ouro.

– Desculpa, é que sua reação me diverte... – Ele respondeu baixinho.

– Te diverte? – Perguntei aproximando nossos lábios, até que curtindo essa vingança.

– É-É... N-Não! Não é isso! Arg. – Ele me empurrou, nos afastando e dando fim a minha diversão, e me deu um tapa forte no ombro. Tive a impressão de que falou que eu o divirto sem pensar duas vezes, e que agora se arrependeu. – Capiroto dos infernos, vai arrumar o que fazer!

Eu não evitei de começar a rir. Aparentemente, ele ficou mais puto ainda com isso.

[...]


Notas Finais


LEIAM AQUIII, NÃO FECHAAAA
AAAAAAAA

ok, vamos lá
primeiramente, desculpa ter cortado o capítulo do nada, sinceramente não era pra eu ter feito isso, é que estava ficando gigante e eu ainda não tinha terminado

em segundo lugar, eu não estou na cidade, estou na fazenda dos meus avós, onde a internet é muito ruim e eu não fico o dia inteiro escrevendo como antes nessa maravilhosa (sarcasmo aqui) quarentena, então EU PRECISO que você comente aqui embaixo se está gostando dessa história e quer continuação
se tiver muitos comentários, assim eu posso perceber que realmente a maioria está acompanhando e quer logo a parte dois dessa merda, eu vou trazer a segunda parte o mais rápido possível
caso não tenha tanto comentários assim, eu >>vou<< continuar postando, não se preocupe com isso, mas vou deixar isso meio de lado por aqui, então pode ser que demore PRA CARALHO pra eu postar alguma coisa

gente,
POR FAVOR
eu tô pedindo pra vcs com o coração aberto, eu preciso saber disso pra poder organizar minha vida aqui
vida na roça não é fácil não, ainda mais quando a luz acaba e eu fico sem banho :'(

beijos de luz, até
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