História A Duquesa - Capítulo 23


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Duquesa, Época, Naruto, Sasusaku
Visualizações 433
Palavras 4.759
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Capítulo XXII


Ele estava amaldiçoado. Não era a tristeza que o incomodava, nem a solidão. Já se acostumara com isso. Era a sensação de que uma mudança se aproximava. A sensação de que havia algo maravilhoso depois da curva da estrada, só para ver suas esperanças esmagadas e para descobrir que dera seu coração a uma mulher que não o queria.

— Bom dia. — Ela entrara na sala de jantar tão silenciosamente que ele não a ouvira.

E a voz dela estava rouca, como se tivesse chorado até adormecer, depois de voltar para seu quarto no meio da noite. Incapaz de dormir, ele fora para a biblioteca, em busca da garrafa de conhaque, e quando voltara para a cama, ela havia desaparecido.

— Bom dia — respondeu ele.

O que mais poderia dizer para ela? Que pedido de desculpas lhe oferecer? Que explicação poderia lhe dar para apagar a amargura daquela manhã?

Ela entrara na sua vida sem querer. Ele rira consigo mesmo do fato de que sua mãe escolhera a noiva perfeita, uma mulher tão infeliz como ele próprio. Seria um caso de atração entre semelhantes, e eles poderiam viver para sempre naquela casa, criando alguns filhos infelizes em meio a um silêncio de pedra.

E ele soubera da história dela, e ficara comovido. E observara enquanto ela desabrochava, modificando a casa e seus arredores, e dando-lhe razões para esperar que as coisas pudessem ser diferentes. Diferentes para ele. Diferentes entre eles.

— Café?

Antes que ele pudesse recusar, ela enchia a xícara dele. Sakura faria o mesmo com o seu chá da tarde, acrescentando o leite e o limão como ele gostava. Sasuke não se lembrava de ter contado a ela sobre suas preferências, mas ela as conhecia mesmo assim, e fazia todos os esforços para vê-lo confortável. O café queimava em sua língua como bile.

Ele olhara para ela, do outro lado do salão de baile, na noite anterior, e ficara fascinado com ela. O vestido que lhe comprara, as joias que lhe dera brilhando em seu pescoço. E ela sorrira para ele, quando a multidão a levara. Ele ouvira os suspiros dos jovens quando ela passara, e os sussurros curiosos dos viúvos, e se deleitara com a inveja de todos.

O vinho durante o jantar e o conhaque depois tinham sido demais. Era estranho que a bebida o afetasse tanto. Mas ele suspeitava que não fora a bebida. Fora a visão dela, a alegria de saber que ela lhe pertencia. Seu corpo vibrava com a sensação. Ansiedade. Ele se sentira como…

Um noivo. E ficara cansado dos sorrisos maliciosos que os outros homens lhe dirigiam, dos tapinhas nas costas, quando a vira procurando por ele, chamando seu nome e se esgueirando para a biblioteca escura.

E, incapaz de esperar mais um minuto, ele a seguira, excitado além da razão com o escândalo, correndo para o inevitável. E ele a teria possuído ali, com aquele vestido, no chão da biblioteca, se…

Deu um murro na palma da própria mão para voltar à realidade. Ela deu um salto, assustada, deixando cair a colher que segurava, e ouvindo-a ressoar no prato. Então, deliberadamente, ela apanhou a colher e voltou ao seu café da manhã, sem comer, mas mexendo a comida para os lados do prato, em uma simulação crível de alguém que apreciava sua refeição.

Se ao menos ela soubesse quem ele era. Os beijos que ela lhe dera eram para outra pessoa.

E quando eles chegaram em casa…

A mulher que sorrira para ele durante o baile mal podia olhar para ele, agora. E ele a silenciara, com medo do que ela poderia dizer.

Eu nunca o amei.

Deixe-me ir.

Deixe-me ir para ele.

Ele se perdera no alabastro da pele dela, na curva de seu pescoço. Um corpo feito para amar e ser amado, ainda que abrigasse um coração traiçoeiro.

Mas ao menos o que acontecera entre sua esposa e seu irmão não tinha ido longe o suficiente para causar dúvidas sobre legitimidade. Ela viera para a cama dele virgem. Havia meios de enganar um homem, ele sabia muito bem, se uma mulher se desse ao trabalho. Ela não tivera tempo para preparar uma cilada, e ele sentira o corpo dela responder com dor, e não com prazer, quando a penetrara. Com sua grosseria, e com seu ciúme, ele a machucara.

Ele se levantou da mesa e foi até a janela, olhando fixamente para o jardim. O sol brincava sobre as flores, zombando dele com a ilusão de paz e felicidade.

— Naruto partiu.

Ela viera se juntar a ele, e também estava olhando pela janela.

— Eu sei.

Afinal, aquele era o jeito dele. Sempre fora assim: causava o maior caos possível e desaparecia em seguida, deixando os escombros para trás.

— Os serviçais disseram que ele veio buscar um cavalo e se foi a galope pouco antes de chegarmos em casa.

Então, ela fora procurá-lo, assim que acordara naquela manhã. Sasuke agarrou as cortinas de veludo com uma das mãos, e sentiu os anéis que as sustentavam cedendo com a pressão. Forçou-se a relaxar antes de responder:

— Eu sei.

— Ontem à noite, no baile…

— Não vamos falar de ontem à noite — interrompeu ele. — Não quero ouvir os detalhes. Estou disposto a me esquecer de que a noite de ontem algum dia existiu… — Deus, como eu quero esquecer. — , se você prometer, se puder jurar, que qualquer criança que vier a dar à luz será minha. — Ele se virou para ela, esperando a resposta.

— Eu juro. — A voz dela era quase inaudível.

— Muito bem então — disse ele, desvencilhando-se das cortinas. — Tenho negócios para tratar hoje. Vejo você à noite. — E saiu da sala.

Sakura observou a tensão nas costas de seu marido, enquanto ele se afastava, como se não pudesse suportar o peso do olhar dela.

Ela afundou na cadeira e brincou com seu café da manhã. Esperara, com a partida de Naruto, ter uma chance de discutir as coisas com seu marido. Claro que também esperara estar livre dos segredos que já guardava, e agora ele insistia em piorar tudo. Depois da noite anterior, havia mais um item na lista das coisas que jamais deveria falar.

Maldito Naruto, por conhecer seu irmão tão bem. Aquele fora um golpe em seu coração e em seu orgulho. Ela estava certa, antes da véspera, de que Sasuke se mostrava mais amável com ela, e que as coisas ficariam mais fáceis entre eles.

E ele respondera a ela quando o encontrara na biblioteca. Ele respondera com entusiasmo. Ela estremeceu enquanto o desejo a invadia outra vez. Se fosse Naruto, ela teria reagido da mesma maneira?

A experiência de Naruto jamais poderia superar o ódio que ela sentia por ele. Quando encontrara Sasuke, seu coração soubera o que sua mente não sabia, e ela respondera aos beijos dele. Mas como poderia se explicar, se Sasuke queria fingir que nada acontecera? E ele ainda falava de filhos.

Isso é tudo que realmente interessa a ele.

Talvez fosse assim. Mas se não houvera amor, houvera afeição. E a sensação de que poderia haver mais do que uma tentativa de concepção durante o tempo que eles passavam juntos na cama. A noite anterior fora breve, e houvera dor, mas ele não a usara com crueldade. Ela se lembrava do toque das mãos e dos lábios dele em seu corpo e sentiu o desejo crescer dentro de si, afastando o medo. Voltaria a procurá-lo naquela noite, sem aquela sombra entre os dois, para ver se ele realmente pretendia esquecer o baile.

 

 

Ele cumprira a promessa e ficara o dia inteiro e parte da noite fora, deixando-a jantar sozinha. Talvez tencionasse esquecer evitando tudo que lhe despertasse lembranças. Talvez pretendesse ficar longe durante meses, visitando-a ocasionalmente para tentar engravidá-la.

Ela cerrou os dentes. Tsunade estava certa. O único modo como sua posição estaria segura naquela casa seria tendo um filho nos braços.

E se o duque pretendia voltar para casa, estaria pronta para ele. Sakura chamou Tenten, pedindo-lhe que lhe preparasse um banho e separasse sua melhor camisola. Em seguida, ela se sentou na beirada da cama e esperou, prestando atenção aos ruídos que vinham da porta ao lado.

O ponteiro do relógio se movia lentamente, hora após hora, e já era quase meia-noite quando se sentiu prestes a desistir. Talvez, se entrasse no quarto dele pela porta interna, ele a encontrasse em sua cama, se voltasse para casa.

Se.

Tinha de fazer alguma coisa, Sakura percebeu, ou ficaria louca, pensando. Testou a maçaneta e, como acontecera na primeira noite, a tranca se abrira em sua mão. Empurrou a porta.

Ele já estava lá, sentado na beirada da cama, com um copo de conhaque na mão, olhando pela janela.

— Sasuke? — Ela ficou parada à porta, hesitando em prosseguir sem um convite para entrar.

— O que você quer, Sakura?

O que ela queria? Por que ele tinha de tornar tudo tão difícil?

— Eu pensei… você gostaria de… vai precisar de mim esta noite?

Maravilhoso. Ela se sentia como uma serviçal, esperando para ser dispensada.

Ele girou o conhaque no copo, e sorriu enquanto falava: — Não esperava que você viesse. Mas se você insistir em ficar em pé à porta, certamente precisarei de você. A contraluz torna sua camisola totalmente transparente.

— Oh… — Ela deu um passo para frente, afastando-se da luz e fechando a porta às suas costas, e parou, confusa.

Ele a estivera admirando, o que era um resultado satisfatório, e ela colocara um ponto-final naquilo ao fechar a porta.

— Posso fazer alguma coisa por você, Sakura?

Sim, podia, mas ela não tinha certeza do que exatamente. Tsunade saberia o que fazer para lançar seu feitiço sobre um homem, mas nunca lhe explicara aquilo com detalhes. Ela insinuara que uma vez que as coisas chegassem ao ponto de se estar disponível, no quarto, não era necessária nenhuma mágica.

— Pensei, talvez, que se você tiver pressa para que eu conceba, seria aconselhável tentar mais de uma vez.

Ele achou as palavras engraçadas e caiu na gargalhada, deitando-se de costas na cama, derramando o resto do conhaque sobre os lençóis.

— É mesmo? Muito bem, senhora. Eu gostaria de não ter ficado tão bêbado na taverna, porque mal consigo tirar as botas, e só Deus sabe como poderei lidar com você.

— E o seu valete?

— Eu o dispensei pelo resto da noite. Não é justo manter os empregados acordados a noite inteira só porque eu não tenho o bom senso de vir para a cama.

Ao menos aquilo era algo que ela compreendia. Deu um passo à frente e se ajoelhou aos pés dele, tirando-lhe as botas e colocando-as de lado. Em seguida, subiu na cama e apanhou o copo de conhaque, colocando-o na mesinha de cabeceira. Sasuke se sentou para observá-la, e ela tirou o casaco dele, levando-o para o armário e pendurando-o no cabide.

Quando ela voltou para tirar-lhe o colete, ele se afastou dela, de modo que ela teve de subir novamente na cama. Ela pendurou o colete junto com o casaco, sentindo os olhos dele sobre si enquanto caminhava. Quando retornou, ele se movera para o centro da cama e estava apoiado na cabeceira, com um ar de displicência. Ela suspirou, subiu na cama mais uma vez e desfez o nó elegante da gravata dele, tirando-lhe a camisa em seguida.

Ele segurou as mãos dela quando Sakura começou a lhe desabotoar a calça, e rolou, imobilizando-a sob si e segurando-lhe as mãos sobre a cabeça.

— Com o que você pensa que está brincando? — Ele olhou nos olhos dela com uma expressão dura.

— Já passa da meia-noite e você estava sentado, totalmente vestido, na cama. Presumi que precisasse de ajuda e estou providenciando.

— Não estou tão bêbado assim. Você daria um valete muito eficiente, senhora. Tem muita experiência?

Ela olhou para ele, indignada.

— Sim, vestindo e despindo doentes. Posso abrir um botão tão bem quanto qualquer um de seus empregados, Vossa Graça, embora não saiba dar um nó de gravata tão bom quanto o seu valete. Mas não foi isso o que você quis dizer, foi? Eu vim até aqui esta noite porque pensei que você desejava que começássemos de novo. Ontem à noite, no baile…

— Não quero que você fale disso.

— Não, mas planeja me repreender por toda a eternidade por isso, sem ouvir uma palavra em minha defesa. Ontem à noite, no baile, o seu irmão me disse para ir encontrá-lo na biblioteca ou revelaria certos fatos a você.

— E você foi para a biblioteca…

— Eu não sabia o que mais poderia fazer. Pensei que talvez houvesse um candelabro ou um abridor de cartas, algo com o que eu pudesse atingi-lo para que ele me deixasse em paz.

— E você encontrou a mim, em vez disso?

— E me esqueci, por um momento, do meu motivo para ir até a biblioteca em primeiro lugar. Os seus beijos são muito… — Ela fez uma pausa, corando — perturbadores.

Os olhos dele escureceram e ela ouviu sua respiração acelerar.

— E quais são esses fatos dos quais o meu irmão sabia e que você tinha tanto medo de me contar?

Ela fechou os olhos e começou: — Quando você estava em Londres… — Ela sentiu o corpo dele ficar tenso contra o seu. — , eu não sabia onde você estava ou quando voltaria.

— Mas na minha carta…

Ela arregalou os olhos.

— Que carta? Eu não recebi carta alguma. Não fazia ideia de aonde você tinha ido, ou do motivo.

O corpo dele ainda estava tenso, mas a pressão nos pulsos dela relaxou.

— Acho que estou começando a entender. Continue.

— Seu irmão se tornou meu amigo. Ele foi gentil, e eu fiquei lisonjeada. E não percebi, no começo, que ele estava ficando próximo demais.

— E o quão próximo, exatamente, ele ficou?

Ela respirou fundo e percebeu que o marido estava tenso.

— Ele tocou no meu cabelo. No meu tornozelo. E me beijou. — Ela disse a última frase apressadamente, esperando que ele não notasse. — Eu me tranquei no quarto e não quis vê-lo de novo. No dia seguinte, ele partiu e você voltou.

— E foi isso que aconteceu entre vocês e que você estava com medo de me contar.

— Ele disse que você acreditaria no pior, e que você só me queria pelo filho que eu poderia lhe dar, e que eu não devia me importar com o que você sentia.

— Ele disse que eu não a desejava? — Sasuke riu novamente, e ela ergueu os olhos, espantada.

— Ele é seu irmão, e eu sou uma recém-chegada a esta casa. Como poderia diferenciar mentiras de verdades?

— Quer dizer que o meu irmão a enganou, e você arriscou a sua honra tentando esconder isso de mim. Eu lhe pedi uma vez, Sakura, que não mentisse para mim sobre o que há no seu coração. Existe mais alguma coisa que você queira me contar?

Ela mordeu o lábio. Se a verdade fosse demais para ele suportar, então que fosse assim. Ela começou: — Quando eu tinha 10 anos, minha mãe morreu, e o meu pai perdeu a casa da família. — Ela começou a falar-lhe metodicamente sobre as circunstâncias da queda de sua família, e lhe disse tudo o que acontecera até sua chegada à mansão.

E Sakura sentiu o corpo dele relaxar contra o dela, e seus próprios nervos se acalmarem, ao perceber que a verdade aparecia e o desastre não acontecia.

A voz de Sasuke estava controlada quando ele tornou a falar: — Agora, exijo que me conte a verdade. Você foi mandada para cá contra a sua vontade para se casar. E não importa para a sua família quem seja o seu marido, desde que você esteja segura. Eu não encontro satisfação em lutar para ficar com uma mulher que deu seu coração a outro. Se a noite anterior não tivesse acontecido, se eu não a tivesse tocado, se você fosse livre para ir e ele a aceitasse… você iria procurar Naruto?

— Não. — A voz dela era pouco mais que um sussurro. — Eu fui uma tola, e ele tirou proveito do fato. Pode me mandar embora, se você quiser, Sasuke, mas não me mande para ele. Ele é mau, e eu preferiria ir para o bordel a ir para o seu irmão.

O tom dele era seco: — Muito bem. Você não prefere o meu irmão ao bordel. E onde eu fico? Meu irmão acha que passei dez anos frequentando os pardieiros da Europa sem aprender a apreciar uma linda mulher quando encontro uma sob o meu próprio teto.

— Linda?! — A palavra ecoou na mente dela.

— Sakura. — Ele sorriu e tocou o lábio dela. — Há uma estátua em um museu de Paris, uma estátua de uma deusa grega. Eu a visitei frequentemente, já que a mera visão dela me fazia querer escalar o pedestal e lamber o mármore. E quando você fica em pé na soleira da porta, com a luz iluminando o seu corpo, eu percebo uma semelhança impressionante.

— Oh… — Ela se moveu sob o peso dele.

— Eu a estou deixando constrangida?

— Não — murmurou.

Ele soltou os pulsos dela e rolou para o lado, deitando-se junto a Sakura, sua mão descansando no quadril dela, que podia sentir o calor do toque dele através do tecido.

— Claro que você tem muitas outras qualidades que acho admiráveis.

— Mesmo? — Ela suspeitava que ele a estivesse provocando, mas não sabia dizer o motivo.

— Você tem uma mente rápida e um raciocínio agudo. Mão firme com os empregados. Você entende o que é necessário para administrar uma grande casa, e faz isso melhor do que minha mãe jamais o fez. Você não se desmancha em lágrimas quando sou agressivo demais, mas tem um temperamento forte. Se não fosse por uma tendência irritante de esconder segredos de mim para o meu próprio bem, eu diria que você beira à perfeição no que eu procuro em uma esposa.

— Oh…

Ele correu o polegar pela curva do lábio dela.

— E você diz que acha meus beijos perturbadores?

Ela podia sentir a própria pele corando com o calor.

— Eu não conseguia pensar em mais nada.

Ele se inclinou para a frente e tocou os lábios dela com os seus.

— Mas, decerto, eles são bem comuns se você confunde os beijos do meu irmão com os meus.

— Tive tão poucos dos seus beijos para poder comparar…

Ele se inclinou para a frente mais uma vez, e agora demorou mais um pouco, e ela abriu os lábios para ele. O beijo a invadiu como água que penetra o solo. Sakura provou de seus lábios e de sua língua, e suspirou contra a boca do marido, estendendo os braços para ele, puxando-o para mais perto, para sentir o coração dele batendo contra o seu.

— Melhor? — Ele suspirou contra o ouvido dela.

— Sim. Mas… — Como poderia lhe dizer aquilo sem magoá-lo? Ela se interrompeu.

— Chega de segredos, esposa. Diga-me o que você está pensando.

— Mas não como ontem. — Ela se interrompeu novamente. — E você não me beijou quando nós…

— Eu não podia beijá-la. Não me atrevi. Eu queria você além da razão. Com uma palavra, você poderia ter arrancado o coração do meu corpo e me deixado para morrer. Olhei para o seu corpo e soube que não poderia evitar responder a ele, mas estava com medo de compartilhar minha alma com você. Como agora.

E os lábios dele desceram sobre os dela e afastaram todos os pensamentos, e ela se agarrou a ele enquanto ele bebia da doçura de sua boca, e a deixava faminta por coisas que não conhecia ou compreendia. E o beijo lhe desceu pela garganta, movendo-se para seus ombros e para a curva de seus seios, e ela lutou contra o tecido da camisola, até que ele o afastou e cobriu seu mamilo com a boca, acariciando-o com as mãos e com a língua até ela gemer.

Ele recuou para beijar-lhe a têmpora, e ela sussurrou: — Sim. Este é você. É isso que eu quero.

— E isso é tudo? — Ele estava rindo dela de novo, mas ela não se importou. — Quando existe muito mais do que isso?

Existe, o corpo dela gritou. Existe.

— Então, eu quero que você me dê tudo.

O duque tomou o rosto dela nas mãos, e tornou a sorrir.

— Fui um tolo em deixá-la sozinha, mesmo por um momento. — Ele acariciou o corpo dela por baixo da camisola, e a lateral de sua perna. O sorriso dele se desvaneceu, mas o brilho em seus olhos era diabólico. — E o meu irmão tocou apenas o seu tornozelo?

— Por cima da meia-calça — respondeu ela. — Eu caí. E ele disse que me examinava para verificar se eu estava ferida.

— Claro que sim. Eu também diria algum absurdo do tipo para colocar as mãos sob a sua saia.

— Sob a minha saia?

Ele descera para o pé da cama e segurava o tornozelo dela entre as palmas das mãos.

— E qual seria o tornozelo machucado? O esquerdo ou o direito?

— Eu não lembro.

— Ambos, então. — E ele beijou as solas dos pés dela, detendo-se nos arcos, correndo a língua pelos ossos pequeninos.

Correndo as mãos pelas pernas dela, segurando-a pelos joelhos e abrindo-os. E seus beijos chegaram aos joelhos dela, o que era interessante, mas não tão interessante quanto o que suas mãos estavam fazendo com a pele sensível da parte interna das coxas dela. E sua língua deslizava pela pele delicada, mas seus dedos haviam chegado ao ponto onde as pernas dela se uniam, e…

— Oh, meu Deus…

Ele parou. Parou e ergueu a cabeça para olhar para ela.

E ele estava sorrindo de novo.

— Você disse alguma coisa?

— Não. Bem, sim. É… muito bom.

— Ótimo. — E as mãos dele retomaram os movimentos, e seus polegares começaram a fazer alguma coisa incrível, e as pontas de seus dedos chegaram à abertura entre as pernas dela e deslizaram para dentro, e ela se contorceu contra ele, sem saber se precisava chegar mais perto ou se afastar.

E os beijos dele continuaram a subir pelas pernas dela, até que ela pensou que talvez ele fosse beijá-la…

— Oh, meu Deus!

Ele fez uma pausa, com um dedo ainda dentro dela, acariciando gentilmente, e olhou nos seus olhos.

— Desculpe. Você disse alguma coisa?

— Não foi nada. Só que eu nunca senti nada parecido com isso antes.

Ele não estava mais sorrindo. E o rosto dele desapareceu de vista, quando ele recomeçou a beijá-la, e seus lábios alcançaram seu objetivo quando suas mãos deslizaram por debaixo do corpo dela e a puxaram para mais perto. As mãos dela agarravam os lençóis com força, como na noite anterior, mas por medo de ser carregada pelas ondas de sensação que percorriam seu corpo, e ela sentiu os músculos que haviam resistido na noite passada se contraírem e pulsarem, e a sensação vazia e confusa desapareceu, e em seu lugar veio o caos e o triunfo, e ela pensou ter gritado de alegria, mas o quarto parecia estar longe demais para ela ouvir o som, e então ela estava flutuando de volta, para a sensação da cabeça de seu marido descansando contra seu ventre e a mão dele entre suas pernas.

— Bem. — O resto de ar que ela ainda prendia foi liberado em uma torrente.

Ela podia senti-lo sorrir a seu lado, e sorriu de volta, maravilhada.

— Bem? — A voz dele era profunda, e o som reverberou pela pele dela, fazendo-a arder. Ele correu as pontas dos dedos pela perna dela, que estremeceu.

— O que acontece agora?

— Você, honestamente, não sabe? — A voz dele era leve, e ela ouviu o espanto e um toque de convencimento. — O que acontece agora é o que você escolher, meu amor. Estou sob o seu comando.

— Você quer fazer… O que fizemos na noite passada? — Ela podia sentir que ele estava ereto, mas não havia tensão no resto do corpo dele.

— Poderíamos fazer. — Havia um toque de dúvida na voz dele. — Se, depois de ontem à noite, você não estiver sentindo dor. Não fui tão cuidadoso como poderia ter sido. E não quero machucá-la de novo só para buscar o meu prazer.

Ela sentiu o desejo crescente dentro de si, o desejo de ficar mais perto dele. De se sentir segura em seus braços, enquanto o recebia em seu corpo.

— Eu gostaria de tentar.

Ele se moveu pela cama, deitando-se ao lado dela.

— De um modo diferente, talvez. Mais fácil para você decidir o que é bom. — Ele a acariciou com uma das mãos enquanto seus lábios se moviam sobre seus seios, provando e provocando.

Ela podia sentir seu corpo começando a responder novamente, e se perguntou: por quanto tempo? Com que frequência? Quanto prazer ela poderia suportar, sem morrer de pura alegria? Sakura correu a mão pelo corpo dele e sentiu os músculos e os ângulos estranhos e a firmeza do corpo de seu marido. A suavidade inesperada e a textura mais grosseira de velhas cicatrizes. E, muito gentilmente, deixou que sua mão o explorasse ainda mais, tocando-o como ele a tocava.

As mãos dele seguraram o corpo dela com mais firmeza, puxando-a para mais perto, e sua boca encontrou o pescoço dela, mordendo-o, sugando-lhe a pele até ela sentir o desejo crescente. Ele tomou-lhe a boca, era selvagem e maravilhoso, e ela se deleitava com a posse.

E então, ele tomou-lhe os quadris nas mãos, pressionando o corpo contra o dela, e ela se preparou para recebê-lo, mas em vez disso, ele rolou de costas, puxando-a sobre si.

Ele murmurou: — Faça o que quiser. — E afastou as mãos que seguravam o corpo dela.

Ela o beijou. Cuidadosamente,e a princípio, e então, com mais intensidade, como ele fizera com ela, introduzindo a língua em sua boca, tentando possuí-lo também. Ela se afastou um pouco, para poder deslizar a mão entre seus corpos e encontrá-lo novamente, e sentir sua pele, tão diferente de qualquer parte de seu próprio corpo, e tocá-lo até que a respiração dele começou a ficar mais curta e ela sentiu o líquido umedecendo seus dedos.

E ouviu seu próprio corpo, que gritava para ser preenchido. Dizendo-lhe o que deveria acontecer em seguida. Ela o montou, e guiou-o até que ele estivesse encaixado dentro dela e ela pudesse fazer com seu corpo o que fizera com a mão.

Ele gemeu sob ela, e gritou: — Meu amor!

O som deu a ela a energia para aumentar o ritmo, e ele estremeceu, e ela sentiu a paixão dele explodir contra a tensão crescente em seu próprio corpo, e continuou a se mover até que a tensão cedeu e ela ficou deitada, exausta, sobre o corpo dele.

Sasuke estava murmurando no ouvido dela, de novo. Chamando-a de querida, e de coração, e falando em francês, o que lhe acariciava os ouvidos, mas que ela não compreendia.

— Sinto muito, Vossa Graça — ela murmurou, enquanto lambia seu pescoço — , mas não faço ideia do que você está me dizendo.

— Vou ensinar a você então — murmurou ele em resposta.

— Fico feliz… — Ela o beijou de novo. — , porque você é um professor incrível.

Ela estendeu a mão para tocá-lo, e sentiu-o endurecer em sua palma.

Ele sorriu.

— E eu acho que está na hora de outra aula.

 

 

O valete de Sua Graça voltou para o andar de baixo logo após o café da manhã e sentou-se à mesa, chocado. Nunca, em todos os anos em que trabalhara para o duque, vira algo parecido. Ele chegara na hora de sempre, para acordar o duque e escolher suas roupas para o dia, e o encontrara enrolando-se em um robe e fechando as cortinas da cama.

E sorria.

Não os sorrisos maliciosos que vira em Paris ou Londres, ou os olhares furiosos com os quais se acostumara, quando Sua Graça estava em residência na mansão. Aquele era o olhar de um homem embriagado de prazer.

Sua Graça, o duque, levou um dedo aos lábios, cuidadosamente.

— Shh.

Quando o valete ia se dirigir ao armário para escolher as roupas do dia, o duque o dispensou.

— Isso não será necessário, Kiba. Acho que vou passar o dia em meus aposentos.

— Vossa Graça está doente?

— Estou exausto. — O tom de voz dele subiu. — Cansado demais para pensar em sair do quarto. Quase cansado demais para me levantar.

Kiba ouviu distintamente uma risadinha feminina por detrás das cortinas da cama.

— Acredito que minha esposa também vai querer ficar na cama. Pode dispensar Tenten hoje, pois duvido que ela virá a ser necessária.

Kiba assentiu, em dúvida.

— E o café da manhã, milorde?

— Deixe a bandeja do lado de fora da porta, Kiba. E traga o suficiente para dois, porque estou curiosamente faminto hoje. E o almoço também. Talvez até o jantar.

Houve outra risadinha vinda da cama, e Sua Graça, o duque, definitivamente sorriu.


Notas Finais


Esse capítulo cheio de doçura é em especial para a Steph, vulgo @Saltodevil. Vocês já leram a fanfic q ela fez pra mim? É uma LONG MARAVILHOSA! Olhem o perfil dela e favoritem bastante!


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