História A Elite (MALEC) - Capítulo 13


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Categorias A Seleção, Deadpool, Harry Potter, Homem-Aranha, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Teen Wolf, The Flash
Personagens Adele Station, Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Lady Camille Belcourt, Lilith, Luke Graymark, Lydia Branwell, Madame Dorothea, Magnus Bane, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Personagens Originais, Ragnor Fell, Rainha Amberly, Raphael Santiago, Rebecca Lewis, Robert Lightwood, Sebastian Verlac, Simon Lewis, Tessa Gray, Valentim Morgenstern
Tags A Seleção, Adaptação, Clace, Kiera Cass, Malec, Mudanças No Enredo, Spideypool
Visualizações 100
Palavras 1.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, aguentem mais um pouco, mas será que no fim, quem Alec vai escolher seguir?

;)

Capítulo 13 - 13


Fanfic / Fanfiction A Elite (MALEC) - Capítulo 13 - 13

CORRI PARA FORA DO SALÃO . Era evidente que Jonathan não me fizera um favor; ele quis me mostrar meu lugar. Por que eu me incomodava com isso? O rei esperava meu fracasso, o público não me queria, e eu tinha certeza de que não poderia ser príncipe. Subi as escadas rápido e silenciosamente, tentando não chamar a atenção. Não havia como saber quem era a fonte não identificada do palácio.

 

— Senhor — Harry disse, ao me ver entrar —, pensei que fosse permanecer no salão até o almoço.

— Você poderia sair, por favor?

— Perdão? - Bufei de raiva, mas tentei não perder a paciência.

— Preciso ficar só. Por favor.

 

Os três fizeram uma reverência e saíram sem dizer uma palavra. Me sentei ao piano. Tentaria me distrair até não pensar mais naquilo. Toquei algumas músicas que sabia de cor, mas foi fácil demais. Precisava me concentrar de verdade. Me levantei e revirei a banqueta do piano em busca de algo mais difícil. Folheei várias partituras até dar com a lombada de um livro. O diário de Alicante! Tinha esquecido completamente que estava comigo. Aquilo seria uma grande distração. Fui para minha cama com o livro em mãos e o abri, contemplando cada uma das páginas antigas antes de virá-las. O diário abriu na página com a fotografia do Halloween; aquela foto rígida tinha servido como um verdadeiro marcador de página. Reli a entrada:

 

 

As crianças comemoraram o Halloween deste ano com uma festa. Imagino que seja uma maneira de esquecer o que se passa ao redor, mas me parece frívolo. Somos uma das poucas famílias remanescentes com dinheiro suficiente para festejar, mas essa brincadeira de criança me parece um desperdício.

 

 

Olhei novamente para a foto. Me detive especialmente na garota. Qual seria sua idade? Qual o seu cargo? Gostava de ser filha de Raziel Alicante? Será que isso a tornava muito popular? Virei a página e percebi que o texto não era o começo de uma nova anotação, mas a continuação de um comentário mais extenso sobre o Halloween.

 

 

Eu achava que com a invasão chinesa veríamos os erros do nosso estilo de vida. Sempre me pareceu óbvio — especialmente nos últimos anos — que havíamos nos tornado uns preguiçosos. De fato, a facilidade com que a China entrou em nosso país não me surpreende. Tampouco me surpreendeu nossa demora em nos organizar e contra-atacar. Perdemos aquele espírito que levava as pessoas a atravessar os mares, os invernos arrasadores e a guerra civil. Ficamos preguiçosos. E enquanto descansávamos, a China assumiu as rédeas.

Nos últimos meses em particular, tenho sentido o desejo de doar mais do que dinheiro aos esforços de guerra. Quero liderar. Tenho ideias e, após minhas generosas doações, talvez seja o momento de oferecê-las também. Precisamos de mudança. Não posso deixar de perguntar-me se não serei a única pessoa capaz de realizá-la.

 

 

Senti calafrios. Não pude deixar de comparar Magnus a seu antepassado. Raziel parecia inspirado. Juntava os pedaços do país com o desejo de formar um todo. Me perguntei o que ele acharia da monarquia se estivesse vivo. Quando Jace abriu a porta silenciosamente naquela noite, morri de vontade de contar a ele o que tinha lido. Me recordei, porém, que eu já tinha falado com meu pai sobre a existência do diário, o que já era uma quebra do meu juramento feito a Magnus.

 

— Como vão as coisas? — perguntou Jace, ajoelhado ao pé da minha cama.

— Tudo bem, acho. Jonathan me mostrou este artigo hoje — comentei, para depois balançar a cabeça. — Não sei se quero falar disso. Estou tão cansado dele, dos dois, dele e de Camille, tenho certeza que ela mandou ele me mostrar de propósito.

— Acho que com Catarina fora, ele vai demorar para dispensar alguém, não? - Dei de ombros. Sabia que o público estava ansioso por uma eliminação, e o que aconteceu com Catarina foi mais dramático do que o esperado. — Ei — interveio ele, arriscando-se a se pôr sob a luz que entrava pela porta escancarada —, vai ficar tudo bem.

— Eu sei. Só sinto saudades dela. E estou confuso.

— Confuso sobre o quê?

— Sobre tudo: o que faço aqui, quem sou eu. Pensei que soubesse... Não sei nem explicar direito. - Aquele parecia ser o meu problema. Todos os meus pensamentos estavam embaralhados. Era incapaz de organizá-los.

— Você sabe quem é, Alec. Não deixe eles mudarem você. - A voz dele era sincera. Me senti seguro por um minuto. Não porque tivesse as respostas, mas porque tinha Jace. Se algum dia perdesse de vista quem eu realmente era, sabia que ele estaria lá para me conduzir de volta.

— Jace, posso lhe perguntar uma coisa? - Ele concordou. Continuei: — É meio estranho. Se para ser príncipe eu não precisasse casar com ninguém, se fosse apenas um cargo que eu pudesse escolher, você acha que eu seria capaz? - ele arregalou os olhos por um segundo, como que contemplando a enormidade da pergunta. Para seu mérito, pude notar que pensou bem antes de responder.

— Perdão, Alec. Não acho. Você não é calculista como eles. -  Seu rosto revelava um pouco de tristeza, mas não me ofendi por ele me achar incapaz de ser príncipe. Só fiquei um pouco surpreso com seu raciocínio.

— Calculista? Como assim? - Ele respirou fundo.

— Estou em toda parte, Alec, e escuto muita coisa. Há muita agitação no sul, nas áreas com grande concentração de castas inferiores. Segundo os guardas mais antigos, essas pessoas nunca concordaram muito com os métodos de Raziel Alicante, e já faz tempo que há conflitos na região. Dizem por aí que foi por isso que o rei ficou fascinado pela rainha. Ela veio do sul, e sua escolha acalmou as coisas por uns tempos. Parece que já não é mais assim. - Pensei de novo em mencionar o diário.

— Isso não explica o que você quis dizer com calculista — comentei. Jace hesitou.

— Outro dia, antes dessa história de Halloween, eu estava em um dos escritórios. Eles discutiam sobre simpatizantes dos rebeldes no sul. Pediram-me que levasse umas cartas para a ala postal em segurança. Havia mais de trezentas cartas, Alec. Trezentas famílias rebaixadas de casta por não terem denunciado alguma coisa ou por terem ajudado alguém que o palácio considerava uma ameaça. - Perdi até o ar. — Eu sei — continuou Jace. — Dá para imaginar? E se fosse você? Você só sabe tocar piano, e de repente, tem que arrumar emprego em um escritório. Como encontrar um emprego na área? A mensagem é bem clara. -Concordei.

— E Magnus... ele sabe disso?

— Acho que sim. Falta pouco para ele governar sozinho. - Meu coração não queria acreditar que ele tinha concordado com tudo isso, mas parecia provável. Ele tinha que estar consciente do que se passava e se conformar. Seria eu capaz de fazer isso? — Não conte para ninguém, certo? Um deslize como esse poderia custar meu emprego — alertou Jace.

— Claro. Já esqueci. - ele sorriu para mim.

— Sinto saudades de estar com você, longe de tudo isso. Saudades dos nossos problemas de antes. - Achei graça.

— Entendo o que você quer dizer.

— Ah, pensei em trocarmos presentes! Meu colega disse que faz isso com a irmãzinha dele, ele dá algo para ela e vice e versa, pedi para Clary surrupiar um de seus vestidos lindos que ela faz para dar a Izzy, mas ainda não consegui nada para você. Desculpe.

— Que ideia interessante, vou conseguir muito mais coisas para Izzy do que você!

— Quer mesmo apostar?

— Ah eu quero, vou esfregar a vitória na sua cara!

— Certo, o vencedor leva tudo, e com isso quero dizer que quando voltarmos para casa, o perdedor vai realizar todas as tarefas do ganhador por um ano!

— Feito!

— Bom, eu literalmente, não tenho nada mais a oferecer, mas você pode agarrar-se a isto, uma coisa que toquei, e lembrar que não está sozinho. Pode ter certeza de que estarei pensando em como você é birrento e mandão, mas ainda assim estarei pensando no meu irmão. Pegue - ele tirou um botão do bolso do uniforme e me entregou.

 

Pode parecer tolice, mas queria chorar. Era inevitável, um instinto natural, comparar Jace com Magnus.  Para Magnus, parecia ser muito fácil me dar coisas — até ressuscitar um feriado por minha causa, para garantir que eu tivesse do bom e do melhor —, porque ele tinha o mundo à disposição. E lá estava Jace: me dando preciosos momentos de nostalgia e uma ninharia para manter-nos conectados. E a impressão era de que ele me dera muito mais.

Lembrei-me de repente que Jace sempre tinha sido assim. Ele sacrificava seu sono por mim e por Izzy; arriscava-se a ser pego depois do toque de recolher por que Izzy queria que ele comprasse algo durante a noite para ela comer por que ainda estava com fome; arrumava moedinhas para mim. Era mais difícil enxergar a generosidade de Jace porque não era grandiosa como a de Magnus. O coração por trás dela, porém, era muito maior. Afastei novamente a vontade de chorar.

 

— Não sei como continuar com isso agora. Sinto que não sei mais fazer nada. Eu... eu não esqueci você, certo? Você ainda está aqui. -  Levei as mãos ao peito. Por um lado para mostrar o significado de minhas palavras a Jace; por outro, para aliviar o desejo estranho que estava ali. Ele compreendeu.

— Isso basta para mim. E bastará para a nossa família caso você queira desistir Alec, você sabe, você não precisa se fazer de forte por nós. Eu estou aqui, consigo mandar o dinheiro, você pode ir se quiser!

 

Aquela ideia pareceu tentadora. Escapar das aulas chatas da Jocelyn, fugir completamente dos ternos apertados, não ter que olhar para o rosto nojento de Jonathan, Camille e Asmodeus, me sentir bem comigo mesmo pela primeira vez desde que cheguei aqui. Sim, era tentador demais. Porém, desistir disso tudo, seria desistir de Magnus.

 

E será que eu estava pronto para desistir de Magnus?


Notas Finais


Será que o nosso amado Alexander desistiria de Magnus?

:)


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