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História A empregada e o ambiocoso - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Boa tarde, pessoas!
Mais um capitulo entregue a vocês, espero que possam gostar.
Novamente, vou alertando que esse capitulo é um pouco grande, pois a criatividade está ao meu lado esses dias.
Agora, vocês saberão o que a Refia queria dizer com o uso de ( ).
Novamente, os direitos dos personagens são do Twisted Wonderland (exceto Refia).

Capítulo 5 - Capítulo 4: Sobre você


Fanfic / Fanfiction A empregada e o ambiocoso - Capítulo 5 - Capítulo 4: Sobre você

Se passaram três dias depois do ocorrido, posso dizer que não queria que aquele dia acabasse, porque o Azul foi atencioso comigo, até pensei em deixar de lado nossas desavenças e poderíamos ser amigos, mas tudo aquilo foi apenas um sonho, nesses dias, ele vive pegando no pé, dando broncas por não fazer as coisas direito, além disso, suas atitudes e seu jeito me irrita profundamente, fazendo odiá-lo mais ainda. Nesse momento, estou na cozinha do restaurante, preste a preparar o chá de camomila para o meu detestável mestre, ainda por cima, está com mal humor.

-Azul, me guarde!- exclamei com raiva pegando a caixa de saques de chá dentro do armário-Vou encher de beijos (socos) por ser tão belo (horrível).

Quando desabafei, ouço risos no local, aquela sonoridade era muito familiar, acabei elogiando seco, pois tinha certeza que ele ouviu tudinho, espero que não me zombe com isso. Dou uma viradinha, vejo o rapaz sorridente para mim, segurando um bandeja com pratos e copos, pela a sua gravata desarrumada, poderia ser o..

-Koebi-chan, querendo o Azul. Isso mostra que estou certo.- afirmou o Floyd- Não se preocupe, só persistir terá seu “homi”.

-Você de novo com essas ideias. -respondi brava.

Floyd caminhou em direção a pia, colocava os copos e os pratos dentro do mesmo.

-Depois que Koebi-chan começou a trabalhar aqui, vejo Azul mais feliz.- comentou Floyd.

-Feliz?-indaguei ao ouvir aquilo- Ele anda mais generoso (insuportável) que antes. -tentava explicar para o rapaz.

-Você percebeu também, você é bem observador, também é o rapaz que você quer dar uns beijos. -argumentou Floyd.

-FLOYD, NÃO FALA ASNEIRAS!- berrei irritada com aquele comentário.

Floyd terminou de transferir os pratos e copos na pia, quando finalizou, caminhou até mim, sorria ao ver meu rosto irritada, mas Floyd não se intimidou com o meu semblante, acabou abaixando a sua cabeça pra ficar na minha altura e disse:

-Koebi-chan se torna uma pessoa fofa ficando bravo, será esse o motivo que o Azul se encantou?

-Hein?- exclamei surpresa. 

Quando Floyd ia contar mais, escuto o abrir de porta da cozinha, Floyd e eu olhamos na direção da porta, acabamos vendo o Jade com o seu rosto sereno.

-Você está aqui ainda, Refia?- perguntou Jade.

-Sim.-afirmei para o Jade

-Jade, algo aconteceu?- perguntou Floyd. 

-Simplesmente, Azul está impaciente pelo chá dele, pediu para encontrar o seu escravo. -comentou Jade calmamente- Ainda mandou informá-lo, se não leva o seu chá em cinco minutos, Azul vai descontar do seu salário, não é divertido?- Jade sorriu com simpatia. 

-Não é divertido, Jade.-respondi ao rapaz com desapontamento.

Mesmo sendo indelicada, Jade não ficou abalado, continuou sorrindo, às vezes, pergunto: Como seria o Jade com raiva? Espero que não seja comigo, porque deve ser pior que o próprio Azul. Nesse tempo, Jade encarou o seu irmão e falou:

-Floyd, por gentileza, poderia atender uma mesa agora?- Jade fez um pedido- Porque agora, estou ocupado com os pedidos de outra mesa.

-Claro, pode deixar. - Floyd concordou - Até mais, Koebi-chan e desejo sorte.

Floyd acenou para mim, em instantes, correu para a porta da cozinha. Depois de ver o rapaz sair, Jade ficou me analisando, logo me deixou desconfortável, pois seu olhar era penetrante, parecendo que olhava dentro da minha alma.

-Quer algo?- perguntei pra distrair o rapaz.

Jade teve um baque com a minha pergunta de repente.

-Não é nada- negou Jade- Porém, vejo que você anda com problemas, não?- perguntou com a sua mão segurando seu queixo.

-Deu pra perceber, né?- retruquei com outra pergunta.

-Se continuar desse jeito, vai trabalhar pro resto da sua vida. -respondeu Jade com preocupação.

- “Espera o pouco, Jade sendo legal comigo?”- meditei tentando assimilar aquela cena.

- Refia, quer que eu ajudo?- perguntou Jade.

-Ajudar?- disse estranhando a sua proposta.

-Sim, posso torná-lo um mordomo perfeito para o Azul. - comentou Jade- Com isso, ele vai parar de pegar no seu pé.

-Sério?- perguntei animada.

-Sim, estou pensando, poderíamos começar a manhã. -afirmou Jade- Aproveitar que amanhã não tem aula, além disso, não vai abrir o restaurante.

-Sim, quanto mais cedo melhor. -respondi super feliz.

-Exato- afirmou Jade sorridente- Espero no jardim botânico do colégio às nove da manhã, ok?

-Okay!- exclamei empolgada.

-Bom, passaram cinco minutos, melhor você correr fazer esse chá.- Jade falou olhando o relógio que estava na parede da cozinha- Quero ver, se amanhã estará vivo, pois ele está muito estressado, capaz de não sobreviver, mas isso não tão ruim assim.

Quando comentou, fiquei pálida, começo a apressar fazer o chá pro Azul. Escutava risos do Jade, mas não importei, porque sentia que se não fizer esse chá, não teria história para contar.

 

No outro dia, chegava ao lugar que o Jade combinou, minhas roupas era as mais simples de todas, camiseta branca, calça jeans e tênis preto, pois não sou muito de enfeitar, além disso, tenho que parecer um garoto. Ao longe, vejo um rapaz com uma camiseta de manga longa verde escuro, calça de moletom preta e tênis branco. Quando cheguei, fiquei estranhando ver o Jade com essa vestimenta, sempre vejo de uniforme ou roupa do seu dormitório.

-Bom dia, Refia.- cumprimentou educadamente o rapaz.

-Bom dia.- cumprimentou sem graça. 

-Vamos entrar? -sorriu Jade. 

Concordo com o jovem, logo entramos no jardim.

Ao entrar no jardim, Jade caminhou calmamente, observando as plantas que havia naquele local, o seguia em silêncio, pois estava ansiosa para descobrir como seria o seu ensinamento, espero que não seja rígido. Notei que o garoto parou numa árvore com frutos amarelos, não tinha conhecimento para saber qual fruta seria, mas parecia ser suculentas. Jade sentou-se debaixo dela, acenou para sentar perto dele. Andei até a árvore, sentei ao seu lado, Jade abriu um sorriso gentil, mas sentia que poderia vir algo ruim.

-Refia, antes de ensiná-lo. Responda uma pergunta.- comentou Jade.

-O que seria?- perguntei com medo.

-Bom, sinto que você é muito diferentes dos outros garotos dessa instituição.-relatava o Jade, mas o interrompi.

-Porque não tenho poderes, só isso.- respondi disfarçando com um sorriso. 

Jade ficou com o semblante sério, negou a cabeça e comentou:

-Não é isso, você tem um jeito estranho.-afirmou Jade.

-Estranho?- perguntei curiosa.

-Sim, você tem um jeito mais afeminado comparado aos rapazes do Pomefiore. -argumentou Jade.

-Você está viajando, Jade!- exclamei rindo- Afeminado? Uma pessoa grossa como eu e..

Jade aproximou seu rosto ao meu, fico chocada ao ver a sua aproximação repentina, o garoto abriu um sorriso de canto e falou:

-Que foi?- exclamou o Jade- Parece chocado, seria que estou perto de você?

-Eu..Eu..- tentava falar, mas não conseguia.

-Está em pânico, tem medo que posso fazer algo com você. -falou o Jade aproximou o seu rosto em meu ouvido- Não faria nada com um garoto, mas se fosse uma garota, faria coisas que você nem queria saber. -sussurrou Jade meu ouvido.

Senti um arrepio com a sua voz provocativa, nem deixei o Jade agir, acabei afastando dele com a minha face corada. Jade levantou a sua cabeça, novamente ficou com o seu rosto perto ao meu.

-Não estou entendo. -afirmei um pouco assustada, logo afastei de novo. 

- Está se afastando, então a minha teoria está correta. - confirmou Jade

- Que teoria? -perguntei curiosa.

-Serei mais direto, você é uma garota que se passa por garoto.- respondeu Jade sorridente. 

Ao ouvir aquilo, fiquei chocada, pois ele acertou em cheio, mas não poderia permitir que seja a teoria certa. 

-Garota? -indaguei- Você está enganado, seria estranho eu permitir um cara me  flertar dessa forma. 

Jade pegou-o meu braço, novamente, nossos rostos se aproximaram. 

-Se não me contar sobre o seu segredinho, rasgarei as suas roupas para confirmar que estou certo.- Jade comentou bravo.

Nego a cabeça automaticamente, pois estava com medo dele, porque sabia que poderia fazer algo daquele nível. 

-Então, não vai contar? -ameaçou o Jade. 

- Sim, sou uma garota. -confirmei sobre o meu verdadeiro gênero. 

Jade largou o meu braço, deu um suspiro profundo, parecendo aliviado ao descobrir sobre meu segredo.

-Como descobriu? -perguntei super assustada

Jade encarou-me, deu um sorrisinho de canto e explicou:

-Quando entrei na sala VIP, naquele dia, Azul estava segurando o seu rosto parecendo que estava te seduzindo, aquilo me deixou surpreso, fiquei desconfiado, mas ação dele denunciou. 

- Qual? -novamente perguntei. 

-Acha que o Azul deixaria algum funcionário sair um pouco mais cedo?- perguntou Jade- Se ele deixou naquele dia, porque você usou o seu charme para amolecer o coração dele.

-Não foi bem assim!-exclamei brava com aquele comentário.

-Azul pode ser impiedoso, mas ele não resisti uma garota sendo carinhosa ou até mesmo com problemas de saúde.

-Quer dizer que ele só foi gentil, porque..- tentava entender, mas o rapaz interrompeu.

-Isso é comum para qualquer garoto, maioria agiriam assim.- respondeu Jade dando um suspiro.

-Você agiria como?-resolvi perguntar por curiosidade.

Jade apenas sorriu, deixando a sua resposta no ar, aquilo deixou-me mais curiosa, quando ia perguntar novamente, Jade fechou os seus olhos e encostou a sua cabeça na árvore e comentou:

- Bom, como você revelou que é uma garota. Vou cumprir com o nosso acordo.

-Você vai contar pro outros?- perguntei preocupada.

-Não, pois é divertido ver o seu desespero de trabalhar lá. Também, Floyd nunca ficou animado nesses dias, realmente o meu irmão gostou de ti. - explicou Jade.

-Ele sabe que sou uma garota?- perguntei para descobrir mais

-De jeito nenhum, ele acha que é um garoto. Não vou contar pra ele, pois é divertido ver o Floyd infernizar o Azul com isso. Ele até comprou uma revista de Como conquistar o seu “boy” dos sonhos para o Azul, você tinha que ver, o Azul ficou uma fera. - gargalhou Jade ao contar.

-Espera um pouco, esse é o motivo do Azul ficar de mal humor ontem?- assimilei com os fatos.

-Menina esperta, acertou.- Jade afirmou com a cabeça para mim.

Agora faz todo sentido dele está insuportável ontem, posso concordar, eu ficaria com raiva. Jade levantou-se, limpou batendo as suas mãos em sua calça, logo estendeu a mão para me levantar com um sorrisinho.

-Vamos, começar esse treinamento.

-Está bem.- estendia a mão, segurou na mão de Jade.

O rapaz puxou-me, no piscar de olhos, estava em pé. Jade soltou a minha mão, apenas deu um sorriso maligno, fez ficar surpresa.

-Prepara-se para sofrer, pois o meu treinamento, faz qualquer pessoa chamar pela mãe, vai ser divertido ver sua agonia.

Fico assustada, pois sabia que o mesmo não estava blefando, estou torcendo que seja maleável comigo por ser uma menina.

 

Depois do treinamento infernal de Jade, voltava para o meu dormitório acabada, quando cheguei ao meu quarto, acabei me jogando na cama, logo fez o Grim dormindo nela, pular alto, saindo da cama e caiu no chão.

-REFIA!-berro com raiva o Grim.

-Por favor, me dá cinco minutos, Jade.- respondi inconsciente com o grito.

Escuto algo subir na cama, Grim surgiu em meu campo de visão, seu rostinho estava triste e perguntou:

-Trabalhou hoje?

-Não, ele me treinou para ser mordomo melhor.- respondi com a voz cansada.

-Pobre Refia, compreendo o seu sofrimento.- Grim comentou passando a sua pata em meu rosto.

-Mas, posso dizer que esse treinamento dele, fará o Azul comer na palma da minha mão- comentei com um sorriso maldoso.

-Como assim, Refia? -perguntou Grim curioso.

Não prestei atenção que o Grim disse, pois estava planejando algo para prejudicar o meu odiado mestre.

-“Agora e diante, você não vai mais me oprimir.”- pensei com um sorriso maligno.

 

Ao sair mais cedo da aula, já estava no restaurante, hoje o dia está a favor para mim, porque o professor precisou sair quinze minutos antes para resolver um assunto pessoal, com isso, ajudou adiantar umas coisas para pôr meu plano em prática. Entro na sala do meu mestre, fecho a porta, começou a trocar de roupa, pois tinha medo de trocar no banheiro e alguém me ver. Não demorou muito, já havia vestido a roupa de mordomo, coloco meu uniforme dentro da bolsa, caminho para o mancebo, penduro no mesmo. Abaixo um pouco manga do terno, olho para o relógio no meu pulso, acabou abrindo um sorriso. 

-Daqui cinco minutos, aquele meu amado (odiado) do meu mestre vai chegar.

Levantei a manga novamente, caminho para a porta, girei a maçaneta, sai da sala, em seguida, fechei a porta. Fiquei ao lado da porta, esperando o Azul aparecer.

Quando passou cinco minutos, Azul apareceu pelo corredor, acabei abrindo um sorriso travesso. O mestre acabou levando um susto, pois não esperava que estaria ali tão cedo, quando garoto chegou, coloquei a mão na maçaneta e disse:

-Bem vindo, meu mestre!-respondi bem educada- Por favor, entre.- disse ao abrir a porta ele.

Azul franziu a sua testa ao ver aquela cena, mas acabou entrando em sua sala, aproveito entro também, fechei a porta. Azul começou a tirar o seu casaco e seu chapéu, não permitir tirar sozinho, tiro o seu casaco e seu chapéu, fez o rapaz se assustar.

-Refia, por que está fazendo isso?- perguntou Azul

-Mestre, não se assuste. Isso é apenas meu trabalho.- respondi colocando o seu casaco e o chapéu no mancebo.

Ao terminar de colocar os seus pertences, abro um sorriso amigável para Azul, mesmo fazendo esse gesto, ele ficou calado encarando, procurando uma resposta para meu comportamento. Um minuto se passou, o rapaz deu um suspiro, caminhou para a sua mesa, ao sentar, andei até sua mesa e perguntei:

-Mestre, gostaria de algo?

-Bom. -Azul ficou pensativo.

-Aposto que gostaria de um café capuccino com torradas passadas com pavê peru?-perguntei com um sorriso generoso

Azul teve um baque, mostrando que estava correta.

-Sim, porém..- concordou Azul, mas o interrompi.

-Não deve esquecer de colocar leite desnatado no café, além disso, trazer uma fatia de maçã verde. Acertei?- confirmei para o Azul se era isso.

Arregalou os seus olhos, porque novamente acertei, segurei o riso, pois estava indo conforme que plano.

-Pode ser?- perguntei;

-Sim, por gentileza.- concordou Azul educadamente.

- Entendido. -fiz uma reverência para o rapaz.

Depois desse cumprimento, retirei do local para começar a preparar o pedido do meu mestre, com um sorriso monstruoso em meu lábios.

-“Falta pouco para meu plano funcionar.”-pensei ao caminhar para a cozinha.

Cerca de dez minutos depois, estou novamente a sala VIP, agora esperava o Azul terminar de tomar o seu café. Quando o meu mestre deu um último gole, aproximei segurando o bule.

-Quer mais?- ofereci para o rapaz.

-Agradeço, mas estou satisfeito. -Azul negou colocando a xícara no prato de apoio do mesmo.

Coloquei o bule no carrinho, em seguida, retirei a xícara da mão de Azul e deixei no carrinho. Vejo o rapaz, colocando a mão em seu pescoço, aproveito e pergunto:

-Está com dor em seu pescoço?

-Bom, dormi de mal jeito ontem.- respondeu Azul- Estava estudando na escrivaninha do meu quarto.

-Preparando as respostas para algum cliente.

Azul afirmou com a cabeça.

-Quer que eu faço uma massagem em seu pescoço, mestre?- peço autorização.

-O que disse?- Azul jogou uma dúvida ao ouvir o que tinha dito.

-Mestre, só vou relaxar a sua tensão, algum problema com isso?- sorria ao mostrar que estava preocupada com o jovem.

-O que aconteceu com a menina orgulhosa que conheci?- perguntou Azul encarando para mim.

-Mestre, porque está mudando de assunto assim?- sorria ao relatar- Você tem vergonha que toque em seu pescoço, porque sabe que… -comentava, mas o Azul interrompeu.

-Aprendeu com o Jade, não?- Azul observa sério para mim.

Quando o jovem descobriu, mostrei que não abale com sua pergunta, pois Jade pegou muito no meu pé para não mostrar desespero para o mesmo.

-Acha que aprendi com o seu amigo?- retruquei com uma pergunta.

- Seu jeito, está igual ao dele.- afirmou Azul- Jade, sabe perfeitamente que gosto de comer maçã verde depois de tomar um café. Só ele e o Floyd sabem disso.

Azul virou o seu rosto de lado apoiando com sua mão esquerda, o rapaz abriu um sorriso sínico para mim.

-Para ele passar essas informações, o que você precisou fazer? 

-Ele me ofereceu ajuda, simplesmente isso. -respondi mostrando calma ao seu questionamento.

-Deixo pensar, ele te ofereceu ajuda para ser um bom mordomo, mas você deveria relevar a ele que é uma garota.- comentou com Azul.

Arregalei os olhos chocada, pois foi exatamente isso que o mesmo tinha dito. Vejo o seu rosto sério, levantou do seu lugar, caminhou perto de mim e disse:

-Deixo ver seu pescoço.

-Como?- estranhei surpresa.

-Isso é uma ordem.- Azul estreitou os seus olhos.

Desabotoei três pontos, fazendo aparecer o que ele queria ver, vejo o rosto dele se aproximar, sentia a sua respiração no meu cangote, fiquei toda arrepiada. Depois analisar, ele afastou a sua cabeça, deu um suspiro aliviado.

-Que bom, ele não fez nada contigo.

-Achou que ele faria algo de ruim?- perguntei curiosa.

-Você não aceitar tão fácil assim, tenho certeza que ele pensou numa forma de obrigar a dizer, pensei que ele usou o método mais simples.- explicou Azul cruzando os seus braços.

Aos poucos, meu sorriso sumiu em minha face, pois Azul era mais esperto que imaginei. O rapaz descruzou os braços, abriu um sorrisinho maldoso, sentou-se em cima da sua mesa e perguntou:

-Então, descobriu mais sobre mim?

-Sim, sei muitas coisas sobre você.- respondi de forma mais bruta para o rapaz.

-Vamos fazer um quiz sobre mim, vamos ver se realmente está certa. - Azul deu um sorrisinho de forma monstruosa.

-Aceito o desafio. -aceitei a sua proposta.

-Se errar, gostaria de fazer uma brincadeira com você.- Azul sorriu com o tom malicioso.

Não fiquei intimidada, pois sabia que as informações que obtive, não ia perder.

-Primeira pergunta: Qual é a cor da minha escova dentes?- disse Azul fazendo a primeira pergunta.

- Lilás.- respondi confiante.

-Certo. Segunda pergunta: O que eu não gosto?- Azul confirmou a primeira questão, fez outra pergunta.

-O restaurante dos seus pais. -respondi sabendo a resposta.

-Correto. Terceira pergunta: Qual instrumento sei tocar?- Azul novamente confirmou a resposta, fez outra pergunta.

-Piano. -novamente respondi calma.

-Muito bem, Refia.- exclamou Azul - Outra pergunta: O que me deixa excitado? - fez uma pergunta atrevida.

-O que disse?- indaguei ficando corada.

-Ficou corada?- perguntou o Azul- Se souber, deixo você fazer a demonstração para mim. - fez um cara de safado.

-Não vou fazer nada.- respondi corada.

-Então, está fugindo. Achei que era mais durona, Refia.- disse abrindo um sorrisinho Azul- Então, eu vou..

Caminhei até o rapaz sentado na mesa, aproximação aos poucos a minha mão na direção das partes íntimas do rapaz, escutei um riso e comentou.

-Vai mesmo pôr a mão?

-Cala boca!- exclamei com o rosto avermelhado.

Quando estava quase aproximando no destino, Azul segurou a minha mão.

-Você errou. -respondeu Azul.

Quando ouvi, fiquei com o ponto de interrogação, quando o rapaz negou.

-Mas, o Jade comentou que a maior franqueza sua era essa. -comentei assustada.

-Essa informação eu menti pro Jade, pois não revelo meus desejos e o que faria em quatro paredes com uma mulher.- explicou Azul.

-Então, tudo que ele falou sobre relação a isso é mentira?- perguntei chocada.

-Sim.- afirmou Azul.

Senti o mundo desmoronar, pois perguntei várias coisas pro Jade sobre isso para usar contra o Azul, mas ao descobrir, fez meu plano ir por água abaixo.

-Refia, agora que errou. -disse Azul- Minha vez de responder sobre você.

Ouvir aquilo, vejo o Azul retirando um caderninho do seu bolso da calça.

-O que está tramando?- perguntei curiosa.

-Vamos, Refia.- exclamou Azul- Faz as perguntas, será que eu conheço bem. Se eu acertar tudo, você vai atender até meus pedidos mais "calientes".- comentou o Azul sorridente.

-Conta outra, Azul- acabei rindo ao ouvir aquilo- Acha que consegue saber sobre mim?

-Só vamos descobrir, quando você fazer as perguntas. -disse Azul me pressionando a participar do seu desafio.

Ficou pouco com o pé atrás, mas tinha uma coisa que ele não saberia, acabei concordando e resolvi começar um quiz.

-Azul, qual é a minha flor favorita?

-Margarida- respondeu rápido o rapaz.

-Bom, qual instrumento queria aprender a tocar? -fiz outra pergunta

-Violino. -afirmou Azul

-Qual animal que gostaria de ter?- perguntei novamente.

-Coelho.- novamente Azul acertou a resposta.

- “Farei uma agora, mas a próxima ele não vai saber.”-pensei numa pergunta- Azul, prefiro sair fazer compras ou ficar em casa jogando?

-Prefere ficar em casa jogando, gosta muito de jogos de RPG, passa mal com jogos de primeira pessoa.- acrescentou Azul mais sua resposta.

Abro um sorrisinho, pois agora vou ganhar dele.

-Última pergunta: Naquele dia que falei que dormi mal, o que sonhei?

Azul pareceu calmo, logo abriu os seus lábios dizendo.

-Essa é fácil, sonhou comigo.-afirmou o rapaz.

-Mas.. -quando ia falar, o rapaz me interrompe.

-Sonhou que faria sexo com você.- falou na lata o Azul,

-Hein?- fiquei em choque.

-Sonhou que levaria em minha cama, tirei suas roupas, passei as minhas mãos em seu corpo despido, beijei o seu corpo e dei mordidas em seus peitos, além disso, você tentava gritar mais não conseguia, quando faria uma ação final, você acordou desesperada, correu para o seu banheiro, lavou o seu rosto várias vez, olhou para o espelho e disse: Você me perturbar em meus sonhos, você me pega, vou achar uma forma de acabar com sua raça. - contou tudo sobre o sonho e ainda mais o que aconteceu quando acordei.

O meu rosto ficou pálido, pois foi exatamente que ele disse, negava a cabeça e falei.

-Como soube disso?- perguntei com medo.

Azul gargalhou ao ver o meu estado de chocada, depois da sua crise de riso, olhou para mim com um sorriso perverso.

-Eu fiquei estudando você, depois do primeiro dia do nosso acordo até agora, porque você arrumaria uma forma de me estabilizar, usando as suas provocações. Além disso, saberia que o Jade desconfiava sobre você ser uma garota, pois Jade sabe da minha orientação sexual. -contou Azul- Jade acabou avaliando como poderia persuadi-la a responder a sua pergunta, mas acabou sem querer me ajudando.

-Você planejou tudo até isso?-afirmei com uma dúvida- Você é incrível (desprezível).

-Acabei colocando todas as suas informações nesse caderninho com probabilidades sobre seus pensamentos e gostos, além disso, todos os dias, leio para não esquecer nenhum detalhe.- sorrio o Azul olhando para o caderninho, retornou ao seu bolso.

-Me dá esse caderninho!- grunhi ao pedir aquele tipo de bloco de notas.

-Sabe outra coisa que sei de você?- perguntou Azul sorridente.

-O que?- disse curiosa.

Azul levantou da sua mesa, fez uma cara muito atrevida para mim, fez eu andar para trás assustada, pois não saberia que poderia fazer. Noto que encostei no móvel que ficava os livros do Azul, vejo o garoto com maldade pra cima de mim, ao chegar perto de mim, com sua mão esquerda, ele ergueu meus dois punhos para cima fazendo ficar presa. Comecei a tremer de medo, pois o seu sorriso monstruoso estava com várias intenções de fazer algo.

-O seu maior ponto fraco é.-comentou Azul, mas interrompi.

-Não faça isso!- berrei com medo.

Mesmo demonstrando medo, ele não fez a hipótese de parar, rapidamente, vejo o rapaz com sua aproximação em minha orelha, simplesmente, começou a beijar e morder minha orelha esquerda. Acabei ficando com o rosto vermelho, dando vários suspiros ofegante com aquela sessão.

-Azul, pare...pare!- falei com voz baixa.

Mesmo assim, o rapaz não parou, cada vez que dava suas mordidinhas em minha orelha, sentia mais indefesa. Com aquelas sessões, meu coração batia mais forte, fazia meu corpo queimar, inconscientemente, acabei soltando gemido e fez o rapaz parar. Ele voltou a olhar para mim sorridente, mas eu fiquei mais vermelha, pois acabei dando um gemido.

-Bom, vou ser gentil ao contar sobre uma coisa pessoal minha, eu. - Azul fitou com olhares pouco mais atraentes -tenho tensão por garotas indefesas e tenham medo de mim.

Quando ouvir aquilo, comecei a tremer mais ainda, pois o rapaz estava com o seu rosto bem colado ao meu.

-Refia, como consegue ser tão atrevida ao mostrar sua calcinha para um cara que quer te possuir, ou melhor dizendo, querer te comer? - perguntou Azul com um tom muito sedutor.

-Azul!-falei com muito medo.

Quando o rapaz ia me beijar, ele afastou o seu rosto, acabou caindo em gargalhadas, soltou as minhas mãos.

-Pronto, minha vingança perante a você funcionou.- disse Azul.

-Que?- perguntei chocada.

-Aquele dia que você mostrou sua calcinha, fiquei dias lembrando dela, acabou prejudicando nas minhas aulas, fiquei planejando me vingar de você de alguma forma.- explicou Azul.

- Você-serrei os meu dentes.

-Agora você vai ficar dias com essas minhas palavras ecoando em seus ouvindo, sentindo meus lábios tocando em sua orelha, pensando sobre o que faria com você. -abriu um sorriso perverso Azul.

-Está declarando guerra, Azul?- exclamei com meu rosto todo vermelho.- Posso ter perdido hoje, mas na próxima, você vai ver coisa pior.

-Que "medinho".-respondeu Azul fazendo pouco caso.

-Espere e verá.- disse com confiança.

Dou meu cumprimento, caminho para o carrinho, resolvi levar para a cozinha, quando sai, sorri com maldade pensando em outro plano, pois sabia de um detalhe.

-“Uma coisa que sei muito bem fazer que você não vai resistir, pois naquele dia, você revelou seu verdadeiro lado para mim, vou usar contra você”- pensava em silêncio.

 


Notas Finais


Obrigada pela sua leitura.
Até a próxima terça-feira.


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