História A Era dos Caminhantes - Capítulo 111


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Apocalipse, Caminhada, Caminhantes, Contaminação, Drama, Ficção, Mortos, Mortos Vivos, The Walking Dead, Zombie, Zumbis
Visualizações 4
Palavras 1.149
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 111 - 9.6 Boa Noite, Walkers


I...

Amanhece o dia, os sobreviventes não perdem tempo e vão até a antiga fábrica onde os Walkers encontraram os cidadãos na primeira ida a cidade. Ainda na rua, eles começam a observar a fábrica pelo lado de fora.

- Daquela vez eles surgiram de todos lados. - Lembrou Leo.

- Verdade. - Afirmou Wesley. - Não tem ninguém por perto, vou olhar lá dentro e vocês dão cobertura.

- Vai sozinho? - Perguntou Rinaldo. - Os portões estão trancados e não tem nenhum zumbi no pátio. Acho que não terei problemas.

- Eu vou com você. - Disse Kawan.

- Beleza. Só você então

Os dois rapazes correm em direção à grade que cercava a fábrica, com facilidade eles escalam a cerca e pulam para o outro lado.

Wesley se vira para o pessoal na rua.

- Buzinem se acontecer algo. Eu e Kawan voltaremos logo

Os dois caminham até a porta de entrada da fábrica. Kawan bate três vezes fazendo um barulho de metal ecoar para dentro. Eles esperam alguns segundos e nada acontece.

- Você abre a porta e eu dou cobertura. - Disse Wesley. Kawan se posicionou e fez o combinado. Wesley estava com arco e flecha em mãos e ficou assim observando se algo aparecia na fábrica.

- Nada? - Kawan puxou um punhal e olhou para o interior do prédio. - Vamos entrar.

Wesley faz sinal que sim com a cabeça e caminha com Kawan para o interior da fábrica.

- Isso está estranho. - Disse Bruno. - Se tinha alguém aqui pelo jeito não tem mais.

- Pode ser. - Falou Doug. - Mas eu não vou esperar sem fazer nada.

- Vamos lá. - Devolveu Bruno.

Doug e Bruno encontram Wesley e Kawan na fábrica. O lugar estava quase vazio, só havia uma mesa, em cima dela uma jarra de suco de limão, um copo e migalhas do que parecia ser de bolo, próximo da mesa uma cama desarrumada mas nenhuma pessoa estava a vista.

- Eles foram embora. - Wesley estava pensativo. - Pelo menos a maioria deles.

- E sabe para onde eles possam ter ido? - Questionou Kawan.

- É o que vamos tentar descobrir.

- Esse suco está bom. - Disse Doug após experimentar a bebida. - Ou seja, foi feito recentemente.

Bruno olhou para ele com um pouco de receio.

- Isso pode estar envenenado cara.

- Não está. - Uma voz masculina ecoou pelas paredes da fábrica e um rapaz moreno surgiu atrás dos Walkers. - Wesley?

Os Walkers olharam para o rapaz.

- É ele aqui. - Bruno apontou para Wesley que estava sorrindo.

- É, eu sei. - O rapaz se aproximou deles. - Quando me disseram que você estava com cicatrizes na metade do rosto eu logo imaginei o duas caras.

- Quem te contou não mentiu mas deu uma exagerada. - Wesley levantou a mão e os dois se cumprimentaram com um high five. - Pessoal, esse é o Gustavo, um grande amigo meu.

Gustavo cumprimentou os outros três que se apresentaram a ele.

- Eu tive que me esconder quando vocês chegaram, fico sozinho aqui e isso não me é vantajoso.

- Cadê os outros? E onde você estava quando estive aqui da primeira vez?

- Faz duas semanas que mudamos para outro lugar. Eu e os gêmeos revezamos a diária aqui sozinhos, esperamos a chegada sua Wesley. - Falou Gustavo. - Quando vocês vieram eu ainda não tinha encontrado outros sobreviventes, eu estava sozinho fugindo desses zumbis.

- Bom, não vão precisar mais se preocupar com isso.

II...

Gustavo levou todos até uma das escolas da cidade. Os gêmeos Daniel e Rafael foram ao encontro do amigo.

- Caramba, quando você disse que tinha um grupo em São Paulo esperando por você eu não achei que era tanta gente. - Disse Rafael espantado.

- E não era. - Disse Wesley. - Mas dessa vez viemos para ficar.

Daniel sorriu.

- É bom ter você de volta Wes. E vocês amigos, são todos bem vindos.

- Como vocês estão em grande número, acho melhor terem um lugar só para vocês. - Sugeriu Rafael. - A escola onde você se formou Wesley, ela está limpa e é tão segura quanto essa.

III...

A outra escola ficava a menos de um quilômetro de distância da que os gêmeos e os veteranos da cidade estavam. E como eles disseram o lugar estava limpo e seguro, haviam cercas altas e muros em volta. No interior um prédio de dois andares, um grande pátio, refeitório, uma quadra poliesportiva e vestiários. Ao lado da quadra um campo de futebol que precisaria ter a grama aparada, mas isso não impediu os sobreviventes de usarem o campo como estacionamento, tinha tranquilamente espaço para todos os caminhões e veículos deles. O campo ficava separado da escola mas era no mesmo terreno, o camanducaia, principal rio da cidade, passava próximo a ele.

Os Walkers passaram o resto do dia organizando dormitórios onde antes eram salas de aula. Era noite quando terminaram e se reuniram no refeitório, ficaram em volta da grande mesa de mármore que tinha dezenas de velas sobre ela, ali trocaram conversas com os gêmeos que disseram que a fábrica não estava sendo o suficiente para tantas pessoas e, por isso, decidiram mudar para uma das escolas o que funcionou muito bem. Também contaram que poucas hordas de vivos-mortos apareceram e que nenhuma era tão grande. Ficaram espantados quando souberam dos milhares de zumbis que os Walkers enfrentaram.

- Então é por isso que você disse que não tinha tanta gente. - Falou Daniel. - Metade dessas pessoas apareceram e salvaram vocês.

- Isso. - Confirmou Wesley. - E ainda perdemos 18 pessoas, 6 eram meus amigos.

- Nós também perdemos, sua amiga Maine foi uma delas. - Informou Daniel. - Chegamos até a encontrar uma de suas primas.

- Taiane. - Disse Rafael.

- Ela mesma. Mas ela se suicidou.

- Eu tinha muitos parentes na cidade. - Informou Wesley. - E só eu sobrevivi, isso porque eu estava em uma cidade repleta de zumbis e de pessoas idiotas. Agora estou aqui, nessa cidade que de certa forma é segura.

Gustavo tirou do bolso, um mapa do centro da cidade.

- E será mais. Estamos pensando em um projeto que irá reconstruir a cidade. Fecharemos as principais ruas e vamos deixar só o Centro livre, são muitas casas, suficiente para todos que querem novamente ter um lar.

- Estou gostando disso. - Mika estampou um sorriso no rosto. - E vai demorar?

- Podemos contar com a ajuda de vocês? - Perguntou Gustavo olhando para todos ao redor. Ele nem precisou que dissessem a resposta, viu ela no rosto de todos, a esperança, confiança, o desejo de viver novamente.

Ali já não eram mais Nomades, Mascarados e Sulistas, eram todos Walkers. E todos, os Walkers, aplaudiram de pé o recomeço que estava surgindo naquela inesquecível noite...



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