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História A era dos mortos - Capítulo 42


Escrita por:


Notas do Autor


Helloooooo meus zumbis trevosos <3 

Mais um capítulo para vocês, espero que gostem, por isso comentem e favoritem. Saber o que estão achando me ajuda a melhorar cada vez mais, meus amores...

Como sempre estou aqui agradecendo por cada comentário, pelas favoritações, pelo apoio... Isso é muito importante para mim e eu sou muito grata 😍 

Agora vamos ao capítulo (com uma narração especial hoje

Capítulo 42 - Capítulo 41 - Conversas definitivas



- Maggie –

Acordo mais um dia, estou sem ânimo nenhum para começar o dia. Glenn dorme ao meu lado, ele me abraça em seu sono, mas quando acorda faz questão de ficar longe de mim. Não conversamos mais, o banho é somente isso, e não fazemos mais amor desde que o Governador apareceu em nossas vidas. Tudo mudou quando fomos sequestrados e Phillip me humilhou ao mandar que eu me despisse.

Ele sabia que eu faria isso, sabia que eu faria tudo o que estivesse ao meu alcance para proteger Glenn. E quando nos colocou na mesma sala, com ele espancado e eu nua da cintura para cima foi dolorido ver o olhar do meu coreano.

Fomos resgatados, lutamos e vencemos uma batalha contra Woodbury, recebemos pessoas de lá, Patrick quase morreu e conseguimos vencer mais uma vez quando descobrimos que meu sobrinho mais velho também é imune. Apesar de todas essas vitórias Glenn e eu não estamos na mesma linha, ele tem sempre um olhar de culpa quando me olha e não sei o que fazer para mudar isso.

- Está acordada? – ele pergunta sério e sem me olhar

- Sim.

- Tenho que ir, fiquei de render o Daryl na vigia, ele passou a noite toda lá com o Rick. – diz apressado e logo se desvencilha de mim

Se arruma apressado e fico magoada. Ficar magoada parece meu estado constante nos últimos tempos.

- Não precisa correr daqui como se a cama estivesse pegando fogo. Não vou te agarrar, nem te obrigar a ficar comigo, Glenn. – digo me virando para a parede.

- Não é isso, não é sobre você... – ele diz e esfrega o rosto com uma das mãos

- Então me diz sobre o que é – falo me virando novamente para olhá-lo – Fala, pelo amor de Deus. Fala! Eu não aguento mais o seu silêncio, Glenn!

Ele me olha por um bom tempo, suspira e diz baixo

- Conversamos depois. – fala e sai

- Não conversamos nunca! – grito irritada enquanto atiro um travesseiro no chão

Estou por um fio, meus olhos ardem e quero me encolher e chorar. Quando foi que minha vida virou essa bagunça?. Eu estava feliz com o Glenn, éramos uma delicia de casal e estar com ele é incrível. Passamos por poucas e boas nas ruas, enfrentamos de tudo, passamos fome, sede, frio, e nosso amor sobreviveu a todos esses problemas. Nem quando estávamos no limite da fome estivemos tão distantes. Eu o amo, mas não sei mais o que fazer. Tentei de tudo, ser paciente e esperei ele vir falar comigo sobre como se sentia, tentei conversar, tentei até mesmo o agarrar para ver se ele reagia ao meu corpo, mas nada funciona.

Odeio pensar que esse é nosso fim, eu amo tanto esse coreano que é difícil colocar em palavras e ficar longe dele acaba comigo um pouquinho a cada dia.

Resolvo me levantar, se ficar sozinha vou lembrar das mãos de Phillip sobre mim e sinto nojo. Será que minha irmã se sentiu assim quando Jimmy tentou tocá-la sem sua autorização?. Pensar nisso não vai me levar a nada, o melhor que tenho a fazer é manter minha mente ocupada. Meu pai sempre disse que uma mente ocupada não pensa tolices...

O refeitório está lotado, minha irmã e sua família estão tomando café da manhã. Ela se deu bem, um mês depois do acidente com o Patrick e tudo parece prosperar. Vê-la arrasada pensando que o filho morreria me encheu de tristeza, e ver como ela está feliz agora me faz sentir melhor.

Me sento ao lado deles e começo a comer, ela se levanta e vai dar a mamadeira de Judy. É lindo ver minha maninha com um bebê no colo, ela sempre foi completamente maternal, uma pena que o apocalipse aconteceu em sua vida e ela ser impedida de realizar o sonho de gerar uma criança. Felizmente Daryl apareceu em sua vida junto com Missy, e logo em seguida Patrick chegou, eles compensam essa falta, minha irmã mais nova se tornou uma mãe. E eu virei tia.

Mas sou a tia mais distante que essas crianças poderiam ter, não consigo me aproximar, não sei como me relacionar com eles, nem com ninguém se estou brigada com meu coreano. Parece que tudo vai mal se não estamos juntos. A felicidade da minha irmã me faz bem, realmente faz, mas ao mesmo tempo vê-la contente com um bebê no colo, enquanto pisca maliciosa para o caçador me relembra tudo o que eu tinha e que me foi tirado depois que o governador apareceu desgraçando com tudo.

Nunca mais conversamos, quando chorei em seus braços desabafando em lagrimas tudo o que eu não conseguia colocar em palavras foi ótimo e pensei que iriamos continuar aquela conversa, mas Patrick foi arranhado e minha doce irmã ativou o modo mãe protetora e ficou louca com a possibilidade de perder o filho. Eu a entendo, provavelmente em seu lugar eu ficaria igual. Até papai pirou um pouco. E depois ela dedicou-se ainda mais aos filhos, Beth e Daryl passaram a não confiar em deixa-los sozinhos com as pessoas de Woodbury, confiando a segurança das crianças somente à nossa família. Não tiro a razão deles, todos nós temos um pé atrás com essa gente. Mas pensei que voltaríamos para conversar sobre como me sinto, mas me enganei... Beth quando não está com a família está com Michonne e Sasha, ou trabalhando na prisão.

Sinto como se estivesse em último lugar em sua vida, odeio admitir, mas me incomoda ser deixada de lado por ela. Nunca fui muito próxima dela, mas sempre achei que poderia contar com seu apoio e amor... No fundo acho que ela cresceu e não sei lidar com isso.

- A felicidade da sua irmãzinha está te causando inveja, Maggs? – Carol pergunta cínica

- Claro que não. Jamais sentiria isso. – digo rude

Essa mulher não cansa, vive para infernizar minha irmã pelo simples prazer de implicar com alguém. Mas suas palavras me deixam em alerta, será mesmo que estou invejando a felicidade de minha própria irmã? Me tornei mesquinha a esse ponto?

Me levanto e vou ajudar as mulheres a lavar roupa. Agora todos nós temos funções e isso nos ajudar em distrair nossa mente. Minha irmã passa com as duas espadas formando um X em suas costas, sorri e acena. Deixou os filhos com Oscar e meu pai com certeza.

Daryl a encontra e os vejo entrelaçarem os dedos, o amor dos dois é visível, não conseguem ficar muito tempo sem se olharem, sem se tocarem... Glenn e eu costumávamos ser assim também. Os dois saem com Rick e Michonne, cortam lenha enquanto as duas fazem a segurança deles.

A manhã passa e todos almoçamos, Glenn ainda não apareceu para comer e pondero se devo ou não ir ao encontro dele para levar seu almoço. Os gritos dele me despertam

- Zumbis! Zumbis! Daryl! Rick!

Uma grande horda se aproximava de nossas grades, com certeza eram mais de quatro dúzias, nunca tivemos de eliminar tantos. O desespero se apodera de nós. E corro junto com minha família ainda escuto Beth dizer preocupada

- Patch, pegue sua irmã e todos os outros e se tranquem nos blocos!

Pegamos as barras de ferro que estão perto das grades, elas foram ideia de Rick para justamente usarmos para isso e pouparmos nossa munição.

As pessoas de Woodbury se juntam a nós e juntos começamos a matança. Perfuro os cérebros desses infelizes sem pensar em suas historias de vida, desconto toda a minha raiva neles e não vejo quando uma dessas mãos podres agarram minha blusa. Merda! Tento me soltar com cuidado para não ser arranhada por suas unhas malditas. Olho para os lados e vejo todos tão ocupados em conter a ameaça que não os chamo. Posso com ele, não pude deter Phillip, mas esse eu posso... Cega em minha raiva, esperneio e acabo deixando a barra de ferro cair. Que grande porcaria! Quando penso que serei abocanhada vejo uma espada cortar sua mão e o sangue podre respinga por meu rosto. Olho e vejo Beth sorrindo aliviada por me ver livre...

Ela logo se volta para as grades e recomeça a furar cérebros com suas duas espadas. Demora um bom tempo para que finalmente possamos nos sentir melhor e mais seguros. Como sempre deixamos uns dez circulando pelo lado de fora, eles encobrem nosso cheiro e isso nos ajuda muito. Quando tudo está acabado estamos suados e sujos, mas felizmente estamos inteiros.

Beth caminha de volta ao nosso bloco ao meu lado. Sorri e pergunta doce e preocupada ao mesmo tempo, isso deveria me fazer sentir melhor, mas só faz com que eu exploda

- Como está?

- Como estou? Você está mesmo me perguntando isso? – pergunto alterada

Ela se surpreende com minha alteração, mas agora que comecei é tarde demais para me controlar e voltar atrás

- Sim, sou sua irmã, me preocupo com você, Maggs.

- Não parece! – rio irônica – Sempre tão envolvida com tudo e com todos, realmente não parece nem um pouco preocupada comigo.

- Claro que me preocupo, sei que não terminamos de conversar e com tudo o que aconteceu depois eu deixei isso passar por minha mente, mas se quiser conversar eu estou aqui.

- Agora que seu namorado não está aqui, nem seus filhos, você quer conversar comigo! Quando eles aparecerem você vai voltar para a família feliz e eu ficarei no escanteio de novo. – ataco rude

- Isso não é verdade! – ela diz magoada

- Se distraio tanto que aposto que nem notou que mal conversamos nesse último mês. – rosno no limite

- Maggie, meu filho quase morreu, não me distrai porque estava festejando, me distrai porque estava cuidando dele! Ele precisava de mim! – ela diz brava

- Assim como eu! Mas lógico que não se importa!

- Ele quase morreu! Foi arranhado por um maldito zumbi! O que queria que eu fizesse?. Fui cuidar dele como qualquer mãe faria por um filho, sinto muito se seus problemas não estavam na minha lista de prioridades. – diz sarcástica

- Que ele tivesse morrido então. – berro descontrolada

Sua expressão muda e imediatamente sinto a ardência em meu rosto. O que eu fiz? O que eu falei me torna pior do que um zumbi... Claro que não sinto isso, Patrick é meu sobrinho e eu jamais desejaria sua morte!

Minha irmã se aproxima vermelha de raiva, seus olhos estão cheios de lágrimas que ela não deixa cair e diz séria

- Espero que você nunca passe pelo que eu passei quando pensei que perderia meu filho. Vou relevar o que você disse agora, mas se disser de novo eu nunca a perdoarei. Amo você, mas amo mais meu filho.

Dizendo isso ela se vai, as pessoas nos olham desconfiadas, com certeza viram esse show. Glenn me olha decepcionado e mais uma vez me vejo sozinha no grande pátio da prisão. Me sento em um dos bancos e vejo quando meu pai se aproxima lentamente

- Vai me dar uma bronca também? – pergunto abatida

- Sou seu pai, é meu dever te alertar quando você está indo por um caminho que pode te destruir. Você está afastando a todos minha filha. – diz severo

- Todos se afastaram de mim. – respondo sentida

- Não, todos tentam se aproximar, mas como nenhuma dessas pessoas é o Glenn você não deixa. Eu sei que os dois não estão indo bem.

- Ele mal me olha, pai! Não quer conversar, já tentei de tudo, não sei mais o que fazer. Acho que ele me culpa pelo que aconteceu em Woodbury quando fomos sequestrados. – confesso chorando

Sinto suas mãos acariciando meus cabelos e choro ainda mais

- Não, minha filha, ele culpa a si mesmo. Ele acha que o que aconteceu foi culpa dele, ele acho que falhou em te proteger.

- Mas isso não é verdade!

- Isso você vai ter que dizer a ele, não a mim. Conversem como adultos ou vou trancar os dois na cela e só vão sair de lá quando se acertarem. – ele diz e ri

- Eu esperaria isso da Beth, não de você papai.

- No momento sua irmã está brava demais com você, ela me contou o que você disse. Isso foi errado, Maggs, só quem é pai imagina a dor que é perder um filho. Quando um filho morre, todos os pais do mundo morrem um pouquinho. Patrick e Missy são seus sobrinhos, está passando da hora de você se tornar a tia deles. – diz com a voz calma, mas que está claramente me dando uma bronca

- Eu sinto muito. – digo arrependida

- Esse pedido de desculpas tem que ser para sua irmã, não para mim.

- Vou fazer isso.

- Mas fale com o Glenn antes, essa situação está acabando com os dois, ele também está sofrendo. Não deixe que um fato ruim destrua todo o bom relacionamento de vocês.

- Vou falar com ele, obrigada, papai. Amo você. – digo e beijo sua bochecha quentinha

- Amo você também, querida.

Entramos juntos e vou até a minha cela e do Glenn, ele está de costas se trocando. E sem que ele perceba eu tranco a cela. Esse coreano só sairá daqui depois que a gente conversar. Ele se vira, me olha desconfiado, se encaminha para fora da cela e se surpreende quando vê que está trancada

- Mas o que...

- Eu tranquei. Quero conversar e é o que vamos fazer.

- Não precisava fazer isso, Maggie. – ele diz

- Precisava sim, cansei de te esperar, cansei de ser compreensiva com o que você está sentindo, vamos conversar ou vou enlouquecer. Eu consigo interpretar palavras, Glenn, mas não sei interpretar silêncios.

- O que quer que eu diga?

- O que esteja sentindo, não me poupe, quero saber por mais que me doa – digo com a voz embargada

- Quer a verdade? Então vamos lá, me sinto um fracassado, falhei com você, prometi te proteger e não fiz isso! Contei sobre a prisão e tudo aquilo aconteceu. – ele diz triste

- Não é verdade, Glenn, de todos você sempre foi o que mais me protegeu. Faia qualquer coisa por mim, assim como eu faria por você. Não falhou comigo, nunca faria isso, mas tem coisas que fogem ao nosso controle e essa foi uma delas. – digo e o abraço, ele resiste no começo, mas logo me envolve – Amo você e dói quando sinto que está longe, mesmo dormindo na mesma cela era como se estivesse a quilômetros de distância. Odeio a sensação de te perder aos poucos.

- Amo você, Maggs, me perdoa. Estava angustiado pensando que tinha te perdido.

- Não há pelo quê pedir perdão. Amo você, Glenn, passar por todo esse inferno só é suportável porque tenho você. – digo e nos beijamos

Um beijo cheio de saudade, amor e promessas, que é só o começo para algo grande, onde nos tornamos um só. Mais tarde, estamos agarrados um no outro e o vejo se levantar, mexe em algo na mochila e volta para a cama

- Peguei isso há um bom tempo, estava esperando o momento perfeito para te dar. – ele diz e me mostra o anel – Então quer ser minha esposa?

- Quero muito, pensei que nunca pediria – digo emocionada e ele coloca a aliança dourada em meu dedo

- Preciso que saiba que cortei um dedo de uma zumbi para conseguir essa aliança. – diz rindo e faço cara de nojo – Mas lavei

- É o mínimo que você poderia fazer, coreano – digo rindo e olho para meu dedo com a aliança que tanto significa para mim – Não interessa de quem foi ou de onde veio, só importa a história que vamos construir juntos. – digo e o beijo

Nossa noite é intensa e nem nos lembramos de comer. É difícil me separar dele e não consigo parar de sorrir

- Temos mesmo que levantar? – pergunta sem abrir os olhos

- Não, vamos ficar de preguiça e deixar que todos trabalhem em nosso lugar. – rio

Nos levantamos um tempo depois e descemos juntos rumo ao refeitório. Nossa família está toda lá e vejo quando Missy tenta comer sozinha com a ajuda do pai, Beth come ao lado dos dois e Patrick está do outro lado de Daryl. As duras palavras que disse para minha irmã me vem a cabeça e minha consciência me acusa... Eu jamais deveria ter dito isso, falar banalmente sobre a morte de uma criança foi cruel e desumano, não quero me tornar assim.

Daryl me olha bravo, com certeza já sabe de tudo e não gostou nada, tenho certeza de que Beth teve de segurá-lo para que ele não viesse até mim. Mas vou resolver isso, vou me desculpar com ela.

Minha irmã se levanta e caminha em direção a Michonne e Sasha, como toda manhã elas vão treinar. Me levanto e vou atrás, de jeito nenhum irei deixar que minha relação com a minha irmã se torne uma bola de neve de rancor e mágoas.

Ela olha para trás me vê andando em sua direção, mas não esboça nenhum sentimento, ao contrário do que eu imaginei minha irmã vira o rosto e segue andando. É, vai ser difícil. Entramos no nosso bloco e antes que ela chega a cela de Michonne eu a paro e ela se vira

- O que é?

- Vim falar com você... – digo baixinho – Não vai dizer nada?

- É você quem quer falar comigo, quem tem que dizer é você, não eu. – diz grossa

- Okay – suspiro – Me desculpa, nunca deveria ter falado aquilo sobre Patrick, ele é da família e jamais desejaria que ele morresse. Imagino o quanto doeria em você e no Daryl perder o menino.

- Doeria muito, Maggs, mais do que eu poderia suportar. Não fale aquilo novamente e vamos ficar bem, se falar eu não vou perdoar de novo, nunca toque no nome do meu filho daquela forma outra vez.- diz séria

- Não vou fazer, eles são meus sobrinhos também. Acho que está na hora de agir como a tia deles.

- Faça isso, será bem recebida. Eles são crianças especiais. – ela diz sorrindo, sempre sorri quando fala dos filhos

- Certo, tenho que ir, combinei de treinar com as meninas. – ela diz e se vai

Dois meses se passam e tudo está tranquilo se não fosse o fato de eu enjoar com toda a comida tudo estaria na mais perfeita paz. Ou pelo menos o máximo de paz que se poderia ter em um apocalipse zumbi. Passo mal em uma tarde e papai me examina, me olha atento, sorri de um jeito enigmático e me dá um teste de gravidez

- Como assim?

- Faça logo e tire essa dúvida, eu acho que você está grávida, querida. – ele diz doce

Tremendo e nervosa vou até o banheiro do nosso bloco. Beth entra de uma vez e me dá apoio. Sem coragem para ver o resultado, ela toma o teste de minha mãos impaciente e sorri quando diz

- Finalmente terei um sobrinho. – comenta alegre

- Meu Deus – sussurro apavorada

- Se acalme, podemos fazer dar certo, você vai ver. Uma criança é sempre uma benção, seu bebê veio na hora certa. – diz feliz

- É o fim do mundo, Beth.

- Não, é a chance de recomeçarmos. Isso é lindo, Maggs. – fala esperançosa

Ela lembra tanto o nosso pai, tem 100% de esperança correndo em suas veias.

- É lindo, né? – digo sorrindo, feliz por imaginar um coreaninho parecido com Glenn em meus braços – Você vai ter que me ensinar a ser mãe

- Vou estar do seu lado, mana, você vai ser uma mãe incrível e não vai estar sozinha. – diz me abraçando

Me sinto no topo do mundo, com mil possibilidades à minha frente. Pronta para enfrentar tudo e todos pelo meu bebê, finalmente consigo compreender o amor incondicional de minha irmã por seus filhos. É grande e intenso, cheio de vida e de esperança. Me encho de coragem como nunca me permiti antes. 



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