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História A era dos mortos - Capítulo 47


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Notas do Autor


HELLOOOOOOOOOOOOOO MEUS ZUMBIS!!!

A tia voltou em pleno aniversário para presentear todo mundo com um novo capítulo, meus amores :3 (Tô muito boazinha)
Quero pedir desculpas por ter demorado tanto a atualizar, me perdoem, eu estava de TPM e quando estou nesse período infeliz quero matar todos os personagens, então é mais seguro para todo mundo que eu não escreva kkkk 

Quero agradecer também pelo carinho, apoio, comentários e estrelinhas, isso me faz muito feliz! Afinal, eu sempre quero saber o que estão achando da fic... 

Antes de começar esse capítulo eu tenho alguns avisos: 

PS: ALERTA DE GATILHO! NESTE ESCRITO ESTARÃO PRESENTES CENAS DE TORTURA FÍSICA E PSICOLÓGICA.

PS 2: COMPLETAMOS 9K DE VISUALIZAÇÕES! E EU SÓ TENHO A AGRADECER A VOCÊS QUE LÊEM A FIC DA TIA. MUITO OBRIGADA 

PS3: Vou tentar voltar com um novo capítulo ainda essa semana, mas não prometo, o que vocês precisam saber é que jamais irei abandonar essa fic, então fiquem tranquilos se a tia demorar um pouquinho para atualizar. 

AGORA VAMOS COMEÇAR ESSA BAGAÇA

Capítulo 47 - Capítulo 46 - Acerto de contas



- Daryl –

O choque de ver as grades que protegem nossa casa desabar é grande. Ele voltou, finalmente voltou, quando nenhum de nós estava esperando. E Carol se tornou sua aliada. Falhamos, eu falhei, deveria ter procurado mais, deveria ter ido atrás dele como Michonne fez, mas não, eu escolhi ficar com a minha família, achava que assim poderia seguir em frente. Só que o governador não queria seguir em frente, ele queria vingança e estava conseguindo.

Olho para minha família, sei que não vamos conseguir vencê-lo dessa vez. O cara tem a porra de um tanque de guerra e um exército de mortos com ele. O maldito caolho sobe em cima do capô do carro e grita como o louco que é

- Rick! Venha cá! Vocês tem visitas e não é educado deixa-las esperando. Nós temos que conversar

Beth tira as sais de seu suporte nas costas, sua postura e seu olhar mudaram assim que viu com quem ele está. Hershel está nas mãos do maldito, Carol tem uma arma apontada para a têmpora do velho que durante muito tempo foi nosso pai.

Missy se encolhe e agarra o ursinho que estava no chão, esse maldito representa as piores memórias dela. A coleira, as marcas, o estado surrado que minha mulher deixou Woodbury quando foi expulsa de lá junto com Patch retornam a minha mente e eu vou mata-lo. Mas não quando Hershel está com ele e pode sofrer as consequências da nossa imprudência.

- Não sou mais eu quem decide. Existe um conselho agora. Eles tocam esse lugar. – Rick argumenta tentando ganhar tempo e pensar em alguma coisa

- Hershel faz parte do conselho? – o maldito pergunta e Carol sorri olhando para nós

Minha pequena treme, mas sua firmeza me impressiona. Não está abatida, não está com medo, ao contrário, parece pronta para guerra e para proteger os seus.

- Eu não tomo mais as decisões sozinho. – Rick rebate olhando para nós

Mich está com sua espada em punho, Patch e Carl com as armas nas mãos. Gostaria que meu filho não estivesse tão distante de nós porque sei que esse lugar vai cair.

- Patrick! Venha para cá. – eu grito por ele e quando meu pequeno começa a se mexer o grito do governador é ouvido

- Carol, se o fedelho se mexer pode estourar os miolos do velho.

Patch volta para onde estava, não vai arriscar a vida do avô.

- Você vai tomar decisões hoje, Rick. Venha cá, vamos conversar. – Phillip argumenta contente com a sua façanha, ele sabe que estamos rendidos

Hershel é colocado de joelhos e Rick caminha até lá. De longe Rick olha para mim, em um pedido mudo para que eu cuide de sua família caso tudo dê errado. Claro que eu faria, é o que nós fazemos. Fala algo com Carl e segue em direção ao portão.

Mas não vou perder outro irmão. Olho para a minha loirinha cheia de coragem e vida

- Beth, olhe para meu lado direito e veja se há algum soldado lá. – eu sussurro

Ela me olha assustada, sabe o que estou planejando fazer.

- Não há, mas você não vai, se der um passo eles vão alvejar o Rick e o meu pai. – ela diz enérgica – Quero trazer Patch para perto de nós, se vamos fugir daqui temos que estar juntos. Não vou deixar que se sacrifique, não vou perder você também.

Ela tem noção de que o pai não vai sair dessa.

Rick está frente a frente com o Governador, todos nós empunhamos armas. Mais uma vez vamos lutar contra os vivos. Com Rick a sua frente eles não prestam mais atenção em nós.

Aos poucos começamos a nos reunir. Beth corre para Patch e o abraça. Meu pequeno caçadorzinho está assustado, mas se esforça para aparentar coragem.

- Vou até o prédio da administração pegar nosso estoque de armas. – Michonne anuncia

- Vamos com ela. – Carl diz e Patch acena concordando

São crianças, mas também pensam como soldados.

- Certo, mas voltem rápido. – Beth diz e olha para a amiga

- Vou cuidar deles. – ela promete e os três vão até o prédio

- Vou pegar suprimentos. – Oscar se propõe, depois de todo esse tempo ele se tornou uma parte importante na família e no grupo já que aprendeu a lutar e a cuidar dos ferimentos com Hershel

- Ajudamos você. – Sasha diz e Bob acompanha os dois

- Vou organizar a todos no ônibus. – Ty diz

Ficamos eu, Beth, Maggie e Glenn dando cobertura a Rick e protegendo minha filha

Logo todos estão de volta, as armas nos dão alguma vantagem, mas não operam milagres e só um milagre para impedir que Phillip mate o nosso velho.

- Se tudo der errado peguem o ônibus e se mandem daqui, temos nossos pontos de encontro. A igreja é um deles, vão para lá e nos encontramos. – digo e todos concordam

Rick e o Governador estão conversando não escutamos muito até o que maldito caolho berra

- Eu preciso de reféns sim, trouxe o tanque para mostrar que falo sério. Você e sua gente tem até o pôr do sol para sair daqui ou vão morrer. Entreguem a minha filha e eu deixo o velho ir.

Filho de uma puta, vou mata-lo, vou arrancar cada membro, vou deixar ele se transformar nua porra de zumbi, mas na minha filha ele não vai encostar de novo.

- Mamãe. Papai. – Missy choraminga e se possível meu ódio aumenta por esse verme

- Estamos aqui, querida, não vai acontecer de novo, ele não vai mais encostar em você. Eu prometo. – Beth se abaixa na altura dela e jura

- Não precisa terminar assim. Ela não é a sua filha, deixe ele ir. – Rick argumenta e estou no meu limite

Nunca fui um cara paciente e é quase impossível me controlar quando sinto que meus filhos estão em perigo.

- Tenho mais gente, mais poder de fogo, uma aliada que me contou muito sobre cada um de vocês e tenho um refém. Não estou pedindo muito, só quero que deixem a prisão e a minha filha. – Phillip fala apontando para tudo o que trouxe contra nós

- Eu vou matar esse desgraçado. – Beth diz vermelha de raiva

- Nós saímos, mas não vamos deixar a Missy aqui. Ela vai conosco. É filha do Daryl e da Beth, é da nossa família, nós não deixamos a família para trás. – Rick fala sério

- Não é verdade, não pensaram nisso quando me expulsaram daqui sem nada. Me jogaram fora como lixo, por que não podem deixar a pirralha para trás para salvarem seus rabos? – Carol fala alto e cheia de ódio

- Porque ela é da família, você nunca foi. – ele responde e ela fecha a cara

- Ela é a próxima depois do governador, eu vou matar os dois e ninguém vai me tirar isso. – minha esposa fala se armando com uma metralhadora enquanto guarda as sais, não é hora para elas.

- São todos seus.

- Quanto mais esperarem, mais difícil será saírem daqui. Comecem a soltar os mortos! – Phillip manda e uma parte da horda sai de um caminhão diretamente para a frente das nossas grades caídas, entrando em nosso pátio e logo vamos ter de começar a nos defender

Ty volta com Judy presa a ele

- Acomodei todos no ônibus, mas preferi deixar a Bravinha comigo. – ele fala segurando sua arma

Olho para aquele pequeno bebê, na luta que foi para mantê-la viva, cacei sua primeira lata de leite e não vou deixar que morra por causa de um governador imbecil.

- Fez muito bem, Ty. – falo

- Vocês têm pouco tempo, sugiro que façam as malas e se mandem daqui. Essa prisão é nossa agora. – Carol diz com seu cinismo habitual

Hershel continua de joelhos, todos nós de mãos atadas. Ele sabe que é o fim, sabe que Beth não pode abrir mão da filha pela vida dele e sei o quanto isso está acabando com a minha mulher.

- Me desculpe, papai, eu não posso. Me perdoe. – Beth diz num tom baixo e cheio de dor

- Vamos embora, mas Melissa vai com a gente. – Rick é firme, sei que ele adora o Hershel, afinal o velho virou pai de todo mundo, mas também sei que ele ama minha menina como se fosse realmente sua sobrinha

Phillip se irrita e grita para Carol

- Carol, atire nele!

Hershel não parece com medo, ele não teme a morte. O homem mais justo e sábio que conheci se despede de nós com um sorriso orgulhoso. O tiro ecoa e seu corpo tomba. Beth se dobra e mal tenho tempo para registrar minha própria dor.

Rick volta correndo e atira contra o governador e seus soldados de merda, os tiros saem de ambos os lados e tudo passa ser uma confusão de tiros e zumbis. Tenho que tirar minha família daqui.

Começamos a correr. Para o lado esquerdo da prisão enquanto vamos derrubando os soldados da prisão. Missy corre em nosso meio e procuro Patrick e o vejo correr junto com Mich, Carl e Rick, que chegou até eles.

Glenn, Maggie, Sasha, Bob, Oscar, Ty e a Bravinha também lutam para fugir e revidar os ataques de zumbis para que o ônibus possa sair com as pessoas.

- Patrick! Patrick!- Beth grita pelo nosso filho

- Está com a Michonne! Ela vai cuidar dele. – digo e abro um buraco na cerca para que possamos passar.

Zumbis aparecem de todos os lados, com certeza foram atraídos pelo barulho e temos de desviar deles. Estamos com pouca munição, sem comida, água, com a minha menininha perto de nós e separados do nosso filho. É muito para lidar.

Vou tomando a frente das minhas garotas matando qualquer coisa que se mova e Beth não está diferente. Minha baixinha está picotando zumbis em uma velocidade impressionante. Conforme nos afastamos da prisão os zumbis vão diminuindo. O sol vai se pondo, e estar sem um teto me deixa com medo. No mundo dos mortos o dia pelo menos te deixa ver o que você vai encarar, à noite torna tudo ainda mais perigoso.

Achamos uma pequena casa na floresta, não é grande coisa, mas é o bastante para passarmos a noite. Nenhum de nós dorme ou pensa em comida. Missy não disse uma palavra desde que saímos da prisão e nem temos como poder confortá-la. Pensar em Patrick me deixa angustiado e só posso orar para que ele esteja bem. Que todos estejam bem.

Queria poder voltar no tempo, caçar o governador e impedir que a prisão caísse. É culpa minha, eu deixei que isso acontecesse, com certeza Beth me culpa pela morte de seu pai e não estaria errada.

- Vou ficar de vigia. – comunico sem olhar para nenhum das duas.

- Fico com você, amor – ela diz baixinho

Missy se aconchega no chão e abraça o ursinho mais resistente de todo o apocalipse, logo pega no sono, está esgotada assim como nós

- Sei que está se culpando, mas não é culpa sua. É dele e eu espero que tenhamos a chance de acertar as contas com esse caolho maldito. – ela diz num sussurro cheio de raiva – Olhe para mim! – ela manda e eu obedeço – Não é sua culpa! Não quero que pense assim, não gosto de ver o homem que eu amo se culpando e agindo como um fracassado.

A fé que ela deposita em mim chega a ser desconcertante, mas me faz sentir melhor, como se eu realmente pudesse ser esse cara cheio de qualidades que ela diz que vê em mim.

- Eu poderia... – começo

- Não poderia, nenhum de nós poderia. Papai sabia disso, ele sabia que não poderíamos abrir mão da Missy, ele não permitiria isso. Ele amava todos os netos e se entregaria por eles sem pensar duas vezes. Tenho certeza que meu pai estaria bravo se visse você se culpando. – ela me repreende

- Obrigada, por isso, por me fazer voltar ao normal. – digo e a abraço

O primeiro abraço desde que tudo ruiu ao nosso redor, só posso agradecer por ainda tê-la comigo.

- Preciso que você esteja firme, caçador, temos que encontrar nossa família e achar um novo lugar para recomeçar. Preciso que seja forte pra me ajudar a reencontrar o nosso Patch. – ela diz com esperança

A madrugada vai passando e nós ficamos atentos a qualquer som, com medo de uma horda, de sobreviventes do ataque ao governador, com medo de tudo.

Minha esposa está calada, Beth calada é sempre um mau sinal. Ela está remoendo algo, com certeza sobre a morte de Hershel. Nem sei o que falar, perdemos muito em um curto espaço de tempo, estamos mais uma vez na estrada e só posso pensar em como as ruas são um lugar cruel demais para crianças.

Apesar de tudo a morte de Hershel se repete constantemente em minha cabeça e a raiva vai tomando conta de mim ao ponto de me deixar possesso.

- Está com raiva? Porque eu estou. Espero que ele e Carol estejam vivos. Vou mata-los, Daryl, vou me vingar de tudo e com juros. Sou uma pessoa má por desejar que eles ainda estejam vivos só para que eu os mate? – ela fala tudo num sussurro enérgico

- Não é a única. – respondo

Missy desperta assustada e vem ficar perto de nós, Beth a coloca em seu colo e tenta acalentar nossa menininha. Há muito tempo os zumbis não fazem minha pequena temer. Missy consegue ter mais medo dos vivos do que dos mortos e sei que seu medo envolve o maldito governador.

Os primeiros raios solares aparecem e resolvo sair para caçar, temos que comer alguma coisa, não vou deixar minhas garotas com fome.

- Não vou longe, se tiver problemas saiam daqui, eu encontro vocês. – digo e abraço as duas

Saio com o coração apertado, não quero ir, mas temos que comer. Armo a besta, felizmente ainda tenho as flechas e um machado. Depois de um tempo consigo dois coelhos e uma cobra, não é muito, mas é melhor do que nada. Poderia ficar mais tempo caçando, mas meu coração me pede pra voltar, odeio a sensação de que algo pode ter acontecido com as duas.

Faço o caminho de volta correndo, nada parece errado até que vejo Beth de costas com as sais em punho a sua frente um homem está caído no chão e só vejo seu rosto quando estou ao lado dela.

Phillip. O maldito caolho, o homem que surrou minha esposa, maltratou meu filho e pôs uma coleira no pescoço da minha filha. Sem me conter acerto o cabo da besta em seu rosto. Eu vou mata-lo.

Antes que eu possa acertá-lo novamente o som da voz de Beth me para.

- Pare! Não vai matar ele agora. Nós vamos bater um papinho, Phillip, você não sabe o quanto estou esperando por esse encontro. Que bom que veio nos visitar. – ela diz olhando para ele e sorrindo de um jeito macabro – Daryl, coloque Missy trancada no outro cômodo da casa. Não quero que a minha filha veja o que vou fazer.

Eu a olho desconfiado, sei o que vai acontecer, e não quero deixa-la sozinha.

- Confie em mim, ele não vai tentar nada, eu já o desarmei. Ele trouxe uma pistola, um par de algemas e a chave. Vão ser uteis. Sei que Phillip está ansiosa para sentir na pele toda a nossa hospitalidade. – ela diz com uma doçura forçada e assustadora e assisto com prazer o maldito se encolher.

Eu entro, não sou louco de discordar da minha mulher quando ela está brava. Vai ser uma carnificina, nunca vi Beth com tanta raiva. Quem se colocar em seu caminho agora vai morrer com certeza.

Minha pequena está agarrada ao ursinho e respirando muito rápido. Ela me olha e vejo seu rostinho manchado com lágrimas.

- Papai, a mamãe está com ele. – minha pequena sussurra tremendo

- Está, mas ele não vai te fazer mal de novo. Missy, vou te colocar no quarto ao lado junto com a Griselda. Vai estar segura, querida, estarei por perto. Se lembra das regras? – pergunto enquanto a coloco em meu colo

- Lembro, não gritar, não correr para longe, ficar sempre com você e com a mamãe. – ela diz baixinho

- Muito bem, eu amo você, filha. Vou te colocar no quarto e já te tiro de lá. – digo de volta e a coloco no quarto.

- Papai. – ela me chama e eu me viro – Ele é mau, não deixa ele machucar a mamãe. – e eu aceno concordando e fecho a porta.

- É mais fácil sua mãe machucar ele. – sussurro para ninguém

Volto para o outro cômodo, pego o tecido que cobria o pequeno sofá e o rasgo. Beth vai tortura-lo e não quero que seus gritos chamem zumbis.

Saio da casa e vou até os dois, Phillip tem um corte no braço que não para de sangrar e isso não estava ali quando eu entrei.

- Ele que começou, tentou vir para cima de mim e eu o ensinei que o lugar dele é no chão. – ela me diz com aquele ar de inocência que convenceria qualquer um a fazer o que ela quer

- Phillip, você escolheu um bom dia hoje. Vamos acertar todas as nossas contas contigo. – eu digo e o forço a caminhar para dentro da casa, ouço os passos de Beth atrás de mim e escuto quando ela faz uma barricada na porta.

Aproveito para amordaça-lo. E dou o primeiro soco, ele cai e eu desconto nele toda a raiva que carrego há mais de um ano, ele não me ataca de volta, também não cai, é um filho da puta duro na queda. Seu rosto está desfigurado e eu decido prendê-lo em uma cadeira com cordas que já estavam aqui. Todos os seus gritos estão abafados, mas sei que ele está sentido dor e sinto prazer em causar isso.

- Agora que é a minha vez. – Beth declara – Sabe, Phillip, eu pensei que você estava morto, bom, agora você vai desejar estar. Não vou fazer perguntas idiotas, seu exército caiu, caso contrário não estaria aqui sozinho e só com uma pistola. Tomara que Carol tenha morrido também, mas algo me diz que não. Agora somos eu e você, se lembra quando me torturou em Woodbury? Espero que sim, e agora você é o torturado. – ela ri com deboche – Eu realmente amo as voltas que o mundo dá.

Me surpreendo quando em uma movimento graciosamente veloz ela pega uma das sais e rasga seu peito, nada profundo, só o suficiente para causar muita dor. E é o que o maldito está sentindo pela forma como se sacode e tenta se libertar.

- Mas vou te dar uma chance de ver como não sou tão má – ela diz meiga e desamarra as mãos dele, prendendo a corda em seu peito ferido, ele não se move, não é louco de tocar nela. Afinal minha besta está apontada para sua cabeça.

- Essas algemas vão ficar nos seus pulsos. – fala e prende – A chave também vai ficar com você. – ela fala e arranca seu tapa olho – Não vamos precisar desse negócio.

Imediatamente já sei qual será seu plano e pelo olhar de terror do Phillip ele também sabe.

Sem dó, piedade e com uma expressão de raiva Beth enfia a chave no único olho bom dele e seus berros são abafados pelo tecido.

- Quando eu disse que era só pegar a chave que estaria livre eu não estava mentindo, mas saiba que vou deixar você se transformar naquilo que mais odeia. Vai virar um zumbi patético. Vai ser encoleirado como tentou fazer com a minha filha. Vai pagar até depois de morto por toda a dor que causou. Vai descobrir comigo que sangue se paga com sangue. – ela diz para ele

Não demora muito, Phillip começa a perder ainda mais sangue, logo vai se transformar. Olho para a minha loirinha que mantém uma expressão distante em seu rosto delicado

- Pensei que depois que me vingasse a dor amenizaria, mas não é bem assim. Estou aliviada, sei que podemos encontrar outros Governadores por aí, mas esse não vai mais nos infernizar. – diz sombria

- Olho por olho e dente por dente, ele mereceu. – respondo sério

Não estou feliz ou satisfeito, mas seria mentira dizer que não estou aliviado. Esse infeliz nunca mais vai nos fazer sofrer.

- E o que vamos fazer com ele? – pergunto

- Eu tenho uma ideia. Mich me contou sobre os zumbis em coleira que tinha para disfarçar o cheiro. Vamos fazer a mesma coisa. Ganhamos um cachorrinho, amor. – diz com deboche

- Vou atrás de coleiras então, com sorte achamos aqui. O cara que morava aqui poderia ter um cão de caça. – falo e procuro

Acho o que quero e volto para eles, os grunhidos começam a sair do corpo do maldito e a cena é grotesca. Phillip está zumbificado, amarrado, sem um olho e com uma chave presa no outro.

- Vou cortar os braços e a mandíbula, assim ele não vai nos atacar. – ela declara já cortando o primeiro braço

Em uma rapidez impressionante temos um ex-governador sem braços, sem dentes, e em uma coleira.

- Ainda é dia, vamos sair daqui. É hora de procurar nossa família, com certeza já deu tempo de todos chegarem na igreja. – Beth diz – Vou buscar a Missy, leva ele pra fora, caçador. – fala, me beija e vai atrás da nossa filha

- Sabe, você mexeu com a mulher mais brava do planeta, meu caro Phillip, eu não queria estar na sua pele agora. Pagou por tudo vivo e vai pagar os juros depois de morto. – digo

Desfaço a barricada e pego a corrente. Agora tenho um zumbi de estimação, me sinto estranho sobre isso.

Seus rosnados são ouvidos e falo

- Não adianta rosnar pra mim.

Minhas garotas saem, Missy ao de Beth olha para Phillip e felizmente parece não reconhece-lo, não é culpa dela, o rosto dele está desfigurado

- Ele já foi? –ela pergunta inocente

- Já, filha, fique tranquila, ele não vai mais incomodar. – respondo

Beth segura a mãozinha da filha de um lado e do outro segura nosso novo mascote. Eu levo a besta para garantir nossa segurança. Vencemos só uma batalha, o apocalipse ainda não terminou.

- Prontos para reencontrar a família? – minha esposa pergunta esperançosa

É impressionante como ela permanece firme mesmo em meio ao caos. Realmente não nega o DNA do Hershel. O velho estaria orgulhoso da mulher que criou. Assim começamos nossa jornada até a igreja. 



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