História A Escolha de Anakin - Capítulo 6


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Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Leia Organa, Luke Skywalker, Obi-Wan Kenobi, Padmé Amidala
Tags Aventura, Jedi, Star Wars, Universo Paralelo
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Palavras 1.974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nesse capítulo, adotei a visão única de Anakin, espero que gostem. Pretendo fazer um capítulo único para Padmé e Obi-Wan, mas conto com a opinião de vocês.

Capítulo 6 - A Investigação


Fanfic / Fanfiction A Escolha de Anakin - Capítulo 6 - A Investigação


Parte Única //Anakin//

Depois de algumas horas, a nave de Ahsoka finalmente adentrou a atmosfera de Naboo. Anakin tentava incansavelmente não destruir a nave, porém essa já havia dado sinais de que os problemas se aproximavam. Conforme a pequena nave se aproximava do solo, ela tremia cada vez mais como um terremoto e ardia em chamas.

Anakin, com muito esforço, conseguiu pousar a nave de Ahsoka na pista de voo real. Quando a sensação de perigo se esvaiu da mente de Anakin, ele se deparou com seu antigo mestre e sua antiga padawan em um sono profundo. “Como eles não haviam acordado?”, pensou ele. Sem acorda-los, Anakin se dirigiu ao terminal de segurança, onde ele poderia encontrar um meio de encontrar sua amada Padmé.

No terminal de segurança, Anakin apenas encontrou apenas um guarda, que o reconheceu e o saudou.

– Mestre Skywalker, sua chegada era aguardada a dois dias– disse um dos guardas.

– Eu sei, mas tivemos alguns contratempos. Um deles está dentro de minha nave, um prisioneiro.

– Assim que recebermos a autorização de sua majestade, poderemos levar seu prisioneiro às masmorras – disse o guarda.

– Então leve-me a Apailana – ordenou Anakin.

Durante a longa escadaria que levava em direção a sala do trono, Anakin suspeitou que algo estava estranho. Apailana nunca iria ser tão burocrática, mesmo em um momento tão delicado como a Guerra Clônica. Mesmo com suas suspeitas, o jovem mestre Jedi seguiu rumando a seu destisno.

Chegando lá encontrou a Rainha de Naboo rodeada por muitos servos, o que era incomum para ela. Ao se aproximar, Anakin percebeu que a rainha não estava bem. A pele dela havia perdido toda cor que outrora havia possuído, os olhos estavam opacos, quase sem brilho algum e suas tradicionais vestes prateadas estavam destroçadas.

– Sua Majestade, Mestre Skywalker está aqui para vela, conforme solicitado. 

– Anakin, se aproxime por favor – disse a jovem rainha em um tom quase inaudível.

Conforme Anakin se aproximava da rainha, os servos se distanciavam dela, deixando-a desprotegida. O Jedi percebeu que Apailana estava usando todas as suas forças para se manter acorda. Mesmo jovem e frágil, aquela garota representava a estabilidade e a democracia de Naboo.

– Majestade – disse o Jedi, curvando-se na direção da rainha moribunda.

– Anakin, preciso de sua ajuda – disse a rainha fazendo um gesto para que seus servos saíssem – Eu fui envenenada por um de meus servos e preciso que você o interrogue.

– Por que eu, Majestade?

– Porque você é o único Mestre Jedi que pertence a Casa Real de Naboo – disse ela demonstrando um pouco de confiança.

– Rainha Apailana, acredito que você está equivocada, eu nasci em Tatooine, não em Naboo.

Por um segundo ela sorriu, como se já esperasse o comentário. Mas o sorriso se desfez e a expressão dela se tornou sombria.

– Mestre Jedi, quando Padmé revelou seu casamento a mim, você recebeu todas as honrarias que ela possui em Naboo – disse a rainha, respirando profundamente – Incluído a posição dentro da Casa Real.

– Quais informações você tem para mim? – ele perguntou, receando a resposta da rainha.

Apailana descreveu ao Jedi os detalhes de seu envenenamento e do trabalho que sua equipe teve para capturar o servo. Ela mencionou a ajuda que recebeu de alguns mestres Jedis, como Mace Windu.

– Devo ir até as masmorras, mas primeiro, preciso de um favor – disse Anakin – Preciso que seus guardas levem meu prisioneiro, Adam Dookan, para as masmorras – saindo da sala do trono, antes que Apailana pudesse dizer qualquer coisa.

Anakin perambulou pelos corredores do palácio, pensando em sua esposa e filhos. Ele não percebeu que já estava na pista de voo real até se chocar em Ahsoka.

– Mestre, você está bem? – disse sua antiga padawan – Estou te procurando a duas horas.

– Garota, temos um interrogatório – disse ele, soltando uma singela risada – É a sua chance de se redimir pelo que aconteceu na última vez.

– O que acontece em Tatooine, fica em Tatooine – lembrou Ahsoka.

– Onde está Obi-Wan?

– Ainda dormindo, mestre.

– Ele não vai gostar de ter sido deixado do lado de fora da diversão, mas vamos o deixar descansando – disse Anakin, esboçando um sorriso forçado.

Anakin e Ahsoka partiram em direção a masmorra do palácio de Naboo. No caminho, o Jedi explicou a sua antiga padawan o que havia acontecido. A masmorra em Naboo era melhor do que Anakin esperava, ela era escura, mas podia-se ver feixes de luz. Ela era completamente feita de pedras e maior parte dessas, eram recobertas por uma espécie de musgo selvagem de coloração avermelhada.

Os dois foram guiados por um guarda até uma pequena sala com uma mesa em seu centro. Haviam também algumas cadeiras e correntes. O guarda trousse o servo para ser interrogado e quando Anakin o viu, ele entrou em choque.

O servo era uma criança, não devia ter mais de dez anos, tinha uma expressão de medo em seu rosto. Aquilo fez Anakin lembrar de sua primeira vez em Naboo, quando ele havia aterrissado no planeta com Qui-Gon, Obi-Wan e Padmé. Ele sentiu o medo que agora via naquele garoto. Ahsoka não pareceu abalada com o garoto.

O guarda acorrentou o garoto na mesa e se retirou da sala. Anakin fez um gesto para Ahsoka assumir o interrogatório. Ela se aproximou lentamente do garoto, agachando-se no seu lado.

– Meu nome é Ahsoka, esse é o Anakin – disse ela pontando para o Jedi – Estamos aqui para te ajudar. Qual o seu nome?

– Shaak... Shaak Bly – disse o garoto.

– Você sabe por que está aqui, Shaak?

– Eles dizem... que eu... envenenei a Rainha Apailana, mas não é verdade – disse Shaak.

– Então, conte para nós o que aconteceu?

– Eu só entreguei para ela o que o mestre havia mandado – disse o garoto.

– O que você entregou a ela? – perguntou Anakin, se aproximando do garoto.

– Um colar de pedras azuis – disse Shaak – Só isso. Eu juro.

– E quem deu esse colar para você? – perguntou Anakin.

– O mestre... Jedi. – Shaak começou a chorar.

Anakin pôs uma de suas mãos sobre o ombro de Shaak. Anakin manipulou os sentimentos do garoto para que ele se acalme. O Jedi esboçou um sorriso e disse:

– Vai ficar tudo bem. Nós vamos proteger você.

Ahsoka pareceu se compadecer com o garoto. Ela estendeu a mão e a colocou sobre a mão do garoto e disse:

– Estamos aqui, Shaak.

Depois de alguns minutos o garoto voltou a falar.

– Eu não sei o nome do mestre...  sei que ele é membro do conselho – disse Shaak, olhando diretamente para Anakin – E ele parece um grande inseto.

O garoto seguiu descrevendo o responsável pelo ataque a Rainha Apailana, mas Anakin já sabia de quem se tratava. O garoto falava de Plo Koon, um dos mais antigos membros do Conselho Jedi e um amigo próximo de Ahsoka.

– Obrigado Shaak. Eu vou pedir para Apailana soltar você – disse Anakin, interrompendo a descrição do garoto – Ahsoka, encontro você lá embaixo.

Sua antiga padawan o olhou furiosa, fazia muitos anos que ela não era obrigada a obedecer às ordens de Anakin, mas ela consentiu calada e abandonou a sala. Anakin voltou-se para Shaak e viu esperança no olhar do garoto.

– Você vai ficar aqui até darmos um jeito no mestre. Mas você ajudou os Jedi hoje, não é todo garoto da sua idade que pode dizer isso – disse Anakin, afagando o cabelo do garoto – Eu preciso ir agora, mas eu voltarei. Isso eu prometo.

Anakin saiu da masmorra e encontrou Ahsoka o esperando.

– Eu mereço uma explicação, Anakin.

– Eu pedi que você saísse porque temi a sua reação – falou Anakin, com pesar em sua voz – O garoto se referia ao Mestre Plo Koon.

O rosto de Ahsoka, por um instante, foi tomado pela raiva. Mas ela observou os olhos azuis de Anakin e se acalmou.

– Ele está falando a verdade, não está?

– Infelizmente sim – consentiu Anakin – Eu senti a Força no garoto. Da mesma maneira que Mestre Plo sentiu em você anos atrás.

– Eu sei. Eu esperava estar errada – Ahsoka assumiu um olhar vazio, ela parecia ter deixado a incerteza assumir – Temos que ir mestre, precisamos encontrar Plo Koon.

– Você vai avisar a Rainha sobre o que descobrimos e eu vou atrás do Mestre Koon.

– Não, essa batalha é minha – disse Ahsoka – Nem mesmo o escolhido vai me impedir de fazer isso.

– Não faça nada que eu não faria – Anakin se aproximou e a abraçou – Abusada.

– Eu nunca gostei desse apelido.

– É tarde demais para falar isso – brincou Anakin ao interromper o abraço – Que a Força esteja com você, Ahsoka.

Assim os dois se separaram. Anakin seguiu para a Sala do Trono e Ahsoka seguiu em direção ao Conselho de Guerra. O Jedi sabia que era um erro deixar sua antiga padawan lutar sozinha, ainda mais lutar sozinha com um dos membros mais poderosos Jedis de toda a ordem. Ele apenas torcia pelo melhor.

Anakin adentrou na sala do trono e encontrou a rainha de pé. Ela trajava um vestido prateado diferente do que ela usava naquela manhã. Ela estava se recuperando, sua cor e o brilho de seus olhos haviam retornado, mas ela ainda carregava a expressão de dor em sua face.

– Majestade, nós identificamos o responsável pelo atentado a sua vida. Ahsoka foi captura-lo.

– Como esperado, parece que Padmé estava certa, você é realmente especial – disse a Apailana – Quem foi o responsável?

– Mestre Plo Koon, Majestade.

– Vou pedir ao chefe de segurança comunicar a Chanceler e ao Grão-Mestre Yoda – disse a Rainha antes de se sentar em seu trono.

– O que foi feito em relação ao Conde Dookan, Magestade?

– Ele foi levado pela Guarda até a prisão aqui em Naboo – confidenciou Apailana.

– E quanto ao garoto?

– Ainda é incerto, Anakin.

– O garoto não teve culpa. Ele apenas seguiu as ordens de um mestre Jedi. Peço que o liberte, Majestade.

– Eu confiarei em seu julgamento, Anakin, mas o peso dessa decisão recairá sobre você.

Anakin se retirou com uma reverencia e correu em direção ao Conselho de Guerra. Os corredores pareciam intermináveis, mas Anakin finalmente chegou em seu objetivo.

Lá ele encontrou Ahsoka e Plo Koon duelando. A sala, onde o Conselho Jedi coordenava todas suas operações, estava destruída. Não havia nada que não estivesse destruído, as janelas estavam quebradas, as cadeiras estavam quebradas e as cortinas ardiam em chamas.

Ahsoka atacava incansavelmente seu adversário, que apenas desviava-se e deferia golpes defensivamente. Anakin percebeu que mesmo sendo um traidor, Plo Koon ainda se importava com a garota. Ele havia descoberto ela em Shili, quando ela tinha apenas três anos e desde então havia sido como um pai para a garota. Mesmo durante o treinamento de Ahsoka com Anakin, Mestre Koon havia estado presente.

Quando Plo Koon percebeu a presença de Anakin, ele lançou Ahsoka em direção a uma janela estilhaçada. Ele sabia que Anakin iria preferir salvar sua antiga a persegui-lo. Enquanto Anakin se lançou em direção a janela, com intuito de salvar sua antiga aprendiz.

Ele puxou a garota de volta ao salão de guerra. Ela estava chorando. Anakin a abraçou com todas as suas forças, mas sabia que não seria o suficiente para ajudá-la.

– Ele fugiu, Anakin – disse ela, aos prantos – Eu o deixei fugir.

Depois de alguns minutos a força militar de Naboo chegou ao Conselho de Guerra. Anakin apontou a eles o caminho que deveriam seguir. Ele carregou Ahsoka em seus braços sem rumo. A garota adormeceu em seus braços, lá ela finalmente ficou calma e serena. Anakin conseguiu esboçar um sorriso. Ele carregou sua antiga aprendiz até sua nave. Eles haviam gasto quase metade do dia naquela investigação.

Ao entrar na nave, ele avistou Obi-Wan, que, surpreendentemente, ainda estava adormecido. Ele largou Ahsoka em uma cama. Ele observou seus amigos adormecidos, durante alguns instantes, Anakin pensou em se juntar a eles, mas ele precisava voltar para casa, para sua família. Com um sorriso, Anakin se aproximou de Obi-Wan e o acordou.

– Estamos em casa, dorminhoco. Tenho muita coisa para contar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ;)


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