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História A Escolha Final - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, depois de 2 anos, essa história ainda tem um lugarzinho na sua lista de leitura? Espero que sim.

Por problemas pessoais passei um tempo sem vontade de escrever mas agora pude voltar e terminar essa história pra todos que gostavam e não viram o fim.

Espero que gostem, do fundo do coração. Não esqueçam de lavar as mãos e se protegerem ficando em casa, ok?
Boa leitura.

Capítulo 24 - A Decisão


Tive um pesadelo tão horrível quanto os antigos, havia sangue nas minhas mãos e alguém no chão... alguém que eu amava. Eu acordei suado e ofegante, olhei no relógio não era nem 3 da manhã, eu não dormi nem 3 horas.

Eu nunca pensei no ritual de toma de poderes como algo que fosse tirar a vida de alguém, mas sim como uma fonte, era sobre encontrar o poder e merecer aquilo. Talvez houvesse outro jeito, mas se o único jeito fosse aquele, eu não o faria. Eu não era capaz de matar ninguém, muito menos Emma. Talvez antes, pensando no ritual como ritual, eu tivesse coragem de fazer. Hoje, pensando mais no lado humano, é impossível.

Olhei pela janela, ainda era escuro la fora e caia uma chuva não muito forte. Eu não aguentava mais pensar nos sonhos ou pensar no domingo, a decisão estava tomada e não tinha mais nada a pensar. Peguei meu celular e comecei a mexer nele para passar o tédio.

Comecei me atualizando sobre a vida de Leslie, minha melhor amiga em Nova Orleans, ela parecia estar bem em Nashville, parecia feliz. Mandei uma mensagem pra ela sem me atentar ao horário. Para a minha surpresa ela respondeu rapidamente.

“Evan, sinto tanto a sua falta” Leslie disse na mensagem.

”Também sinto muito a sua falta” eu respondi.

”Como anda sua vida? Tenho coisas importantes pra falar” Leslie disse.

”Eu também, achei o meu coração e eu simplesmente desisto disso, Leslie. Eu não posso...” eu enviei.

”NÃO, VOCÊ NÃO PODE E NÃO DEVE. 

É isso que eu quero falar pra você. Essa ideia de matar pessoas nunca me desceu. 

Você sabe o quanto eu sou curiosa e gosto de pesquisar tudo, nos registros mais antigos da escola esse ritual é diferente.

Eu não sei o quanto isso é diferente pois não achei nenhuma prova concreta, mas também não achei nada sobre esse método” Leslie escreveu.

”Você sempre pesquisou muito e achou muito também, assim como muitas vezes interpretou do seu jeito.

Como os vários feitiços que você achava e davam errado." Eu enviei de volta totalmente descrente.

”Existe algo errado, Evan. 

2 ou 3 gerações atrás possuía genes ativos e os nossos avós não falam sobre eles terem matado pessoas.”  Leslie escreveu rapidamente.

”Tudo é muito secreto. Seja o que for, eu não farei. Você sabe as consequências disso?” eu perguntei mas já sabia a resposta.

”São péssimas. 

Olha, depois falo com você, prometo.

Fique bem, boa noite” Leslie se despediu.

”Boa noite, mantenha contato” eu respondi.

Eu sabia de como Leslie e sua desconfiança sempre achavam apenas o conteúdo que ela queria, ignorando histórias, regras e entrelinhas. Leslie já tinha entrado em problemas varias vezes em Nova Orleans por causa de tamanha curiosidade e por conta da prática errada de feitiços, ou até da prática de feitiços proibidos. 

Porém algo em mim falava que algo realmente estava sendo escondido, talvez manipulação de Leslie, talvez porque subconsciente eu estava me forçando a acreditar numa saída ou talvez por que realmente algo estivesse errado. Eu provavelmente teria que dar a minha vida por recusar os meus poderes.

Depois das mensagens eu fiquei tanto tempo pensando sem conseguir dormir que quando me dei conta já estava claro lá fora. Levantei da cama e comecei a minha rotina higiênica matutina diária, começando escovando os dentes, depois tomando banho e por último me vestindo. Quando estava saindo do banheiro o despertador tocou, eu o desliguei e me vesti.

Depois de tomar o café da manha, revolvi ir caminhando para a escola. Não era perto mas também não era tão longe. Eu estava adiantado e andar até lá, tomando um pouco de ar fresco faria bem.

Caminhei passando pela casa de Jordyn, a de Chloe e pude ver à distância a casa de Erick e Sarah rapidamente. O ar estava gelado mas não muito, o cheiro de verde exalado pelas folhas e o cheiro de terra molhada por conta da chuva de ontem ajudava a trazer uma sensação ainda melhor. O céu estaca fechado mas mesmo assim parecia tão bom quanto o céu da California. Passei por dentro do parque que atravessa a cidade de ponta à ponta, caminhei perto do lago e vi algumas pessoas se exercitando no caminho.

Quando cheguei na escola, cheguei no horário de sempre. Patrick veio no meu carro quando viu a mensagem que eu mandei enquanto estava caminhando “Resolvi andar até a escola hoje, eu estou bem, só queria alongar as pernas. Pode pegar o meu carro”.

Na aula de literatura assistimos um filme e na aula de educação continuamos com a partida de vôlei, o meu time contra o de Chloe que perdeu hoje. As outras aulas foram normais como sempre.

-Eu vou botar a minha oponente pra chorar em 20 segundos. - Chloe falou quando chegou com Emma na mesa na cafeteria.

-Aposto 50 em você. - Emma respondeu sentando do meu lado.

-Eu também. E você, Evan? - Chloe perguntou.

-Eu não sou nem louco de apostar contra você. - eu respondi tentando não parecer tão.

-Nossa você ta bem mal. Parece que não dormiu. - Chloe falou.

-Só um pouco tenso, nada demais. - eu respondi.

-Tem alguma coisa a ver com o jantar de ontem? - Emma falou meio preocupada.

-Não, absolutamente nada. Só pesadelos que eu tive ontem, não dormi bem. - eu falei.

-Evan tem medo do bicho-papão à noite. - Chloe falou rindo.

-Medo eu só tenho de você. - eu respondi e Emma estendeu o braço e começou a mexer no meu cabelo.

Aquilo me acalmou tanto, me fez relaxar quase que 100%. Era a sensação de paz e equilíbrio que me faltava hoje. Eu sorri e ela percebeu.

-Você deveria mesmo ter medo de mim. - Chloe falou e fechou o punho quando terminou a frase. Eu ri mais ainda.

Nós continuamos conversando até o sinal tocar. Quando tocou, Chloe puxou Emma e as duas cochicharam algo, eu fiquei logo atrás. As aulas seguintes foram muito demoradas, o cansaço estava batendo e tudo que eu queria era a minha cama.

-Posso deixar você em casa? Você parece muito cansado pra dirigir. - Emma me perguntou no estacionamento no fim da aula. Chloe já tinha ido embora.

-Eu volto com Patrick, tudo bem. - eu respondi dando um pequeno sorriso.

-Então você não quer que eu vá? - ela perguntou.

-Só disse que não precisa, você quer ir? - eu perguntei estranhando.

-Posso?

-Lógico, eu aceito a carona. - eu falei e entrei no carro.

Peguei meu celular pra avisar pro Patrick que estava indo com Emma, depois de enviar a mensagem vi que hoje já era 22 de março e como nunca me dei conta do quanto o tempo passou rápido.

Só havia eu, Emma e Patrick em casa, meus pais estavam trabalhando e a minha irmã fazia aula de balé a tarde. Fui com Emma direto pro meu quarto.

-Você tem algo pra conversar? - eu perguntei pra ela sentando na cama.

-Não, por que? - ela perguntou sentando do meu lado.

-Por ter insistido tanto pra vir, pensei que tivesse.

-Só senti a sua falta. - ela disse e eu dei um rápido beijo nela. -Você precisa de um cochilo, Evan. - Emma disse.

-Eu não vou dormir durante a sua visita. 

-Mas você está extremamente cansado, durma um pouco ou eu vou embora. - ela ameaçou.

-Eu posso aguentar mais. - menti mas meus olhos quase fechados não.

-Quando você acordar eu prometo estar aqui. - Emma falou.

-Me dê 15 minutos. - eu disse e deitei na cama.

Eu dormi profundamente dessa vez. Sem pesadelos, sem sonhos, apenas um bom sono profundo. Quando eu acordei lá fora chovia como noite passada, já estava escuro exceto por uma luz vindo do chão do meu quarto ao lado da minha cama. Era a luz do celular de Emma, deitada sobre a cama improvisada com edredons no chão.

-Que horas são? - eu perguntei olhando pra ela de cima da cama.

-Que susto! - ela disse fechando os olhos.

-Desculpa. - eu disse rindo um pouco.

-São quase 11 da noite. - Emma respondeu.

-QUE? Eu dormi por quase 6 horas, por que você não me acordou? 

-Eu não ia acordar por que você precisava dormir, mas você passou 2 horas imóvel na cama e resolvi acordar você com medo de você ter morrido. Tentei mas você não acordava. Até que a sua mãe veio e disse que era normal, eu até ia embora mas ela insistiu que eu ficasse até o jantar.

-Você prometeu que estaria aqui quando eu acordasse, você não podia ir embora. - eu relembrei.

-E cumpri. - ela disse.

-Durma comigo. - eu pedi.

-Parece tentador. Mas temos aula cedo amanhã, meu pai não deixaria.

-Você diz pro seu pai que ficou com Chloe, ele não brigaria.

-Eu faço isso se você comer algo. Sua mãe pediu pra que eu fizesse você se alimentar.

-Feito. - eu respondi.

Emma foi se arrumar para dormir, então dei a ela um pouco de privacidade. Ela já tinha uma muda de roupas dentro do carro e produtos de higiene também, não sei por que. Enquanto ela fazia isso eu jantava na cozinha, la em baixo.

Quando cheguei no quarto Emma estava deitada na cama de edredons no chão.

-Emma eu acho que nós já podemos pular essa parte. - eu disse apontando para a cama improvisada.

-Eu faço questão que você durma na sua cama. - ela respondeu.

-E eu faço questão de lembrar que pedi pra você dormir comigo. Se você quer dormir aí, ótimo, eu durmo no chão também. - eu disse.

-Ok, tudo bem. - ela disse levantando e indo pra cama.

Fui até o banheiro, tomei um banho rápido, escovei meus dentes, e só aí lembrei que não tinha levado roupa pro banheiro. Decidi usar a desculpa para provocar Emma, não que fosse alguma novidade pra ela, então sai de toalha no quarto. Ela viu e riu.

-O que foi? - eu perguntei sem entender.

-A sua intenção era me deixar doida por você agora? - ela disse ainda rindo.

-Não, eu realmente esqueci as roupas. Mas... funcionou?- eu perguntei meio descrente.

Ela levantou e atravessou o quarto em direção à porta atrás de mim. Ela ia sair para me dar mais privacidade... realmente não havia funcionado. Porém quando ouvi o barulho de chave na porta, percebi que havia me enganado. Quando me virei ela me abraçou e começou a me beijar. Fiz o mesmo.

Quando menos percebi, estávamos fazendo os mesmos movimentos que fizemos a última vez que dormimos juntos. Depois de tirar a roupa dela, eu beijei todas as curvas do seu corpo até chegar na boca, ela me apertava cada vez mais, passando as mãos pelo meu cabelo, rosto, costas e braços. Eu puxava ela mais pra perto toda hora pela cintura e pescoço, e explorava cada canto do seu corpo com as mãos igual ela fazia em mim. O cheiro, o calor e a respiração dela deixavam tudo ainda melhor, mais intenso e mais prazeroso.

Eu adorei a nossa primeira vez mas a nossa segunda vez foi melhor que qualquer experiência que eu já tive. O quanto ela era linda, o quanto ela estava confortável e o quanto ela gostava de mim me davam ainda mais prazer quando eu lembrava. Passamos horas daquele jeito e nenhum de nós parecia querer parar.

Quando pareceu acabar nós continuamos juntos, trocando carícias e beijos durante um bom tempo, até que o cansaço pelo esforço exigido antes falou mais alto e nós dormimos.

-Bom dia. - Emma falou quando o som estridente do despertador acordou nós dois.

-Bom dia. - eu falei sorrindo, abraçando e beijando ela.

-Alguém já acordou animado. - ela disse quando viu que eu não ia parar de beija-la.

-Culpa sua. - eu falei sem parar com os beijos e começando ficar em cima dela, ainda sem roupa.

-Evan, nós temos escola. - ela disse entre os meus beijos.

-Ok, essa vai ser rapidinha - eu disse adiantando as coisas.

-Ai. Eu acho que não temos tanto tempo. - ela respondeu.

-Eu acelero mais o carro. - eu respondi ocupado.

Ela riu da minha perseverança mas aceitou. Dessa vez não durou horas, na verdade não durou nem 10 minutos. Nós nos arrumamos correndo. Emma não teve tempo de arrumar o cabelo e decidiu fazer um rabo de cavalo pra disfarçar. O penteado realçou ainda mais o rosto dela e eu comecei a avaliar se realmente precisávamos ir pra aula hoje. Tivemos que tomar o café da manhã às pressas.

Saí de casa no carro de Emma com ela, dia estava lindo, com um forte sol, pássaros cantando, a temperatura ainda estava baixa mas não muito. Chegamos na escola à tempo das aulas e fomos abraçados do estacionamento até a minha sala de literatura.


Notas Finais


Só tem mais um ou dois capítulos por vir. Ta perto.


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