História A Escolha Perfeita - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Derick, Meu Querido Professor, Romance, Segunda Temporada, Thomick
Visualizações 20
Palavras 2.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olha só quem voltou :3
Mais rápido do que antes :3
Queria agradecer muito o apoio que estão me dando para com essa história, escrevo de todo coração!

Capítulo 6 - Capítulo 6 - O destino e seus acasos.


Victória Walker

Minha cabeça rodava, eu sabia que estava deitada na minha cama e que provavelmente estaria agarrada em um travesseiro qualquer. Lembro-me perfeitamente da noite anterior, principalmente a pequena ajuda que Derek me prestou ficando ao meu lado durante a noite.

Derek...porque você complica tanto as coisas?! Quer dizer, não posso negar que temos um passado, eu posso amar infinitamente Thomas mas não posso bloquear o que houve entre o arquiteto e eu.

Se não bastasse essa confusão toda de sentimentos, tive que lidar com um beijo que, devo dizer, me pegou desprevenida. Eu sei que no fundo vocês estão assim: "Mas Vick, você correspondeu, tenho certeza que você queria..." e eu vou responder: "Fui pega de surpresa, e bem, foi isso..."

Rolei mais um pouco na cama e soltei um longo suspiro, já estava quase me esquecendo de um detalhe importante quando meu celular vibrou na mesinha da cabeceira. Resmunguei um pouco enquanto levantava o corpo e pegava o aparelho o desbloqueando logo em seguida.

Bom dia Victória, espero que tenha dormido bem, não pude ficar com você até acordar porque meu irmão está precisando de mim no Canadá.

Viajei cedo mas volto na segunda sem falta, um ótimo sábado e melhoras!

Derek

Dei de ombros ao ler a mensagem e me espreguicei na cama. Eu estava sentindo uma fome de leão e o cheiro de café fresco vindo da cozinha não facilitava as coisas. Mas espera, eu não havia feito café naquela manhã...seria Giulia tentando me assustar?!

Em um salto me levantei e sai do quarto segurando em minhas mãos um vaso que parecia ser bem caro. Andei nas pontas dos pés com o intuito de não fazer muito alarde. A medida que eu ia me aproximando da cozinha, mais barulho eu ouvia e agora eu já podia sentir o cheiro de pão fresco.

Apertei um pouco mais o objeto em minhas mãos e fechei os olhos tentando regularizar minha respiração. Contei até três e surpreendi o "invasor".

—Sai da minha casa! – Gritei antes de ver quem era.

—Aiii... – O intruso falou no momento em que eu quebrei o vaso em suas costas, foi só nesse momento que eu as reconheci.

—Ai meu Deus, Thomas! – Exclamei largando os restos mortais do vaso e o abraçando por trás. – Desculpa, desculpa, desculpa!!!

—Você tem força, minhas costas estão latejando. – Ele resmungou enquanto procurava um lugar para escorar.

—Eu não sabia que você viria, se eu soubesse não teria feito isso. – Me defendi.

—Se soubesse que eu viria, teria tomado cuidado ao trazer visitas para cá?! – Ele indagou visivelmente irritado.

Foi naquele momento que eu percebi que Thomas não estava se referindo mais ao incidente de agora pouco, e sim de algo que eu nunca sequer pensei que ele viesse a descobrir.

—Do que está falando?! – Perguntei um pouco pensativa.

Thomas não disse nada, apenas me estendeu seu celular a fim de que eu lesse uma mensagem que o mesmo havia recebido ontem por volta das 22hrs da noite. Nela, continha a seguinte mensagem.

Ora, ora...você não pode deixar sua noiva sozinha por uma noite e ela já convida um homem para dormir em sua casa...abra o olho Thomas King

Em baixo da mensagem havia um anexo que continha uma foto minha e de Derek dormindo na cama, uma cena um tanto quanto inocente, mas na visão de qualquer outro homem, aquilo não soava bem, e eu tinha certeza que Thomas estava possesso de raiva principalmente por se tratar de um velho conhecido dele.

—Quem te mandou isso?! – Questionei tentando manter a calma.

—Não sei, é um número bloqueado. – Ele tomou o celular de minhas mãos. – Me diga...isso que estou vendo realmente aconteceu?!

—Thomas... – Revirei os olhos já incomodada com aquilo.

—Só me responda, Victória... – Ele cerrou os punhos.

—Sim...Derek dormiu aqui, mas não é por isso que você está pensando. – Tratei de falar antes que as coisas ficassem piores.

—Ah...então quer mesmo que eu acredite que foi o destino e seus acasos?! – Riu sem humor. – Vai me dizer também que aquela coisa toda de oportunidade de emprego em Roma era verdadeira também?!

—Olha só, você já está pegando pesado. – Trinquei os dentes. – Eu não menti pra você, estou sim trabalhando aqui em Roma e acredite se quiser, mas a empresa pela qual eu vou advogar é do Derek, nossa relação é totalmente profissional.

—Nossa, tão profissional que ele precisou deitar na sua cama em apenas um dia aqui. – Ele ironizou. – Estão se falando a quanto tempo?! Ou melhor, em algum momento em todos esses meses vocês pararam de fato de se falar?!

—Chega! – Gritei. – Isso tudo é um mal entendido, fui encontrar com a sócia dele ontem e ela me deu um bolo e coincidentemente o Derek estava no mesmo restaurante que eu, conversamos um pouco como amigos. – Enfatizei a palavra. – E depois disso eu passei mal e ele me trouxe em casa, eu pedi para que ele ficasse porque eu fiquei com medo de que algo de ruim pudesse acontecer e como eu estava sozinha, não teria como pedir socorro a tempo.

—E porque você não foi para o hospital ou algo assim?! – Ele me questionou mas não me deixou responder. – Está vendo como isso soa ridículo?! Pensei que pudesse confiar em você, pensei que com você as coisas seriam diferentes, pensei que você era a mulher da minha vida, mas acho que me enganei... – Caminhou até a porta.

—Thomas, acredita em mim, mas que droga! – Pedi já sentindo o gosto das lágrimas em minha boca.

Contudo, ele não quis saber de conversa, apenas fechou a porta na minha cara e eu logo pude sentir minhas pernas cederem e se chocarem contra o chão.

Me entreguei as lágrimas pesadas e me encolhi totalmente tentando entender como tudo havia acabado de uma hora para outra. Eu queria gritar, queria bater na minha própria face por ter sido boba o suficiente para me deixar levar por um momento com o Morgan. Era incrível como o tempo não muda certas coisas, talvez fosse de fato o destino e seus acasos.

Mesmo depois de praticamente quatro longos anos, Derek parecia não ter esquecido certas coisas, eu podia sentir que ele ainda nutria sérios sentimentos por mim não só pelo beijo que trocamos na noite passada, mas também pela forma como ele me olhou quando pisei em seu escritório ou até mesmo quando jantamos de maneira casual.

O fato era que ele deveria ter entendido que ele e eu não existe, nem poderia. Meu coração era inteiramente do King e eu tinha 99% de certeza sobre isso, mas agora as coisas estavam mudando de figura. Thomas me deixou e eu não sabia ao certo o que fazer, na verdade até sabia, contudo ainda estava pensando nas conseqüências disso.

Limpei as lágrimas teimosas, me levantei em um pulo e corri para o meu quarto onde peguei as malas mal desfeitas e procurei algo descente para usar no meio da rua. Eu ainda não tinha um bom senso de espaço em Roma, mas tinha total consciência de que Thomas não teria ido longe.

Vesti um casaco de forma apressada e calcei uma sapatilha que estava jogada em um canto qualquer do quarto. Passei pela porta de casa e desci quase na velocidade da luz até o hall do prédio. Não tive tempo de cumprimentar o porteiro ou coisa assim, apenas corri o máximo que eu podia. As gotas de chuva começaram a inundar meu rosto a medida que eu entrava mais dentro dela.

Olhei para os lados e procurei algum sinal de Thomas sem sucesso, arrisquei dar uma olhada no celular e pesquisar possíveis hotéis que fossem perto do meu endereço, acabei achando um...Pensione Barrett.

Mais que depressa andei (corri) de encontro ao luxuoso edifício onde letras enormes formavam o nome do lugar. Eu estava do outro lado da rua, a chuva continuava mas agora estava mais forte o que dificultava um pouco identificar quem estava na porta do hotel. Porém eu o reconheceria em qualquer lugar, até mesmo de olhos fechados, ele estava de costas e parecia falar no telefone.

Eu não pensei, não liguei, não fiz nada...apenas sentia meus pés se moverem de forma involuntária para o meio da rua indo de encontro a aquele homem. Contudo, as coisas aconteceram muito rápido, eu só tive tempo de ouvir uma buzina aguda, barulho de algo sendo freado e meu corpo sendo jogado para longe de Thomas.

Eu só conseguia sentir o impacto do meu corpo contra o asfalto molhado e depois tudo ficou escuro.

(...)

Thomas King

Eu não sabia o que estava sentindo no momento em que deixei Victória aos prantos em seu apartamento luxuoso em Roma. Meu coração estava em pedaços, eu tentava de todos os jeitos possíveis e imagináveis acreditar nela, esquecer as coisas que aquilo podia significar e tudo mais, mas sinceramente?! Era difícil engolir.

Qualquer homem na posição que eu estava não ficaria nada feliz em saber que sua mulher dormiu com seu rival em uma noite fria na cidade mais romântica do mundo. Victória poderia ter agido na inocência que eu sabia que ela tinha, e o Morgan poderia ter armado tudo somente para me separar dela, mas em quem acreditar?!

Depois de tanto martelar isso na minha mente, cheguei a conclusão de que o melhor era retirar um tempo para mim e tentar absorver um pouco essa história toda, mas a principio não estava aberto para mais um diálogo com Vick...do jeito que eu estava, poderia muito bem acabar fazendo algo que eu poderia não gostar depois.

A chuva caia de uma forma melancólica, e eu estava parado de frente para o hotel que eu estava hospedado enquanto falava com Luke, meu melhor amigo. Segundo ele, eu não deveria ficar dando ouvidos a mensagens anônimas mesmo que elas tenham sido verídicas e confirmadas por Victória. Para Luke, Vick sempre foi a garota mais sensível e inocente que ele havia conhecido e haviam boas chances dela não ter pensado muito bem ao convidar Derek a lhe fazer companhia. Meu amigo tinha total confiança nos sentimentos que ela nutria por mim.

—Não sei se o que você diz pode ser tomado como verdadeiro, Luke... – Suspirei. – Você viu a foto, ela estava abraçada nele e dormia tranquilamente.

—E é exatamente por isso que eu não acredito que ela tenha feito isso de propósito ou porque estava te traindo com o arquiteto, Victória estava alheia a qualquer coisa, deveria dar um voto de confiança a ela, deveria conversar com ela de um jeito que você não a deixe chorando como fez agora pouco, ela é sua noiva. – Luke tentava amenizar as coisas.

—Não sei se posso me referir a ela como minha noiva, não depois daquela cena toda... – Fechei os olhos tentando afastar aquela lembrança.

—Thomas, pense bem...olha as coisas que você está dizendo, você a ama cara...não se esqueça disso. – Luke me advertiu.

Eu estava totalmente pronto para responder a ele quando um barulho alto inundou meus ouvidos, instintivamente me vi virando para trás a tempo de ver o corpo de Victória sendo jogado com certa violência no asfalto por um conversível azul.

Esqueci completamente a briga que tivemos e corri no meio da chuva indo ao seu encontro. Algumas pessoas já estavam se aglomerando em sua volta e eu demorei um pouco para conseguir ficar ao seu lado. O dono do conversível fugiu na mesma velocidade que chegou, e se eu tivesse me atinado antes, teria anotado a placa do infeliz.

Contudo, minha preocupação maior era com Victória que estava totalmente inconsciente ma rua. Reprimi a vontade de trazê-la para perto com medo de que algo pudesse agravar seu estado que até então era desconhecido por todos.

Liguei para a ambulância e esperamos o que se passara ser mais ou menos uns dez minutos, os mais longos da minha vida. Victória continuava imóvel e meu coração estava descompensado, temendo que ela não resistisse a pancada que recebera. Aos poucos eu pude notar um pequeno sangramento que começava em sua barriga e descia pelo restante de suas pernas.

O desespero continuava a me assolar até que os paramédicos vieram em seu socorro. Victória foi removida da rua e agora seguia para o hospital.

E eu, bem, não poderia deixá-la sozinha jamais!

Aluguei um carro e segui a ambulância.

(...)

—E então doutor, como ela está?! – Perguntei depois de esperar mais de duas horas por respostas.

—Ela está bem, está estável...creio que daqui uma hora ela acorde. – O médico disse enquanto checava algumas coisas na prancheta. – A propósito o que você é dela?!

—Eu sou...o noivo dela. – Disse por fim mesmo sabendo que não tinha tanta certeza disso.

—Então devo dizer para que fique despreocupado, sua noiva e seu filho passam bem. – Ele sorriu e eu o olhei confuso. – Espera...não sabia que ela estava grávida?!

Neguei com a cabeça ainda em choque com o que eu acabara de ouvir.

—Pois bem, acho que nem ela sabia devido a quantidade de colesterol que encontramos em seu sangue, isso é algo que ela deve verificar o quanto antes para o bem dela e do bebê. – O doutor Alex explicava, mas eu não conseguia prestar atenção em mais nada.

—Ela está grávida a quanto tempo? – A pergunta saiu da minha garganta.

—De acordo com os exames, não mais do que três semanas... – Ele deu de ombros. – Preciso ir, rapaz, fique calmo que daqui a pouco você poderá vê-la.

Ele se afastou e eu me limitei a sentar e a encarar o vazio.

Um filho...

Victória e eu teríamos um filho...


Notas Finais


LASCOU!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...