História A Escolha- kookmin - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook Koomin
Visualizações 283
Palavras 1.427
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia e boa leitura.

Capítulo 10 - Ten.


Fanfic / Fanfiction A Escolha- kookmin - Capítulo 10 - Ten.

Lembre-se Park: isso pode ser bom. Os erros indicam que isso é verdadeiro. 


●A escolha. Capítulo 10


Depois de aguentar o sorrisinho malicioso de Bárbara enquanto me ajudava a me trocar, fui ao salão dos selecionados, feliz com a chuva que continuava a cair. Agora ela sempre significaria algo especial para mim.

No entanto, apesar de Jungkook e eu termos escapado por uns instantes, quando saímos da nossa bolha, o clima dos garotos da elite estava mais pesado por conta do ultimato dos rebeldes. Todos estavam nervosos.

Sem dizer uma palavra, Sehun observava as mãos em uma mesa, e dava para notar que elas tremiam de vez em quando. Hoseok tinha um livro na mão, com os olhos fixos na janela, perdidos na chuva que caia. Nenhum de nós conseguia concluir alguma tarefa. 

Taehyung: como você acha que estão as coisas lá fora?- perguntou para mim, interrompendo seu bordado. 

Jimin: não sei- respondi baixinho- não acho que eles fariam tamanha ameaça em vão. 


Eu rabiscava uma melodia que tinha na cabeça em uma partitura em branco. Fazia seis meses que não compunha nada original. Não fazia muito sentido. As pessoas preferiam os clássicos.

Taehyung: você acha que estão escondendo os números de mortos de nós? 

Jimin: é possível. Se desistirmos, os rebeldes ganham.

Taehyung: vou ficar custe o que custar.- deu outro ponto na almofada.


A maneira como ele falou aquilo deu a entender que ele se dirigia diretamente a mim. Como se eu precisasse saber que ele não abriria mão de Jungkook. 

Jimin: digo o mesmo!

[...]


O dia seguinte foi bem parecido, embora eu tivesse ficado desapontado ao ver o sol brilhar. A preocupação pesava tanto sobre nós que a única coisa que podíamos fazer era ficar quietos. Eu morria de vontade de correr, de usar energia para alguma coisa. 

Depois do almoço fomos de novo ao salão dos selecionados. Hoseok estava lendo, e eu, trabalhando na partitura, mas Taehyung e Sehun não haviam voltado ainda. Talvez dez minutos mais tarde, Taehyung chegou carregado de coisas. Sentou com papel e lápis de cor.

Jimin: o que está desenhando?

Taehyung: qualquer coisa que ocupe minha cabeça- deu de ombros. 


Ele permaneceu ali, parado, olhando o papel.

Taehyung: não sei o que estou fazendo- desabafou- sei que as pessoas estão em perigo, mas eu o amo e não quero sair!

Hoseok: o rei não deixará ninguém morrer- o confortou.

Taehyung: mas algumas pessoas já morreram. Queria pensar em outra coisa.

Jimin: aposto que Joy pode nos ajudar- propus.

Taehyung: não estou tão desesperado- riu- tudo vai ficar bem.

Jimin: vou ir na biblioteca, já volto.


Hoseok e Taehyung acenaram com a cabeça, tentando manter a concentração. Levantei e saí. 

Andei pelo corredor até a última sala do andar. Havia alguns livros naquela estante que eu queria ler. Uma porta se abriu devagar, percebi que não estava sozinho. Alguém estava chorando. 

Procurei de onde vinha o som e encontrei Sehun, abraçando os joelhos. A cena me fez se sentir desconfortável. Sehun não chorava. Até aquele momento, dúvida do que ele era capaz.

Sehun: Argth! - resmungou- o que você quer?

Jimin: desculpe, vim atrás de um livro. 

Sehun: pegue e vá embora. Você consegue tudo o que quer mesmo!


Permaneci imóvel, confuso com suas palavras. Ele soltou um suspiro e levantou bruscamente. Em seguida, pegou uma de suas revistas e jogou contra mim, que agarrei sem jeito.

Sehun: veja com seus próprios olhos. Seu discursinho no jornal oficial o levou para o topo. Eles amam você! 


Li a revista. Em algumas páginas haviam fotos dos quatro concorrentes e ao lado a pergunta: QUEM VOCÊ PREFERE? , ao lado da minha foto havia 39% de pessoas que torciam por mim. Não era a porcentagem que eu julgava necessária para quem quisesse ganhar, mas era bem maior que dos outros.

Ao lado de um gráfico havia opiniões dos entrevistados. Sehun era considerado verdadeiramente nobre, embora tivesse em terceiro lugar. Hoseok, diziam, era muito equilibrado, mas apenas 8% da população o apoiava. Ao lado da minha foto haviam opiniões que me davam vontade de chorar. 

"O senhor Park é igual a rainha: um guerreiro. Não só desejamos sua vitória, precisamos dele".

Jimin: isso... É verdade?  

Sehun tirou a revista da minha mão. 

Sehun: claro que é. Então vá em frente. Se case com Jeon, faça o que quiser. Seja um príncipe. Todos vão amar. O coitadinho do cinco ganha a coroa.


Ele se preparou para deixar a sala; seu temperamento azedo tinha destruído a notícia mais incrível durante toda a seleção. 

Jimin: não entendo por que você se importa tanto com isso. Algum dois vai ficar muito feliz em se casar com você. E você vai continuar famoso, no final das contas- acusei.

Sehun: vou ser uma subcelebridade, Jimin.

Jimin: Céus!  Você é modelo!- berrei- você tem tudo!

Sehun: mas por quanto tempo? - rebateu- por quanto tempo? 

Jimin: o que você quer dizer? - perguntei,  em um tom calmo- Sehun, você é lindo. E você será um dois para sempre. 

Sehun: você acha que é o único a se sentir preso pela sua casta? Sim, eu sou modelo. Mas não sei cantar, não sei atuar. Então, quando meu rosto não servir, serei esquecido. - ele me encarou-   você passou a vida inteira por conta própria. E eu sendo observado, não quero parecer bobo. Mas eu.. Não quero perder isso.

Jimin: não parece bobo.

Sehun: não? 


Sehun esfregou os olhos e eu fiquei ao seu lado.

Jimin: não, Sehun. Você já gostou dele?

Sehun: ele é bonito e beija bem- falou com um sorriso.

Jimin: eu sei- abri um sorriso.

Sehun: sei que você sabe. Descobrir até o ponto que vocês chegaram foi um golpe para meus planos. Achava que tinha Jeon na palma da mão e queria o fazer sonhar mais.

Jimin: não é assim que conquista o coração de alguém. 

Sehun: eu não precisava do coração dele- confessou- só precisava que ele me desejasse o suficiente para me escolher. Tudo bem, não é amor. Preciso mais de fama do que amor.


Pela primeira vez, ele não era meu inimigo. Entendi naquele momento. Sim, ele era um competidor calculista, mas por desespero. Achava que tinha que nos intimidar.

Jimin: em primeiro lugar, você precisa sim de amor. Todo mundo precisa. E não há problema se a fama vir junto.- ele fez uma careta- em segundo lugar, o Sehun que eu conheço não precisa de um homem para ser famoso.

Ele gargalhou ao ouvir isso.

Sehun: tenho sido um pouco cruel- admitiu, de um jeito brincalhão.

Jimin: você tirou um botão do meu paletó! 

Sehun: bom, era necessário na hora!


E de repente, tudo era engraçado. Todas as discussões, os olhares de ódio, os truques: tudo parecia uma grande piada. Ficamos ali por um tempo, rindo dos últimos meses. De repente, senti vontade de cuidar dele, como cuidava de Yoongi . 

Do nada , o riso de Sehun sumiu.

Sehun: fiz tantas coisas, Jimin- evitou olhar para mim- coisas horríveis, vergonhosas. Um pouco por não saber reagir a pressão daqui, mas quase sempre para conquistar a coroa, a Jeon.

Jimin: sinceramente- comentei- acho que você não precisa de Jeon para conquistar nada na vida. Você tem garra, tem talento. O mais importante: tem capacidade. Metade das pessoas desse país queriam ter o que você tem.

Sehun: eu sei. Não é que eu não tenha noção de como sou sortudo. Só é difícil aceitar a possibilidade de... sei lá, ser menos que isso.

Jimin: então não aceite.

Sehun: nunca tive a chance mesmo, sempre foi você. Desde o início. 

Jimin: não só eu- suspirei- Taehyung. Ele também tem grande intimidade. 

Sehun: quer que eu quebre a perna dele? Posso dar um jeito disso acontecer- propôs, rindo- é brincadeira. 

Jimin: e você quer votar lá comigo? Esses dias tem demorado para passar. E você sempre da uma sacudida no ambiente. 

Sehun: não, não agora. Não quero que eles vejam que eu chorei.

Jimin: não vou contar nada, prometo.

Sehun: obrigado. 


Um silêncio caiu sobre nós. Aquele momento foi importante para mim. Pude enxergar o verdadeiro Sehun.  Ainda não conseguia deixar tudo que ele fez de lado, mas ao menos passei a entender. Me despedi e saí. 

Quando fechei a porta da biblioteca lembrei de que não havia pegado nenhum livro, mas sorri em lembrar da revista. Precisava mexer na orelha no jantar, precisa contar a Jungkook. Tinha esperança de que, se ele soubesse dos sentimentos das pessoas por mim, revelaria um pouco dos seus.

Quando dobrei no corredor que dava ao salão dos selecionados, vi o rosto de Taemin. Lembrei de uma coisa, eu disse a Jungkook que pensaria em um jeito de encontrar E'Dawn,  e eu tinha certeza que ele poderia ajudar.

Jimin: ei- o chamei e ele se aproximou- preciso da sua ajuda.

Sem piscar, ele respondeu. 

Taemin: é só dizer.











Notas Finais


E então?
Comentem suas opiniões.
E é isso, beijosss


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