História A Escolha- kookmin - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook Koomin
Visualizações 334
Palavras 2.325
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi, até as notas finais.

Capítulo 9 - Nine.


Fanfic / Fanfiction A Escolha- kookmin - Capítulo 9 - Nine.

Jimin: eu adoraria- respondi, com um sorriso no rosto.


●A escolha. Capítulo 9


Xx: então, resumindo a história, mais guardas?

Jimin:  sim, pai. Sinto muito- eu ria no telefone apesar da situação não ser nada engraçada. Meu pai tinha um jeito de tornar as coisas mais leves- continuaremos aqui. Por enquanto pelo menos, e apesar deles estarem começando pelos dois, não deixe ninguém se descuidar. 

Pai: ora gatinho, todo mundo sabe se cuidar. E depois do que você disse no jornal oficial,  acho que as pessoas serão mais corajosas do que você pensa. 

Jimin: tomara.


Baixei os olhos para os pés e senti uma sensação engraçada. Naquele momento, eu usava um tênis de marca. Cinco meses antes, usava sapatos gastos.

Pai: você me deixou orgulhoso, Jimin. Às vezes fico surpreso com as coisas que você diz, mas não sei por quê. Você sempre foi mais forte do que se dava conta.


Sua voz tinha um tom tão verdadeiro que fiquei emocionado. Nenhuma opinião me importava mais do que a dele.

Jimin: obrigado, pai.

Pai: é só uma questão de tempo- rebateu, em tom brincalhão- por falar nisso, como vai Jeon?

Jimin: bem- respondi, brincando com minhas roupas- eu gosto mesmo dele, pai.

Pai: é? - respondi que sim- por quê? 

Jimin: não sei direito- pensei uns instantes- acho que ,em parte, porque ele me faz se  sentir eu mesmo.

Pai: você já sentiu que você não era você mesmo?- brincou.

Jimin: não, não é isso... eu sempre fui muito consciente do meu número. Mesmo depois de vir ao palácio, continuei obcecado por isso há alguns tempos. Eu era cinco ou três? Queria ser um? Mas agora não penso mais nisso. E acho que é por causa dele. Mas Jungkook também faz muita besteira, não tenha dúvidas- meu pai achou graça-  é só que, quando estamos juntos, sinto que sou Park Jimin. Não uma casta ou parte de um plano.  Também não o vejo como alguém distante. Ele é apenas ele, e eu sou apenas eu.

Pai: isso parece ser bom, anjinho.


Era meio estranho conversar com meu pai sobre garotos, mas ele é a única pessoa que via Jungkook mais como uma pessoa do que como o futuro rei. Ninguém me entenderia como ele.

Jimin: é,  mas ele não é perfeito- acrescentei,  enquanto Joy aparecia na porta- sinto que sempre acontece algo de errado.


Joy lançou um olhar feliz e movimentou os lábios, dizendo "café da manhã". Concordei com a cabeça. 

Pai: bem, isso não é tão ruim. Os erros indicam que isso é verdadeiro. 

Jimin: vou me lembrar disso. Pai, preciso desligar agora. Estou atrasado.

Pai: ok, Tchau anjinho. E escreva logo para sua irmã. 

Jimin: pode deixar. Te amo. 

Pai: te amo mais.

[...]


Depois do café da manhã, Jungkook e eu continuamos no sala de jantar enquanto os garotos se retiravam. A rainha passou e piscou para mim; minhas bochechas queimaram na hora. O rei logo veio atrás, e seu olhar bastou para desfazer qualquer cor do meu rosto.

Quando finalmente ficamos a sós, Jungkook se aproximou e me deu a mão, passando seus dedos entre os meus.

Jungkook: ia perguntar o que você quer fazer hoje, mas nossas opções estão bastante limitadas. Nada de tiro ao alvo, nada de caça, nada de montaria, nada lá fora.

Jimin: nem se levássemos um monte de soldados?- fiz cara de pedichao. 

Jungkook: sinto muito, Jimin- abriu um sorriso triste- mas o que acha de um filme? Poderíamos assistir algo com um canário espetacular. 

Jimin: não é a mesma coisa- respondi, o puxando pelo braço- mas venha. Vamos aproveitar ao máximo. 

Jungkook: esse é o espírito. 


Alguma coisa naquela situação me fazia me sentir bem melhor, como se estivéssemos naquilo juntos. Faziam tempos que as coisas não eram assim.

Seguimos pelo corredor em direção a escadaria quando ouvi o tilintar da janela. Virei a cabeça para onde vinha o som e exclamei, maravilhado. 

Jimin: está chovendo! 


Soltei o braço de Jungkook e pressionei as mãos no vidro. Em todos aqueles meses no palácio, nunca tinha chovido, e eu até me perguntava se aquilo aconteceria. 

Jimin: é tão lindo.

Jungkook permaneceu atrás de mim, com os braços em volta da minha cintura. 

Jungkook: só você para ver graça em uma coisa que estraga o dia das pessoas.

Jimin: queria poder sentir essa chuva...

Ele soltou um suspiro. 

Jungkook: sei que quer, mas não...


Olhei para Jungkook para saber o por que ele tinha interrompido a frase no meio. O príncipe olhou para os lados, e eu fiz o mesmo. Com execução de alguns guardas, estávamos sozinhos.

Jungkook: venha- ele disse pegando minha mão- tomara que não nos vejam.


Abri um sorriso, pronto para qualquer aventura que ele tivesse em mente. Adorava quando Jungkook ficava assim. Corremos pelas escadas até o quarto andar. Por um minuto fiquei nervoso com a possibilidade dele me mostrar algo parecido com a biblioteca secreta. Aquela experiência não tinha acabado muito bem.

Caminhamos até a metade do corredor. Só encontramos um soldado fazendo ronda e mais ninguém. Jungkook me empurrou para uma sala enorme e me levou até uma lareira ampla e desativada. Então enfiou o braço pela boca da lareira e encontrou uma trava secreta. Ao acionar, parte da parede se abriu,  revelando mais uma escadaria secreta.

Jungkook: segure minha mão- estendeu o braço para mim.


Foi o que fiz. Seguimos por um corredor mal iluminado até encontrarmos uma porta. Jungkook destravou a tranca e a abriu. Atrás dela, a chuva caia com força. 

Jimin: aqui é o telhado?-perguntei, em meio ao barulho de água. 


Ele assentiu. Havia muros ao redor da passagem, deixando um espaço aberto com mais ou menos o tamanho do meu quarto. Não me importava em ver apenas paredes e o céu. Pelo menos,  eu estava do lado de fora.

Completamente maravilhado, dei um passo à frente para tocar a água. As gotas,  gordas e mornas, se acumulavam em meus braços e caiam em minhas vestes. Ouvi a gargalhada de Jungkook antes de me empurrar para a chuva.

Em segundos, eu já estava encharcado e feliz. Virei para trás e agarrei o braço dele, que apenas ria, fingindo tentar escapar. As mexas dos seus cabelos cobriam seus olhos, e nós dois ficamos completamente encharcados. Ainda sorrindo, ele me levou até a beira do muro.

Jungkook: olhe- apontou para frente.


Olhei, e pela primeira vez, me dei conta da vista daquele lugar. Em êxtase ,contemplei a cidade diante de mim. A teia de ruas, a geometria dos prédios, a matiz de cores. Naquele momento, me senti ligado a tudo aquilo, como se a cidade me pertencesse.

Jungkook: não quero que os rebeldes tomem esse lugar, Jimin- disse sob a chuva- não sei quantas mortes já ocorreram, mas aposto que meu pai esconde as informações de mim. Ele tem medo que eu interrompa a seleção. 

Jimin: tem alguma forma de descobrir a verdade? 

Jungkook:  acho que se conseguisse entrar em contato com E'Dawn,  ele saberia dizer. Poderia enviar uma carta, mas tenho medo de escrever demais. E não sei se consigo o trazer até o palácio. 

Jimin: e se nós fossemos até ele?- sugeri.

Jungkook riu.

Jungkook: e como conseguiríamos isso?

Jimin: vou pensar nisso.


Jungkook me encarou por um minuto. 

Jungkook: é bom poder falar em voz alta.  Preciso sempre tomar cuidado com o que digo. Tenho a sensação que ninguém pode me escutar daqui de cima. Só você. 

Ele abriu um sorriso malicioso. 

Jimin: então vá em frente e diga qualquer coisa- sorri.

Jungkook: só se você disser.

Jimin: muito bem...- respondi, feliz por entrar no jogo.

Jungkook: o que você quer saber?


Tirei o cabelo molhado da testa e comecei com uma pergunta importante. 

Jimin: você realmente não sabia dos diários? 

Jungkook: não. Mas já estou a par. Meu pai me obrigou a ler todos. Se E'Dawn viesse duas semanas antes, eu não teria acreditado. É chocante, Jimin. Aquilo que você leu é só o começo. Quero lhe contar tudo, mas ainda não posso.

Jimin: tudo bem.


Então Jungkook ohou fixamente para mim, com um ar determinado. 

Jungkook: como os garotos descobriram que você me viu sem camisa?

Baixei a cabeça, um pouco hesitante. 

Jimin: estávamos vendo os guardas correndo. Eu disse que você ficava tão bem quanto qualquer um deles sem camisa. Escapou.


Jungkook gargalhou tanto que foi um pouco para trás. 

Jungkook: não dá para ficar bravo com  isso.

Sorri.

Jimin: você já trouxe outra pessoa aqui?- perguntei, na minha vez. 

Jungkook: Mark, uma vez e só- revelou, parecendo triste.


De fato, eu acabará de  lembrar. Ele havia contado que Jungkook o beijou ali.

Jungkook: eu beijei Taehyung- confessou, sem me encarar- há pouco tempo. Pela primeira vez, acho que é justo você saber.


Ele abaixou os olhos e eu assenti com a cabeça. Se eu não tivesse presenciado e descobrisse naquele momento, teria ficado mais que arrasado. Mas, mesmo assim, doeu ouvir ele dizendo aquilo. 

Jimin: odeio ter que me encontrar com você assim- disse, inquieto, com as vestes já pesadas por causa da água. 

Jungkook: eu sei. Mas as coisas são assim.

Jimin: nem por isso são justas. - ele riu.

Jungkook: quando alguma coisa em nossas vidas foram justas?

Ele tinha razão. 

Jimin: eu não deveria contar... e, se você deixar escapar, ele vai se irritar ainda mais- Jungkook me olhou confuso, coberto pela água- seu pai tem me falado algumas coisas. E também cortou o pagamento da minha família. Os outros não recebiam mais...  Então é justo.- sorri.

Jungkook: sinto muito- disse, voltando a olhar para a cidade. A maneira como a camisa grudava em seu corpo me distraiu um instante- acho que não posso reverter isso, Jimin. 

Jimin: não precisa. Só queria que você soubesse o que está acontecendo. Posso lidar com isso.

Jungkook: você é Durão demais para ele. Ele não entende você. 


Jungkook buscou minha mão,  e eu a ofereci de bom agrado. Tentei pensar em alguma coisa que quisesse saber, mas tudo tinha haver com os outros. Não queria destruir o momento. Jungkook abaixou o olhar e observou meu pulso. 

Jungkook: você...- ele me olhou nos olhos, aparentemente mudando de pergunta- quer dançar?

Jimin: eu aceito... mas- abri um sorriso- sou péssimo. 

Jungkook: sem problemas. 


Jungkook me puxou para perto dele e pôs uma mão em volta da minha cintura. Levei uma mão ao seu pescoço e a outra a sua outra mão. Balançamos, quase sem nos mexer. Descansei o rosto em seu peito, e ele apoiou seu queixo na minha cabeça. E assim, giramos ao som da chuva.

Quando ele me apertou um pouco mais forte, senti que todos os erros haviam sido apagados e existia apenas e existência da nossa relação. Éramos amigos que percebiam que não podíamos ficar longe um do outro. Éramos diferentes em diversos sentidos, mas, ao mesmo tempo, muito parecidos. Não dava par dizer que nossa relação era obra do destino, mas ela parecia mais forte do que qualquer coisa que eu já tivesse vivido antes.

Ergui a cabeça na direção do rosto dele. Pus a mão em sua bochecha e o trouxe mais parto para um beijo. Seus lábios, molhados,  encontraram os meus, queimando. Senti suas mãos se agarrarem em minhas costas, como se ele fosse desmoronar se nos afastassemos. Apesar do barulho da chuva, o mundo todo parecia ficar em silêncio. Eu sentia que não havia Jungkook suficiente, não havia pele, espaço, tempo suficiente. 

Depois de tantos meses tentando conciliar o que eu queria com o que esperava, percebi- naquele momento que Jungkook criou para nós- que nunca faria sentido. Tudo que eu podia era seguir em frente e ter a esperança de que,  sempre que desviassemos do caminho, ainda conseguiríamos voltar um para o outro.

Tínhamos que voltar, porque... porque...

Apesar de todo o tempo que demorou para aquele momento chegar, quando finalmente aconteceu, foi rápido. 

Eu amava Jungkook. Pela primeira vez, meu sentimento era sólido. Eu simplesmente deixei as coisas acontecerem.

Eu o amava.

Será que ele sentia o mesmo?

Jungkook interrompeu o beijo e me olhou nos olhos.

Jungkook: você fica lindo quando está desarrumado.

Soltei uma risada nervosa.

Jimin: obrigado. Por isso, pela chuva e por não desistir.

Ele correu os dedos pela minha bochecha. 

Jungkook: você vale a pena. Acho que não tem noção disso. Para mim, você vale a pena.


Meu coração parecia estar prestes a explodir. Só queria que tudo acabasse naquele dia. Meu mundo girava em torno de um novo eixo, e eu sentia que o único jeito de não ficar zonzo era que aquilo realmente podia acontecer. Eu tinha certeza agora, que isso iria acontecer. Tinha que acontecer.  Logo.

Jungkook apertou minhas bochechas levemente. 

Jungkook: vamos nos secar e assistir um filme.

Jimin: parece bom.


Cuidadosamente, resolvi manter meu amor por Jungkook guardado só para mim, por um tempo, eu tinha que ter certeza sobre eles. Cedo ou tarde precisaria demonstrar eles.

Tentei torcer minha camisa perto da porta, mas não adiantou. Eu deixaria umas pequenas gotas de água até meu quarto.

Jimin: voto por uma comédia- anunciei, enquanto décimos a escada, Jungkook à frente.

Jungkook: voto por ação. 


Ele começou a rir, quando abriu a porta que dava para a sala da lareira, ficou paralisado.

Xx: suponho que a idéia tenha sido sua- me inclinei e pude ver o rei.

Jungkook: sim.

Rei: você tem noção do perigo que se expôs? - indagou. 

Jungkook: pai, não há rebeldes à espreita do telhado- pareceu tentar razoável, mas parecendo um pouco ridículo pelas roupas encharcadas. 

Rei: um tiro bem mirado é o bastante, Jeon Jungkook. - tudo ficou em sisilêncio- você sabe que ficamos com poucos guardas depois que mandamos vários para as casas dos garotos da elite. E dezenove enviados desapareceram. Estamos vulneráveis- disse, e então olhou para mim- e por que esse menino está sempre metido em tudo que acontece ultimamente? -novamente tudo ficou em silêncio- apronte se. Você tem trabalho a fazer.

Jungkook: mas eu...


Com apenas um olhar, o pai deu entender que todos os planos do filho para o dia estavam cancelados.

O rei Jeonguk pegou Jungkook pelo braço e o levou embora. Fiquei para trás, sozinho. Jungkook virou a cabeça e me pediu desculpas em silêncio. Retribui com um breve e forçado sorriso.

Eu não tinha medo do rei. Nem dos rebeldes. Sabia o quanto Jungkook significava para mim, e estava certo de que tudo acabaria bem.


Lembre-se Park: isso pode ser bom. Os erros indicam que isso é verdadeiro. 









Notas Finais


GOSTARAM?
a

COMENTEM SUAS OPINIÕES E É ISSO.

moress, spoiler: não terá mais briga jikook


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