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História A escolhida - Capítulo 2


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Capítulo 2 - O beijo


Fanfic / Fanfiction A escolhida - Capítulo 2 - O beijo


S/n: Park Jimin é seu primo?! – Faço sim com a cabeça, ela se anima por um tempo, mas depois olha pra baixo ficando séria. – Legal.

_Falei algo errado?

S/n: N-não, eu só fiquei animada por nada. – Faço um olhar curioso – Não é nada. Relaxa. – Concordo, a professora chegou e deu aula até o recreio (ou intervalo, como preferirem), a S/n me mostrou onde ela ficava, ninguém ia naquela sala. Sentamos no chão, ela coloca uma música e começamos a conversar. Estava tocando uma música que eu adorava e que até aprendi a coreografia (música de sua preferência).

S/n: Sabe dançar essa música? – Fala se levantando e pausando a música .

_Sei. – Ela a estica a mão – A não, eu não vou dançar.

S/n: Vaii, por favor Suk! - Fala fazendo manha.

_Aish, tá. – Ela sorri e pego na mão dela. Começamos a dançar, teve uma parte em que nos aproximamos muito, deixando nossas bocas a centímetros uma da outra. Eu queria beija-la, eu não parava de encarar seus lábios.

S/n:

Estávamos dançando quando erro a coreografia fazendo eu e o Suk ficarmos muito próximos, eu não parava de encara-lo, eu não sei por que, mas eu queria beija-lo. Suk coloca a mão dele no meu rosto e me puxando para um beijo, fecho os olhos, era um beijo calmo e bom. Nos separamos por falta de ar e nos olhamos, sem pensar 2 vezes beijo ele. Quando paramos o beijo sorrimos. Olho o horário e vejo que logo vai bater o sinal, o puxo para a sala em que vai ter aula e sentamos um do ladro do outro novamente. Durante a aula ficamos trocando olhares, as aulas de hoje terminam.

_Tchau Suk. – Falo com uma alça da mochila nas minhas costas, o mesmo se despede também e vou para a casa de a pé. Já estava um pouco longe da escola e sentia alguém me seguindo, me viro e vejo o Suk. – Por que está me seguindo? – O mesmo para de andar e dá um sorriso de lado.

Suk: Esse é o caminho pra minha casa. – Fico vermelha e abaixo a cabeça, ele vem até mim. – Vamos? – Ele começa a andar um pouco mais pra frente do que eu, seguro a sua mão e me olha e o solto.

_ Você mora perto de uma praça e de um mercado? – Meu olhar vai vagarosamente ao rosto dele, Suk concorda. – Quer comer alguma coisa comigo lá na praça? Pra me desculpar... – Abaixo a cabeça novamente.

Suk: Certo, você vai pagar. – Meu olhar vai pra ele novamente depois vai pra mochila, abro a mesma procurando algum dinheiro e encontro 20 reais. Pego a nota e coloco no meu bolso.

_Vamos? – Sorrio e coloco meu braço em volta do pescoço do mais alto e começamos a andar, entramos no mercado e ele foi atrás da comida e eu das bebidas. Peguei 1 garrafa de energético gelada, vou a procura do Suk, ele estava na seção de salgadinhos, olho e vejo que ele estava com uma cesta cheia de comida. –Ei! Está louco? Como eu vou pagar tudo isso?! – As pessoas que estavam ao meu redor começam a me olhar.

Suk: Você não tem dinheiro? – Pergunta como se fosse óbvio.

_Tenho, mas não pra tudo isso. Escolhe dois. - Ele bufa e escolhe com dificuldade. Fomos no caixa pagar, como sobrou 2 reais, o Suk para me quebrar pegou um chiclete. Colocamos tudo nas sacolas e quando íamos sair de perto do caixa, mas Suk recebe uma ligação. – Quem é? – Faço olhar de curiosa.

Suk: É o meu assistente. – Fica olhando o celular.

_Assistente? – Ergo uma sobrancelha.

Suk: Te explico depois. – Ele atende o celular. – Oi Chin.

_Vou esperar lá fora. – Ele concorda e assim fui. Enquanto esperava, eu ficava olhando o energético com muita vontade de toma-lo.

X¹: S/n? Quanto tempo. – Olho e vejo o Cristian, meu ex. – Achei que não vinha mais aqui por causa dos seus tios. – Vou explicar a história, meus pais e meus tios trabalhavam juntos e sempre discutiam, eu tenho um tio e uma tia, eles e meu pai eram sócios da outra tornearia, mas infelizmente meu tio morreu e os outros dois tentaram resolver a parte dele, enquanto isso rolou uma briga e meus pais não aguentaram e se separam deles. Meus pais tiveram muitas dificuldades para abrir uma empresa nova, e meus tios não queriam ajudar eles, dar tudo o que meu pai tinha direito (máquinas, e-mail, número do telefone da empresa, o nome da tornearia), meu tios colocaram toda a culpa neles, ou seja, se eles tivessem nos ajudado não teríamos quase ficados pobres e quase terem matado minha família.

 Eu não tenho mais medo de encontra-los, nem de você.- Falo fria e seca, ele ficou possessivo durante nosso namoro e me mesmo assim me traiu e colocou toda a culpa em mim.

Cris: Ainda está brava? Sobre aquilo... Eu queria pedir desculpas e queria que você voltasse comigo.

_Não. – Tento voltar pra dentro do mercado, mas ele segura meu punho. –Me solta. – Ele faz não com a cabeça – Me solta! – Ele me segura mais forte. – Você não mudou nada. Continua o mesmo cuzão de sempre. – Ele fica bravo e tenta me bater.

Suk:

Ligação on:

_ Oi Chin.

Chin: Senhor, onde você está? Não vem para casa? – Pergunta preocupado, dou uma risada soprada. – Está com ela, não está?

_Estou, vou ficar um tempo fora. Não se preocupe, não vou voltar tarde.

Chin: Certo. Até mais senhor.

_Até.

Ligação off

Desligo o telefone e vou até a S/n, tinha um cara a segurando, chego mais perto e ele tenta dar um soco nela, as pessoas em volta não faziam nada pra impedir, corro até ele e dou um soco primeiro nele fazendo-o largar a S/n.

X¹: Quem é você? – Eu não sabia o que falar pra defender a S/n, então falei a primeira coisa que veio a minha mente.

_Sou o namorado dela. – A S/n arregala os olhos.

S/n: Namorado? – Faço um sinal com os olhos pra ela entender. – Ah, sim. Ele é meu namorado.

X¹: Como pode me trocar tão rápido assim? – Fala se aproximando dela novamente. Deve ser o Cristian, ele se acha mesmo o machão, dou uma risada soprada. –Do que você está rindo?

_Você deve ser o ex da S/n... Qual o seu nome?

Cris: Cristian Costa. – Dou uma risada curta.

_Que nome bosta. – Tento irrita-lo.

Cris: Seu...

_Aah, eu lembro de você. Você tentou entrar na minha academia.

Cris: Sua academia? Eu só tentei entrar em uma academia... – Ele pensa um pouco. – Você é da família Kawn? – Concordo.

_Pelo o que eu sei, você não entrou porque é machista, homo fóbico e tentou estuprar uma moça.

S/n: O que?! – Arregalo os olhos, durante nosso namoro ele falou que ia fazer academia. – Você tentou estuprar alguém?! – Todos olham para o Cristian e o mesmo sai correndo. Olho para a S/n que me olha também e me abraça. – Obrigada. Ninguém nunca me protegeu, obrigada. – Me abraça mais forte, retribuo o abraço.

_Vamos tomar o energético antes que ele fique ruim. – Ela concorda e fomos para a praça, sentamos em um banco perto de uma ponte.

S/n: Suk... E aquela explicação que você me deve.

_Qual? Aquela do mercado? – Ela faz sim com a cabeça. – Ah, bom... Minha família é muito poderosa lá na Coreia, meu pai tem empresas de vários tipos pelo mundo e eu vou ter que herdar. Algumas empresas pude herda-las em casa com um contrato, mas aqui no Brasil eu tenho vir pessoalmente para isso. Provavelmente eu vou ir embora daqui 1 ou 2 meses. E normalmente os membros da nossa família andam com um assistente.

S/n:

Eu não acredito que ele vai embora, finalmente eu achei alguém que me deixa feliz e ela vai embora. Abaixo a cabeça para não mostrar que eu estava triste.

Suk: Gostaria de ir pra Coreia comigo? – Olho pra ele novamente, isso é uma chance de eu sair desse inferno? Mas meus pais...

_Eu quero, mas... meus pais...

Suk: Não iriam deixar?

_As vezes eu queria saber sobre o passado deles, pra saber por que eles são tão duros comigo, por que me tratam como se eu fosse inferior. – Sinto meus olhos encherem de lágrimas.

Suk: Se quiser eu posso pedir pro Chin pra que ele busque e eu vou tentar convencê-los. - Coloca a mão nas minhas costas.

_Não precisa, só saber o passado já basta pra mim. E eu não sei falar em coreano nem em inglês.

Suk: Eu te ensino. – Ele dá um sorriso largo. – Venha todo dia a minha casa as 15:30. Eu te levo até lá. – Concordo, eu não discordei porque eu tenho uma chance de vida. Ao chegar na “casa” dele fico de boca aberta, por ser uma mansão, entramos na mesma e vejo um homem com uma roupa formal parar na nossa frente.

X¹: O senhor voltou. Vai querer comer alguma coisa.

Suk: Não. Chin, pesquise o passado dos pais da S/n.

Chin: Ok, a pesquisa estará pronta em alguns minutos. Pode me mostrar uma foto sua de bebê, por favor? – Não sei por que isso seria relevante , mas mesmo assim mostro. Ele se curva e sai.

Suk: Quer começar as aulas hoje? – Sorrio e concordo, ele me leva até o quarto dele e pega um caderno que estava na gaveta. – Eu nunca usei esse caderno, pode ficar pra anotar as coisas das aulas. – Ele coloca em cima da mesa e senta no sofá que tinha na frente, e bate na parte vazia do sofá que havia do seu lado, vou até lá e me sento do lado do Suk e o mesmo começa a me dar aula.

Chin: Senhor, consegui as informações.

Suk:

Eu estava preocupado de como a S/n reagiria, de qualquer forma eu não vou deixá-la sozinha, ela precisa saber a verdade. Fomos até a sala de reuniões, Chin estava com um pendrive na mão.

_Pode se sentar ali. – Ela se senta no sofá do meio e eu sento ao lado dela. – Pode começar Chin. – Ele concorda e coloca o pendrive no computador e aparece os slides na nossa frente.

Chin: O senhor e a senhora _____, se casaram com 20 anos, ambos viveram na pobreza durante um breve tempo, aos 21 anos n/m (nome da sua mãe) teve um filho e aos 30 teve uma filha, mas que infelizmente faleceu durante o parto, para fazer a sua dor sumir a s/m queria ter uma filha de qualquer jeito, então quando os pais de uma criança ficaram longe por um tempo a s/m aproveitou e... – Ele olha pra mim perguntando com o olhar se ele continuasse, faço sim com a cabeça, olho para S/n que olhava o slide dos “pais” dela juntos quando eram jovens com os olhos cheios de lágrimas. – A sequestrou. Eles fugiram para outro local onde a polícia não podia encontra-los, então como não os acharam eles encerraram o casa. Como a criança tinha menos de 7 meses, ela achou que os sequestradores fossem os pais dela e essa criança... É você senhorita s/n. – Ela começa a chorar em silêncio, a abraço de lado.

S/n: E meus pais verdadeiros? Onde estão? O que aconteceu com eles? – Chin abaixa a cabeça.

Chin: Eles não aguentaram a perda da filha e ... Cometeram suicídio. – Ela começa a chorar muito.

S/n: Tem provas de que eu fui sequestrada? – Ele concorda.

Chin: Primeiramente, eu quero esclarecer o por que de eu pedi a sua foto. Toda vez em que vamos fazer pesquisa sobre o passado de alguém importante, usamos fotos deles ou fotos dos filhos deles para facilitar a pesquisa. Há um vídeo de segurança, o vídeo não tem as melhores qualidades, mas dá para perceber quem são quem.

S/n:

Ele coloca o vídeo e vejo os meus pais se afastando um pouco do carrinho em que haviam me deixado e vejo a puta da minha “mãe” se aproximando, pegando o carrinho de bebê e saindo correndo e meus pais desesperados por mim.

Suk: Quer ficar aqui hoje? – Fala me abraçando mais forte. Olho o horário e vejo que são 16:30.

_Não, se não se incomodar, eu quero morar com você. Eu quero ir naquela empresa de merda. – Ele se levanta junto comigo e me dá um lenço.

Suk: Se você quer ir vê-los, então vamos. Chin! Pegue o pendrive e o carro e vamos para a empresa deles. – Ele concorda e faz o que Suk pediu, descemos as escadas em direção a garagem e entramos no carro, ao chegar na empresa vejo a s/m sentada desviando o olhar do computador para mim. Chin e Suk param atrás de mim.

S/m: S/n! Por que está aqui? Quem são eles? Você estava chorando? - Olho pra ela com desprezo.

_Chama o pai aqui agora.

S/m: Mas...

_Chama o pai aqui agora! – Falo gritando, ela vai o trás, ele estava todo sujo de graxa como sempre.

S/p: Por que me tirou do trabalho? – Fala bravo e olha para as pessoas atrás de mim. – Vamos conversar melhor em casa. – Fala insinuando me bater.

_Casa? Que casa? Vocês tiraram a minha casa! Tiraram a minha família de mim! – Grito mais alto e meu irmão aparece. – Eu não vou mais morar com vocês. Eu vou para a Coreia. – Tecnicamente eu não estava mentindo, eu iria mesmo com o Suk para a Coreia do Sul.

S/p: Ah, mas não vai mesmo!

S/i (seu irmão): Sonha!

_Por que?

S/m: Por que somos seus pais! Mandamos em você! Pagamos as suas contas! E você não vai sair da nossa casa!

_ Meus pais? Achei que eles tivessem morrido depois de vocês me sequestrarem! – Eles arregalam os olhos e começam a rir para fazer eu achar que estou errada. Olho para o Chin que estava com o notebook e o pendrive em seus braços . – Chin! – Ele abre o notebook, coloca o pendrive e o vídeo, com o vídeo rodando eles fazem cara de que se fuderam.

Suk: Por mais que a polícia tenha encerrado o caso ele pode abrir novamente... Vamos fazer um acordo. – Eles olham para o Suk. –Se deixarem ela ir comigo para a Coreia do Sul, não denunciaremos vocês.

S/p: Certo!

S/m: S/p!

S/p: O que? Que devemos ficar com ela? S S/n já ficou com a gente bastante tempo. A 14 anos eu vivo com culpa da morte dos pais dela! Porque a gente matou eles! – Ele olha pro Suk. – Pode levá-la.

Suk: Vamos S/n. – Ele pega na minha mão, mas eu continuo parada enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto. – S/n? – Olho para Suk e saímos daquela empresa e fomos para a minha casa para arrumar as coisas. Peguei tudo o que precisava e fui para a casa do Suk...


Notas Finais


Desculpem qualquer erro
Capitulo revisado


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