História A Escolhida (Adaptação) - Capítulo 4


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Casamento, Luston, Lutteo
Visualizações 84
Palavras 2.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi?
Tudo bem?
Capítulo novo,comentem e favoritem,e deixem suas opiniões nos comentários,adoro ler!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Espero anoitecer e vou ao quarto de Juliana.

- O que eles fizeram com seu irmão? - pergunto, entrando em seu quarto.

- Eu recusei Gary no dia do noivado, não acreditava em nada do que me falavam. Uma semana depois quando minha vida parecia está voltando ao normal, meu irmão apareceu morto - ela começa a chorar - Eu não esqueço a cena em que o vi, eles o trataram como um animal, ele só tinha 10 anos. Foram as cenas mais horríveis de minha vida, eles não só o mataram, fizeram o sofrer - Juliana me abraça e chora em meu ombro - Fui procurá-lo no parquinho em que ele adorava brincar, o encontrei amarrado no balanço e tinha um recado para mim em suas mãos. Aceitei e nunca mais tive coragem de ver minha família depois que fui embora, eu me sinto tão culpada e eles sofreram tanto. - Os apertos de Juliana me sufocam, mas não reclamo pois sei como é poder desabafar.

- Juliana não quero perder minha mãe, não tenho mais ninguém - tento não chorar, mas é quase impossível. Minha mãe, eu não sei como eu viveria sem ela - Mas também não quero me casar. Você não podia ter me escolhido.

- Luna nunca conheci uma garota como você, regras existem para serem quebradas e não vejo ninguém melhor do que você para acabar com tudo isso.

- Por que não me explica de uma vez isso de eu ter que quebrar regras? Juliana qualquer um pode quebrar regras.

- Não! A questão é quebrar tudo entendeu? Você tem que acabar com o clã, acabar com essa maldita tradição. Levarei você amanhã a um lugar, mas não pode contar a ninguém.

- Tudo bem, preciso me arrumar - falo coçando a nuca, lembrei que vou jantar com uma pessoa rica e só tenho roupas pobres - Vou ter que jantar com seu filho.

- Sinto muito Luna. - ela diz.

- Não, você não sente ou não teria me escolhido. Contei minha história à você, sabe por tudo que eu passei e mesmo assim me destinou à uma vida pior do que a de minha mãe. - não espero ela falar mais nada, apenas saio.

Juro que revirei todo o meu guarda-roupa e não tinha uma roupa para a ocasião, que ele me desculpe, mas vou de moletom e calça jeans. Dou uma limpada no meu tênis para não parecer tão velho quanto é, ainda não tive tempo de comprar nada novo e antes o dinheiro era menor que agora. Passo a maior parte do tempo arrumando meu cabelo já que a roupa é um horror. Já são 20 horas e vou pra sala esperar por ele. Minha mãe aparece e me olha confusa.

- Vai para onde mocinha? - ela pergunta desconfiada.

- Vou sair com Gastón.

- O quê?

- Juliana pediu para ele me mostrar a cidade.

- Filha tome cuidado e por favor se acontecer algo mais me prometa que vai usar camisinha. - arregalo os olhos.

- Mãe eu não sou uma vadia para ir pra cama com um garoto que mal conheço - falo sussurrando para ninguém ouvir nossa conversa constrangedora.

- Filha você está em uma idade que os hormônios estão a flor da pele, é normal agir por impulso e ele é muito bonito.

- Mãe eu já disse que não vou fazer nada! - me irrito com a conversa, cruzo os braços e viro a cara para minha mãe.

- Não se irrite querida, falo isso por experiência própria. - ela diz rindo e sai para a cozinha. Não acredito que minha mãe me falou isso.

- Vamos. - ouço a voz dele atrás de mim e me viro.

- Está atrasado. - digo me levantando. Ele revira os olhos.

- Você vai pra onde assim? - ele me pergunta e percebo o quão elegante ele está e o quão brega eu estou.

- Nós podemos ir? - pergunto, claro que estou ofendida, ele me olhou como se eu fosse uma mendiga.

- Vamos. - ele diz e eu vou na frente irritada. Entro no seu carro e cruzo os braços. Quero matá-lo por ter falado daquela forma. Por que tenho que cruzar os braços todas as vezes que me irrito? Que mania chata.

- Desculpa é que nem todo mundo tem dinheiro pra andar com roupas que custam mais que o salário da minha mãe de dois meses. - eu queria que tivesse soado irônica, mas apenas consegui mostrar como estou com raiva.

- Não vai ter mais problemas com isso Luna, vou pedir para que minha mãe leve você para fazer compras. - o tédio em sua voz é claro.

- Não vai ter mais problemas com isso Luna, vou pedir para que minha mãe leve você para fazer compras. - o tédio em sua voz é claro.

- Não quero seu dinheiro!

- Você não acha que vou andar por ai com você de moletom e calça e com esse seu tênis velho. Ando em lugares de pessoas ricas e não em restaurante a quilo.

- Você é um babaca! - mostro meu dedo do meio a ele.

- Se estivéssemos casados você levaria uma boa de uma surra por isso. - ele fala irritado e me encolho no banco.

- Não vai encostar a mão em mim de forma alguma.

- São as regras, uma mulher deve respeitar seu marido.

- Regras o caralho se encostar em mim, nós teremos um verdadeiro ufc porque não vou apanhar calada. - digo e falo sério, querem que eu quebre regras? Quebrarei pois não vou passar pelo o que minha mãe passou, não mesmo.

- Minha mãe vai educar você com o tempo.

- Não vou ser saco de pancada de ninguém. Essas regras, tradições são doentias, mulheres não têm que ter marcas de homens ou satisfazê-los da forma que eles querem, isso são ideias machistas de épocas medievais. Você e seu " clã " precisam se modernizar. - Ele para o carro e encosta a cabeça no volante e respira fundo, me assusto quando ele agarra meu braço e me puxa para mais perto dele.

- Nunca fale isso para ninguém entendeu? Não quero que você se machuque ou que eu seja obrigado a machucá-la por causa dessa sua língua afiada. Guarde seus pensamentos e defesas para si mesma. Me deve obediência agora então cale a boca por favor. - Ele solta meu braço que agora tem a marca de seus dedos nele. Me calo, e me sinto um lixo por isso, me calei como minha mãe se calava. Chegamos ao restaurante. Sabe o que é se sentir um patinho feio? Estou sentindo isso agora. Sou um patinho feio em um restaurante de luxo?

- Sabe restaurantes a quilo são muito bom, nós podíamos ir a um agora mesmo. - digo me sentando.

- Deveria ter me avisado que não tinha nada para vestir.

- Se estiver tão incomodado podemos ir embora.

- Nem pensar, não se preocupe com sua roupa, continua linda - sim eu corei, quem não coraria com um garoto falando que você é linda?

- Me fez se sentir um por cento melhor - digo e ele rir.

Fazemos nossos pedidos e eu coloquei essa noite pra lista dos micão da minha vida porquê ela com certeza merecia. Gastón teve que me ensinar pra quê tanto talher e toda aquela frescura. Juro que por um segundo quase comi com a mão. Não conversamos muito já que ele encontrou uma conhecida e passou a maior parte do tempo em sua mesa, deve ter falado que agora faz caridade levando mendigos à restaurantes chiques. Antes de irmos para casa ele parou em uma ponte e me chamou para acompanhá-lo. Se ele não pensou em me empurra daquela ponte e acabar com tudo isso, eu pensei.

- Gosta da vista? - perguntei.

- Não sou um grande apreciador de paisagens. - ele diz, rindo - Só vim aqui mesmo para parecer romântico.

- E por que você quer ser romântico?

- Porque você foi escolhida para ter uma vida bem complicada ao meu lado, não será fácil Luna. Concordo com você, são regras doentias e machistas, mas é a tradição que por anos minha família seguiu e consequentemente terei que segui-las. Desejei que a pessoa escolhida fosse alguém ruim ou que no mínimo nos entendesse, mas foi logo você Luna. Tão inteligente e determinada, com uma opinião tão forte e tão difícil de ser domada. Não queria que você cala-se a boca quando estava falando, queria que continuasse porque invejo sua coragem em se expressar. Nem todos pensam como eu Luna, eles poderiam te matar por falar isso.

- São pessoas doentes!

- Eu sei. Luna eu quero me apaixonar por você e quero que você se apaixone por mim. Quero que pra você seja tudo mais fácil, não quero ter que encostar em você, não quero que nossos filhos escutem o que eu escutei minha infância inteira quase todas as noites. Era apavorante ouvir minha mãe gritar. Fujo de casa quando isso se torna mais frequente, não aguento ouvi-la gritar e não posso fazer nada por ela. Não consigo nem imaginar quando for com você, por mais que eu não queira será inevitável, você precisa ter marcas.

- Não quero isso, não preciso. Se não quer me machucar então não me machuque.

- Luna se apaixone por mim.

- Como? Acho que isso vai além de nós querermos.

- Podemos tentar? Não quero viver ao lado de uma pessoa que eu não sinto nada. Quero me acostumar com o gosto dos seus lábios e gostar disso - ele diz se aproximando de mim - Luna não caia nessa, são apenas palavras bonitas sua estupida. Mas não o paro quando ele me beija. Não foi como o beijo da minha louca paixão adolescente, mas foi um beijo bom, muito bom.

- Nos beijamos. - digo - Quem sabe no quinto encontro já estejamos apaixonados - brinco e ele sorrir.

- Nós deveríamos está apaixonados Senhor! - ele diz gritando para o céu.

Voltamos para casa, ele tenta me beijar mais uma vez mas não deixo. Beijo sem desejo é a pior coisa que tem. Senti desejo na ponte, mas acho que toda essa história da sua família bloqueia qualquer sentimento.

- Boa noite, obrigado pelo jantar. - ele me dá apenas um beijo no rosto dessa vez.

Vou para o meu quarto de fininho para minha mãe não acordar.

- Filha? - ela me chama.

- Oi mãe, não queria acordar você. - digo me deitando.

- Usou camisinha? - jogo o travesseiro nela.

- Mãe eu já falei que não vou pra cama com ninguém sem mais nem menos.

- Acho bom você arrumar um marido rico logo e me sustentar, não vou ser empregada a vida inteira - dou uma risada, minha mãe e suas gracinhas, ela sempre dizia que se um garoto pobre me pedisse em casamento, ela o colocaria pra correr.

- Mãe você esta me usando.

- Você me usou a vida inteira, tem que retribuir - dou uma risada.

- Se você quer saber ele me beijou. - digo apenas para ver sua reação que se torna hilária quando ela pula da cama.

- Te beijou? Vou já obrigar esse moleque a casar, ninguém beija minha princesinha sem mais nem menos. - não paro de rir dela que se deita ao meu lado abraçada comigo - Sabe que eu estou brincando não é? Você é uma ótima garota e eu me orgulho muito de você. Tome cuidado com esse tipo de garoto filha, às vezes eles só querem se divertir. - eu seria mais feliz se fosse apenas uma diversão dele.

 - Eu sei mamãe. - dou um beijo nela e nós dormimos abraçadinha.

Acordo um pouco mais tarde e me arrumo para sair com Juliana. Me sinto mal por não ajudar minha mãe agora de manhã. Chego na cozinha e Juliana já está conversando com minha mãe.

- Filha você se importa em acompanhar Melissa nas compras? - minha mãe pergunta.

- Não. Posso acompanhá-la se você não se importar.

- Claro que pode filha. - ela diz e sai.

- Gastón pediu para eu te levar para fazer compras, mas antes vamos naquele lugar que lhe falei. 

- Ok! - digo, são 8 horas da manhã e não irei discutir sobre isso. Entro no carro de Juliana e nós vamos até esse tal lugar que ela falou.

- Chegamos. - ela diz parando em frente à uma enorme mansão. - Vai conhecer histórias que a farão mudar de opinião e nos apoiar. Entramos na enorme casa e várias mulheres param de conversar quando percebem nossa presença. Juliana sussurra em meu ouvido:

- Não se assuste, estão apenas admirando a sua escolhida.


Notas Finais


Gostaram?
A Juliana antes de se casar com Gary tbm sofreu bastante como vocês viram,ela perdeu o irmão por causa da clã,mas Luna ainda está muito assustada com tudo isso.
Gastón falou sobre o ponto de vista dele,tanto pra ele e tanto pra Luna não está sendo fácil ter que se casar e cumprir regras,mas como vocês perceberam a Clã exige demais as regras,se não cumprir sofrerá as consequências. Mas no fundo ele quer que ela se apaixone por ele pra ela não sofrer,teve beijo Luston....
Pra quem perguntou onde está o Matteo e a Nina,vou dizer pra vocês calma eles vão aparecer,daqui alguns capítulos só não vou dizer qual é se não vai estragar a magia da história....
Comentem e favoritem!
Beijoss😚


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