História A escrava do meu irmão (um conto ItaSaku, SasuSaku) - Capítulo 60


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Haruno, Hime, Itasaku, Naruto, Sakura, Sasusaku, Uchiha
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Palavras 6.434
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo, minna *-*
Olha eu aqui! Nem demorei tanto vai! hihihihih Capitulo longo e gostosinho pra vcs!
Boa leitura!

Capítulo 60 - Ninguém é imune ao tempo


Fanfic / Fanfiction A escrava do meu irmão (um conto ItaSaku, SasuSaku) - Capítulo 60 - Ninguém é imune ao tempo

A princesinha mais nova de Itachi veio correndo na direção onde o pai, Sasuke e Sakumo estavam, Sayuri veio correndo agarrando-se a cintura do irmão mais velho.

 - Onii-sama, ‘blinca’ com a gente. – pediu a pequena sob os olhos dos maiores.

 - Oto-sama? – Sakumo olhou para Itachi que apenas assentiu, o menino de dez anos segurou a mão de Sayuri e juntos saíram correndo até onde Saori, Inoiri, Inoichi e Kim.

 Itachi continuou olhando de cima do fronte de pedra ao lado do irmão mais novo.

 - Nosso pai não te deixava brincar comigo. – observou Sasuke.

 - E você sentiu minha falta. – disse Itachi suspirando – Não pretendo repetir nos meus filhos os erros do nosso pai.

 Sasuke assentiu passando a frente do irmão, virou-se para ele com um sorriso travesso nos lábios, tal como aqueles que ele dava quando criança ou adolescente e iria irritar o irmão mais velho.

 - Sumire está fazendo dezesseis anos. – disse o mais novo – Você está muito velho, Aniki.

 - Você também, Otouto, não se esqueça que seu filho tem dezessete. – revidou Itachi.

 - Isso só significa que eu comecei cedo. – Sasuke riu – Eu ainda tenho trinta e três, é você que tem trinta e oito, é quase um quarentão.

 - E com uma mulher que mal tem trinta. – Itachi massageou as têmporas.

 - Nem me lembre. – disse Sasuke compadecido – Já pensou que haverá um tempo em que nós não daremos mais conta das nossas jovens mulheres?

 - Isso nunca vai acontecer. – Itachi afastou a hipótese, Sasuke riu.

 - Sabe de uma coisa, nii-san? Você tá velho. – continuou Sasuke – Em alguns anos algum marmanjo vai te chamar de sogro. Ou deveria dizer semanas?

 - Esquece, Sumire é muito nova! – disse o mais velho, agoniado.

 - Nossa mãe tinha a idade dela quando se casou com o nosso pai. – provocou Sasuke.

 - Otouto, Otouto, um dia Inoiri irá crescer e eu vou estar aqui para te fazer pagar por isso. – ameaçou Itachi fazendo Sasuke rir.

∞∞∞

 Sakura, Ino e Panko estavam sentadas no banco de pedra do jardim olhando as crianças brincarem, sorriam para elas deliciando-se com suas brincadeiras infantis, Sakura estava exausta por organizar a festa de Sumire sozinha, mas gostou de estar com as amigas, mesmo sentindo dores pelo corpo.

 - Eles cresceram tão rápido. – disse Ino os olhando.

 - Nem me fale. – Panko deu um risada rápida – Nasceram ontem e hoje já estão desse tamanho.

 - Parece preocupada, Ino. – observou Sakura a loira suspirou.

 - É Deisuke. – respondeu – Se lembram que cheguei a comentar sobre minha preocupação com ele?

 - Você disse que ele era muito retraído. – lembrou-se Panko.

 - Uma cópia exata de Sasuke. – disse Ino suspirando – Não me levem a mal, eu amo o meu marido, mas Kami sabe o quanto ele sofreu pelo gênio que tem, quase tanto quanto fez pessoas sofrerem, inclusive eu.

 - Acha que Deisuke vai pelo mesmo caminho? – perguntou Sakura a olhando.

 - Talvez pior, porque Sasuke teve seus motivos para se fechar, mas Deisuke é assim por natureza e eu tenho medo de que nunca mude, de que ele se feche completamente para as pessoas. – disse a loira.

 - Ele é adolescente. – a bruxa explicou – Que atire a primeira pedra quem nunca quis destruir o mundo na adolescência.

 - Vai dar tudo certo para Deisuke assim como deu para Sasuke. – assegurou Sakura – Sasuke encontrou você e Deisuke encontrara seu caminho em alguém, basta esperar.

 - Você não tem esses problemas com Sumire, não é? – Ino olhou para a rosada.

 - Não, minha filha herdou apenas a doçura do pai, nada mais. – Sakura sorriu – É um jovem tão linda por fora quanto por dentro, delicada, mas forte, cuida dos irmãos pra mim, se faz ser respeitada pelos outros três, as vezes quatro.

 - É verdade, Kim é muito apegada a Sumire-sama. – disse Panko – Ela é realmente uma menina de ouro.

 - Panko, nunca pensou em dar irmãos à Kim? – perguntou Ino e a morena sorriu.

 - Kim já vale por dois, Deidara e eu estamos plenamente satisfeitos com ela. – Panko respondeu – Além do mais ela tem nas princesas irmãs da mesma idade pra brincar.

 - E você Ino? – Sakura perguntou – Não quer uma terceira gestação?

 - Kami sabe que não. – a loira dispensou a hipótese com um aceno – Se lembra do quão difícil foi o parto de Inoichi? Não pretendo passar por aquilo de novo.

 - Eu sempre pensei que você tivesse mais filhos, Sakura. – comentou Panko.

 - Itachi realmente é um touro reprodutor como diria Sasuke. – Ino concordou. Sakura sorriu sentindo a cabeça girar um pouco, tinha se esquecido de comer naquele dia, provavelmente sua pressão estava baixa.

 - Estamos bem com nossos quatro pequenos que já não são tao pequenos assim, mas o que posso dizer? Não estamos nos prevenindo muito. – Sakura riu – Porém acho que não teremos outro bebê.

 - Nossos bebês já dão trabalho demais. – disse Ino e as outras riram.

∞∞∞

 Sumire foi com o primo mais velho guardar o cavalo no estábulo principal, o puro sangue de Deisuke era negro e as vezes ao cavalgar rapido demais brilhava em roxo, Sumire o chamara de Púrpura e mesmo sem gostar muito Deisuke aceitara o nome.

 - Ele está maior. – disse Sumire acariciando o animal que trotou minimamente.

 - E está ficando pesado. – o tom de Deisuke era frio, mas Sumire já estava acostumada – Isso precisa mudar.

 - Dei-nii, não seja amargo! Não me diga que vai fazer o pobre animal passar fome! – brincou ela sorrindo e fazendo Deisuke dar um pequeno sorriso.

 - Ele não é um pobre animal, ele é um alazão para viagens. – corrigiu o moreno. Sumire pegou uma das maças colhidas e deu na boca do animal que a devorou rapidamente – Ele fica mal acostumado quando estamos aqui centro.

 - Apenas porque exige muito dele. – Sumire olhou o primo – E de si mesmo também. Acha que não vi suas mãos.

 Deisuke escondeu as mãos dentro da capa, Sumire suspirou pegando as mãos do primo e as encontrando cheias de cortes e calos novos e antigos.

 - Prometeu que pegaria mais leve em seus treinamentos. – disse a mais nova, Deisuke a olhou de forma tão penetrante que ela quase perdeu o ar, mas se manteve firme – Não há guerras há mais de cinco anos, não existem mais ameaças que precisem dessa preparação.

 - Ameaças aparecem do nada, preciso estar preparado para proteger você e sua família inteira, sou da casa secundária, devo isso a vocês. – disse o mais velho.

 - Continua com essa separação de classes infundada, ninguém pensa assim, apenas você e isso lhe faz mal. – explicou a princesa apertando as mãos do primo – Somos a mesma família, você me protege e eu protejo você.

 Deisuke soltou uma risadinha desdenhosa e isso irritou Sumire, a arroxeada levou as mãos até a cintura espreitando os olhos na direção do moreno.

 - Qual a graça? – perguntou ela – Quer dizer que me julga como fraca para portegê-lo?

 - É claro que não, Sumire-sama. – disse Deisuke apertando as mãos da prima também – A questão é que eu prometi protegê-la e não ser protegido por você.

 - Você e sua promessa. – ela riu – Venha, deve estar faminto.

 Sumire sempre se sentia bem perto do primo, era seu refúgio e mesmo que frio tornava sua vida quente.

∞∞∞

  Os convidados começaram a chegar e as palavras de Sasuke continuavam fixadas na mente do rei, conforme ele recebia as pessoas ao lado de Sakura ele analisava o que julgava ser suspeitos. Os lordes com idade para olharem para Sumire não fariam nada por medo dele, mas os estrangeiros podiam não temer a morte e olhar para a primogênita, o único príncipe que era mais velha que Sumire era Oma, o filho de Shion e o falecido Otto, era um garoto de 17 anos com os cabelos loiros da mãe e os olhos verdes do pai, Itachi resolveu que iria prestar atenção.

 Antes do baile principal uma comemoração externa com diversas atrações, Sakura era boa nisso, boa em organizar festas e receber os convidados. Mas Itachi não estava aproveitando nada, estava parado com seu cálice na mão olhando a interação entre sua bela filha e aquele garoto. Ele a fazia rir de algo e isso estava incomodando Itachi e quando o Uchiha percebeu já estava caminhando até lá, mas sua bela esposa apareceu diante dele o impedindo.

 - Não. – disse com doçura.

 - Ela está rindo. – tentou justificar.

 - É o aniversário dela, ela está feliz. – disse a rosada – Eles estão conversando como todos aqui, prometeu que seguraria seu ciúme Itachi, pode acabar com o dia da nossa filha e eu não quero isso.

 Itachi olhou para Sumire e o principezinho teve a audácia de ajeitar uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha.

 - Sakura! – disse Itachi.

 - Fique calmo, Anata. – disse a rosada também olhando – Seu cão de guarda já está a caminho.

 Itachi olhou Deisuke se aproximando e relaxou, o sobrinho era muito protetor com os primos e Itachi poderia confiar nele, olhou de longe enquanto Deisuke afastou a mão de Oma da prima, Sumire o olhou sem entender, Itachi sabia que a filha era doce ao ponto da ingenuidade, o outro príncipe o olhou de forma afrontosa.

 Oma puxou a mão de Deisuke que permanecia frio entre ele e a prima, pareciam prontos para discutir e Itachi queria ver, mas o lado apaziguador de Sakura falou mais alto e ela foi até lá sorrindo e desconversando, logo saiu andando com Oma, Sumire bufou virando as costas pro primo, o olhar de Deisuke e Itachi se encontrou e o rei assentiu para o sobrinho que assentiu de volta.

∞∞∞

 Deisuke seguia Sumire enquanto ela pisava forte pelos jardins, não entendia o porquê dela estar tão brava.

 - Sumire-sama... – começou a seguindo.

 - Você foi indelicado com o príncipe Oma. – ela parou se virando para ele – Ele só estava sendo gentil.

 - Ele estava passando dos limites. – disse o Uchiha mais velho com os braços para trás.

 - Por Kami, ele só ajeitou meu cabelo. – disse a arroxeada – Você o segurou como se ele fosse uma ameaça em potencial! Parece meu pai!

 - Itachi Oji-sama está certo. – disse Deisuke – Oma é do país do ferro, não confiança.

 - O que tem a ver, nii-san? – ela cruzou os braços.

 - Eu preciso proteger você. – disse Deisuke.

 - Oma não me machucaria. – assegurou ela.

 Deisuke respirou fundo, por que ela o estava defendendo?

 - Sumire-sama, você gosta dele? – perguntou Deisuke, a Uchiha mais nova o encarou irritada.

 - O que? – perguntou Sumire.

 - É o único motivo que vejo para estar tão brava por eu tê-lo afastado de você. – disse o mais velho começando a se irritar.

 - Um homem e uma mulher podem ser amigos sem um interesse romântico entre eles, Deisuke-nii! – esbravejou Sumire – Você e meu pai são iguaizinhos, sempre pensando que eu preciso de proteção, só estávamos conversando e você foi hostil com o príncipe Oma. Peça desculpas a ele.

 - Não mesmo. – Deisuke cruzou os braços.

 - Deisuke! – advertiu a mais nova.

 - Não vou pedir desculpa para aquele boçal, Sumire-sama, esqueça. – Deisuke foi firme.

 - Então eu não falarei mais com você. – disse a arroxeada saindo andanso, Deisuke suspirou levando as mãos até a cintura, a prima sabia como irritá-lo, mas mesmo assim ele se sentia mal longe dela.

∞∞∞

 Sasuke colocava as joias para terminar de se arrumar, o grande baile logo aconteceria e ela precisava estar lá, sentiu dores nos seios, eles estavam inchados demais, logo suas regras viriam e por isso a rosada estava muito mais inchada que de costume.

 Itachi colocou as mãos em sua cintura a colando em seu corpo, curvou-se minimamente colocando o queixo no ombro da esposa.

 - O que foi? – perguntou ele preocupado.

 - Só estou casada, querido. – disse Sakura o olhando pelo reflexo do espelho – Tenho feito muitas coisas ultimamente.

 - Eu queria poder ajudar mais. – disse o moreno.

 - Anata, você cuida de uma país inteiro, faz o que pode aqui e já é o suficiente. – disse a rosada com doçura.

 - Sasuke e Ino ficarão mais uma semana, uma reunião de família lhe fará bem, tsuma. – disse Itachi sorrindo. Sakura sentiu um mal-estar súbito amolecendo por alguns segundos nos braços do marido, Itachi a virou para si segurando a cintura dela com firmeza – Sakura? Você está bem?

 - Estou... – sussurrou a rosada – Eu só preciso me sentar.

 Itachi a ajudou a se sentar no recamier diante da cama e ajoelhou-se aos pés dela.

 - Já chega, ficará aqui e descansará! – disse ele.

 - Não é necessário, meu amor, estou bem apenas cansada. – disse a rosada.

 - Sakura, não se sentirei bem com você fragilizada em um baile. – disse o rei afagando o rosto da esposa – Fique no quarto, onegai.

 - Não, querido, não posso. Não perderei o aniversário da nossa menina e eu estou bem. – Sakura se levantou e Itachi também – Além do mais, será um salão onde todos os olhares estarão direcionados à Sumire, se eu o deixo sozinho lá, teremos uma sala de cadáveres.

 - É isso que pensa de mim? – Itachi fingiu estar magoado.

 - É. – disse rindo, Itachi a beijou.

 - Tudo bem, mas não ficaremos muito, assim que a noite avançar nos recolheremos e a senhora irá descansar. – disse com autoridade – Prometa.

 - Eu prometo, majestade. – Sakura selou os lábios de Itachi – Eu te amo.

 - Eu também. – passou o braço por sua cintura.

O baile seguia em perfeita ordem, as pessoas dançavam com alegria, menos Sumire. Ninguém se aproximava da garota com medo da retaliação de Itachi e Sakura sentia muito por isso, porem ela parecia se divertir de qualquer forma, conversava com as algumas ladys mais jovens, ria e brincava.

 Itachi fazia valer seu lado diplomático, conversava com representantes de todos os reinos arrastando Sakumo com ele, Sakura não gostava muito de quando Itachi tentava iniciar Sakumo no mundo politico da monarquia, mas sabia que era necessário e agradecia a Kami por Itachi ser infinitamente mais sutil que seu odioso pai.

 Sentiu-se mal mais uma vez, uma tontura rápida, mas que a derrubaria se não tivesse sentada no trono, logo se recuperou, mas ainda estava instável, fez sinal para uma serva se aproximar e lhe servir um cálice de vinho, ao aproximar o liquido da boca sentiu um estalo, olhou a bebida avermelhada ligando um ponto a outro, virou-se para a serva.

 - Traga-me um pedaço daquela torta de cerejas, onegai. – soou gentil, a jovem serva obedeceu trazendo um pedaço generoso para sua rainha, Sakura pegou o prato de porcelana cara e mexeu na calda da torta com o garfo de prata, assim que o cheiro adocicado das cerejas (que eram suas preferidas) chegou as suas narinas ela sentiu o estomago embrulhar – Leve daqui, obrigada.

 Levou a mão até a boca constatando tudo, dores, cansaço, extremo enjoo e corpo inchado... Tudo estava constatado com a repulsa imediata a torta de cereja que era sua predileta. Suspirou sorrindo e olhando para Itachi do outro lado do salão.

 - Sakura? – Panko a tirou se seu tranze – Está tudo bem? Estou te achando pálida.

 - Você e Ino não podiam estar mais certas, Panko querida. – Sakura sorriu – Tenho fortes razões para acreditar que estou grávida.

 - Tem certeza? Ah meu Kami! – Panko a abraçou alegremente – Eu sabia que você e Itachi teriam outro bebê.

 - Mais um delicioso trabalho. – Sakura riu – Vou me retirar, estou exausta, por favor não conte a ninguém sobre minhas suspeitas, amanhã contarei a Ino e quanto tiver certeza a todos.

 - É claro. – disse a bruxa – Precisa de ajuda?

 - Não, curta a noite. – Sakura se levantou – E Panko? Derrube Itachi se ele tentar matar alguém.

 Panko riu.

∞∞∞

 Sumire olhava os casais rodopiando pelo salão e sentia uma vontade imensa de dançar, mas sabia que isso não aconteceria naquela noite, Oma estava do outro lado da sala, parecia com medo dos olhares de Deisuke e os demais cavalheiros do salão temiam o ciúme paternal do grande rei Itachi.

 Para a aquela noite escolhera um vestido azul marinho acentuando a palidez Uchiha de sua pele, os cabelos longos e roxos estavam presos em um coque em formato de flor, tinha se enfeitado com as lindas joias que ganhara do pai em virtude do seu aniversário, sentia-se bela como nunca antes.

 Quando percebeu Deisuke estava do seu lado, ele era um rapaz bonito, na verdade era o mais bonito do mundo para Sumire que não conseguia pensar em nenhum outro que superasse a beleza levemente sombria do primo mais velho, usava preto como de costume, mas sua vestimenta era bem cortada e enfeitada por fios de ouro, um digno príncipe, ainda que secundário.

 - Não vai mesmo falar comigo? – perguntou com seu característico tom frio.

 - Não enquanto insistir em agir como um selvagem. – disse ela olhando para frente.

 - Me perdoaria se a convidasse para dançar? – ele perguntou. Aquilo soou tão absurdo que Sumire precisou olhar o primo, Deisuke não dançava, não importa o que acontecesse em dezessete anos ele nunca tinha dançado.

 - Você não dança. – disse a arroxeada.

 - Estou disposto a tentar se me perdoar pelo meu comportamento. – ele estendeu a mão. Sumire não queria desculpá-lo, mas precisava saber como era Deisuke dançando então simplesmente pegou sua mão.

 Deisuke a conduziu perfeitamente até o meio do salão e começaram a dançar, a princesa se surpreendeu com a facilidade com a qual o primo dançava, na verdade Deisuke era uma parceiro de dança incrível, tinha uma postura impecável e sabia como conduzi-la.

 - Eu estou realmente surpresa. – disse Sumire quando ele a rodeou – Nunca pensei que soubesse dançar.

 - Não dançar não quer dizer que eu não saiba dançar, eu só nunca quis. – explicou o mais velho com um lindo sorriso no rosto. O coração de Sumire palpitou e aqueceu seu peito, mas ela sabia que estava sendo ridícula, aqueles sentimentos confusos por Deisuke precisavam acabar, nada de bom poderia florescer de uma relação unilateral, pois para o moreno Sumire era apenas a prima indefesa que precisava de proteção.

 - Você dança muito bem, nii-san. – sussurrou Sumire abaixando a cabeça.

 - Oe, está tudo bem? – ele estranhou o desanimo repentino da garota.

 - Claro. – mentiu Sumire, precisava de outro assunto rápido pois Deisuke pareceu não acreditar em sua afirmativa – Meu pai não parece incomodado pela primeira vez na noite.

 - Itachi-sama sabe que pode confiar em mim para protegê-la, Sumire-sama. – disse Deisuke – Ele não se importa que dance desde que seja comigo.

 - O Oto-sama se preocupa demais. – disse a mais nova rodeando o corpo do primo e voltando para seus braços.

 - Sabe que ele faz isso pro seu bem e pro bem dos seus irmãos, procure entender e se possível até admirar. – defendeu Deisuke.

 - Não há ninguém nesse mundo que eu admire mais que o meu pai. – Sumire sorriu – Ele sempre foi tão integro e forte, se tenho uma certeza nessa vida é que sempre posso contar com ele, meu pai nunca mentiria pra mim.

 - É claro que não. – Deisuke deu um pequeno sorriso. Os dois se encontraram sorrindo ao mesmo tempo e ao perceber coraram um pouco desviando o olhar.

∞∞∞

 Itachi relaxou ao ver que quem dançava com Sumire era Deisuke e deu um jeito de sair daquele baile, estava preocupado com a esposa que já tinha se recolhido, ao chegar em seu quarto constatou que as velas ainda estavam acesas e Sakura inda esta acordada embora já estivesse deitada e pronta para dormir.

 - Querida? – fechou a porta.

 - Anata, não pensei que fosse se recolher tão cedo. – ela levantou a cabeça fazendo menção de que ia se levantar.

 - Continue deitada, meu amor. – pediu Itachi, o rei de despiu rapidamente ficando apenas com a calça, enfiou-se sob as cobertas abraçando Sakura por trás – Me diga que está bem.

 - Você se preocupa demais, Itachi. – Sakura deu uma risadinha divertida.

 - Como posso não me preocupar com a mulher que amo? Se você não está bem, eu não estou bem também. – disse ele afagando o quadril da mesa coberto pela seda da camisola.

 - Estou bem, amor. – Sakura se virou para ele com um lindo sorriso.

 - Ainda não estou convencido. – disse o mais velho – Amanhã mandarei chamar Shizune para examiná-la e está decidido.

 - Itachi, eu não preciso de médico, não estou doente. – ela teimou, Itachi suspirou, amava sua mulher, mas sabia que nesse mundo não havia ser mais teimoso.

 - Não tem como saber, Sakura. – insistiu. De repente Sakura tomou seu rosto nas mãos o fazendo olhar no fundo de seus olhos.

 - Eu não estou doente, querido, estou grávida. – disse ela sorrindo. Itachi continuou a encarando achando ter ouvido errado, piscou algumas vezes tentando assimilar tudo.

 - Sakura, está falando sério? – perguntou ele, atônito.

 - Estive tão ocupada que não me atentei aos sinais, tudo se encaixa, anata. – ela confirmou – Estou grávida de novo, Kami nos dará o quinto filho.

 - Ah, meu amor! – Itachi a abraçou com força sob as coberta a fazendo rir, a alegria explodia em seu peito, era como se soubesse que seria pai pela primeira vez, a sensação nunca ficava velha – Eu te amo tanto!

 - Eu também te amo, Itachi. – Sakura desfez o abraço selando os lábios do maior, mas por favor espere até que eu tenha plena certeza para contar as crianças.

 - Eu espero o tempo que quiser, querida! – Itachi a beijou apaixonadamente – Quando vai cansar de fazer de mim o homem mais feliz do mundo.

 - Nunca. – assegurou a rosada.

∞∞∞

 Sakumo era bom com pontaria e Deisuke começava a inicia-lo na luta de espadas, claro que pegava leve com o garoto de dez anos, ele era um iniciante e não queria machuca-lo, era por isso que apenas se defendia de seus golpes.

 - Mantenha a cadencia, Sakumo-sama. – disse Deisuke enquanto recuava – Você precisa me casar e não o contrário.

Chocaram suas espadas as pressionando, a força era igual de ambos os lados, mas de repente o ponto na testa de Sakumo acendeu e ele lançou Deisuke a certa distancia e o Uchiha mais velho acabou se chocando ao chão.

 - Kami-sama, me desculpe, nii-san. – disse Sakumo preocupado.

 - Sakumo? – Sumire se aproximou com velocidade, parecia preocupada, tomou o irmão menor pelos ombros – Está tudo bem, você apenas se descontrolou um pouco, se acalme.

 Sakumo fechou os olhos tentando se concentrar, o ponto em sua testa voltou ao azul natural e ele pareceu relaxar um pouco.

 - Deisuke-nii, está tudo bem? – perguntou Sakumo olhando o mais velho que tinha se sentado.

 - Você já me deixou pior. – Deisuke soou mal-humorado.

 - Otouto, sabe o que fazer quando se descontrola. – disse Sakura afagando o rosto de Sakumo.

 - Parece que teremos que esperar, Deisuke-nii. – Sakumo jogou a espada de madeira no chão e saiu correndo para encontrar a mãe.

 Deisuke sabia que ela comum o príncipe herdeiro se descontrolar as vezes, as duas piores vezes aconteceram quando ele tinha quatro e quebrou o braço de Deisuke e a pior de todas quando tinha sete e ao brincar lançou Itachi de cima do fronte, por sorte o rei só quebrou duas costelas, desde então o treinamento de Sakumo era diário para que acidentes não acontecessem mais.

 O moreno se levantou olhando a prima que estava linda em um simples vestido de algodão.

 - Parece que não é só meu irmão que precisa descansar. – disse Sumire.

 - Estou bem. – disse Deisuke levando as mãos até a cintura, Sumire pegou o braço dele com delicadeza e viu o arranhão causado pela queda, então o maior sabia que não tinha o que discutir, os dois entraram e Sumire foi buscar uma bacia com água dorna e uma atadura, molhou uma bandagem na água e começou a limpar o arranhão causando certa ardência – Parece feliz.

 - Estou feliz por ficarem mais uma semana. – disse ela sorridente – Amo meus irmãos e meus pais, mas sinto falta de alguém da minha idade para conversar.

 - Sou mais velho. – disse Deisuke.

 - E mais rabugento também. – ela lhe mostrou a língua.

 Ao se curvar para enfaixar o braço de Deisuke o decote dela tornou-se minimamente mais revelador sugerindo a curva de seus seios que aos dezesseis anos não deixavam nada a desejar se comparados a de mulheres mais maduras, Deisuke se sentiu um doente por reparar e desviou o olhar.

 A quem queria enganar? Não havia no mundo mulher mais bela que sua prima, ou ainda mulher mais doce, ou mais inteligente ou... a lista era grande, uma lista de coisas que apenas Sumire tinha aos olhos de Deisuke.

 Mas ela só o via como um primo, um irmão mais velho com quem gostava de conversar, e Deisuke também não ajudava. Inversamente proporcional a Sumire, não havia no mundo ser mais seco e as vezes bruto que Deisuke, talvez seu pai, mas o velhote já não contava tanto assim. Talvez Sumire gostasse de Oma, alguém que sempre estava sorrindo, sempre tinha uma palavra carinhosa, alguém que nunca se portava como um completo idiota por não saber lidar com os sentimentos errados que nutria secretamente pela prima mais nova.

 - Deisuke, está me ouvindo? – ela chamou a atenção.

 - Gomèn ne, Sumire-sama. – disse ele voltando a olhar as maravilhosas orbes negras dela que se reviraram.

 - Disse que precisa ir até minha mãe, ela pode curar esse arranhão em segundos. – disse a princesa terminando de colocar a bandagem.

 - Não preciso incomodar a rainha por um ferimento tão superficial. – disse ele mexendo o braço – Viu? Pronto para outra.

 De repente ele percebeu que a prima o olhava fixamente e corou um pouco, ela se aproximou franzindo a testa e logo deu um sorriso que desmontou Deisuke por completo.

 - Eu sabia, seus olhos são da cor dos olhos da vovó. – disse Sumire – São ainda mais cinzentos que os meus.

 Droga, o coração de Deisuke estava acelerado, batia tão forte que ele tinha medo de que ela pudesse ouvir. Ela parecia tão... beijável. Os músculos de Deisuke se contraiam, ela era linda como o primeiro raio de sol na manhã, os lábios rosados curvados em um sorriso discreto tornava tudo mais difícil para o maior.

 Mas Deisuke sabia, ele sabia que qualquer coisa que fizesse a afastaria dele pra sempre, afinal era tudo inocente para Sumire, ela não tinha a maldade do primo e ele poderia ofendê-la além de ser morto de forma cruel pelo tio. Porém o jovem não ligava muito para Itachi, se Sumire sentisse o mesmo ele tentaria, mas como não era o caso ele se levantou.

 - Acho que tem razão, devo mesmo procurar Sakura oba-sama. – disse Deisuke um tanto afobado – Com licença, Sumire-sama.

 Saiu andando o mais depressa que conseguiu.

∞∞∞

 Quando Sakura teve a confirmação ela contou a família e todos ficaram imensamente feliz com a notícia, cartas foram enviadas ao País das flores e às montanhas altas para informar a chegada de mais um herdeiro real.

 Quando a semana acabou Ino, Sasuke e os filhos voltaram para casa deixando uma Sumire levemente agoniada. Sakura pegou mais leve nos afazeres passando mais tempo com os filhos, estavam na sala de musica e enquanto Sumire tocava piano, Sakura bordava, Sakumo lia algo e as gêmeas corriam pela sala.

 Sayuri tinha pego a boneca de Saori e isso já era o suficiente para uma guerra, elas corriam em volta de uma das mesas, a morena queria pegar irmã e recuperar a boneca a todo custo.

 - Me dá! – gritou.

 - É minha! – defendeu-se Sayuri ainda correndo.

 - Okaa-chan!!! – berrou Saori.

 - Já chega vocês duas! – Sakura bufou – Não me obriguem a levantar daqui.

 - EU MANDEI ME DEVOLVER! – Saori mal encostou na mesa e Sakura jurou ter visto um rastro de energia roxa emanado de sua mão, o móvel voou pela sala chorando-se na parede, todos se assustaram com a cena.

 Sakura jogou o bordado longe correndo até a gêmea mais velha, Sayuri por instinto correu até Sakumo. A rosada se ajoelhou diante da filha e encontrou ela diferente, os olhos antes verdes estavam dourados e tinham um risco no meio semelhantes aos olhos de Panko e Kim.

 - Saori. – Sakura soltou estupefata. Quando a menina voltou a olhar para a mãe seus olhos voltaram a ser esmeraldinos e calmos, mas Sakura sabia o que tinha visto, olhou para Sumire que assistia tudo boquiaberta – Sumire, chame seu pai e Panko, por favor.

∞∞∞

 Itachi andava de um lado para o outro tentando assimilar tudo, Sakura abraçava o próprio corpo enquanto Panko procurava por algo em seu livro antigo, o rei não entendia muito bem o que tinha acontecido, mas estava realmente preocupado.

 - Por quanto tempo os olhos dela mudaram? – perguntou a bruxa.

 - Alguns segundos apenas. – disse Sakura, Panko parou em uma página do livro.

 - Aqui está, magia por infecção. – disse a morena.

 - Explique isso. – Itachi se aproximou das duas.

 - Faz bastante sentido na verdade. – disse Panko suspirando – Eu usei magia em Sakura para nutrir o colo do útero durante a gestação das gêmeas, mesmo envoltas com o chakra do byakugou a magia conseguiu passar e infectou Saori.

 - Se é assim por que Sayuri não demonstrou nada? – perguntou Sakura, preocupada.

 - Saori é mais velha o que quer dizer que ela passou mais tempo exposta às sessões de magia quase diárias. – explicou Panko – Isso acabou criando uma veia mágica na princesa.

 - Então Saori é uma bruxa? – Itachi quis saber.

 - Sim. – respondeu Panko – E será uma bruxa forte.

 - Kami. – Sakura pareceu agoniada, respirou fundo algumas vezes até se acalmar – Ela pode controlar isso?

 - Pode e eu posso ajuda-la como ajudo Kim. – Panko tranquilizou a amiga – A magia de Saori será imprevisível, mas pode funcionar.

 - Ouviu, querida? – Itachi colocou as mãos nos ombros de Sakura – Está tudo bem.

Sakura o abraçou.

...

 Itachi adentrou seu quarto em plena tarde procurando pela esposa e a encontrou lendo uma carta, estava claramente abalada e isso o preocupou, ela estava passando por emoções fortes demais para o início de uma gravidez.

 - Querida, o que foi? – perguntou se aproximando, ela levantou os olhos chorosos.

 - Tsunade-sama está doente. – disse Sakura, preocupada – Por Kami, esse não é um bom mês.

 - O que houve? – Itachi se ajoelhou para ficar na altura dela.

 - Os médicos não sabem, seja o que for deve ser da idade. – a rosada sussurrou.

 - Mas eu pensei que esse ponto a conservasse. – disse o rei.

 - O byakugou conserva sua aparência, mas nada pode fazer com o tempo passado. – explicou Sakura – Tsunade-sama está quase na casa dos setenta. Itachi, eu estou preocupada.

 Ela se inclinou para frente o abraçando, Itachi a recebeu nos braços beijando topo de sua cabeça.

 - Calma meu amor, vai ficar tudo bem. – Itachi queria estar certo.

∞∞∞

  *-*-*

3 meses depois...

  *-*-*

 Mas nada ficou bem.

 Sakura estava no país da flores, ainda trajava o vestido e o véu preto que usara na cerimônia de mais cedo, a cerimônia fúnebre de Tsunade. Ninguém nunca para pra pensar na morte até que ela passe perto demais, até que ela leve alguém que ninguém nunca imaginou perder. Sakura devia muito à Tsunade, devia a ela sua liberdade e sua força, ela tinha disso a primeira a mostrar para Sakura que ser forte era mais do que depender de um homem, ser forte era conquistar sozinha.

 Tsunade morrera aos 68 anos vitima do que mais tarde chamariam de aneurisma, uma bolha de sangue se estourou em seu cérebro, mas que antes a debilitou muito mesmo. A linha entre a vida e a morte era tênue demais, uma vida ia e uma vida nascia, a rosada levou a mão até a barriga levemente inchada aos três meses e meio, Tsunade tinha trago ao mundo os três filhos que Sakura gerou e era grata a ela por isso também, mas aquela criança que agora carregava em seu ventre não a conheceria.

 O sol estava se ponto e Sakura o olhava desaparecer lentamente, sentiu a mão de Itachi pousar em sua cintura delicadamente, o Uchiha estava claramente preocupado com o estado emocional da esposa e estava sendo extremamente atencioso com ela.

 - Você está bem? – perguntou com voz grave.

 - Estou. – sussurrou ela – Onde estão as crianças?

 - Ino está com elas. – disse Itachi afagando as costas da esposa – Meu amor, não acha melhor se deitar um pouco?

 - Acho. – disse a rosada exausta.

 Itachi a amparou pelo caminho inteiro, antes de chegar ao quarto Sakura quis ir até o salão intimo onde todos estavam, ao ver o sofrimento de Kizashi que era um dos homens mais fortes que Sakura conhecia ela soube que não importava a idade, ninguém nunca estava preparado para perder a mãe.

 Soltou a mão de Itachi andando até Mebuki e a abraçando com força, a loira entendeu tudo sem que Sakura precisasse dizer uma só palavra e apenas a abraçou de volta. Itachi buscou a esposa e a levou para o quarto, Sakura estava tão cansada quem nem chorar conseguia, mas também não dormiu de imediato, antes fez um trato com a morte.

 Ela só a levaria quando seus filhos já tivessem o psicológico forte o suficiente para sofrer e superar sua perda, antes não.

*-*-*

5 meses depois...

*-*-*

 Quando o tempo se completou Panko fez o parto de Sakura, tudo correu normal dentro do possível, afinal Sakura era uma escolhida por Kami, Mikoto e Obito tinham vindo para o nascimento do quinto filho de Sakura e a rosada deu a luz à um menino.

 O menino que nasceu grande e forte era simplesmente idêntico ao pai, Mikto disse que era como se estivesse segurando Itachi mais uma vez e por essa incrível semelhança Sakura quebrou a cadeia de “S” da ramificação principal da família Uchiha e nomeou o filho como Inari.

 Então a vida se tornou doce de novo e Sakura decidiu não mais se preocupar com o futuro, ela curtiria cada momento pequeno ao lado de quem amava, pois se tinha aprendido uma coisa era que nem a pessoa mais forte do mundo era imune ao tempo.

∞∞∞

 *-*-*

5 anos depois...

 *-*-*

 A vila dourada era o nome da vila que antecedia o castelo principal de Konoha e por esse motivo era um lugar prospero e bem equilibrado, porém existia seus dias agitados. Um ladrão tomou de uma senhora a bolsa de moedas e mesmo sob os gritos de “peguem-no” fugia agilmente abusando de sua velocidade.

 Escaparia sem dúvida, mas uma cava de cabo negro cruzou o ar prendendo perfeitamente a manga do sujeito na estrutura de madeira de uma pequena barraca de frutas, as pessoas se aglomeraram em volta impedindo que o larápio fugisse e ele olhou seus algozes.

 Eram quatro homens em seus cavalos, pareciam viajantes sob suas capas pesada, apenas um deles usava um capuz grosso que impedia a visão de seu rosto, o que parecia mais velho tinha cabelos negros que lhe roçavam os ombros, olhos negros e um ar arrogante porem poderoso, o outro tinha cabelos em um tom esverdeado escuro e olhos até que bondosos, o terceiro tinha a pele morena pelo sol, cabelos e olhos castanhos e parecia ainda mais sádico que o primeiro.

 - Pare em nome do rei. – disse o encapuzado – Não tolerarei roubo nessas bandas.

 - E quem é você para falar em nome do rei? – rosnou o ladrão. O atirador de facas riu tirando o capuz e revelando os longos cabelos rosados bem como os olhos negros, as pessoas suspiraram surpresas pro reconhecerem seu príncipe.

 O jovem Sakumo tinha quinze anos e a puberdade lhe fizera bem, o corpo antes franzino ganhara músculos pelo treinamento com o primo mais velho e seu escudeiro, deixara os cabelos crescerem e os prendia sempre como o pai e dele também tinha herdado a boa pontaria.

 - Sou Uchiha Sakumo. – o pulou de seu cavalo – Seu futuro rei.

 - Piedade, Majestade. – disse o ladrão fingindo arrependimento e se soltando da barraca.

 - O que você acha, Deisuke-nii? – perguntou Sakumo sem olhar o primo.

 - Acho que ele está muito sério, talvez devesse dançar um pouco. – sugeriu Deisuke se divertindo com aquilo.

 - Tem razão. – Sakumo segurou três facas pelo cabo e começou a lançá-la aos pés do ladrão que salva para fugir delas, as pessoas começaram a rir e a se divertir com a punição nada convencional e violenta do jovem príncipe, mas de repente cessaram as risada e se curvaram, no começo Sakumo pesou que fosse para ele, mas notou que era alguém que estava atrás de si e ao ouvir Denki, seu escudeiro, engolir seco ele soube – Meu pai está atrás de mim, não está?

 Então ele se virou encontrando Itachi Uchiha o olhando com um ar de reprovação, Itachi exalava poder, era o homem mais forte que Sakumo conhecia, temido e amado por seus súditos com a mesma intensidade, e aos 43 anos, tinha um olhar de dar arrepios. Sakumo abriu os braços sorrindo.

 - Oto-sama! Que saudade! – exclamou, mas a expressão do pai não e moveu.

 - Mal chegou e já arrumou confusão, Sakumo? – Itachi perguntou, o filho deu uma risadinha nervosa. Os moradores seguraram o ladrão que tentou fugir aproveitando a distração.

 - Só estava ajudando a estabelecer sua paz, meu pai. – explicou Sakumo. Itachi continuou a andar sendo seguido por seu conselheiro Deidara, olhou para Deisuke.

 - Deisuke, cada dia mais parecido com seu pai. – Itachi usou o mesmo tom – Em tudo.

 Deisuke pareceu incomodado.

 - Meu tio. – o homem de vinte e dois anos tentou parecer seguro.

 - Que os locais cuidem de seus delinquentes. – Itachi colocou a mão no ombro do filho em sinal de afeto, Sakumo relaxou com o pequeno sorriso que que o pai deu – Bem-vindo de volta, filho. Agora vamos pra casa.

 Montaram em seus cavalos e começaram a trotar despojadamente deixando a pequena vila. Sakumo respirou fundo e sorriu.

 - Senti falta desses ares, estou feliz em voltar. – disse Sakumo sorridente.

 - Vamos ver se esse sorriso dura quando chegarmos ao palácio e encontrar sua mãe. – disse Itachi olhando o filho – A condição dela para permitir que passasse um ano com seu tio foi que mandasse ao menos um corvo por semana e você não fez isso. Só tem uma coisa que me assusta mais que Sakura, Sakura com raiva e com razão.

 Sakumo parou seu cavalo.

 - Oh. – soltou Deisuke dando uma risada anasalada.

 - Acho que esqueci uma coisa no castelo do tio Sasuke. – disse o rosada e os outros riram.

 - Boa tentativa garoto. – Itachi riu – Boa tentativa.

 Sakumo engoliu seco.


Notas Finais


Eta Sakumo hahahahaha
Parece que nosso bebês não sao mais tão bebês assim, não é mesmo? Temos um pequeno agora, bem-vindo Uchiha Inari seu lindinho! Eu não sabia se iria mesmo dar mais um filho para Sakura e Itachi, mas, Uma amiga e leitora mais do que fiel descobriu ontem que está esperando uma fofurinha <3 Então decidi fazer essa homenagem mesmo que simples, nós te amamos Jô *-*

E no proximo teremos Sumire fazendo a descoberta da vida dela! FORTES EMOÇOES!
Então, minna, eu fiz as contas e a fic só tem mais três capitulos, é melhor começarem a se despedir!

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