1. Spirit Fanfics >
  2. A Escudeira do Major - NaruHina >
  3. O Senhor Não Me Quer Mais?

História A Escudeira do Major - NaruHina - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpem o sumiço e me perdoem a demora pra atualizar, acabei me envolvendo em várias coisas e não tive tempo de sentar pra escrever...
Boa Leitura...

Capítulo 4 - O Senhor Não Me Quer Mais?


Gritos altos eram ouvidos, diversas e diversas vezes, as espadas soltavam faíscas à medida que entravam em atrito uma com a outra, corpos de pessoas conhecidas situavam-se já sem vida pelo chão. Isso fazia Naruto se perguntar se realmente valeria a pena sacrificar a vida de tantos para vingar a morte de um.

Por estarem alguns dias adiantados, o Reino de Konoha teve a oportunidade de escolher o campo de batalha em que lutariam, avançaram e esperaram pelo batalhão inimigo. O território era rochoso, o que fez com que alguns arremeçadores se escondessem dentre as pedras, outros cavalheiros cobriam o perímetro com o objetivo de impedir que o inimigo se infiltrasse entre eles.

Desde a primeira batalha travada naquela guerra, o seu reino se encontrava na liderança, pequenas tropas eram designadas para o combate nas aldeias do Reino de Kumo, um pequeno território abandonado e cedido pelo rei Kira, que é irmão mais velho da falecida rainha Tsunade, e esse pequeno território se encontrava entre os dos dois reinos inimigos. O real exército marchava atrás deles, e se mantinham separados por uma questão de poucas horas.

Neste momento, o loiro estava sentado em frente sua tenda, banhado por sangue que não era seu, e observando os sobreviventes entrarem no acampamento, para se limparem, se recuperarem, celebrarem e se preparem para a próxima batalha.

Hinata cruzou pelo portão temporário do acampamento com seus cabelos soltos, e sem nenhum arranhão em sua armadura, isso fez com Naruto se lembrasse da batalha que acabará de acontecer a pouco tempo atrás, mais especificamente dela.



[...]



Depois de golpear o último cavalheiro em sua frente, Naruto olhou ao seu redor procurando pela escudeira, e viu quando a mesma golpeava simultaneamente os seus adversários.

Com agilidade e perspicácia, Hinata lutava com mais de dois cavalheiros ao mesmo tempo, em um movimento ousado a Hyuga cortou o pescoço do seu inimigo, amputando a sua cabeça e a fazendo cair para longe do corpo. A morena abaixou em solavanco e pegou a lança que se encontrava no chão, moveu o seu corpo em um movimento rotacional, e lançou a imensa vara afiada que foi de encontro a face de Naruto, a mesma passou próxima de seu rosto e atingiu o centro da cabeça do cavalheiro inimigo, que se localizava pronto para apunhalar Naruto pelas costas.

Hinata ficou parada olhando para o paradeiro de seu Major, e o mesmo continuou estático em meio às pessoas que se golpeavam. Naruto estava impressionado com a escudeira, e ao mesmo tempo assustado com tamanha astúcia e força da mulher.



[...]



A garota veio em sua direção e o tirou de suas lembranças dizendo:

– Meu senhor, não há sinal de vida inimiga no campo de batalha, verifiquei todos os corpos e os aliados que sobreviveram estão sendo trazidos pelos cavalheiros do Reino de Ame – disse a menina sem esboçar nenhuma reação.

– Onde está o príncipe Yahiko? – perguntou Naruto ao direcionar seu olhar para a morena.

– Não tenho certeza Major, mas diante da situação creio eu que esteja se limpando, ao sair do campo de batalha ele foi o cavalheiro mais sujo, devido ao seu grande número de baixas.

– Que não conseguiram chegar nem perto das suas – o loiro disse meio desanimado.

– Eu não entendi, não foi para isso que eu fui requisitada? Para trazer a morte?

– Sim – o loiro mumurrou como resposta.

Ao levantar o seu cenho, viu quando o alaranjado saiu da tenda em frente a sua, e se pôs a caminhar em sua direção.

– Você está bem? – perguntou o príncipe do reino de Ame ao se sentar ao lado de Naruto.

– Estou sim, só fico me perguntando se essa guerra é realmente necessária.

– Naruto – Yahiko chamou calmo dando um longo e profundo suspiro –, Nagato faria a mesma coisa por você, sabe disso, a pessoa que ela mais se importava nesse mundo era com você. Lembro-me de uma das vezes em que conversamos, e ele mencionou que tinha medo de como você reagiria ao descobrir que ele era diferente, ele sempre foi um irmão protetor, e tinha medo de não ser mais amado por você por conta disso.

Naruto desviou o seu olhar de Yahiko, estavam naquela jornada a alguns meses, mas se lembrou com clareza de momentos horas antes de partirem para a guerra.



[...]



Os cavalheiros mais renomados já se encontravam sentados em cima de seus cavalos, Naruto observava da janela do castelo o imenso exército que o seu reino tinha, e pode perceber quando uma pequena cavalaria se aproximou dos portões, e dentre os soldados o príncipe de Ame – seu rosto se franziu. Por que o príncipe e não o rei? Foi o que Naruto se questionou se direcionando ao portão principal.

Ao descer as escadas Naruto deu de cara com os regentes de seu reino, e se pôs ao lado de seu pai ao ver o príncipe Yahiko vindo em sua direção.

– Majestade – o príncipe falou curvando-se diante do Rei Jiraya, que assentiu para o mesmo.

– O que o trás aqui em um momento tão inoportuno como esse? – perguntou o rei.

– Ao saber da crueldade executada ao príncipe Nagato, o Rei de Ame reuniu os seus melhores guerreiros com o intuito de se aliar a Konoha, e vingar a morte do príncipe mais velho da terceira geração.

Naruto olhou para o seu pai ao ouvir as palavras soaram da boca do príncipe, e Minato permitiu pronunciasse:

– Nosso exército está pronto para partir agora, onde está o seu?

– Ficaram para trás, o caminho que será trajado por vocês até o campo de batalha se liga ao caminho em que o meu batalhão nos aguarda, quis poupa-los de uma viagem desnecessária.

– Irá lutar ao nosso lado? – perguntou Minato.

– Se os senhores me permitirem, sim. Ter alguém da realeza no campo de batalha irá incentivar os soldados do meu reino a lutarem.

– Ótimo, iremos partir agora mesmo – disse o rei andando de encontro ao seu cavalo.

– Eu gostaria de usar a espada do Nagato nessa guerra, já que estamos lutando por ele, será que eu posso? – Naruto perguntou olhando para Yahiko.

– Claro, mas procure não demorar ao ir buscá-la – disse o rei sem olhar para trás.

Naruto deu uma balançada de cabeça para o lado, dando um sinal sigiloso para Yahiko de que queria conversar com o mesmo em particular. Ao perceber o sinal, o príncipe do reino de Ame se pôs a caminhar para dentro sem dar satisfação a ninguém, acompanhando o caminho traçado pelo Uzumaki.

– O que você está fazendo? – perguntou o loiro.

– Vim lutar pela morte injusta de Nagato.

– Seu pai está doente, sua irmã não tem um marido, o que significa que você é o próximo na linha de sucessão, você não tem nada a ver com isso, então porque não volta pra casa? – o loiro perguntou de forma fria e séria.

– Eu amava o seu irmão – o alaranjado disse fazendo os olhos de Naruto se arregalarem. – Não precisar fazer essa cara de espanto, você sabe que o Nagato é diferente, e sabe o porquê de ele querer se casar com a minha irmã. Acho que agora ficou claro o motivo de eu estar aqui, vou lutar por ele, nem que isso me mate.

– Mas e o seu reino?

– Eu não ligo para o meu reino, eu não ligo para mais nada – Yahiko disse alterando-se levemente e se pondo a caminhar em direção a porta, retirando-se do local e deixando Naruto sozinho. O exército havia se tornado poderoso demais, além dos soldados de seu próprio reino, havia também os soldados concebidos pelo seu tio Kira e agora os cedidos pelo reino de Ame, o loiro nem conseguia imaginar na matança que estava prestes a acontecer.



[...]



– Eu jamais deixaria de amar o Nagato por conta disso – o loiro disse ao encara a face de Yahiko.

– Já que ele não está mais aqui, isso significa que você irá se casar com a Konan, não é?

– Com todo respeito, eu não quero viver ao lado de alguém que eu não amo – disse o loiro.

– Te entendo, eu sinto a mesma coisa, e também não posso te julgar, dormir ao lado de uma mulher como essa lhe impede de direcionar seu olhar para outras.

– O que?

– Sua escudeira é bela demais para se desperdiçar como uma mera concubina.

– Hina dorme na minha tenda para polpa esforços de montar e desmontar barracas, eu não me deito com ela – Naruto disse direcionando seu olhar para o príncipe.

– Entendo, desculpe-me a interpretação errada, mas vocês andam tão juntos e você parece se importar muito com ela.

– Eu só não queria que ela vivesse toda essa situação, ela tem em torno de dezesseis pra dezessete anos, e tudo o que ela sabe são mil e uma maneiras diferentes de matar alguém, eu não queria isso.

– Quando tudo isso acabar pode faze-la útil, dar um fim diferente para ela.

– O que quer dizer?

– Ela é muito bonita e me parece ser bem prestativa, porque não a faz ser dama de companhia, Konan jamais a maltrataria, e ela poderia viver uma vida diferente no meu reino.

– É uma ótima opção.

– Mas?... – o príncipe perguntou, todavia, a única resposta que obteve do loiro foi um imenso silêncio –, não está preparado para deixá-la, não é? – perguntou, levando novamente o silêncio como resposta. – Bom, não irei ficar aqui azucrinando seus ouvidos – disse o mesmo ao se levantar e sair.

Yahiko tinha razão, Naruto já se encontrava fissurado na Hyuga, tantas noites dormidas ao lado dela, que as vezes se pegava em pensamentos inapropriados, e se sentia um cafajeste pela tal ação, que na maior parte do tempo aconteciam involuntariamente.

O loiro se levantou e adentrou a tenda retirando sua armadura enquanto bebia puro álcool, a morena logo o seguiu o ajudando a se despir, Hinata olhava para o tronco definido de Naruto que estava exposto, e o Major notou que olhares o analisava.

– Você quer? Perguntou o loiro estendo sua mão em direção a jovem, que continha um copo com a mesma bebida que a dele. Hinata cedia a algumas induções que Naruto fazia, e dessa vez não fora diferente.

O Major caminhou e se pôs em sua frente, a menina analisou seu corpo estrutural e depois encarou o Major nos olhos, pegou o copo de sua mão e a direcionou a boca. Seu rosto se contorceu aos seus lábios entrarem em contato com a bebida amarga e de gosto peculiar.

– O que achou desta? – perguntou Naruto.

– Diferente, amarga eu acho – respondeu a azulada ao ver Naruto vestir sua camisa.

– Ali tem mais se quiser, fique à vontade para tomar – o loiro disse saindo da tenda, ele precisava se encontrar com o seu pai e o rei, para planejarem o próximo ataque.



[...]



A noite já havia caído, visando que tinha retornado para o acampamento ao entardecer, o álcool estava presente no corpo de todos na reunião que Naruto havia acabado de ter com os comandantes, e no jantar não foi diferente, dessa vez sendo acompanho por vinho. A cabeça do Uzumaki latejava de tanto que ele havia bebido, o mesmo já não estava raciocinando direito, e decidiu se retirar do banquete que todos estavam fazendo.

Ao caminhar em direção a sua tenda se deu conta de que não tinha visto Hinata a noite inteira, e acelerou o passo pensando que tivesse acontecido alguma coisa. Ao chegar no ambiente se deparou com aquela figura feminina, delicada e frágil aos prantos, e entrou em desespero, pois aquilo nunca havia acontecido antes.

– Hina o que aconteceu, por que está chorando – Naruto perguntou.

– Eu não sou mais útil pra você? O que eu fiz de errado? Eu não funciono da forma adequada? Eu posso ser concertada Major, eu sei que posso, então por que você não precisa mais de mim?

– O que? Eu não estou entendo Hina.

– O senhor disse ao príncipe mais cedo que quando tudo isso acabasse eu seria dama de companhia da princesa Konan – disse a menina em disparada. – Eu já não sirvo mais pra você? – a menina se levantou da cama e ficou parada na frente do Major, o olhando nos olhos, Hinata havia perdido a noção de espaço, e estava tão perto do Uzumaki, que uma simples inclinação poderia fazer seus lábios se selarem.

– Não Hina, você não vai para o reino de Ame.

– Eu estou quebrada Major, não estou? Eu preciso de que alguém me concerte, só assim eu serei útil para você.

– Não Hina – Naruto disse secando as lágrimas do rosto da jovem –, você não está quebrada, você não é uma ferramenta – Naruto disse se permitindo chorar também.

A garota cheirava a puro álcool, sua respiração estava inconstante, e suas pupilas inchadas de tanto que havia chorado. Seus rostos estavam tão próximos um do outro que Naruto ousou encostar seus lábios nos da Hyuga, que ficou imóvel com a ação executada pelo Major.

Ao notar que não ouve receio da parte da menina, Naruto se envolveu ainda mais em Hinata, fazendo movimentos leves e sutis com sua boca, e a menina correspondeu aos movimentos do loiro, movimentando sua boca e acompanhando os seus movimentos, um beijo inicialmente desengonçado, que aos poucos fora ganhando ritmo.

Naruto pegou a menina no colo e se pôs sentado na cama, com ela por cima dele, suas mãos deslizavam suavemente pela sua cintura, se encontrando nos quadris da jovem, a garota mantinha suas pequenas mãos no rosto do Major, que cessou o beijo em com movimento rápido, mas se manteve perto o suficiente do rosto da Hyuga.

– Não podemos fazer isso, precisamos para – o Major disse próximo da boca da morena, desejando que ela retomasse o beijo desejando que ela agisse de acordo com suas vontades.

– Como o senhor quiser – a garota disse ofegante ainda sentada em cima do príncipe, e após alguns segundos ela se levantou se sentando na cama também.

Naruto engoliu seco, não sabia o que tinha dado nele, ficou pensando que pelo fato da Hyuga não ter continuado a ação, o que poderia desenrolar a partir dali seria algo sem seu consentimento, e que ela só se submeteu a tal ação por conta da relação de superioridade que eles tinham, e isso de certa forma o deixou muito mal, por que a Hyuga aparentava querer, mas ele não sabia ao certo o que ela realmente almejava...


Notas Finais


E aiii o que acharam??

Peço perdão se esse cap ficou confuso ou deu a entender de que eu avancei muito no tempo...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...