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História A Espada do Destino - Capítulo 22


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Notas do Autor


Doretarf Iniciando uma aventura com os "Cigarras". Nada como o mar para revelar seus verdadeiros sentimentos...
Boa leitura!

Capítulo 22 - O Bergantim


Fanfic / Fanfiction A Espada do Destino - Capítulo 22 - O Bergantim

“É mais divertido ser o pirata que um marujo,

o pirata segue o seu próprio horizonte,

enquanto o marujo,

segue o horizonte do capitão”.

Wilton Lazarotto

 

 

Caminhou pelas docas, procurando algum navio no estaleiro. Os comerciantes anunciavam seus produtos, havia cheiro de peixe e água salgada. Desviou de alguns bêbados. E de alguns soldados. Aproximou-se do enorme Bergantim, e subiu sobre a rampa de madeira. Um anão corpulento aproximou-se segurando um cachimbo vertendo a fumaça. Tinha cabelos negros, a barba na mesma tonalidade que ia até a cintura. Os olhos azul marinho fitavam-no com desconfiança.

-Você é o dono desta embarcação? – indagou.

-Quem pergunta?

-Darrien de... – hesitou. Não haveria de contar-lhe de onde realmente era, afinal não confiava em mercenários. – Lugar nenhum.

-Hum. – disse o anão expelindo fumaça. – Sou Brendan, apenas um anão. – disse ele amigo de Zoltan Chivay. - Aquele é o chefe. – disse ele apontando a um homem ao timoneiro berrando contra um subordinado. – Ele não está de bom humor.

-Obrigado. – disse ele aproximando-se, subiu as pequenas escadas e deparou-se com o homem de cabelos levemente loiros, e, uma mulher de cabelos castanhos usando um chapéu tricórnio.

-Depois conversamos, Lara. – disse o homem.

A mulher bufou e desceu as escadas a passos pesados.

-Quem é você? – indagou o chefe.

-Darrien, apenas um homem em busca de serviço. Ouvi rumores de que este Bergantim contrata a mercenários.

O homem coçou a barba recém-aparada. E fitou-o desconfiado.

-É verdade. – disse por fim. – Você sabe manejar uma espada?

-Sim. – disse ele convicto lembrando-se de seus dias como comandante das forças de Kovir e Poviss.

-Eu não acredito. – retrucou o homem. – Prove.

De repente um homem subiu as curtas escadas com alguns pulos, exibindo grande habilidade. Seus cabelos castanhos balançaram sobre uma rajada de vento, enquanto ele segurava um saco em uma das mãos. A pele alva avermelhada pela queimação do sol.

-Chefia a mercadoria está devidamente empacotada. – disse ele jogando o saco em direção ao homem de cabelos loiros.

O homem desenrolou e de lá surgiu a cabeça de um homem, vertendo em sangue. Doretarf não estava surpreso, conhecia bem aos mercenários já que em suas fronteiras navais havia matado alguns deles. Sabia exatamente o quão cruéis poderiam ser.

-Um fim digno a este traidor filho da puta. – disse o homem cuspindo na decepada cabeça. Tomou impulso e jogou-a fora, em direção ao mar. – Aqui está sua recompensa Ghaell. – disse ele jogando um punhado de ouro.

-Bem, já que estou liberado, vou até a taberna do Neven afogar-me em álcool antes de zarparmos. – virou-se já preparando-se para ir embora.

-Espere, Ghaell. – chamou o homem. – Este filhote quer entrar em nossa hansa.

O homem virou-se com um sorriso estampado.

-Já sabe o que significa...

-Ah sim. Estava mesmo querendo testar minhas habilidades hoje. Aquele traidor não deu nem para o gasto. – disse ele desembainhando a espada habilmente.

O chefe estendeu-lhe uma espada, Doretarf a pegou, de início estranhou seu peso, havia tempos que não manejava uma espada. Ou entrava em um combate. Não em um que ele se lembrava. Salteou-a entre as mãos, girou-a e preparou-se, encarando ao adversário. Ghaell era extremamente habilidoso, posicionando seus pés cuidadosamente, e saltou sobre o príncipe. Doretarf esforçou-se para não deixar a espada tombar, ficando de costas para o adversário. O mercenário por sua vez, chutou-o nas nádegas fazendo-o perder o equilíbrio.

Gargalhou desdenhosamente.

-O que foi? É só isso que sabe fazer? – provocou.

O príncipe virou-se girando a espada. O estrépito de aço contra aço ecoou pelo bergantim. Bren fitou-os de longe fumando seu cachimbo, despreocupadamente. Enquanto uma bela mulher de cabelos longos e castanhos escuros se aproximou do anão.

-Bren, o que está acontecendo? – indagou ela curiosa.

-Provavelmente o chefe está testando as habilidades do nosso possível novo membro. – revelou o anão.

-Hum, e quem é ele?

-Não sei um tal de... Darzien... Dorry... – o anão continuou fumando. – Não lembro. Ele não vai durar muito...

-Confia demais no Ghaell, não é mesmo? – indagou a outra mulher aproximando-se.

-Não lembro de tê-la chamado para esta conversa. – retrucou o anão mal humorado.

-Nunca precisei de um convite. Eu sou impertinente, esqueceu? – retrucou a morena olhando em direção da peleja e cruzou os braços. – Ele não tem habilidade... – comentou.

-Mas é muito bonito. – interveio Chloe encostando-se sobre as bordas do navio.

Doretarf desviou dos ataques consecutivos do mercenário com a espada. Aos poucos estava acostumando-se aos ritmos de Ghaell. Girou mais uma vez, deu um salto quando a espada cortou o ar em direção das pernas, e acertou o mercenário com a empunhadura da espada no queixo. Desnorteou-o e seguiu golpeando-o erguendo a espada, golpes vorazes e orquestrados. Sentiu a adrenalina percorrer seu corpo, havia tanto tempo que não participava de um duelo. E gostava de estar em um campo de batalha. Girou repetidas vezes, sendo bloqueado pela lâmina adversária. Ghaell encurralou-se sobre o timo, e então um golpe voraz o acertou fazendo a espada escapar de suas mãos. Doretarf parou erguendo a espada em direção do pescoço do moreno. Estava ofegante.

O mercenário ergueu as mãos em rendição. O príncipe ergueu a espada em direção do chefe.

-E então? – indagou ele.

O homem sorriu e pegou a espada embainhando-a em seguida.

-Você derrotou um dos meus melhores espadachins. Acredito que suas habilidades me serão úteis... Darrien... – disse o homem sorrindo de canto. – Seja bem-vindo a hansa Cigarras.

-Bem.. – disse o mercenário pegando a espada. – Já que somos companheiros porque não conhecer o restante de nós? Venha, novato. Em outra ocasião, terei a minha revanche.

Desceram as escadas caminhando em direção dos três que já os observavam de longe. Ganharam a distância. Ghaell tratou de retirar o odre da cintura e bebeu o líquido incolor.

-Ah merda! O rum de Kaedwen com certeza é o pior. – deu uma cusparada.

-Você vergonhosamente perdeu. – atacou o anão. – Parece que o Darzien serve para alguma coisa, mordeu a sua língua, Lara. – provocou ele.

-Darrien. – corrigiu o príncipe. – Muito prazer. – estendeu a mão em direção de Bren, mas o anão apenas soltou fumaça pelas narinas.

-O prazer é todo nosso. – disse Chloe Stitz apertando-lhe a mão. – Eu sou a Chloe, esta é Larawen. – disse apontando atrás de si. – Este é o Brendan e este aqui é o Ghaeldrian.

-Ah porra... – xingou Ghaell avistando seu outro odre furado com golpes de espada. – Está me devendo um novo odre. – disse ele em direção ao príncipe.

-Vou logo avisando que as coisas não são tão fáceis com os Cigarras. – pronunciou-se Larawen com uma carranca. – Para estar entre nós é preciso ganhar a nossa confiança, caso contrário, acredito que viu o que acontece com um traidor.

-Não se preocupe, não tenho intenção de traí-los. – retrucou Doretarf.

-Lá vai ela se achando a chefe de novo. – reclamou Bren.

-Aqui a questão não é essa, devemos ensinar aos novos membros o que significa uma hansa.

-Sei, sei... Falando assim só porque é a favorita do chefe. – reclamou novamente desta vez virando-se em outra direção.

-Lara você está muito tensa. A conversa com o chefe não lhe agradou? Se quiser posso massageá-la para tirar essa tensão. Não se preocupe, eu tenho mãos habilidosas. – disse Ghaell soltando um sorriso.

-Tão habilidosas que fraquejaram perante um novato. – retrucou a mulher.

Bren gargalhou gostosamente.

-Essa acertou suas bolas. – disse o anão divertido.

-Bem-vindo a bordo. – disse Clhoe colocando as mãos na cintura.

Doretarf sorriu de canto vendo aquelas pessoas. Não sabia ao certo, mas pareciam confiáveis e unidos.

 

 

(...)

 

 

Levantou-se da rede ouvindo um burburinho ao longe. Subiu as escadas e lá avistou Ghaell e Bren bebendo juntos. Ghaell avistou e logo o chamou. Doretarf aproximou-se e sentou-se ao lado do anão.

-Darrien beba conosco. Há duas semanas que você só fica aí calado, olhando para o nada. Venha se divertir. – disse o moreno estendendo o odre.

Doretarf pegou o recipiente e deu uma golada, fez uma careta em seguida.

-Essa sim é uma boa bebida. – elogiou o mercenário e deu uma golada. – Diga-nos, Darrien, por que se juntou a nós?

-Estou em busca de novas aventuras. – mentiu. – E nada melhor do que virar um mercenário, viajar, duelar. O que mais um plebeu poderia querer?

-Tem razão. Nada melhor do que explorar terras desconhecidas e conhecer belas donzelas em perigo. – disse Ghaell arrastando o caixote e aproximando-se de Bren. – Não é verdade Bren?

O anão permaneceu calado, apenas fumando o seu cachimbo.

-Ah, esqueci que não existem anãs para você Bren. – provocou ele.

-Existem, só não estão em meu alcance. – retrucou o anão. – E eu não preciso de mulheres, já tenho a minha.

-Um monogâmico. – debochou Ghaell. – Estou pensando seriamente em juntar-me ao seu time, Bren... – disse ele suspirando olhando em direção de Lara do outro lado do bergantim.

-Você não sobreviveria. Ela o mataria em segundos. – disse o anão.

-Você deve estar certo. Ela prefere ter a peste na pele do que eu. – disse frustrado. – Mas não vamos falar de mim. Darrien! Conheceu muitas mulheres? Aposto que sim.

-Algumas. – disse o príncipe bebericando mais um pouco do vinho. – Duas, em especial que me tiram o sono... – falou mais do que deveria.

-Por outro lado, temos um bígamo. – disse Ghaell mordendo um pedaço de cordeiro. – Não me diga que está apaixonado pelas duas?

-Confesso que essa pergunta possui uma certa complexidade. – admitiu.

-Não muito. – intrometeu-se Bren. – Qual das duas mais lhe invade os pensamentos? Certamente é esta por quem está apaixonado.

Doretarf pareceu pensativo. Quem mais lhe invadia os pensamentos? Aquilo era mais que óbvio. O anão teria razão? Deveria mesmo acreditar nele? Obviamente ele detinha mais experiencia no assunto e tinha convicção em suas palavras. Tateou a carta que escreva para ela, mas não conseguiu enviar. Estaria ele esperançoso demais para reencontrá-la? Ela gostaria de receber uma carta dele? Não poderia mandar notícias. E se ele morresse? Estaria ele fadando-a a uma espera infeliz? Não ele detestaria vê-la triste. Colocou o papel de volta ao bolso. Ficar sem notícias era a melhor opção, assim ela poderia ser livre.

-Por trás dessa espessa cabeleira há muita sabedoria. – elogiou Ghaell. Mas o anão levou como um insulto acertando-o na barriga.

O homem debruçou-se e pôs a jogar o líquido incolor.

-Caralho Bren... – disse ele vomitando ainda mais.

O anão gargalhou. Lara aproximou-se tomando o odre das mãos de Ghaell. Secou-o em um instante. Doretarf arregalou os olhos em surpresa. Ela não havia esboçado nem mesmo uma careta.

-Parece que o calado e solitário novato resolveu se socializar. – disse ela com ironia.

-Milagres acontecem. – retrucou ele um pouco irritado por receber tanta empáfia.

Ela abriu a boca para retrucar, mas fora interrompida por seu líder.

-Ora, parece que estamos todos reunidos... – sentou-se sobre um caixote. – Bem, quase todos. Onde está Chloe?

-Dormindo. – disse Ghaell limpando os últimos vestígios de vomito da boca. – Rum? – ofereceu, mas o líder negou com a cabeça.

-Estou aqui para conversar com todos, principalmente com você, Larawen. – disse ele com ênfase a ultima palavra. – Não tratem de assuntos pelas minhas costas. Não negociem com concorrentes. E principalmente, não vendam nossos suprimentos aos inimigos. O que te deu na cabeça, sua tola? – indagou ele enraivecido.

-Chefe, ela só fez o que acreditou ser certo. – interveio Ghaell.

-O bergantim precisava de reparos e não tínhamos dinheiro. Os esquilos tinham o ouro, e nós apenas um buraco no meio da embarcação. Ainda pagaram mais do que deviam por alguns barris com couro de cordeiro. – disse ela confiante.

Cigarra riu.

-Uma decisão acima de sua posição. – retrucou ele cerrando os punhos, as veias protuberantes. – Quantas vezes tenho que repetir que você é apenas uma mercenária, servindo a nossa causa. E eu sou o líder. Você entendeu, Larawen? Será que fui claro com todos? Que isto não se repita, ou do contrário, não terei clemencia.

Ele levantou-se e foi embora.

-Ysgarthid. Bloede cicada, dh’oine’wedd y an varh’he. – praguejou ela enfurecida.

-O que você disse? – indagou Ghaell com curiosidade.

Bren soltou uma gargalhada.

-Sorte a sua o seu líder não conhecer a língua antiga, tenho certeza de que não ficaria feliz. – retrucou Doretarf soltando uma risada.

Lara ficou atônita. Aquele mercenário conhecia a língua antiga? Como suspeitou desde o princípio, ele não pertencia a vida de ladrão e arruaceiro. Constatou de que não se tratava apenas de um simples plebeu. Quem poderia ser? O que estaria escondendo?

Ghaell tocou-lhe no ombro, e ela despertou de seus devaneios.

-Lara?

-Não me toque. – disse ela agarrando habilmente a mão do moreno. Ele contorceu-se de dor e ela soltou. – Apenas fiquei surpresa do por que de um mero mercenário conhecer a língua antiga.

Doretarf endireitou-se no caixote.

-Conheci a muitos Scoia’tael. – mentiu. – Aprendi com eles. Bem, se me dão licença... Vou dormir. – disse ele tentando não colocar os dialetos em perfeita ordem.

Desapareceu nas escadas que davam ao segundo andar.

-O que foi? – indagou Ghaell.

-Não sei. Ele é muito enigmático. – disse Lara por fim.

-Opa, devo me preocupar com um concorrente? – o moreno empertigou-se.

-Cale a boca, Ghaell. – disse ela levantando-se e deixando os dois amigos a sós.

-Você é um idiota. – constatou Bren.

O velho anão perdeu-se admirando sua esposa e seu filho em um colar que escondia sobre as vestes. Sentia falta de casa. Sentia falta de tudo.

 

 

(...)

 

Pensou em Siana, haveria sido um tolo ao senti-la tão perto. Estava a tanto tempo só que jogou-se nos braços da bruxa na primeira oportunidade. Sentia um grande carinho pela bruxa. Uma forte atração física. Deveria ter se contido, mas sucumbiu ao desejo, a luxuria. Afinal ele era feito de carne e osso. A bruxa estava certa, não haveria como ele ficar preso a ela. Ao mesmo tempo, sentiu que a traíra. A minha bela elfa.

Enlaçou-se em suas madeixas loiras, segurou-lhe o rosto carinhosamente com as duas mãos, beijou-a ardentemente. O sussurrar de quatro palavras não lhe saiam da mente – Nascimento, caminho, proteção e destino. Beijos e carícias.

Acordou arfando pesadamente, balançou de leve a rede e passou a mão pelos cabelos. Sentiu a carta no bolso, desamassou-a e releu o que escrevera.

“Minha querida Ellin...

Estou à deriva de um navio, no qual o mar lembra-me os seus belos olhos. Trazem-me recordações de uma calmaria que encontrei em seus braços. Desejo voltar a beijá-la, acredito que estou enfeitiçado. Você tinha a mais absoluta razão quando disse que havia me capturado e não o contrário. Sigo extraindo forças de nossas doces lembranças na esperança de que um dia nos reencontremos. Você me cativou de tal maneira que não consigo tirá-la da cabeça. Não, não é somente em minha razão que você se encontra, mas em meu coração. Você o capturou Ellin, e ele pertence somente a você.

Com amor, Doretarf.”

 

Tratou de amassar a carta, caminhou para fora dali, sentindo os primeiros raios de sol sobre suas costas. Aproximou-se da proa, encostou-se sobre as bordas, beijou o papel ternamente e jogou em direção do mar.

-Não me diga que era uma carta de amor? – indagou Lara cruzando os braços e encostando-se sobre as bordas do navio.

-Ela significa muito para mim. – disse ele pensativo, um tanto melancólico.

-E por que não entregou a carta para a sua amada? – indagou ela curiosa, vendo o restante da hansa sair do dormitório.

-Porque não quero prendê-la a mim, posso estar morto amanhã. Não quero alimentar esperanças nesse meu futuro incerto. Quero que ela seja livre, que escolha a quem amar.

-E o que acontecerá se a reencontrar?

-Rezo para que ela me reconheça. Minha jornada provavelmente levará muito tempo...

-E... Qual o nome dela?

-Ora, ora, parece que conseguiu conversar com minha amada. – intrometeu-se Ghaell. – Admira-me muito o fato dela está realmente compenetrada nesta conversa. – disse ele exigindo uma explicação.

-Em primeiro lugar não sou sua amada. Em segundo, sou livre para conversar com quem eu quiser. Sabe o significado de “livre arbítrio?” – indagou ela bufando e afastou-se em direção do timoneiro, Killian girou o navio com destreza.

-Um dia ela se apaixonará por mim. – disse o mercenário convicto de si mesmo.

Doretarf gargalhou.

-Do que você está rindo?

-Da sua persistência. É admirável.

-Não o encoraje. – interveio Bren ajeitando o machado nas costas. – Faz tanto tempo que leva açoites de Lara que não há uma mínima chance de vitória.

-Um felino espera o momento certo para atacar sua presa. – defendeu-se Ghaell ajeitando algumas adagas sobre as botas.

-Pare de falar tantas bobagens, Ghaell. – retrucou Chloe Stitz

-Pegue. – disse o anão erguendo uma espada ao príncipe. – Esta é a “Saov”.

-Obrigado. – disse Doretarf um pouco surpreso. E pegou a espada. Observou os mínimos detalhes em ouro sobre a bainha. Retirou a espada para fitar sua lâmina e deslumbrou aos detalhes em prata que só os anões ferreiros conseguiam tal proeza. – Lembro-me de ter visto uma espada semelhante na estalagem “sete gatos”. Acho que pertencia a... Zoltan Chivay.

O anão empertigou-se, uma veia de raiva depositou-se em sua testa.

-Trate de não falar daquele filho de uma cadela. – enraiveceu-se Bren. – Maldito seja. Já estragou o meu dia. – afastou-se.

-Não ligue para as mudanças de humor do nosso querido companheiro. – disse Ghaell dando alguns pulos, aquecendo-se. – Ele passa do mal humorado, ao... Péssimo mal humorado. E fica assim quando ouve o nome de seu amigo Zoltan.

-E por quê?

-Não sabemos. Este será o mistério da semana. – disse o mercenário.

-Não se perca de nós, bonitão. – disse a mulher ajeitando a besta nas costas. – Fique de olhos atentos e não confie em ninguém.

-Prontos para ancorar! – gritou Killian. -Primeira parada províncias de Brugge.

-O que estamos fazendo aqui, Cigarra? – indagou Ghaell um tanto perdido.

-Negócios que nos serão úteis. – disse o líder apenas. – Agora vamos.


Notas Finais


Até o próximo capítulo.
Fui!


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