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História A Espada do Destino - Capítulo 29


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Notas do Autor


Me perdoem pelo atraso, andei ocupada esses dias, mas graças a Deus consegui finalizar um capítulo. Vou tentar adiantar os próximos capítulos pra não ficar longo o período de postagem. Kkkkkkkk Mas eu sei que vocês serão pacientes para esperar caso eu não consiga cumprir o prazo. Kkkkkkkkkk

Boa leitura!!!

Capítulo 29 - Destemor


Fanfic / Fanfiction A Espada do Destino - Capítulo 29 - Destemor

O ódio, sempre o consumira, 

Massacrando a todos com suas flechas, 

Seria justiça ou vingança? 

"Destemor"

-Soubemos que seu príncipe. – disse o Rei de Kaedwen. – Foi morto em batalha contra Nilfgaard. Uma lástima para o Norte. E quanto a Gedovius como se comportou durante o luto? – indagou o rei aprumando-se em sua poltrona.

-Vossa majestade infelizmente adoeceu com o luto e sucumbiu. – mentiu descaradamente o feiticeiro. – E com pesar, assumi seu lugar. – disse ele fingindo uma imensa tristeza. – O reino de Kovir e Poviss ainda está de luto. E eu também. – levou a mão ao peito.

-Entendo. – disse o rei retirando a pesada coroa da cabeça e colocando-a sobre um criado-mudo ao lado da poltrona. – Deve ser desgastante ser regente em um reino e conselheiro em outro. – disse Henselt encostando-se confortavelmente.

-É verdade. No entanto, faço o que me é ordenado, como bem sabe, o Capítulo dos feiticeiros é deveras... influente. E depois da batalha de Sodden, poucos feiticeiros sobreviveram. Tivemos que preencher as lacunas. – disse o mago cruzando as pernas elegantemente. – Sabrina sabe melhor do que qualquer um.. – disse o feiticeiro olhando-a preguiçosamente da ponta dos pés até o belo rosto da feiticeira.

A mulher soltou um sorriso contido.

-Verdade seja dita, todos os magos tem que sucumbir aos caprichos do capítulo. – disparou a feiticeira ajeitando seu colar de diamantes no pescoço.

–Mas não estamos aqui para falar da política dos magos. – retomou Henselt alcançando um copo de vinho. - E sim, as futuras alianças.

Terorah sorriu com satisfação.

-Sim, apesar dos tempos dificeis em Kovir e Poviss ainda assim há esperança para o Norte. -disse o mago com altivez. -Concórdia e união, eis o que deterá aos nilfgaardianos. -alcançou uma taça de vinho e ergueu-a. Bebericou o líquido e alcançou uma carta em seu casaco negro com pelugens de corvo. -Antes de qualquer acordo, há as formalidades, vossa majestade. -entregou a carta ao rei. -Uma carta escrita pelo próprio rei Radowid V. -explicou ele seguindo o olhar para a feiticeira. Fitou-a com desejo. Ela por sua vez, desviou o olhar.

Henselt perdeu-se por um momento no pedaço de papiro e sorriu com satisfação.

-Ao que parece Redânia está apta para agir contra Nilfgaard. -colocou a carta sobre o atril. -Perdemos muitos soldados na batalha de Loc Muinne, mas valeu a pena, afinal os Scoia'tael fora enfraquecidos e duvido que tentem nos desafiar novamente. -pausou. -Concordo com suas palavras, Terorah, concórdia e união deterá aos Nilfgaardianos. Por isso estou sabiamente orquestrando meus peões nesta guerra. -disse ele com pedantismo.

-E tenho certeza de que vossa majestade não está falando da boca para fora. -replicou o mago.

Henselt sorriu sinistramente.

-É só uma questão de tempo até que minha criatura seja capturada. -falou ele orgulhosamente.

-Criatura? -indagou o mago, curioso.

-Uma criatura que aniquilará as chances de Nilfgaard. -disse o rei misterioso. -Mas isto não vêm ao caso, por ora Kaedwen se concentrará apenas em recrutamento, assim como Redânia. E quanto ao exército de Kovir e Poviss? -indagou Henselt fitando atentamente ao mago. -Qual a sua decisão como regente?

Terorah ajeitou seus anéis de brilhantes, um deles pertencentes ao rei Gedovius Troideno.

-Em respeito as políticas de neutralidade de meu amado rei Gedovius, por ora, pelo o luto. Não pretendo me envolver nesta guerra. No entanto, disponibilizarei um terço de meus recursos para Kaedwen. -jogou o mago a fim de obter a confiança do rei.

Henselt sorriu com satisfação, pois os recursos de Kovir e Poviss seria fundamental em seus planos maquiavélicos.

-Que nossa aliança perdure através dos tempos. -disse Henselt erguendo sua taça de vinho. -Não esquecerei de sua... Generosidade.

-Como um dos regentes do Norte é meu dever também salvá-lo. -disse o mago bebericando o seu vinho. Sabrina também os acompanhou. -Nilfgaard não terá a mínima chance de vitória. -mentiu ele.

-Sabrina apresentará nossas acomodações. -disse o rei depois de um longo gole de vinho.




Ele percorreu a galeria de saunas. Terorah observava compenetrado a feiticeira saborear um cacho de uva de dar água na boca, o calor do meio-dia era abanado de seu corpo reclinado sobre as águas cristalinas da piscina de pedras. Ele se sentiu generosamente disposto a admitir que aquele país bárbaro tinha seus encantos. Ou melhor, a feiticeira tinha seus encantos. A galeria estava decorada por dúzias de piscinas em exibição. Sabrina Glevissig estava vestindo apenas sedas transparentes. Em torno do pescoço, usava um colar decorado com rubis e tanzanitas e, nos pulsos, alumas pulseiras de ouro. Elas eram puramente ornamentais. Só o ouro valia uma pequena fortuna. Fora Terorah que a presenteara com tais acessórios, um presente extremamente generoso. Aproximou-se cautelosamente da feiticeira, e alcançou as pequenas escadas inundadas da psicina. Seus pés desnudos logo se aqueceram com o contato. Sabrina virou-se e fitou ao mago enquanto ele sentava-se ao seu lado.

-Um minuto a menos e já estaria sozinho. -disparou ela saboreando uma uva.

-Então, ainda bem que cheguei a tempo. -falou roubando uma uva das mãos da feiticeira. Estava completamente desnudo exibindo um corpo perfeitamente musculoso e polido, sem cicatrizes.

-Para o meu bel prazer. -retrucou ela alisando minuciosamente aos músculos do mago. Ele por sua vez, deslizou o fino tecido acariciando seus mamilos e em seguida suas curvas, com delicados toques. Sorriu com malícia vendo-a aprumar-se sobre o seu corpo, aprisionando-o entre as coxas. -Minha preciosa Sabrina... -murmurou ele desejosamente, enquanto a bela feiticeira movimentava-se. Tomou-lhe os lábios dela ferozmente, em um beijo ávido, desceu suas mãos sobre as costas lisa da mulher, e pressionou com desejo suas nádegas. Os gemidos ecoaram pela galeria.



(...)

Acordou pela milésima vez sussurrando dolorosamente o nome de sua amada. O vislumbre do passado havia o atingido, perfurando-lhe seu coração. Aglais agilmente curava-o da maneira que podia. Enquanto Mirva e Braenn o segurava com todas as suas forças. O veneno do carniçal deteriorava-lhe os sentidos e a razão. Os belos par de olhos esmeraldinos o mantiveram consciente, a maior parte do tempo. Não estava feliz, queria estar junto dela, abraçá-la, pedir-lhe perdão pela escolha que fez. Nunca havia cogitado a possibilidade de ser arrebatado por uma mulher. Sua bela elfa despertou-lhe sentimentos que ele não sabia que podia sentir. Havia encontrado naquela selvagem e determinada elfa o amor verdadeiro. Sentia-se em paz e alegre com ela. Sempre pensou que se casaria algum dia, uma noiva escolhida a dedo por seu pai, mas sabia que no fundo, não seria feliz e nem amado, pois título vinham acima de sentimentos. Com ela, porém, era diferente, podia sentir em seus beijos e em suas carícias de que ela o amava. Não eram sentimentos momentanêos, eram sentimentos para a vida inteira.

Adormeceu mais uma vez.



(...)

Sentiu uma dormência em seu braço direito, os raios invadiram a escura e densa floresta, iluminando-a na mais pura claridade. Levou alguns minutos para ajustar suas pupilas, o farfalhar de folhas ecoaram com os movimentos do elfo. Olhou-o enquanto tateava a quelóide em seu braço. Para a sua surpresa o elfo levou a mão ao peito em forma de agradecimento.

-Não sobreviveria aquele ataque sem sua ajuda. -começou Ioverth. -Por isso decidi... Entregar-me.

O príncipe elevou o cenho com surpresa.

-Os elfos... Sempre me surpreendendo. -falou ele levantando-se e retirando algumas folhas das vestes. -Sem armas. -disse Doretarf estendendo as mãos para que o elfo entregasse seus pertences. -Não quero ter a chance de ser apunhalado pelas costas.

Ioverth não pestanejou, apenas obedeceu.

-Algo mais? -indagou ele, livre de seu arco e flecha e duas adagas.

-Não. -disse Doretarf amarrando a aljava e arco as costas. Colocou as adagas em seu par de botas. Ajustou a Saov em sua cintura, afinal teria que entregá-la inteira a Brendan quando o encontrasse. E alcançou um cipó resistente para amarrar as mãos do elfo. Avistou uma pequena anfôra sobre as vestes densas de tecidos do elfo, mas deu de ombros. Amarrou firmemente os pulsos de Ioverth, enquanto Eithné aproximava-se.

-Saudações senhora de Brokilon. -disse Ioverth respeitosamente. -O dia não está lindo?

-Bem mais do que em outras primaveras. -disse a rainha com sua habitual altivez. -Ao meu ver, o príncipe estrangeiro o capturou... Devidamente.

-Para ser franco, vossa majestade. -disse o principe. -Ioverth se entregou voluntariamente.

O elfo sorriu.

-Entendo. -disse a rainha. -Que os deuses os ajudem em sua jornada, jovem príncipe. Espero que encontre o que procura.

-Eu também espero... -disse Doretarf pensativo. -Obrigado, majestade, por tudo. Salvaram-me a vida, espero um dia poder retribuir o favor. E não costumo esquecer de minhas dívidas.

A rainha apenas assentiu.

Caminharam por longas horas, desviando estrategicamente de criaturas que habitavam aquela floresta. O suor grudou aos cabelos negros do príncipe enquanto o sol queimava-lhe a tez. Não havia percebido que seus cabelos haviam crescido tanto, caindo em seus ombros, com certa dificuldade amarrou-os a uma tira de couro. Agora estava semelhante ao Ghaell. Ioverth caminhava mais a frente, mancando de leve pela investida dos carniçais. Percebeu então que o pingente do carvalho branco batia freneticamente contra o seu peito enquanto caminhava. "Nos reencontraremos novamente Ellin... Eu prometo". Estava determinado a retomar ao seu trono o mais rápido possível, afinal quatro meses já havia se passado desde sua partida das montanhas azuis. Não imaginava um futuro sem Ellin do seu lado. E queria desposá-la... Necessitava de sua presença bem mais do que queria admitir. Nunca acreditara que encontraria alguém para amar, para proteger. Sua mãe estava certa ao fazê-lo a aceitar as diferenças entre as raças, caso contrário, nunca teria encontrado ao amor de sua vida. Agradeceu-a silenciosamente em seus pensamentos.

Saíram da densa floresta passando pelo túnel retorcido com galhos de árvores. Ioverth fora conduzido por Doretarf até o outro lado da Hansa. Ghaell fora o primeiro a avistá-los ao longe, acenou e comunicou aos demais que estavam acampados na beirada da estrada.

-Graças aos deuses. -começou o mercenário. -Estavámos preocupados e prontos a atacar aquelas dríades. -revelou.

Ivo Mirce aproximou-se encarando com escárnio ao elfo.

-Bom trabalho, nunca duvidei de você, Darrien.

Ioverth elevou o cenho em forma de indagação em direção ao príncipe, afinal Aglais o havia chamado de Doretarf. O príncipe por sua vez, pigarreou em resposta. -O que aconteceu? -indagou o líder conduzindo-os ao acampamento da hansa. -Amarre-o aquele tronco, Ghaell. -ordenou ele.

O mercenário obedeceu.

-As dríades foram flexíveis a sua maneira. -disse ele tocando incoscientemente em seu ombro direito. -A noite anterior fomos caçados por carniçais, com um pouco de sorte conseguimos nos livrar das criaturas e eu consegui capturá-lo. Ou melhor, ele se entregou por livre e espontânea vontade.

-Não fode. -intrometeu-se Bren soltando fumaça pelas narinas. -O que esse filho de uma cadela está planejando? -indagou ele olhando-o desconfiado.

O elfo por sua vez, fingiu que não estava ouvindo. E compenetrou seu olhar na floresta. Chloe voltou com uma corça sobre os ombros. O sangue vertendo sobre suas vestes, e jogou o algomerado de carne sobre o chão.

-Darrien. -sorriu ela com alegria. -Que bom que está vivo. -disse retirando o chapéu tricórnio da cabeça. E olhou em direção do elfo amarrado ao tronco. -Então este é o fugitivo. Esse deu trabalho hein, levando em conta de que levou três dias para capturá-lo.

-Devo admitir que houve certos... Contratempos. -disse ele lembrando-se de sua maldição. -Mas no fim, ai está Ioverth. -olhou ao redor, mas não avistou Larawen. -Onde está Lara?

-Larawen. -interveio Ghaell. -Lara é apenas para os mais íntimos, Darrien... -disse ele secamente.

Doretarf soltou uma risada.

-Desculpe-me, terei cuidado da próxima vez. -disse ele divertido.

-Minha amada e idolatrada elfa saiu em busca de uma pequena infantaria para adentrar nas florestas de Brokilon, pois como já havia dito antes iriamos atacar aquelas dríades. Mas para sorte de Eithné você chegou no limite do prazo. -sentou-se a uma tora de madeira ao lado de Chloe.

Ouviram o burburinho de vozes ao longe, escarros e sons de ferraduras ganharem força. A frente conduzindo a pequena infantaria de dez homens, estava Larawen conduzindo seu cavalo. Todos viraram em sua direção, ela por sua vez suspirou aliviada por avistar Darrien sã e salvo. Nesses últimos quatro meses ela o considerava como um amigo, uma parte de sua família. Ela desceu do cavalo habilmente, e aproximou-se da hansa.

-Graças aos deuses. -disse ela abraçando ao príncipe. Ghaell olhou-a incredulo por tamanha audácia.

-Está bem, está bem. Já chega. -disse o mercenário enciumado e afastou-os com as mãos.

-Qual é o seu problema? -indagou a elfa com um pingo de raiva.

-Acredito que um aperto de mão já é o suficiente para dar-lhe as boas-vindas novamente. Nada de contato com esse seu belo e esbelto corpo. -disse Ghaell passando as mãos pelos cabelos, irritado.

-Quem você pensa que é para mandar em minhas ações? -indagou ela elevando a voz com a cólera.

-Ghaell, entenda que... -disse Doretarf.

-Não, cale a boca. Cale essa maldita boca. -rosnou ele cerrando os punhos.

Larawen o esmurrou no estomago, fazendo-o debruçar-se de dor. Brendan sorriu gostosamente. Chloe correu para socorrer ao mercenário, enquanto Cigarra suspirava entediado.

-Não tenho tempo para suas sandices. - disse a elfa determinada. E voltou-se a Cigarra. -Trouxe a infantaria como o ordenado. Estes foram os últimos soldados que restaram em Brugge, pois o exército do rei Venzlav agora mesmo disputa território contra Nilfgaard. Ao que parece os Scoia'tael nilfgaardianos juntaram-se a peleja. Não há muito tempo para a invasão. -disse a elfa em tom de preocupação. -O que devemos fazer?

Cigarra pareceu pensar.

-Os Cigarras sempre cumprem suas missões, se não fosse por isso, não seríamos uma hansa. Vamos continuar com o combinado e levá-lo ao rei.

A elfa suspirou exasperada.

-Então temos que correr, antes que seja tarde demais.




(…)

Ioverth fora trancafiado sobre uma carruagem com barras de ferro. Ficara em silêncio durante toda a viagem, apenas observando a hansa e os soldados que volta e meia disparavam palavrões em sua direção. Tratou de ficar sentado, e não esboçou nenhuma reação. Doretarf o observava com curiosidade. Por que o elfo entregou-se voluntariamente para a morte certa? Não havia como escapar afinal todos ali escoltando-o tinham habilidades na esgrima e estavam armados até os dentes. Chloe mais atrás estava preparada para disparar uma flecha de sua besta a qualquer movimento suspeito. Ghaell ao lado esquerdo a qualquer momento poderia atacá-lo e mata-lo de forma rápida, assim como Larawen que estava ao lado direito. Desamardo e acorrentado não tinha a menor chance, então por quê? Teria ele se arrependido de seus pecados contra pessoas inocentes? Estava incerto sobre as decisões do elfo.

Chegaram ao castelo atravessando as ruelas da cidade. As pessoas aos poucos aglomeravam-se em suas janelas para ver quem estava acorrentado e enojaram-se ao avistar ao elfo. Enfim, adentraram as muralhas de Brugge. As bandeirolas verdes e brancas debruçaram-se sobre o vento estampando o brasão do castelo. Os soldados retiraram-no com certa rispidez, e o mantiveram acorrentado, conduzindo-os aos portões de entrada. Cigarra parou a hansa de repente.

-Encontrar-me-ei sozinho com o rei, fiquem aqui de guarda e olhos bem abertos. -ordenou o líder.

-Se não se importa, Cigarra, gostaria de acompanha-lo. -interveio Doretarf, curioso demais para deixar passar a oportunidade.

-Está bem, pelo trabalho que teve, nada mais justo. -disse o homem e os dois adentraram aos portões.

A sala do trono era lapidada em marmore com vigas robustas de madeira sobre as laterais e teto, a arquitetura robusta combinava com a personalidade de Venzlav. Estava sozinho, sentado sobre o trono de pedras que mais pareciam carvão. Doretarf curioso, não se atentou em esconder sua identidade, afinal ele visitara Brugge há três anos, e só então quando cruzou olhares com o rei que percebeu o nível de sua estupidez. Se o rei revelasse sua identidade a Ivo Mirce, estaria em grandes apuros e certamente lhe cobraria uma explicação. Para sua sorte os cabelos estavam longos e a barba por fazer, lhe davam uma feição mais velha, o qual o rei não sustentou o olhar e desviou fitando ao elfo.

-Seja bem-vindo. -disse o rei ironicamente. -A justiça tarda, mas nunca falha. -refletiu ele endireitando-se no trono. -Devo meus agradecidos a hansa Cigarra que por competência inigualável, conseguiu subjuga-lo. -disse ele com satisfação. -Aqui está Ivo, uma quantia significativa pela sua eficácia. -um servo adentrou ao salão segurando um médio baú repleto de ouro e joias. O mercenário sorriu abertamente, satisfeito com o pagamento.

-Quanta generosidade, vossa majestade. -disse ele fechando ao baú, segurando-o em seguida.

-Chamei ao júri para que os fatos fossem devidamente apresentados a corte. -disse o rei acenando com a mão e uma multidão de nobres invadiram ao salão. O elfo fora conduzido para o centro e encarou com altivez ao rei.

Doretarf e Cigarra juntaram-se ao júri, apenas com curiosidade de quais eram os crimes do elfo.

O castelão tomou a frente, e começou a proferir os crimes de Ioverth, lendo-as em um pedaço de papiro, acusado de assassinar ao rei Foltest de Teméria e Demawend de Aedirn.

-Você nega tais crimes contra a coroa do Norte? - indagou o castelão enrolando novamente o papiro.

Um minuto de silêncio. O elfo remexeu-se sobre os grilhões, dessa vez as mãos amarradas em frente ao corpo. Todos encaram-no esperando uma resposta.

-Sim. -disse ele calmamente.

O murmurinho do júri ecoou pelo salão. Ioverth estava suspeitamente calmo.

-Mentiras descabíveis. -rosnou um duque. -Essa maldita escória assassinou ao rei Foltest, temos testemunhas. Não negue a verdade debaixo do nosso nariz, estrume.

-Silêncio, por favor. -interveio o castelão seriamente. O que fez o murmurio cessar. -Diga-nos, scoia'tael imundo, se não fora você que assassinou ao rei, então quem foi?

-Humanos tolos. Por que eu diria a vocês? -berrou ele de repente. Doretarf retesou-se temendo o pior. -Eu degolei e esquartejei sua raça impura na segunda guerra do Norte, se eu pudesse mataria a todos vocês de uma só vez, começando por seu querido e amado rei. Ah não, espera... -disse ele dando uma pausa dramática. -Eu posso... Começarei o extermínio de sua maldita raça em Brugge. -O elfo retirou das vestes uma pequena anfôra de barro. Retirou o selo mágico, partindo-o abruptamente no chão.

O vento uivou sobre os ouvidos dos presentes, fora tão violento que arremessou a todos sobre as paredes. Doretarf bateu ao occipício na viga de madeira e ficou desnorteado por um tempo. Ivo agarrou firmemente o baú repleto de ouro e fora de encontro com a parede. Os portões do salão foram violentamente abertos jogando o restante da hansa em direção do corredor. O elfo sorria descontroladamente ao avistar a criatura enevoada ao centro do salão.

-Oh grande Djinn, conceda o meu desejo... -voltou a fitar ao rei com ódio. -Destrua-o!!!

A criatura obedeceu e avançou destroçando ao rei sem piedade, as tripas espalharam-se no trono e a carcaça fora jogada aos pés do elfo que com o pé direito, pisou freneticamente sobre o que restara do rei. Os convidados ficaram atônitos ao avistar tamanho ódio.


Notas Finais


Até o próximo capítulo.
Fui!


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