História À espera de Kathleen - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Styles, One Direction
Tags Angelique Boyer, Drama, Harry Styles, Romance
Visualizações 553
Palavras 3.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


💠💠Título do capítulo: Querendo te amar.💠💠

Boa leitura <3

Capítulo 14 - Wanting to Love You


Fanfic / Fanfiction À espera de Kathleen - Capítulo 14 - Wanting to Love You

 

Quando por fim chegamos, todos esperavam ansiosos, principalmente Andy.

Harry saltou do carro e pegou o filho no colo, o beijou e o abraçou apertado, sem se importar de estar sangrando em seus machucados.

- O Kamikazi morreu, papai... ele morreu… — Disse chorando.

- Eu sei, meu amor… sinto muito por ter visto isso… — Sussurrou-lhe o apertando mais firme.

Eu sentia tanto amor que não cabia no peito. Era tanto sentimento que transbordou por minhas ações...

Me aproximei vagarosamente dos dois, que nem ao menos me perceberam, e segurei em suas nucas, beijando amavelmente seus rostos.

Senti os dois me puxarem simultaneamente, colocando-me entre eles, em um abraço de amor.





 

Kathleen

 

Eu só queria dar-lhes acalento...

Há momentos na vida em que só queremos uma mão no ombro, um abraço apertado, ou mesmo só o estar ali, ao lado...

Sem nada a dizer…

Pois na falta de palavras certas, mais vale o silêncio de uma atitude do que elas.

Afaguei calmamente a nuca dos dois, e senti Harry passando um dos braços por minha cintura, me apertando mais contra ele.

Fiquei com o coração acelerado, e com uma vontade louca de falar bem baixinho, sussurrando em seu ouvido: ‘’nunca te deixarei sozinho’’ e depois me perder em seu olhar… ou deitar em seu peito sentindo o seu coração pulsar...

- Kath eu quero ir pra casa… me leva... — Andy sussurrou em lágrimas, enquanto me abraçava de volta.

- Vamos agora mesmo, meu pequeno… — Ele colocou seus braços em meu pescoço e as pernas em volta da minha cintura, vindo para os meus braços.

Meu coração gritou naquele momento. Ter nos braços aquele corpo tão vulnerável e delicado é a intimidade mais pura de um coração.

- Eu só vou me despedir do Liam e... agradecê-lo por tudo... — Emitiu Harry. Seu braço estava abraçando seu quadril, ele provavelmente estava com dores.

- Você não pode dirigir… — Havia angústia em minha voz.

- Eu consigo — Ele forçou um sorriso.

- Você não pode, por favor — Supliquei-lhe.

No entanto eu sabia que não adiantaria, mas se ele não importava-se o suficiente com a sua saúde, eu estava aqui para fazê-lo.

- Kathleen eu preciso levá-los pra casa — Disse de forma clara.

- Por que não pede ao Liam? — Ele arqueou uma sobrancelha e o notei ficar irritado. — Ele nos daria uma carona, sem o menor problema, eu tenho certeza

- Está duvidando da minha capacidade? — Sua carranca era irritada e confusa.

- É claro que não — Indiquei Andy em meus braços, para que não discutissemos em sua frente. — Mas está machucado e mal se aguenta nas pernas

- É claro que aguento, e vou provar-lhe isso. — Ele disse durão, saindo determinado e mancando.

A apreensão e angústia deixaram meu corpo todo em alerta.

Eu não tinha como concordar com aquilo, mas também não tinha como impedir.

- Kath… você e o papai estavam brigando…? — Perguntou-me Andy, olhando-me de frente.

- É claro que não, querido… — Fiz cócegas em seu pescoço, com cheiros e beijos, para que ele esquecesse o assunto.

- Liam está ocupado com os cavalos, vamos embora — Harry apareceu mancando, voltando do estábulo.

- Vai mesmo dirigir assim...? — Me preocupava demais com aquele idiota para poder deixar que ele se machucasse ainda mais.

- Vou. — Nem mesmo o meu tom baixo e preocupado conseguiu convencê-lo.

Persistência é uma qualidade. Teimosia, não.

Suspirei frustrada e tive que lidar com a derrota.

Caminhamos todos até o carro e nos acomodamos cada um em seus bancos.

Harry começou a dirigir pela estrada, e fazia uma expressão de dor sempre que forçava um pouco mais os pedais de freio ou do acelerador.

Aquilo me perturbava muito, eu não conseguia olhar para ele e ver todos os seus ferimentos...

Um dos primeiros sinais do amor é perturbar os seus sentidos e fazer com que você aja como normalmente não agiria. Que você sinta o que normalmente não sentiria, e se importe com alguém que não deveria, mas você se importa incondicionalmente.

Eu sei que é estranho isso aplicar-se a mim, logo eu que deveria abominá-lo para a eternidade, mas ninguém consegue entender o amor, ele é um sentimento sem limites...

- Harry, você pode ir mais devagar, por favor...? — Assim ele não teria que se esforçar tanto.

Ele me olhou, como se tivesse caído na realidade, e apenas assentiu, diminuindo a velocidade, apesar de estarmos quase chegando à sua mansão.

- Está tudo bem…? — Sondei-lhe, de forma zelosa.

- Eu tô legal — Disse ao respirar fundo, mas o que ele menos parecia estar era legal.

Fez-se silêncio por alguns minutos e logo estávamos atravessando os portões de seu casarão.

Andy acabou dormindo durante a viagem e saiu do carro nos braços de Anastacia.

Foquei meu olhar em Harry, que tentava se mover, gemendo de dor.

- Argh, porra, caralho — Meu coração ficou apertado. — Eu não sinto minhas pernas...

- Você não disse que estava legal? — Tentei conter ao máximo o meu tom sarcástico.

- Não começa, Kathleen, foi só modo de falar... — Neguei com a cabeça.

Ele saiu calmamente do carro, fechando a porta atrás de si.

- Me ajuda a caminhar — Pediu, com uma expressão de dor. — Mostra que você serve para alguma coisa — O fuzilei com o olhar.

- Acabou de perder o direito da minha ajuda.

- Não ferra, garota! Me tira daqui e me leva para o sofá! — Firmou a voz, poderoso.

- Eu...? — Cruzei os braços, me fazendo de boba. — Você não acabou de dizer que não sirvo pra nada?

- Caralho, Kathleen, para de gracinha e me ajuda a andar e tirar esse sangue do corpo!

- Está bem, vamos...! — Falei, ao me aproximar. — Mas farei isso por Andy. Apenas. Porque você não merece. — Ele deu-me um sorrisinho amargo.

- Obrigado mesmo assim. — Ele colocou o braço em volta de mim e caminhamos com dificuldade até a entrada da casa.

Mancávamos os dois, e todo o peso dele estava em cima de mim.

O seu cheiro, seu calor, a nossa química… tudo isso me deixava trêmula e inquieta, e parecia incomodá-lo de modo igual…

Nossos olhares casualmente se encontravam, e quando isso acontecia, desviávamos rapidamente, corando.

O estar tímido muitas vezes é apenas não saber como agir e só precisar que outro tenha a iniciativa. É esperar que o outro aja primeiro.

Ou talvez só sejamos covardes, por depositar no outro a responsabilidade de se tomar atitudes.

- Acha que consegue subir as escadas? — Perguntei-lhe, quando entramos em casa.

- Não, não, não, me deixa no sofá — Disse apontando.

Assenti e o ajudei a deitar cautelosamente.

- Ai, ai, ai, acho que quebrei a bacia… — Fui obrigada a rir. Onde esteve escondida toda aquela manha?

- Você precisa cuidar desses ferimentos logo — Ele assentiu, deitando a cabeça no encosto do sofá.

- ANASTACIA! — Logo a mesma apareceu.

- Sim, senhor?

- Por favor, traga o kit de primeiros socorros, está no meu quarto — Ela assentiu acatando e saiu para as escadas.

Harry manteve-se calado, contemplando-me, por tanto tempo, que deixou-me timidamente constrangida.

- Acho que estou com febre… — Pus a mão em sua testa e senti sua pele arrepiar sob a minha.

- Graças a Deus, não… — Nesse momento ele abriu os olhos, e havia algo diferente neles.

- Mas eu sinto um galo… — Não entendendo aonde ele queria chegar, o fitei confusa. — Ele está bem aqui, está doendo... — Ele pegou a minha mão pondo-a em seu cabelo.

- Aqui? — Apalpei um pouco.

- Mais pro lado… — Ele suspirou, fechando os olhos.

- Aqui?

- Talvez mais pra baixo... — Eu já estava chegando perto de sua nuca.

- Mas aonde?

- Vai descendo... — Ele disse, mordendo o lábio.

- Harry. — Entendi a dele.

Ele abriu os olhos e me encontrou sorrindo de canto.

- Foi boa a tentativa — Murmurei e ele soltou um risinho rápido pelo nariz, balançando a cabeça em negação.

- Juro que o galo está aí em cima — Cerrei-lhe os olhos, assentindo. Menino travesso.

Em um segundo, Anastacia desceu as escadas, caminhando em nossa direção com cautela, como se não quisesse atrapalhar o que quer que ela tenha pensado que estava acontecendo.

- Aqui está, senhor — Ela entregou-lhe a maleta.

- Obrigado — Ele estendeu a mão, recebendo-a. — Me ajuda com isso...? — Perguntou-me e eu assenti prestativa.

O sentei cuidadosamente no sofá, e fiz curativos em seu supercílio e orelha.

Haviam arranhões e hematomas por todo o seu rosto e braços, e mesmo todo ralado, ele continuava surpreendentemente lindo.

Ele não fez nenhuma reclamação de dor ou qualquer coisa do tipo enquanto seus ferimentos eram limpos, o que me levou a crer que o que lhe incomodava realmente, eram as dores no quadril.

Foi uma pancada forte a que ele sofreu, ele fora lançado com muita violência contra o chão.

Ele continha um sorriso de canto, enquanto me olhava guardar os materiais de volta na maleta de primeiros socorros. 

- ...por que não me dá um beijo...? — Senti minhas bochechas corarem subitamente. — Não precisa corar, só me beijar — Disse de uma maneira debochada e provocante, o que me irritou totalmente. — Eu sei que já quer isso há muito tempo... — Mencionou, cheio de si, e o encarei como se quisesse perfurá-lo.

- Quer saber? Acho que você bateu a cabeça a sério…! — Ele soltou um risinho sarcástico.

- Qual é, tesouro… é só um inofensivo beijinho — Eu ri com raiva.

- Que beijinho o que, Styles! — Rebati, enquanto tirava sua mão da minha nuca.

- Por favor, é só para me curar… nunca ouviu falar que um beijinho de amor cura...? — Persistiu, mordendo o próprio lábio de leve, divertindo-se.

- Eu não amo você. — Retruquei entre dentes e ele sorriu.

- É claro que ama — Um nó cresceu na minha garganta. — Os nossos olhos não mentem... — Soprou-me, como se aquilo fosse um segredo de estado.

Fiquei sem resposta para aquilo.

- Está dizendo que me ama também? — Consegui me recompor.

- Você disse também? — Perguntou de volta, notei sua respiração agitar-se.

- Perguntei primeiro, Styles. — Devolvi séria.

- Okay — Se deu por vencido. — Eu quis dizer nossos, sobre toda a humanidade. Não sobre eu e você. — Explicou-se.

- Não foi o que pareceu... — Rebati em um tom sóbrio, mas nada convencida.

- Quer saber...? Desisti desse beijo. Deve ser caído mesmo…!

- Caído?! — Cerrei os punhos, tentando conter minha raiva.

- É! Deve ser caidão, horrível…! — Retrucou, afirmando que sim. — Você deve parecer um… um... um cachorro chupando manga! — Arregalei os olhos chocada.

- Como ousa falar que eu — Ele me puxou pela nuca, tentando me beijar, mas o máximo que conseguira fora um selinho desajeitado, pois seu celular começou a tocar, fazendo-o atender de supetão.

Engoli o nó que se formou em minha garganta, eu estava trêmula e com o estômago congelado.

- QUE É, CARALHO! — Ele atendeu grosseiro, tentando também se recuperar. — Mãe…? — Tornou-se pálido e eu prendi o riso. — Me desculpe, eu pensei que fosse outra pessoa, desculpe — Disse, tentando usar o tom mais natural possível. — Sim, é na segunda… recebeu o convite...? O que achou? — Permaneci calada, apenas admirando-o. Sua beleza me encanta, me domina. Me acalma, me espanta. — Okay, mãe, nos vemos no dia do casamento então — Suspirei contida, sentada ao seu lado. — Tchau, eu te amo.

Ele encerrou a ligação e me olhou com um ar almejante. Suspirei de novo.

- Onde paramos…? — Ele aproximou-se delicadadamente, colocando a mão em minha nuca e logo havia uma distância mínima entre a gente.

Minha mão subiu para o seu rosto, e eu podia sentir sua respiração e seu hálito enquanto ele aproximava nossos lábios, com os olhos fechados.

- Daddy! Daddy! Daddy! Olha só o que eu fiz! — Dizia Andy, ao descer as escadas, e nós nos afastamos rapidamente.

Harry passou a língua pelos lábios, me olhando como se não acreditasse.

- Mas o que aconteceu, Andy? — Notei um bico involuntário formando-se em seus lábios, ao perguntar-lhe.

- Mas o que eu fiz de errado agora...? — Murmurou o pequeno, quase sussurrando — O senhor só me chama de Andy quando eu não faço algo certo — Harry obrigou-se a rir alto.

 Ele negou com a cabeça, negando as palavras do filho.

- Claro que não fez nada errado... — Respondeu-o com a voz calma e risonha. — O que estava dizendo...?

- Eu fiz um desenho muito especial! — O pequeno aproximou-se animado, com um papel em mãos.

- Sério? — Harry o colocou no seu colo, olhando para o desenho. Seu olhar era contemplativo. — Quem são...?

- Eu, o senhor e a KaKath — Senti meu coração dar piruetas, e estiquei um pouco o pescoço para tentar ver sua ilustração.

- Por que não fez a sua mãe, como sempre…? — Sondou-lhe Harry, e eu levantei a cabeça, olhando para ele.

- Porque nós três somos uma família agora… — Ele falou suavemente e Harry beijou sua testa, olhando-me fixamente em seguida.

Eu queria conseguir explicar o que estava sentindo naquele momento… mas se as minhas emoções e sentimentos soavam estranhos até mesmo para mim, imagina para vocês! Talvez a única coisa que pudesse descrever o que eu estava sentindo fosse amor.

Encarei Harry de volta por longos segundos, que pareceram uma eternidade mágica…

Mas respirei fundo, de maneira disfarçada, e abaixei a cabeça no exato momento em que Andy aproximou-se, parando à minha frente.

- Esse desenho é pra você, Kath — Entregou-me tímido.

- Oh, muito obrigada, pequeno Dy — Sorri para ele, olhando o desenho de perto. Estávamos os três de mãos dadas, estava lindo e colorido. — Você sempre me dando os presentes mais lindos do mundo... — O abracei amorosamente, e olhei para Harry, que olhava a cena com um sorriso nos lábios.

Ele me olhou profundamente por alguns segundos, piscou um dos olhos sorrindo e depois desviou o olhar. Estremi toda, droga.

- Você quer fazer um piquenique comigo no jardim...?

- É claro, eu adoraria, Dy — Acariciei seu rostinho, angelicalmente idêntico ao do pai.

- Então daddy, o que o senhor diz? — Harry o fitou, visivelmente confuso.

- Sobre o que, amor?

- De irmos até o jardim para um piquenique. Eu, o senhor e Kath.

- Hoje?

- Sim, daddy, por favor.

- Meu amor, o papai está todo fo… esfolado, e dolorido, eu mal consigo ficar deitado, de tão quebrado que estou — Me senti realmente mal por isso. — Vamos deixar para um outro dia? — O pequeno assentiu triste.

- Nem deu certo o piquinique, KaKath… — Ele disse fazendo beicinho.

- Por que não vão vocês dois? — Murmurou Harry, diante do desânimo do filho.

O pequeno quase gritou.

- É uma boa ideia! Vamos, Kath, vamos, vamos!

- Oh, Deus, vamos sim...! — Disse diante de sua euforia.

Ele saltitou feliz e saiu chamando por sua Nana.

- É incrível esse carinho que Andy tem por você… — Disse Harry, depois de alguns segundos de silêncio. Olhei-o mexida. Aquilo significava muito. Na verdade, significava tudo. — Ele sempre se dá bem com as pessoas, mas são poucas as que ele se conecta — Sorri com os lábios fechados. — Você conquista qualquer pessoa… — As suas palavras, e com toda a delicadeza que ele usara, ecoaram em minha mente, entorpecendo o meu coração pela milionésima vez naquele dia.

- E-e-eu... — Eu tentei, mas senti a língua travar.

- Kath! Vem! Vamos! A Nana já aprontou tudo! — Andy apareceu dando pulinhos pela sala e assim ergui-me de onde estava.

- Até daqui a pouco, daddy — Ele abraçou Harry, beijando-o carinhosamente na bochecha.

- Bom piquenique, filhão... e não vá dá trabalho a Kathleen, okay...? — O pequeno assentiu antes de ir correndo para os fundos.

Senti meu peito inflar quando virei-me para Harry e ficamos nos encarando por rápidos segundos.

- ...espero que não se im… — Ele fez que não com a cabeça.

- Não me incomodo — Disse com um sorriso nos lábios. — Divirta-se com ele... — Assenti radiante, indo abraçá-lo repentinamente.

Eu sempre me entrego ao impulso que me arrasta para ele… sempre, e cegamente.

Então mergulhei naquele cheiro que não defino...

Beijei ternamente a sua bochecha e o vi fechar os olhos com o toque…

Placidamente ele segurou meu rosto entre as mãos e encostou nossos narizes colandos nossos lábios em um selinho carinhosamente demorado.

Meu coração derreteu-se, como sempre acontecia em cada uma das inesperadas demonstrações de carinho que ele me dava. Eram raras, mas sempre me enchiam o peito de mais amor do que eu podia suportar.

- Vai… — Ele disse passando a mão pelo meu rosto. — ...não deixa ele esperando… — Assenti com a cabeça, concordando.

- ...eu vou… — E uni suas bochechas, apertando-as entre as mãos, deixando uma série de selinhos em seus lábios.

Ele apertou-me mais em seus braços e sorriu ao fim do meu ataque tão afetuoso.

Levantei-me do sofá antes que ele falasse alguma gracinha e acabasse com aquele momento tão puramente maravilhoso.

Fui caminhando até o jardim, vez ou outra me apoiando nas paredes. Sentia as pernas bambas e pouco ar nos pulmões…

Não sei como cheguei ao jardim, mas sentei-me com cuidado sobre a toalha florida, tentando respirar normalmente, já que ainda sentia o corpo totalmente em transe.

Eu não era a mesma Kathleen de antes, isso era fato.

- Você está bem, Kath? — Perguntou Andy, me olhando preocupado.

- Aham… — Respondi suspirante, sorrindo em seguida.

- Então vamos começar…?! — Disse animado e eu ri fraco, assentindo.

Anastacia havia colocado torradas, geleia, suco, pães, biscoitos e chocolate sobre a toalha.

Estávamos num local bem arejado e rodeado de flores. Só faltava Harry…

- Você gosta tanto assim de piqueniques, pequeno...? — Perguntei-o, enquanto preparava uma torradinha com geleia para ele, que estava a minha frente, observando tudo.

- Muito — Ele tinha os olhos quase fechados por causa da claridade do sol. — Mas o papai não tem muito tempo para isso

- Hum, entendi.

Senti uma enorme vontade de perguntar sobre a sua relação com a mãe, mas senti que não era a hora.

- Onde você estuda…? — Perguntei, servindo-o um pouco do suco de uva.

- Num colégio perto daqui — Disse lotando a boquinha com a torrada inteira, comecei a sorrir. Igualzinho ao pai... — Você podia me buscar lá qualquer dia…! Eu até já falei de você para os meus coleguinhas! — Me vi deslumbrada.

- Eu iria adorar... eu vou sim! — Lhe disse e seus olhos brilharam radiantes. — E o que disse sobre mim...?

Ele mastigou rapidamente e engoliu o que tinha em sua boca para responder, me surpreendendo por sua educação.

- Eu disse que o meu papai ia me dar uma mamãe muito carinhosa e bonita — Então meus olhos se encheram de lágrimas. — Você ama o papai, Kath...? 

Olhei para ele, e lhe dei o sorriso mais sincero de todos. Só desejando colocar para fora o que passei todo esse tempo negando.

- Eu amo, Dy.  — Sorri timidamente. — O amo muito...

Ele sorriu me abraçando, e eu corei violentamente quando olhei por cima de seu ombro e vi que Harry estava logo atrás dele.

O vi fixar seu olhar em mim… eu estava estática demais para reagir…

- Interrompo? — Perguntou-nos.

- Daddy! — Andy virou-se contente.

- Só vim ver se estavam se divertindo — Explicou-se, e eu mordi o lábio inferior, olhando para qualquer outro ponto do jardim.

Eu estava congelada, e nada disse, apenas segui em silêncio, evitando olhar para ele. Não tinha coragem de olhá-lo e ver o que sua expressão revelava.

- Nós estamos! — Andy disse vibrante. — Não é mesmo, Kath??

- Sim, estamos — Minha voz soou baixa e fraca.

- Filho, você me empresta a Kathleen por alguns minutos...? — Senti um pesado embrulho no estômago.

- Mas por que...? — O questionou com receio.

- Eu só preciso conversar com ela uma coisa — Me faltou ar ao ouvi-lo dizer isso. Ele ouviu, ele ouviu, ele ouviu! — Ela volta logo, eu prometo.

- Então tudo bem… — O pequeno ergueu os ombrinhos.

- Vem... — Chamou-me Harry, olhando-me, e eu cautelosamente me levantei.

Com um suspiro fraco ele passou o braço pela minha cintura, e caminhou comigo, pois ainda estava mancando.

O meu coração parecia que ia sair pela boca enquanto mancávamos para dentro...

Inquietude causada e pensamento agitado... resultam em impulsos cardíacos acelerados.

Eu mal sabia o que poderia acontecer. A ansiedade e o nervosismo tomaram conta de mim. Eu parcialmente tremia e suava.

Quando finalmente entramos, um frio na espinha me subiu bem no momento em que seus olhos grudaram-se aos meus. Tão profundos e intensos...

- O que quer conversar comigo…? — O seu olhar continuava fixo em mim, e a sensação de ser invadida nunca havia sido tão forte.

- Não é nada demais… é só… — Cortei-o, sentindo-me intimidada.

- Se for sobre o que você ouviu… — Minha voz soou calma. — Isso faz parte do nosso teatro… fingirmos... — Ele pareceu confuso. — Eu não estou apaixonada por você. — Sua expressão se suavizou e eu desviei outra vez o olhar.

- Eu não disse isso... — Ele disse sólido. — Mas se você sentiu necessidade de negar, acho que deveria rever esse ponto.

Eu perdi as palavras...

Na verdade, eu estava repleta delas. Só não tinha a coragem para dizê-las.

 


Notas Finais


Eita Karry... tá cada dia mais difícil se segurar 😍😍
O que estão achando...?
Me contem tudo ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...